A ONU e os assentamentos humanos

Quando a ONU foi fundada, em 1945, dois terços da população mundial viviam em zonas rurais. Em 2000, a distribuição da população havia mudado, com metade da população mundial vivendo nas cidades. Além disso, espera-se que em 2050 dois terços da população mundial – cerca de seis bilhões de pessoas – estarão vivendo nas cidades. E enquanto as cidades são o eixo central da produção e do consumo nacional – processos econômicos e sociais que geram riquezas e oportunidades – elas também geram doenças, crimes, poluição e pobreza.

Em muitas cidades, principalmente nos países em desenvolvimento, moradores de favelas constituem mais de metade da população urbana, com pouco ou nenhum acesso a abrigo, água e saneamento básico. O Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) foi estabelecido em 1978 para melhorar esta situação. Ele também trabalha para implementar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio que dizem respeito à melhoria das vidas de pelo menos 100 milhões de moradores de favelas – o equivalente a cerca de 10% da população dos moradores de favelas em todo o mundo – até 2020.

Em 2002, o ONU-Habitat teve seu mandato reforçado e seu status elevado ao de um programa do Sistema da ONU. Essa revitalização foi encaixada na principal agenda de desenvolvimento da ONU para a redução da pobreza, com uma estrutura mais ágil e eficaz de pessoal, bem como um conjunto de programas e prioridades mais relevante e direcionado.

O atual foco do ONU-HABITAT está na conquista de terras e moradias para todos; no planejamento participativo e na governança; nas infraestruturas e serviços que não agridam o meio ambiente; em habitações inovadoras e nas finanças urbanas. Estes esforços fazem parte de uma campanha global sobre urbanização sustentável.

Além de uma ampla variedade de programas de apoio à população urbana, o ONU-HABITAT apoia o desenvolvimento de uma Rede de Desenvolvimento Urbano Sustentável – uma rede inovadora de parceiros globais. A Rede trabalha em níveis locais para desenvolver as capacidades dos governos nacionais, fortalecer o poder de decisão das autoridades locais e promover a inclusão da comunidade no processo decisório.

O Sistema das Nações Unidas estabeleceu a primeira segunda-feira de outubro como o Dia Mundial do Habitat.

“As cidades não são apenas tijolos e cimento: elas simbolizam os sonhos, as aspirações e as esperanças das sociedades. A gestão dos recursos humanos, culturais e intelectuais de uma cidade é, portanto, tão importante para o desenvolvimento harmonioso como a gestão de seus recursos físicos.”

O Estado das Cidades Mundiais 2008/2009

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