ACNUR abre novo campo para refugiados marfinenses no leste da Libéria

Este é o sexto campo de refugiados e tem capacidade para cerca de 27 mil pessoas.

Refugiados da Costa do Marfim

O Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) abriu o sexto campo de refugiados para cerca de 27 mil pessoas da Costa do Marfim, que estavam vivendo em comunidades de acolhida no leste da Libéria desde que fugiram de seu país natal.

O novo campo foi inaugurado na última quinta, em terras que antes pertenciam à empresa Prime Timber Production, no condado de Grand Gedeh. O objetivo é melhorar a proteção e assistência aos refugiados, os quais estão atualmente espalhados por 300 localidades ao longo da fronteira com a Costa do Marfim.

Ao se mudarem para o novo campo, (conhecido por PTP), mais ao interior da Libéria, os refugiados têm acesso a melhores serviços, como o fornecimento mensal de alimentos, acesso a educação, água e saneamento. O acampamento, o maior entre os seis existentes na Libéria, também oferece abrigos familiares.

A abertura do campo PTP é parte de uma operação de realocação que está ocorrendo ao longo da fronteira. O ACNUR espera realocar outros 50 mil refugiados para os seis campos até o fim deste ano, apesar dos desafios logísticos impostos por fortes chuvas sazonais e estradas lamacentas.

“Estamos muito felizes por responder ao desejo expresso pelos próprios refugiados de se mudarem,” disse Andrew Mbogori, chefe do escritório do ACNUR na cidade de Saclepea. Ele acrescentou que dezenas de refugiados foram sozinhos para os campos.

De acordo com o planejamento atual, o campo PTP é o último a ser aberto na Libéria, já que a segurança na Costa do Marfim está melhorando.No último mês, os governos da Libéria, da Costa do Marfim e o ACNUR assinaram um acordo tripartite para o repatriamento voluntário dos
refugiados marfinenses. O acordo estabelece o marco legal para um retorno voluntário dos refugiados com segurança e dignidade.

Estima-se que mais de 173 mil marfinenses cruzaram a fronteira para a Libéria, durante as eleições do ano passado e a instabilidade que se seguiu. Cerca de 30 mil vivem em cinco outros campos criados anteriormente. Além disso, estima-se que outros 26 mil refugiados da Costa do Marfin estejam em outros 12 países na região.