ACNUR ajuda vítimas de conflito armado em campo de refugiados no Sudão do Sul

Durante toda a última semana de março a agência de refugiados da ONU trabalhou juntamente com os refugiados para tentar contornar a situação da comunidade em Yida, onde vivem mais de 70 mil pessoas.

Toma Ibrahim Kuku deixou sua casa no campo de refugiados em Yida, no Sudão do Sul, no início do mês após uma troca de tiros. Ela e a família optaram por viver temporariamente em outro lugar do campo. Foto: ACNUR/ K.Mahoney

Toma Ibrahim Kuku deixou sua casa no campo de refugiados em Yida, no Sudão do Sul, no início do mês após uma troca de tiros. Ela e a família optaram por viver temporariamente em outro lugar do campo. Foto: ACNUR/ K.Mahoney

No início de março, quando os conflitos armados começaram no campo de refugiados Yida, Toma Ibrahim Kuku ficou apavorada. O tiroteio aconteceu bem perto dela, que não teve tempo de pegar nada. Ela correu para a floresta com 11 membros da sua família, incluindo seus seis filhos.

Eles passaram a noite escondidos. Na tarde seguinte ouviram mais tiros, então Toma e sua família precisaram fugir mais uma vez, desta vez para o norte, em direção à militarizada e contestada fronteira do Sudão.

Dias depois, com a tranquilidade relativamente restaurada, retornaram ao campo Yida. O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) enviou um ônibus para a fronteira para trazer de volta Toma e cerca de mil outros refugiados que deixaram o campo durante os combates. O grupo ficou agradecido, pois estava sem acesso a água e comida.

Mas o alívio durou pouco. “Quando voltamos para Yida nossas coisas tinham sido roubadas”, explica a moça. “Perdemos tudo. Nossos cobertores, galões, sabão, comida. Tudo se foi”.

Durante toda a última semana de março a agência de refugiados da ONU trabalhou juntamente com os refugiados para tentar contornar a situação da comunidade em Yida, onde vivem mais de 70 mil pessoas. O local tem sido afetado pela violência e a agência procura a melhor forma de fornecer assistência.

O ACNUR entrevistou famílias deslocadas para identificar suas necessidades imediatas antes de entregar materiais de reposição aos líderes comunitários. Leia aqui: http://bit.ly/11JpItG