A violência contra mulheres e meninas se tranformou em uma pandemia global que deve ser combatida, diz ONU

A violência de gênero é o exemplo mais extremo de opressão política, financeira, social e econômica, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Além disso, lembrou, é um problema presente em todos os níveis de todas as sociedades do mundo.

Em Darfur, no Sudão, mulheres se manifestam contra o fim da violência. Foto: ONU/Albert González Farran

Em Darfur, no Sudão, mulheres se manifestam contra o fim da violência. Foto: ONU/Albert González Farran

A violência contra mulheres e meninas é uma pandemia global que destrói vidas, divide comunidades e detém o desenvolvimento, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta terça-feira (25), marcando o Dia Internacional da Violência contra a Mulher.

Ban ressaltou que a violência de gênero é o exemplo mais extremo de opressão política, financeira, social e econômica do mundo todo. Além disso, não se trata de um fenômeno restrito a uma única região, sistema político, cultura ou classe social; pelo contrário, é um problema presente em todos os níveis de todas as sociedades.

Nesse sentido, governos, universidades, e lugares de trabalho vêm expandindo os esforços para combater a violência de gênero. Mais de 80% dos governos já aprovaram leis sobre a violência doméstica e o abuso sexual. No entanto, sua implementação é geralmente lenta e desigual.

“Esse é um momento importante, uma vez que o mundo está se preparado para o plano de ação pós-2015”, disse a diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, enfatizando que a questão da violência contra as mulheres vai ocupar grande espaço na futura agenda de desenvolvimento global.