A ativista LGBT Bianka Rodriguez nos escritórios da COMCAVIS Trans, em San Salvador. Foto: ACNUR/Tito Herrera

Mulher trans desafia perigos e lidera luta pelos direitos LGBTI em El Salvador

A salvadorenha Bianka Rodriguez estava saindo de um shopping em San Salvador quando um homem armado se aproximou e a forçou a entrar num carro. O homem dirigia sem rumo e dizia que iria matá-la. Após algum tempo, ele decidiu libertá-la. Para Bianka, o episódio mostrou os riscos que ela, como pessoa transgênero, sofria em seu país.

Hoje, Bianka Rodriguez, de 26 anos, preside a organização COMCAVIS Trans, que protege pessoas LGBTI obrigadas a se deslocar devido a ameaça de gangues em El Salvador. Por esse trabalho, ela foi a vencedora nas Américas do Prêmio Nansen da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Foto: StockSnap/Creative Commons.

Iniciativa acadêmica da ONU dobra número de refugiados matriculados no Brasil

Dados globais da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) sobre inclusão de pessoas refugiadas no ensino superior revelam preocupantes discrepâncias: apenas 3% das pessoas refugiadas em idade condizente estão matriculadas em universidades.

A boa notícia é que, no Brasil, o número de refugiados e solicitantes de refúgio matriculados nos institutos de ensino superior que integram a Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM) dobrou em 2019, em comparação ao número do ano anterior.

A CSVM é uma iniciativa do ACNUR que desde 2003 atua no âmbito de pesquisa e ensino sobre refúgio e migração. A Cátedra atua em cooperação com instituições de ensino superior nacionais e com o Comitê Nacional para Refugiados (CONARE).

O refugiado sírio Fahed participa de aulas no Ouzai Center, uma escola informal em uma favela do sul de Beirute. Foto: ACNUR | Diego Ibarra Sánchez.

Amizades são uma ponte para crianças refugiadas estudarem, aponta ACNUR

Com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a ONG Centro Sem Fronteiras oferece chances para crianças refugiadas sírias retomarem os estudos em Beirute, Líbano.

“A educação é uma salvação para todos nós, mas especialmente para os jovens no momento certo”, apontou a co-fundadora do projeto, Lina Lina Attar Ajami.

A iniciativa faz parte de um esforço conjunto para retirar crianças sírias que vivem no Líbano do trabalho infantil, inserindo-as na escola.

Aline Maccari, 42, trabalha como Assistente Sênior de Informação Pública do ACNUR em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR | Santiago Escobar-Jaramillo.

‘Aqui se chora de tristeza e de alegria no mesmo dia’, diz funcionária do ACNUR em Boa Vista

Aline Maccari, de 42 anos, trabalha como Assistente Sênior de Informação Pública da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Boa Vista (RR). Seu trabalho é oferecer informação e suporte para a mídia acerca da situação dos refugiados venezuelanos que chegam ao Brasil, garantindo que este cenário e estas pessoas sejam registrados de forma responsável e justa.

Ela compartilhou com a agência momentos marcantes de sua experiência e os principais desafios e alegrias do dia a dia em uma emergência humanitária.

“A parte mais gratificante sem dúvida é perceber que parte do meu trabalho ajudou alguém a melhorar sua vida, minimizar seu sofrimento ou criar empatia com o público. Além disso, o mundo precisa saber da resposta exemplar que estamos oferecendo aos refugiados no Brasil”, contou Maccari. Leia mais na entrevista.

O objetivo do concurso é estimular o jornalismo de qualidade sobre questões relacionadas à migração laboral. Foto: Banco Mundial

Concurso global da OIT premia coberturas jornalísticas sobre migração laboral

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou o quinto Concurso Mundial de Meios de Comunicação como forma de reconhecer publicamente coberturas jornalísticas exemplares sobre migração laboral.

Os temas da edição deste ano são “contratação equitativa” e o “futuro da migração laboral”. Pela primeira vez, o concurso terá uma categoria para estudantes e a opção de receber o prêmio na forma de uma bolsa de estudo. O prazo de inscrição é 31 de outubro. Saiba como participar.

Exposição do UNICEF em Nova Iorque mostra impactos do deslocamento forçado nas crianças

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Fundação World Press Photo inauguraram na semana passada (11) em Nova Iorque uma exposição de fotografias sobre os desafios enfrentados pelas crianças obrigadas a deixar suas casas e seus países em busca de proteção ou melhores condições de vida.

As fotografias – muitas das quais receberam ampla atenção global e estimularam o debate sobre questões relacionadas à migração – foram selecionadas a partir de imagens premiadas nos concursos da World Press Photo realizados entre 2016 e 2019.

Daniela Puentes viu o sonho de se tornar médica ameaçado no penúltimo ano da faculdade de medicina em Mérida, sua cidade natal no oeste da Venezuela. Foto: ACNUR | Hélène Caux.

Pessoas refugiadas da Venezuela enfrentam desafios para terminar os estudos

Prestes a se tornar médica, Daniela Puentes, de 22 anos, teve que adiar seus sonhos profissionais para sustentar sua família.

Muitos refugiados e migrantes da Venezuela estão estudando na Colômbia. No entanto, sem documentos oficiais de seus estudos anteriores, essas pessoas podem não conseguir se inscrever em exames para ingressar na faculdade nem receber diplomas oficiais, colocando seu futuro em risco.

Problemas como os enfrentados por Daniela são tragicamente comuns entre os mais de 4,3 milhões de venezuelanos que foram forçados a deixar o país, fugindo da instabilidade econômica, da crise de segurança pública e do colapso do sistema de saúde.

Diariamente, cerca de 250 refugiados e migrantes venezuelanos têm a possibilidade de ligar gratuitamente para seus familiares. Foto: ACNUR | Allana Ferreira.

ACNUR apoia serviço de ligações gratuitas oferecido a venezuelanos em Roraima e Amazonas

Desde abril de 2018, a Operação Telefonia Humanitária é parte da resposta emergencial para os refugiados e migrantes venezuelanos que chegam aos estados de Roraima e Amazônia, e conta com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e suporte financeiro da União Europeia.

Entre janeiro e agosto deste ano, a Télécoms Sans Frontières (TSF), primeira ONG focada em resposta de emergência através da tecnologia, registrou mais de 55.000 ligações entre o norte do Brasil e várias regiões da Venezuela.

Diariamente, nas cidades de Boa Vista, Pacaraima e Manaus, em torno de 250 refugiados e migrantes atendidos pelo projeto têm a possibilidade de falar com familiares e quem precisou deixar para trás.

Meninas venezuelanas logo após uma manhã de atividades em um dos espaços de educação e proteção da criança e adolescente em Boa Vista. Foto: ACNUR | Allana Ferreira.

ACNUR apoia espaços de educação e proteção da criança em Roraima

A interrupção da educação de crianças e adolescentes é um dos grandes desafios que envolvem o deslocamento forçado.

No Brasil, o ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, tem apoiado espaços de educação e proteção da criança e do adolescente implementados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF Brasil) em Boa Vista e Pacaraima, em resposta ao fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos que chegam a Roraima.

São 23 unidades no estado, que já atenderam mais de 15,5 mil crianças e adolescentes até junho de 2019. Os espaços oferecem educação não formal e assistência social e psicológica para crianças e adolescentes entre 3 e 17 anos.

Onze venezuelanos foram interiorizados para Montes Claros, no norte do estado de MG, inclusive o pequeno Dylan, de apenas 1 mês. Foto: Exército/Comunicação Social 12 de Guerra

Fórum sobre inclusão laboral de refugiados reúne empresários em MG

Empresários, poder público e organizações da sociedade civil se reuniram na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) na quarta-feira (11) para a 3ª edição do Fórum Empresarial de Empregabilidade e Empreendedorismo para Refugiados e Migrantes.

O encontro foi organizado por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Rede Brasil do Pacto Global, em parceria com a FIEMG. Na ocasião, foi lançada a plataforma Empresas com Refugiados, cujo objetivo é auxiliar empresas no processo de contratação e ampliar inserção de refugiados no mercado de trabalho brasileiro.

1º Mutirão da Saúde em Ka'ubanoko, ocupação de refugiados e migrantes venezuelanos indígenas e não indígenas, em Roraima. Foto: UNFPA | Yareidy Perdomo.

UNFPA apoia venezuelanos indígenas no processo de integração ao território brasileiro

Agências da ONU têm realizado diversas atividades para ampliar o nível de informação e acesso daqueles que estão em situação de maior vulnerabilidade social em Roraima.

Ka’ubanoko, que significa “meu lar” na língua Warao, é uma ocupação que conta com mais de 600 pessoas indígenas e não indígenas vindas da Venezuela.

O local sediou o 1º Mutirão da Saúde – atividade que reuniu comunidade local, agências das Nações Unidas, instituições públicas e outras organizações para tratar de cuidados médicos e sanitários, além de outros eventos e rodas de conversa sobre direitos, liderança e resiliência comunitária.

Por indicação de amigos, Fátima veio ao Brasil em busca de trabalho para ajudar sua família na Venezuela. Foto: Fellipe Abreu

Projeto Empoderando Refugiadas recebe participantes para sua 4ª edição

Cerca de 50 mulheres se reuniram na sede do Grupo Mulheres do Brasil na última terça-feira (10), em São Paulo (SP), para o início da quarta edição do projeto Empoderando Refugiadas – iniciativa conjunta de Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres com foco na empregabilidade de mulheres em situação de refúgio.

O projeto, que já atendeu 110 mulheres em edições passadas, tem como foco capacitação profissional, integração cultural e facilitação do acesso ao mercado de trabalho brasileiro. Também prioriza o engajamento de empresas e organizações na contratação de refugiados e migrantes.

Agência da ONU para as migrações (OIM) promove junto com seus parceiros a inclusão socioeconômica dos venezuelanos interiorizados no Brasil. Foto: OIM.

ONU Migração atua em diversas frentes para apoiar a gestão do fluxo venezuelano no Brasil

Nos últimos anos, mais de quatro milhões de venezuelanos deixaram seu país para viver majoritariamente em outros territórios da América Latina e Caribe. Dentre os países que mais recebem esses imigrantes, o Brasil é a quinta nação de destino.

Além do apoio logístico, humanitário e de proteção, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) promove junto com seus parceiros a inclusão socioeconômica dos venezuelanos interiorizados. Segundo dados da agência, 56% dos venezuelanos que entram no país terminaram o ensino secundário, e 14% possuem diplomas de nível técnico ou superior.

Uma das iniciativas é a organização de oficinas a fim de sensibilizar e estimular o setor privado para a integração laboral de migrantes. Eventos em Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo já foram realizados e outros estão programados para os próximos meses.

Adolescentes em uma aula no ‘Diamond Adolescent Club’, cabana de bambu que funciona como escola em Bangladesh. Foto: ACNUR | Iffath Yeasmine.

Jovens refugiados rohingya lutam para manter vivo o sonho por educação

Em Cox’s Bazar, assentamento para refugiados mais populoso do mundo localizado em Bangladesh, crianças e jovens da etnia rohingya desafiam obstáculos para estudar.

Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), entre as 7,1 milhões de crianças refugiadas em idade escolar, 3,7 milhões – mais da metade – não vão à escola.

Shehana, uma adolescente rohingya de 16 anos cuja família fugiu da violência em Mianmar há dois anos, se considera com sorte. Ela estuda em um dos poucos centros comunitários que oferecem oportunidades de aprendizado para crianças acima de 15 anos, administrado por um parceiro local do ACNUR.

Para responder à situação da Venezuela, a ONU Brasil prevê um investimento de 146 milhões de dólares. Desse total, 53% foram arrecadados por meio de doações de países como Estados Unidos, Japão, Brasil e da União Europeia. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU e sociedade civil lançam plataforma de dados sobre venezuelanos no Brasil

A Plataforma R4V (Resposta a Venezuelanos) apresenta página brasileira que traz a público os dados mais recentes sobre o fluxo de venezuelanos e venezuelanas no país, como o número de refugiados, refugiadas e migrantes, solicitações de refúgio e venezuelanos com visto de residência.

Também é possível acessar documentos, relatórios de monitoramento, fichas informativas e notas de orientação sobre o contexto brasileiro, além de ter acesso às notícias mais recentes da ONU Brasil sobre o assunto. Os dados utilizados são validados e fornecidos pelo governo federal e por ONGs parceiras.

Pela primeira vez, quatro instituições de ensino superior de um único estado se juntam para a realização do seminário nacional da cátedra — Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Fundação Casa de Rui Barbosa. Foto: Flickr/Guilherme Torelly (CC)

Seminário no Rio marca 15 anos da Cátedra Sergio Vieira de Mello no Brasil

Ao completar 15 anos, a Cátedra Sérgio Vieira de Mello realiza seu 10º Seminário Nacional nos dias 11, 12 e 13 de setembro, no Rio de Janeiro (RJ). A cátedra é uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e reúne atualmente 22 instituições de ensino superior públicas e privadas.

As instituições associadas promovem ensino e pesquisa sobre deslocamento forçado, difundindo as temáticas de forma transversal em diferentes áreas de conhecimento acadêmico. Além disso, facilitam a integração de pessoas refugiadas ao prestarem serviços de atendimento a essa população e acesso ao ensino superior.

Refugiados que vivem no Brasil podem se inscrever em vestibular específico para graduações da Universidade Federal de São Carlos. Foto: Cáritas Arquidiocesana de São Paulo

ACNUR e Pacto Global lançam em Belo Horizonte plataforma para integração laboral de refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Rede Brasil do Pacto Global lançam na próxima quarta-feira (11), em Belo Horizonte (MG), a plataforma Empresas com Refugiados. A iniciativa, que será apresentada durante a 3ª edição do Fórum Empresarial de Empregabilidade e Empreendedorismo para Refugiados e Migrantes, visa auxiliar as empresas no processo de contratação e ampliar a inserção de refugiados no mercado de trabalho brasileiro.

Gift, de 14 anos, fugiu da guerra que estava devastando sua terra natal, o Sudão do Sul, um conflito que acabou com a vida de seu pai. Foto: ACNUR/John Wessels

Refugiado do Sudão do Sul luta para manter estudos na República Democrática do Congo

O adolescente sul-sudanês Gift, de 14 anos, teve o melhor desempenho entre os estudantes de sua classe no assentamento de Biringi, na República Democrática do Congo (RDC), nos últimos três anos. Mas isso pode não ser suficiente para mantê-lo estudando. Gift está em seu último ano da escola primária, enquanto as vagas na escola secundária são poucas e em lugares distantes. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Workshops abordam como empresas podem melhorar suas políticas de inserção laboral para migrantes internacionais. Fotos: OIM

Campinas sedia capacitação para inclusão de migrantes no mercado de trabalho

Na próxima terça-feira (10), Campinas recebe a terceira edição da oficina para a inserção laboral de migrantes em situação de vulnerabilidade realizada pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A capacitação tem como objetivo a implementação de políticas para migrantes em situação de vulnerabilidade no setor privado, esclarecendo mitos e dúvidas sobre o processo de contratação, prestação de assistência e documentação. As inscrições, além de gratuitas, podem ser realizadas em formulário online.

Representantes de ACNUR, PUC Minas e entidades governamentais e da sociedade civil participaram de oficina temática em Belo Horizonte (MG), na qual se formalizou o ingresso da instituição na Cátedra Sérgio Vieira de Mello. Foto: Divulgação

PUC Minas passa a fazer parte da Cátedra Sérgio Vieira de Mello

A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) assinou no fim de julho (29) convênio com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), oficializando sua adesão à Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM).

Com esta inclusão, já são 22 instituições de ensino superior no Brasil a integrar a cátedra, comprometendo-se a desenvolver ensino, pesquisa e extensão acadêmica voltados à população refugiada e ao tema do deslocamento forçado.

Obra da exposição “Percepções”, do artista Gabriel Archanjo (PI). Foto: Acervo Pessoal

ONU Mulheres apoia projeto que leva artes plásticas a venezuelanas em Roraima

O escritório da ONU Mulheres no Brasil apoiou o projeto “Amazônia das Artes”, do qual faz parte a exposição “Percepções”, do artista plástico piauiense Gabriel Archanjo, que ficou em cartaz no SESC Roraima, em Boa Vista (RR), de julho a agosto. A exposição foi viabilizada em parceria com a Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil.

Mais de 20 mulheres refugiadas e migrantes dos abrigos Rondon I e São Vicente, convidadas pela ONU Mulheres, e mulheres trans do abrigo Latife Salomão, convidadas pelo Exército, conferiram em julho a abertura da exposição no SESC Roraima, que reuniu cerca de 50 pessoas. Para muitas venezuelanas, o evento foi o primeiro contato com a cultura brasileira.

Refugiados residentes em São Paulo. Foto: ACNUR / L. Leite

ACNUR e parceiros lançam relatórios em SP sobre educação de refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lança na próxima quarta-feira (4), às 10h, na sede da Associação Compassiva (Rua da Glória, 900, São Paulo), o relatório global “Stepping Up: Refugee Education in Crisis” (Intensificando: Educação de Refugiados em Crise, em tradução literal).

O documento mostra que, globalmente, à medida que as crianças refugiadas crescem, as barreiras que impedem o acesso à educação se tornam mais difíceis de serem superadas.

Como resultado, mais da metade das crianças refugiadas em idade escolar no mundo não está matriculada em escolas. De acordo com o ACNUR, do total de 7,1 milhões de crianças refugiadas em idade escolar, 3,7 milhões não frequentam a escola.

Mãe e criança venezuelana no abrigo de Pintolândia em Boa Vista, norte do Brasil. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

ARTIGO: Situação de refugiados e migrantes venezuelanos precisa de maior atenção global

Em artigo, o representante especial conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM) para refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein, afirma que somente através de uma resposta regional coerente, previsível e harmonizada é que os países da América Latina e do Caribe poderão enfrentar o desafio humanitário e responder às necessidades de um número crescente de refugiados e migrantes venezuelanos.

“Embora reconheça o direito soberano dos Estados em decidir quais medidas tomar para permitir o acesso a seus territórios, incentivo os países da região a preservar o acesso ao refúgio e a fortalecer os mecanismos que permitem a identificação de pessoas que precisam de proteção internacional.” Leia o artigo completo.

Vista do Elevador Lacerda, em Salvador, na Bahia. Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

Bahia é o estado do Nordeste que mais recebe migrantes internacionais

O Observatório das Migrações em São Paulo (NEPO/UNICAMP), o Observatório das Migrações no Estado do Ceará e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) lançaram na quarta-feira (28), em Salvador (BA), o “Atlas Temático: Migrações Internacionais na Região Nordeste”, que analisa os fluxos migratórios para a região entre 2000 e 2017. A publicação teve o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

O atlas mostrou que, entre 2000 e 2017, 117,9 mil migrantes internacionais registrados se instalaram na região Nordeste, a maior parte deles no estado da Bahia (36,2 mil). Em segundo lugar vem o Ceará, com a presença de 26,4 mil migrantes. Terceira região do Brasil com maior concentração de fluxo migratório, o Nordeste atraiu, principalmente, migrantes oriundos de países europeus, que correspondem à quase metade dos países de origem analisados, com um total de 52,5 mil pessoas.

Iniciativa foi resultado de parceria entre Programa de Atendimento a Refugiados e Solicitantes de Refúgio (PARES) da Cáritas RJ e o Instituto Ver e Viver (IVV), com apoio da fabricante de lentes Essilor e do Instituto Nissan. Foto: Luciana Queiroz

Atendimento oftalmológico e doação de óculos beneficiam 120 refugiados no Rio

Em ação solidária realizada em 21 de agosto, no Rio de Janeiro (RJ), cerca de 120 refugiados e solicitantes de refúgio de países como Venezuela, Angola, República Democrática do Congo, Síria, Nigéria, Marrocos e Cuba, entre outros, receberam atendimento oftalmológico gratuito e, em muitos casos, um novo par de óculos.

​A iniciativa foi resultado de uma parceria entre o Programa de Atendimento a Refugiados e Solicitantes de Refúgio (PARES) da Cáritas RJ e o Instituto Ver e Viver (IVV), que, com o apoio da fabricante de lentes Essilor e do Instituto Nissan, levou seu projeto “Como você vê o mundo?” ao encontro das pessoas em situação de refúgio. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiados de Darfur, no Sudão, buscam segurança no vizinho Chade. Foto: ACNUR/H. Caux

ACNUR inicia credenciamento de imprensa para 1º Fórum Global para Refugiados, em Genebra

Nos dias 17 e 18 de dezembro de 2019, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Governo da Suíça sediarão em Genebra uma reunião mundial sobre refugiados: o primeiro Fórum Global de Refugiados (GRF, da sigla em inglês). A conferência global de dois dias é a primeira reunião em nível ministerial a dar seguimento à implementação prática do Pacto Global sobre Refugiados, firmado na ONU, em Nova Iorque, em dezembro de 2018.

Hoje, mais de 70 milhões de pessoas são deslocadas à força pela violência e perseguição em todo o mundo. O objetivo do Fórum Global de Refugiados é acelerar as ações de governos, setor privado, instituições e organizações internacionais, setor não governamental e sociedade civil na implementação do novo Pacto Global sobre Refugiados. O Fórum Global para Refugiados tem como objetivo gerar compromissos impactantes e outras promessas desses atores, voltados para a realização de mudanças tangíveis de políticas e práticas a longo prazo para melhorar a vida dos refugiados e das comunidades de acolhida em todo o mundo.

UNFPA realizou sessão com foco específico em mulheres idosas e mulheres migrando sozinhas. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

UNFPA realiza sessão informativa em Roraima com idosas e mulheres migrando sozinhas

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Secretaria Municipal da Gestão Social de Boa Vista, por meio do Centro de Referência de Assistência Social, participou de um encontro com mulheres refugiadas e migrantes no abrigo Rondon 3, da Operação Acolhida, em Roraima.

A Operação Acolhida é a resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada no Brasil por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil.

Na ocasião, um grupo mulheres idosas e de mulheres migrando sozinhas ou com filhos receberam sessões informativas sobre violência baseada em gênero, saúde sexual e reprodutiva e sobre o acesso aos serviços do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Há 16 províncias argentinas nas quais os médicos venezuelanos já estão certificados para trabalhar. Foto: OIM/Reprodução

Profissionais venezuelanos fortalecem sistema de saúde pública na Argentina

Um novo estudo da Organização Internacional para as Migrações (OIM) mostrou que a migração venezuelana está ajudando a aliviar a escassez de profissionais de saúde na Argentina.

Muitos dos 145 mil venezuelanos que atualmente vivem na Argentina são enfermeiras e médicos. Há 16 províncias nas quais os médicos venezuelanos já estão certificados para trabalhar, com mais de 200 profissionais atuando apenas na província de Buenos Aires e um número menor em Jujuy, Chubut e Córdoba.

Com apoio do UNFPA, Meninas Guerreiras desenharam o próprio uniforme. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Jovens venezuelanas jogam amistoso com time de futebol feminino de Roraima

O time de futebol feminino Meninas Guerreiras Brasil-Venezuela, formado por adolescentes e jovens venezuelanas, jogou no sábado (24) um amistoso em Boa Vista (RR) com jogadoras brasileiras profissionais que fazem parte do time de futebol feminino Atlético Roraima.

A disputa ocorreu no campo esportivo do abrigo Rondon 3, em Roraima, e foi organizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) com apoio da Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil — e do Atlético Roraima.

O time das Meninas Guerreiras faz parte de um projeto de esporte apoiado pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), Visão Mundial, Operação Acolhida e o UNFPA na resposta humanitária em Roraima.

Jogadoras do time "Meninas Guerreiras Brasil-Venezuela" elaboraram esboço de uniforme. Foto: UNFPA Brasil/Débora Rodrigues

UNFPA debate violência de gênero com meninas de time de futebol em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu em agosto encontros com meninas e mulheres refugiadas e migrantes moradoras de Roraima para impulsionar a resposta e a prevenção à violência baseada em gênero. Um desses encontros envolveu um time de futebol feminino formado por adolescentes e jovens venezuelanas com idade entre 11 e 26 anos.

O encontro, apoiado pela Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil —, reuniu 14 jogadoras no Espaço Amigável em Boa Vista (RR). O objetivo também foi discutir temas como saúde sexual e reprodutiva e direitos humanos.

Requerentes de refúgio e migrantes em embarcação próximo à costa da Líbia em novembro de 2016. Foto: ACNUR/Giuseppe Carotenuto

Ao menos 40 refugiados e migrantes desaparecem em naufrágio na costa da Líbia

Ao menos 40 pessoas desapareceram na costa da Líbia no mais recente naufrágio envolvendo barco que transportava refugiados e migrantes para a Europa, informou a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na terça-feira (27). A organização renovou seu pedido para que os países tomem medidas com o objetivo de salvar vidas.

“Não podemos conceber estas tragédias como inevitáveis”, disse o enviado especial do ACNUR para o Mediterrâneo Central, Vincent Cochetel. “A solidariedade precisa se transformar em ações que previnam mortes no mar e a perda de esperança que leva pessoas a arriscar suas vidas.”

Agência da ONU instala bombas d’água no maior campo de refugiados do mundo

Três horas. Este era o tempo que a refugiada rohingya Sura, de 35 anos, levava para coletar água para sua família. Todos os dias, ela atravessava o terreno montanhoso do assentamento de Kutupalong, em Cox’s Bazar, Bangladesh, caminhando por trajetos íngremes até alcançar uma bomba d’água.

Nos últimos 22 meses, porém, o cenário mudou. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros construíram 679 poços tubulares com bombas d’água fáceis de usar. “Hoje, levo um pouco mais de um minuto para caminhar da minha casa até o ponto de água”, contou Sura.

Desde agosto de 2017, milhares de refugiados rohingya foram forçados a fugir de Mianmar com destino ao sudeste de Bangladesh para escapar de ataques brutais contra suas aldeias promovidos pelas forças de segurança birmanesas. A aldeia em que Sura morava foi um dos alvos desses ataques.

Florence Idiongo, refugiada de Lotuko, no Sudão do Sul, em frente a uma de suas casas recém-construídas no assentamento de Kalobeyei, no Quênia. Foto: ACNUR/Will Swanson

Agência da ONU financia construção de casas em campo de refugiados do Quênia

Quando a sul-sudanesa Florence Idiongo se uniu aos milhares de refugiados que buscavam proteção no Quênia há três anos, ela teve que viver em uma barraca de plástico com 12 pessoas, incluindo seus filhos, irmãos e outros parentes.

O ambiente era quente, superlotado e oferecia o mínimo de proteção para sua família, que precisava vigiar constantemente alimentos e pertences. “Às vezes, tínhamos que cozinhar dentro da barraca durante as temporadas de chuvas e era muito arriscado para a saúde das crianças”, contou.

Mas a situação mudou. Com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ela teve acesso a recursos para se juntar a outros 1 mil refugiados que estavam construindo suas próprias casas, mais seguras, no assentamento de Kalobeyei.

Em 20 de agosto, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) participou de audiência pública na Câmara dos Deputados organizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Foto: Câmara dos Deputados/Luis Macedo

ONU participa de audiência na Câmara sobre políticas públicas para refugiados

A resposta humanitária do Brasil e a solidariedade do povo brasileiro com as pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela têm sido positivas. E apenas com o trabalho de todos os atores envolvidos será possível manter uma resposta que atenda às crescentes necessidades de proteção destas pessoas. Esta foi a mensagem da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) durante audiência pública na Câmara dos Deputados no dia 20 de agosto, em Brasília (DF).

No entanto, embora o Brasil venha sendo considerado um país referência na forma como tem respondido ao fluxo de venezuelanos, ainda há grande dificuldade de conseguir inserir essa população no mercado de trabalho nacional, alertou a agência da ONU.

“Os dados sobre a população de refugiados reconhecidos no Brasil nos permitem afirmar que (eles) têm alto nível de educação. É uma população majoritariamente masculina e jovem, e que já vem com diploma de seu país de origem”, disse o oficial de meios de vida do ACNUR no Brasil, Paulo Sérgio Almeida. No entanto, 25% deles estão desempregados ou desocupados, segundo estudo da organização.

ONU Mulheres promove rodas de conversa para venezuelanas em Roraima

Cerca de 180 mulheres venezuelanas são as primeiras beneficiadas de rodas de conversas, baseadas na metodologia Espaços Seguros, organizadas semanalmente pela ONU Mulheres em Roraima. Desde julho, elas dispõem de momentos para compartilhar histórias e discutir formas de reconstruir suas vidas no Brasil, conectando-se umas às outras no contexto da ajuda humanitária brasileira.

A proposta é atender venezuelanas em situação de migração de diferentes localidades, oferecendo conhecimento e inclusão. Os conteúdos são estabelecidos de maneira conjunta — um encontro inicial é realizado e, a partir dele, são as migrantes que escolhem as temáticas das próximas conversas, que são diferentes em cada abrigo, de acordo com suas necessidades, interesses e desafios.

Profissionais da Compassiva fazem atendimento aos venezuelanos no segundo dia de mutirão para a revalidação de diplomas de pessoas em situação de refúgio no Brasil. Foto: ACNUR/Gisele Netto

Organização social realiza mutirão para revalidar diplomas de refugiados em São Paulo

Entre os dias 12 e 14 de agosto, 70 solicitantes de refúgio, sendo 67 venezuelanos, foram atendidos em um mutirão realizado pela organização social Compassiva em sua sede, na Liberdade, em São Paulo (SP). A maior demanda por parte dos venezuelanos reflete o desejo dessa população de ter seus conhecimentos reconhecidos para atuarem em suas áreas de formação.

A revalidação do diploma de profissionais qualificados recém-chegados ao Brasil que solicitaram o reconhecimento da condição de refugiado é um elemento fundamental do processo de melhor integração destas pessoas à sociedade. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Evento incentiva empreendedorismo para refugiados e brasileiros em Boa Vista

Com o objetivo de promover oportunidades de integração social e econômica em Roraima, o evento Inspira Boa Vista reuniu no início de agosto mais de 80 instituições da área de educação financeira e empreendedorismo. O encontro, que foi idealizado para inspirar refugiados, migrantes e brasileiros a iniciar seus próprios negócios na região, ofereceu aos participantes oficinas e palestras voltadas à geração de renda e ao planejamento financeiro.

O evento, idealizado pelo Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), foi uma ação colaborativa entre organizações da sociedade civil, setor público, privado e agências do Sistema das Nações Unidas.

Mulheres refugiadas e migrantes receberam dicas de amamentação. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

UNFPA promove sessão sobre aleitamento materno em centro para migrantes de Boa Vista

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoiou na sexta-feira (16) atividade promovida pelo Exército da Salvação em Boa Vista (RR) para discutir e sensibilizar as mães refugiadas e migrantes do Centro de Convivência e Atendimento Psicossocial sobre a importância do aleitamento materno.

Em contexto de emergências humanitárias, o UNFPA trabalha para garantir ações que promovam a saúde sexual e reprodutiva das pessoas em deslocamento forçado, principalmente mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, pessoas idosas, com deficiência, entre outras com necessidades específicas de proteção.

Yumiko aprende sobre algumas das atividades neste centro infantil em Alepo. Foto: ACNUR/Hameed Maarouf

Trabalhadora humanitária escreve diário sobre vida cotidiana em Alepo, na Síria

A japonesa Yumiko Takashima trabalha para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na Síria — a mais de 8,7 mil km de sua cidade natal, Tóquio. Ela se juntou à organização vinte anos atrás e trabalhou em lugares como Timor Leste, Sudão, Tailândia, Afeganistão, entre outros. Desde 2018, está em Alepo.

Mais de 5,6 milhões de pessoas fugiram da guerra na Síria desde 2011, buscando segurança em Turquia, Líbano, Jordânia e outros países. Milhões estão deslocados dentro da Síria.

Yumiko contou à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) como é viver e trabalhar em um país que enfrenta um dos mais sangrentos conflitos armados do mundo.

UNAIDS visita Roraima para conhecer desafios e avanços na resposta local ao HIV

A Equipe Conjunta do UNAIDS no Brasil, acompanhada de uma representante do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e IST (DCCI) do Ministério da Saúde, esteve na cidade de Boa Vista (RR) para um ciclo de encontros com parceiros locais, incluindo representantes dos governos municipal e estadual, da sociedade civil e de outras agências e programas das Nações Unidas que atuam no local.

O objetivo foi avaliar os principais desafios da resposta ao HIV no estado e prospectar possíveis oportunidades de apoio à coordenação de projetos em andamento e à implementação de novas iniciativas conjuntas com foco na prevenção e cuidados em relação ao HIV e à AIDS.