ACNUDH reforça pedido pelo fim da repressão que já matou milhares na Síria

Relatos apontam que simpatizantes e famílias de ativistas também se transformaram em alvo, assim como defensores de direitos humanos.


O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) apelou mais uma vez hoje (23/9) para que as autoridades sírias parem com a brutal repressão contra manifestantes pacíficos e permitam uma investigação independente e imparcial no país.

Defensores de direitos humanos, dentro e fora do país, transformaram-se em alvos. O ACNUDH também está preocupado com os relatos de ataques das forças de segurança contra simpatizantes e famílias dos manifestantes.

Um caso “apavorante” foi o da jovem Zeinab al-Hosni, de 18 anos. Em 13 de setembro, a família encontrou o corpo dela mutilado. De acordo com relatos ainda não confirmados, Zeinab teria sido sequestrada por membros da força de segurança em 27 de julho para pressionar o irmão ativista a não participar das manifestações em Hama.

Pelo menos 2,6 mil pessoas foram mortas na Síria desde o início dos protestos por democracia, em março. O ACNUDH afirmou hoje ser fundamental que o Conselho de Segurança considere levar a situação da Síria ao Tribunal Penal Internacional.