ACNUR: 8 fatos sobre refugiados que você precisa conhecer

Em junho, a Agência da ONU para Refugiados lançou seu relatório anual Tendências Globais, que aponta um número recorde de pessoas forçadas a se deslocar no mundo. São 70,8 milhões de indivíduos que tiveram de abandonar suas casas por causa de conflitos armados, violência e perseguições.

Trata-se do maior contingente já verificado pelo organismo internacional nas quase sete décadas de sua existência — a instituição foi criada em 1950.

O ACNUR separou oito fatos sobre quem são e onde vivem essas pessoas forçadas a deixar tudo para trás:

1. Em 2018, existiam 25,9 milhões de pessoas refugiadas, isto é, pessoas que tiveram de deixar seu país de origem, em busca de proteção numa outra nação.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

Crianças rohingya de Mianmar aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox’s Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

2. Metade dos refugiados são crianças, sendo que milhares delas estão separadas de suas famílias ou desacompanhadas.

Crianças refugiadas na Grécia. Foto: UNICEF/Tomislav Georgiev

Crianças refugiadas na Grécia. Foto: UNICEF/Tomislav Georgiev

3. Em 2018, Uganda notificou que acolhe 2,8 mil crianças refugiadas com cinco anos de idade ou menos que estão sozinhas ou separadas de suas famílias.

De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), mais de 1 milhão de crianças fugiram do conflito no Sudão do Sul. Cerca de 160 mil crianças refugiadas estão no campo de refugiados de Bidibidi, no norte da Uganda. Mais de 5 mil atravessaram a fronteira do Sudão do Sul sozinhas, ou se separaram de suas famílias ao longo do caminho. Saiba mais nesse vídeo

De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), mais de 1 milhão de crianças fugiram do conflito no Sudão do Sul. Cerca de 160 mil crianças refugiadas estão no campo de refugiados de Bidibidi, no norte de Uganda. Foto: ACNUR

4. A população refugiada está concentrada em áreas urbanas, que abrigam 61% dos refugiados do mundo.

Refugiados sírios, como Kamala, ajudaram a cidade alemã a manter a escola aberta. Foto: ACNUR/Gordon Welters

Refugiados sírios, como Kamala (ao centro), ajudaram a cidade alemã de Golzow a manter a escola aberta. Foto: ACNUR/Gordon Welters

5. Os países em desenvolvimento acolhem um terço de todos os refugiados do mundo. Em média, países ricos acolhem 2,7 refugiados por cada mil habitantes, enquanto países de renda baixa e média acolhem 5,8 pessoas nessa mesma proporção.

Refugiada rohingya de Mianmar senta-se ao lado de dois de seus quatro filhos em abrigo no campo de Nayapara, sudeste de Bangladesh. Foto: ACNUR/Chris Melzer

Refugiada rohingya de Mianmar senta-se ao lado de dois de seus quatro filhos em abrigo no campo de Nayapara, sudeste de Bangladesh. Foto: ACNUR/Chris Melzer

6. Cerca de 80% dos refugiados vivem em países vizinhos às suas nações de origem.

No Líbano, Mahmoud mora em uma tenda com sua esposa e cinco filhos. Todo mês, a família recebe do ACNUR uma assistência em dinheiro. Foto: ACNUR/Martin Dudek

No Líbano, Mahmoud mora em uma tenda com sua esposa e cinco filhos. Todo mês, a família recebe do ACNUR uma assistência em dinheiro. Foto: ACNUR/Martin Dudek

7. A cada cinco pessoas refugiadas, quatro estão numa situação prolongada de refúgio — há pelo menos cinco anos. Um em cada cinco são refugiados há 20 anos ou mais.

Khazneh Said, conhecida como Um Qasem, vista no acampamento de Khan Dunoun, na zona rural de Damasco, na Síria. Foto: UNRWA/Taghrid Mohmmad

Khazneh Said, conhecida como Um Qasem, vista no acampamento de Khan Dunoun, na zona rural de Damasco, na Síria. A refugiada abandonou seu vilarejo na Palestina há mais de 70 anos. Foto: UNRWA/Taghrid Mohmmad

8. O maior número de novas solicitações de refúgio em 2018 foi feito por venezuelanos — foram 341,8 mil solicitações.

Venezuelanos cruzam o rio Táchira em busca de alimentos e outras formas de assistência na Colômbia. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

Venezuelanos cruzam o rio Táchira em busca de alimentos e outras formas de assistência na Colômbia. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau