Abrigos de refugiados rohingya em Bangladesh são destruídos por enchentes

As fortes chuvas de monção em Bangladesh inundaram o assentamento de Cox’s Bazar, lar de mais de 900 mil refugiados rohingya, destruindo cerca de 273 abrigos e ferindo 11 pessoas, informou a Agência de Refugiados da ONU (ACNUR), na sexta-feira (5). O imenso campo de refugiados foi atingido por três dias de chuva sem parar, e aguaceiros mais fortes são esperados para toda a próxima semana, com quatro meses da temporada de monções ainda por vir.

Voluntários treinados por ACNUR e parceiros trabalharam durante toda a noite na quarta-feira (3) sob chuva forte para ajudar famílias em necessidade urgente. Em alguns casos, isso envolveu o resgate de refugiados de abrigos destruídos pelos 26 deslizamentos de terra relatados.

Campo de refugiados em Cox's Bazar transformou-se em mar de lama após chuvas, com algumas áreas completamente inundadas. Foto: PMA/Gemma Snowdon

Campo de refugiados em Cox’s Bazar transformou-se em mar de lama após chuvas, com algumas áreas completamente inundadas. Foto: PMA/Gemma Snowdon

As fortes chuvas de monção em Bangladesh inundaram o assentamento de Cox’s Bazar, lar de mais de 900 mil refugiados rohingya, destruindo cerca de 273 abrigos e ferindo 11 pessoas, informou a Agência de Refugiados da ONU (ACNUR), na sexta-feira (5). O imenso campo de refugiados foi atingido por três dias de chuva sem parar, e aguaceiros mais fortes são esperados para toda a próxima semana, com quatro meses da temporada de monções ainda por vir.

Voluntários treinados por ACNUR e parceiros trabalharam durante toda a noite na quarta-feira (3) sob chuva forte para ajudar famílias em necessidade urgente. Em alguns casos, isso envolveu o resgate de refugiados de abrigos destruídos pelos 26 deslizamentos de terra relatados.

Cerca de 2.137 pessoas foram transferidas, seja porque seus abrigos sofreram danos substanciais ou por precaução, e suprimentos de emergência estão sendo distribuídos para ajudar a reconstruir, reparar e fortalecer abrigos danificados.

Os preparativos para a estação das monções no Cox’s Bazar incluíram a construção de estruturas de retenção nas encostas, a instalação de drenagem e a construção de estradas e pontes. Também foram construídos reservatórios para conter as chuvas de monção e estabilizar o abastecimento de água.

Desde janeiro, cerca de 21 mil refugiados foram empregados por mês pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), sob um esquema de dinheiro para trabalho, ajudando na redução do risco de desastres e no trabalho de engenharia para tornar os campos mais seguros, incluindo a estabilização das encostas.

A situação em Cox’s Bazar “continua crítica”

Em uma entrevista coletiva no escritório da ONU em Genebra na sexta-feira, o porta-voz do PMA Herve Verhoosel disse que, este ano, agências da ONU e ONGs completarão o trabalho de reflorestamento em mais de 200 hectares nos campos de refugiados, o que ajudará a estabilizar a terra e reduzir o risco de deslizamentos de terra. O PMA é responsável por cerca de 40% do reflorestamento, com insumos técnicos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Os estoques de alimentos para milhares de refugiados em Cox’s Bazar foram danificados pelas enchentes, disse Verhoosel. O PMA tem fornecido para 4.889 pessoas biscoitos de alta caloria e refeições quentes, e tem suprimentos suficientes para alimentar mais de 160 mil pessoas em uma emergência.

Ele acrescentou que quase dois anos após o afluxo de rohingyas para Bangladesh, em 2017, a situação continua crítica. Os refugiados permanecem altamente vulneráveis ​​à insegurança alimentar e a situação se deterioraria rapidamente se a assistência humanitária cessasse ou diminuísse. “Custa ao PMA 24 milhões de dólares por mês para alimentar quase 900 mil refugiados e, sem o apoio contínuo da comunidade internacional, a situação para esses refugiados se tornariam cada vez mais terríveis”.


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