ACNUR alerta para situação difícil na Somália

O aumento da violência no centro e sudeste da Somália têm forçado mais de 200 mil somalis a deixarem suas casas, apenas este ano. A grande maioria está se deslocando dentro do próprio país e é cada vez mais perigoso e difícil ultrapassar as fronteiras nacionais.

O aumento da violência no centro e sudeste da Somália têm forçado mais de 200 mil somalis a deixarem suas casas, apenas este ano. A grande maioria está se deslocando dentro do próprio país e é cada vez mais perigoso e difícil ultrapassar as fronteiras nacionais.

Devido à rápida deterioração da situação do país e ao crescimento dos deslocamentos, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) procura recursos para diminuir o sofrimento dos refugiados. Os principais países afetados são os vizinhos Quênia, Iêmen, Etiópia e Djibuti.

Situação humanitária na Somália tem se agravado e demanda atenção da comunidade internacional, alertou a ACNUR esta semana. Foto: UNHCR/E.Hockstein

Situação humanitária na Somália tem se agravado e demanda atenção da comunidade internacional, alertou a ACNUR esta semana. Foto: UNHCR/E.Hockstein

Outros dois assuntos suplementares foram discutidos na última quarta-feira (12) em Genebra: a extensão do acampamento Ifo em Dadaad, Quênia, habitado por mais de 160 mil refugiados, sendo a quase totalidade proveniente da Somália; e a solicitação de liberação de 60 milhões de dólares do orçamento destinado a cobrir as necessidades da Somália e seus vizinhos. Em 2010, ACNUR dispõe de um orçamento total de 474,7 milhões de dólares a serem utilizados para as necessidades da região.

“A crise está piorando com a deterioração da situação interna de Somália e devemos estar preparados para um novo deslocamento em grande escala”, declarou o Alto Comissário da ACNUR, Alexander Aleinikoff. No total são mais de 550 mil refugiados e 1,4 milhões de pessoas internamente deslocadas (IDPs, na sigla em inglês). “Devemos trabalhar para aumentar os esforços conjuntos, providenciar segurança e melhorar as condições de vida dos refugiados”, concluiu Aleinikoff.

A crise é piorada por severas condições de seca, pobreza, insegurança alimentar e enchentes periódicas. O novo Fundo visa melhorar os serviços dos acampamentos, particularmente o suprimento de água, abrigo e ajuda médica. ACNUR também usará estes recursos para abrir dois novos acampamentos de refugiados, um no Iêmen e outro no Djibuti. Os fundos também servirão para assistências legais, alimentação e itens básicos de ajuda.