ACNUR abre novo acampamento para acomodar iraquianos fugindo de Mossul

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A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) abriu um novo campo para abrigar milhares de iraquianos que continuam a fugir da ofensiva militar no oeste de Mossul, no Iraque. As primeiras 500 famílias recém-deslocadas começaram a chegar no novo acampamento em Hammam al-Alil na quarta-feira (12). O local fica 25 quilômetros ao sul da cidade iraquiana. Desde fevereiro, 282 mil iraquianos deixaram a parte ocidental de Mossul.

Criança deslocada do oeste de Mossul recebe cobertor do Acnur, entre outros itens, após chegar ao acampamento de Hammam al-Alil. Foto: ACNUR

Criança deslocada do oeste de Mossul recebe cobertor do Acnur, entre outros itens, após chegar ao acampamento de Hammam al-Alil. Foto: ACNUR

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) abriu um novo campo para abrigar milhares de iraquianos que continuam a fugir da ofensiva militar no oeste de Mossul, no Iraque. As primeiras 500 famílias recém-deslocadas começaram a chegar no novo acampamento em Hammam al-Alil na quarta-feira (12). O local fica 25 quilômetros ao sul da cidade iraquiana.

Até o momento, o centro conta com 2,5 mil tendas prontas para receber a população vinda de Mossul. O espaço tem capacidade para acolher mais de 15 mil indivíduos. Uma segunda fase da construção do acampamento está prestes a ser concluída, ampliando a área para abrigar até 30 mil pessoas.

Segundo o organismo das Nações Unidas, no centro de acolhimento, cada família, dependendo de seu tamanho, receberá uma tenda e outros itens básicos, incluindo cobertores, colchonetes e utensílios para fazer comida.

De acordo com números do governo iraquiano, mais de 400 mil pessoas saíram de Mossul e arredores desde o início da ofensiva militar em outubro do ano passado — incluindo 282 mil deslocados do oeste da cidade que deixaram a região a partir de meados de fevereiro.

Kathe Awad Taha fugiu de Badoush, no oeste de Mossul porque, segundo ela, a “vida estava ficando muito difícil, especialmente porque a comida estava acabando”.

Com cerca de 60 anos e mãe de três filhos cegos, Taha afirmou que só havia trigo e farinha para comer. Ela chegou ao campo de Hammam al-Alil 2 na manhã da quarta-feira, após a família ter deixado sua aldeia às sete horas da noite e andado por quase seis horas “com medo e fome”. Usama, seu filho mais velho, afirmou que “toda a família teria sido decapitada” se tivesse sigo pega durante a fuga.

O novo campo, Hammam al-Alil 2, é um dos 11 que o ACNUR abriu para responder à grande escala do deslocamento provocado pelos confrontos em Mossul e nos arredores. Dois outros locais estão em construção.

Segundo o representante da agência da ONU no Iraque, Bruno Geddo, até meio milhão de pessoas ainda podem estar na porção ocidental da cidade e é possível que um grande fluxo de iraquianos fuja da região.

Geddo afirmou que o organismo internacional “está trabalhando 24 horas por dia para preparar mais campos e ter mais abrigos disponíveis para famílias que chegam exaustas, com fome, sede e frequentemente traumatizadas”.


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