Abrigo mexicano acolhe pessoas refugiadas LGBTI

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“La 72”, localizado próximo da fronteira com a Guatemala, é o primeiro abrigo no México a atender necessidades das pessoas refugiadas lésbicas, gays, trans e intersexo. Confira nesta matéria da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Frei Tomás tem dedicado sua vida a proteger às pessoas refugiadas e migrantes. Foto: ACNUR/ Sebastian Rich

Frei Tomás tem dedicado sua vida a proteger às pessoas refugiadas e migrantes. Foto: ACNUR/ Sebastian Rich

Um abrigo diferenciado para migrantes e refugiados, perto da fronteira com a Guatemala, ao sudeste do México, garante um lugar seguro e livre de discriminação para as pessoas refugiadas LGBTI, forçadas a fugir da violência e homofobia na América Central.

O albergue, conhecido como “La 72”, é administrado pelo frei Tomás González Castillo, membro da ordem religiosa cristã de franciscanos. Frei Tomás tem defendido os direitos dos solicitantes de refúgio no México, inclusive de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo, coletivamente conhecidos como LGBTI.

Todas as noites, frei Tomás visita os residentes do abrigo antes que as luzes se apaguem, dá as boas-vindas aos recém-chegados, anuncia os próximos eventos e pede um minuto de silêncio àqueles que sofrem durante sua trajetória em busca de segurança e liberdade.

Numa das noites, disse: “Amanhã, o coletivo LGBTI organizará uma festa para celebrar o orgulho e todos estão convidados”.

Desde que frei Tomás fundou o abrigo em Tenosique, em 2011, o local garantiu a proteção e a assistência humanitária de mais de 50 mil pessoas, forçadas a fugir da violência, extorsão, recrutamento forçado e violações de direitos humanos em Honduras, El Salvador e Guatemala.

Este foi o primeiro albergue no México que começou a atender às necessidades das pessoas refugiadas LGBTI. Outros albergues na Cidade do México e em Guadalajara também abriram espaços seguros às pessoas LGBTI.

O albergue acolhe até 250 pessoas por vez, incluindo mães solteiras, menores e um número crescente de famílias. Em 2016, o lugar recebeu 43 pessoas refugiadas LGBTI, das quais 13 solicitaram refúgio. Este ano, acolheu 20 refugiados LGBTI até 30 de junho. Saiba mais clicando aqui.


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