Abertura de escritório de direitos humanos na Coreia do Sul é um avanço, diz ONU

O escritório trabalhará questões de direitos humanos na Coreia do Norte, um “avanço que teria sido impensável há apenas alguns anos”, diz chefe do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

Alto comissário para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein no Museu dos Direitos Humanos das Mulheres e da Guerra, em Seul em 24 de junho de 2015. Foto: ACNUDH

Alto comissário para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein no Museu dos Direitos Humanos das Mulheres e da Guerra, em Seul em 24 de junho de 2015. Foto: ACNUDH

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ra’ad Zeid Al Hussein, disse nesta quinta-feira (25) que a abertura em Seul, Coreia do Sul, de um escritório para trabalhar as questões de direitos humanos na Coreia do Norte é um “avanço que teria sido impensável há apenas alguns anos.”

“É raro que a abertura de um escritório pequeno seja uma notícia tão grande”, disse o representante. “Embora nenhum de nós espere que um novo escritório de direitos humanos da ONU altere drasticamente esta situação de um dia para o outro, nós todos sentimos que é um passo significativo.”

O novo escritório foi criado em conformidade com uma recomendação feita no ano passado pela Comissão de Inquérito sobre os Direitos Humanos na Coreia do Norte, cujo relatório o chefe do Alto Comissariado chamou de “poderoso, devastador e extremamente influente”.

“A população da Coreia do Norte tem sofrido violações horríveis dos direitos humanos e privação durante décadas, e grande parte do mundo mal tinha consciência do que estava acontecendo lá e centrou-se apenas na questão nuclear”, observou, acrescentando que a gravidade, escala e a natureza dessas violações revelam um Estado que não tem qualquer paralelo no mundo contemporâneo.