‘A comunidade internacional deve fazer mais para apoiar refugiados sírios no Líbano’, diz chefe do ACNUR

Cerca de 1,2 milhão de refugiados sírios se instalaram em todo o Líbano, intensificando a pressão aos serviços básicos e infraestrutura do país.

O alto comissário para os refugiados, António Guterres e enviado humanitário para o Kuwait, Abdullah Al-Matouq (à esquerda), visitam o assentamento informal para refugiados sírios perto de Ghaziye, no sul do Líbano. Foto: ACNUR/I. Prickett

O alto comissário para os refugiados, António Guterres e enviado humanitário para o Kuwait, Abdullah Al-Matouq (à esquerda), visitam o assentamento informal para refugiados sírios perto de Ghaziye, no sul do Líbano. Foto: ACNUR/I. Prickett

O alto comissario da ONU para os refugiados, António Guterres, pediu na última quarta-feira (15) à comunidade internacional acelerar seus esforços para aliviar o sofrimento dos refugiados sírios que continuam a viver em condições adversas em assentamentos informais no sul do Líbano. Guterres visitou alguns dos 1,2 milhão de sírios que procuraram refúgio no Líbano por causa do conflito em seu país.

“Não podemos aceitar que o povo sírio continue a viver nestas circunstâncias absolutamente trágicas, e não podemos aceitar que países como o Líbano e Jordânia enfrentem um desafio tão dramática para suas próprias economias e para a sua própria estabilidade”, declarou Guterres.

Refugiados sírios se instalaram em todo Líbano, intensificando a pressão aos serviços básicos e infraestrutura do país, que já se encontram em seu limite. Quase um quinto deles vive em assentamentos informais como Debone, próximo a cidade de Ghaziye no sul do Líbano, que atualmente abriga 30 famílias sírias em um amontoado de 23 abrigos improvisados construídos a partir de tábuas de madeira e lonas de plástico.