‘A educação é imperativa para os direitos humanos, o desenvolvimento e a segurança’, afirma UNESCO

Apesar do crescimento da tecnologia móvel, muitas meninas e mulheres ainda não têm acesso a estas ferramentas, sobretudo na educação. A necessidade de sanar essa lacuna é a mensagem principal da edição 2015 da Semana de Aprendizagem Móvel, que acontece na sede da UNESCO em Paris.

A chefe da UNESCO, irina Bokova, na abertura da Semana de Aprendizagem Móvil. Foto: UNESCO/Nora Houguenade

A chefe da UNESCO, irina Bokova, na abertura da Semana de Aprendizagem Móvil. Foto: UNESCO/Nora Houguenade

“A educação é imperativa para os direitos humanos, é imperativa para o desenvolvimento, é imperativa para a segurança”, declarou Irina Bokova em seu discurso de abertura da Semana de Aprendizagem Móvel que aconteceu nesta terça-feira (24) na sede da UNESCO em Paris. “É por isso que devemos garantir que todas as meninas e todos os meninos possam frequentar a escola e receber o direito de aprender e de contribuir plenamente com a sociedade”.

No entanto, ressaltou a chefe da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Comunicação (UNESCO), isso não está acontece globalmente e as meninas e mulheres tem o menor acesso à educação.

Para a chefe da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, a tecnologia móvel pode servir como um facilitador para a educação. “Ela pode oferecer aprendizagem onde não haja livros, nem salas de aulas ou mesmo professores. Isso é especialmente importante para mulheres e meninas que desistem da escola e necessitam de uma segunda chance”, explicou.

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) descreve telefones celulares como “a tecnologia mais penetrante e mais rapidamente adotada da história”. Das sete bilhões de pessoas da Terra, mais de seis bilhões agora têm acesso a um aparelho móvel que funcione. Isso significa que a tecnologia móvel é, atualmente, comum nas áreas onde mulheres são carentes e as oportunidades educacionais são limitadas. Porém, muitas ainda não têm acesso algum.

“Ainda há uma persistente lacuna na questão de gênero quanto ao acesso à tecnologia móvel”, disse a palestrante principal, Cherie Blair, fundadora da Fundação Cherie Blair para Mulheres (Cherie Blair Foundation for Women). “As pesquisas mostram que uma mulher em um país de baixa ou média renda tem 21% menos chance que um homem de possuir um telefone celular. Na África, mulheres têm 23% menos chances que homens de possuir um celular. No Oriente Médio, esse número sobe para 24% e, no sul da Ásia, ele sobe ainda mais, para 37%. As razões que as mulheres citam para não possuírem telefones celulares incluem custos dos aparelhos e dos planos de telefonia, a falta de necessidade e medo de não ser capaz de dominar a tecnologia”.

A Semana de Aprendizagem Móvel oferece uma plataforma para mostrar as brechas ainda existes, trocar e compartilhar ideias sobre como elas podem ser preenchidas, bem como demonstrar como elas funcionam. O programa inclui 80 oficinas para capacitar usuários de aprendizagem móvel. Também inclui um Fórum de Política para que representantes governamentais discutam ideias para integração e ampliação de intervenções bem-sucedidas de aprendizagem móvel para promover a igualdade de gênero na educação, e também discutam o papel da tecnologia móvel na medida em que a comunidade internacional desenvolve novas metas para a educação e o desenvolvimento.


Comente

comentários