ACNUDH e UNESCO pedem transparência na investigação do assassinato de jornalista russo

Agências da ONU apelam às autoridades para que medo não cale a mídia. Khadzhimurad Kamalov, conhecido por reportagens sobre abusos da polícia e violação de direitos humanos, foi morto em 15 de dezembro.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) pediram nesta terça-feira (20/12) às autoridades da Federação Russa transparência na investigação do assassinato do jornalista Khadzhimurad Kamalov, ocorrido na quinta-feira (15/12).

“O medo não pode ser usado para calar profissionais da mídia e negar direitos humanos básicos como liberdade de expressão e impedir cidadãos de terem acesso à informação”, afirmou a Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova.

Kamalov era Diretor-Executivo da organização Svoboda Slova (Свобода Слова ou ‘liberdade de expressão’, em russo) e fundador e editor do Chernovik, um jornal independente semanal da República do Daguestão, no norte do Mar Cáucaso. Ele ficou conhecido por suas reportagens sobre abusos da polícia e violação dos direitos humanos.

“Seu assassinato envia uma preocupante mensagens aos jornalistas interessados em investigar esse tipo de assunto”, defendeu o porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville. Segundo fontes do Instituto Internacional da Impressa, Kamalov é o quarto jornalista assassinados em 2011 na Rússia.