ACNUR ajuda indígenas vítimas da violência na Colômbia

Equipes do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) na Colômbia estão prestando assistência a cerca de 200 indígenas chegaram em vilas remotas do sudoeste do país após fugirem da violência em seu território. Na última terça-feira, o ACNUR havia solicitado uma rigorosa investigação sobre o assassinato de 17 indígenas da etnia Awá, ocorrido em Telelembi Tortugaña, uma das mais isoladas e conflituosas regiões do país.

Equipes do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) na Colômbia estão prestando assistência a cerca de 200 indígenas chegaram em vilas remotas do sudoeste do país após fugirem da violência em seu território. Na última terça-feira, o ACNUR havia solicitado uma rigorosa investigação sobre o assassinato de 17 indígenas da etnia Awá, ocorrido em Telelembi Tortugaña, uma das mais isoladas e conflituosas regiões do país.

Segundo informou em Genebra o porta-voz do ACNUR, Ron Redmond, duas equipes da agência da ONU para refugiados chegaram ontem às vilas de Samaniego e Buenavista, onde os cerca de 200 indígenas se encontram.

“Os indígenas estão em com a saúde comprometida, após uma difícil caminhada em uma região cheia de minas anti-pessoais. Muitas crianças mostram sinais crônicos de desnutrição, e a infra-estrutua em Buenavista é muito limitada”, afirmou Redmond, lembrando que a entidade governamental responsável por assistir pessoas deslocadas já está na região e começará a coordenar a entrega de suprimentos aos indígenas. Em Samaniego, segundo Redmond, a assistência humanitária já está sendo prestada.

Representantes da etnia Awá solicitaram aos deslocados que deixem as vilas o mais rápido possível e procurem locais mais seguros mais ao sul, onde a comunidade Awá está organizada para recebê-los. “Apesar dos esforços das autoridades para chegar ao local do massacre, até agora nenhum instituição civil conseguir entrar na área, e os corpos dos 17 indígenas presumidamente morte ainda não foram encontrados”, afirmou Redmond. Na última quarta-feira, novos relatos indicavam que outros 13 Awá teriam sido mortos em um território conhecido como El Sandal.

De acordo com o porta-voz do ACNUR, a agência da ONU para refugiados reitera a necessidade de uma ampla investigação judicial e solicita a todas as partes envolvidas o respeito à lei humanitária internacional. “Pedimos ao governo da Colômbia que cumpra suas obrigação de proteger a população civil”, afirmou Redmond, durante briefing a jornalistas em Genebra.

A morte dos indígenas aconteceu no departamento (estado) de Nariño, localizada na costa do Oceano Pacífico e próximo à fronteira com o Equador. O estado é um dos mais afetados pelo conflito armado na Colômbia e registrou, nos últimos dois anos, os maiores índices de deslocamento forçado do país.

Com cerca de 21 mil pessoas, os Awá formam a maior etnia indígena naquela parte da Colômbia e sofrem com a presença de grupos armados em seu território, sendo constantemente ameaçados, perseguidos, assinados e forçados a se deslocar. O escritório do ACNUR em Nariño tem trabalhado com os Awá, que tem lutado para se manter fora do conflito colombiano – como outros grupos indígenas do país.

Existem 87 diferentes grupos indígenas na Colômbia, sendo que mais de um terço deles estão em risco de extinção devido aos conflitos armados e ao deslocamento forçado. Na Colômbia, estão registrados cerca de 2,8 milhões de deslocados internos – 300 mil só em 2007.

O ACNUR possui 12 oficinas na Colômbia, colabora com o governo na proteção da população civil e trabalha com organizações indígenas em todo o país.

Informações adiconais com o ACNUR em Bogotá (Marie-Hélène Verney / celular +57.312.457.2804) ou em Genebra (William Spindler / celular +41 22 739 8332).

Luiz Fernando Godinho
ACNUR Brasil – Oficial de Informação Pública
(61) 3367.4187 / 8187 0978


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