ACNUR afirma que número de refugiados do Mali já chega a 147 mil

Além do conflito, o país enfrenta a seca. Há escassez de alimentos e combustíveis, impossibilitando o funcionamento de mercados tradicionais.

Abdullah e sua família vivem agora em um local normalmente usado para armazenamento. Eles fugiram da cidade de Diabaly. (ACNUR/H. Caux)O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) informou nesta terça-feira (22) que o número de pessoas que fogem dos combates no Mali está aumentando desde os novos confrontos e a incursão aérea francesa no dia 10. No total, já são 147 mil refugiados em países vizinhos e 229 mil deslocados internos. O país também enfrenta a seca.

“Os recém-chegados continuam a dizer que deixaram suas casas por causa de ataques aéreos e do combate, bem como pelo receio sobre a aplicação da lei islâmica. Eles também falam de escassez cada vez maior de alimentos e combustíveis, com os mercados tradicionais incapazes de operar”, afirmou o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards.

Com seus parceiros, a agência está a prestando assistência aos refugiados em campos de Burkina Fasso, Níger e Mauritânia, fornecendo água potável, saneamento e estruturas de higiene, alimentação, moradia adequada, saúde e educação, mas as condições nos campos ainda são precárias. O ACNUR e seus parceiros estão trabalhando para resolver a situação por meio de atividades geradoras de renda na capital do Mali, Bamako – o acesso humanitário para outras áreas está severamente limitada por questões de segurança.

No último fim de semana, uma equipe das Nações Unidas chegou ao país para apoiar as autoridades nacionais na busca em restaurar a ordem constitucional e a integridade territorial.