Sardar, um médico que fugiu do Afeganistão depois de receber ameaças de morte, observa um raio-X de um solicitante de refúgio com câncer no centro de recepção e identificação de Moria, em Lesbos. Foto: ACNUR/Achilleas Zavallis

Solicitantes de refúgio sofrem com falta de atendimento médico na Grécia

No ano passado, as condições no maior centro de acolhimento para solicitantes de refúgio nas ilhas gregas eram sombrias. As pessoas careciam do básico em termos de higiene, banheiros, segurança e serviços médicos, e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu urgentemente por melhorias. Desde então, as coisas em Moria se tornaram ainda mais difíceis.

Os médicos de Moria e do hospital local estão sobrecarregados. ONGs e médicos voluntários trabalham dia e noite. Mesmo assim, muitas vezes eles só conseguem atender os casos mais urgentes e até condições crônicas graves são deixadas sem tratamento.

Maestro João Carlos Martins se apresenta no maior abrigo para refugiados e migrantes na América Latina, em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Pianista João Carlos Martins apresenta-se para refugiados e migrantes em Roraima

Conhecido mundialmente no circuito de música erudita, o maestro e pianista brasileiro João Carlos Martins usou mais uma vez a música para romper barreiras e unir nações.

Em uma recente visita a Roraima, ele levou inspiração às famílias que vivem no abrigo temporário para refugiados e migrantes venezuelanos Rondon 3, o maior abrigo para esta população na América Latina. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: TASS/UN DPI

Chefe da ONU diz que direitos humanos estão sob ataque no mundo

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lançou na segunda-feira (24) um chamado global por ação em prol dos direitos humanos.

Ao abrir a 43ª sessão do Conselho de Direitos Humanos em Genebra, Guterres disse que tal chamado ocorre no ano do 75º aniversário da ONU e em meio a um cenário em que “os direitos humanos estão sob ataque”.

Como exemplos, Guterres citou violações do direito internacional em conflitos, o tráfico de pessoas, a exploração e abuso de mulheres e meninas escravizadas, a prisão de ativistas, a perseguição de grupos religiosos e minorias e o assassinato ou assédio de jornalistas.

Mohammad Azeem, 27, vende especiarias em sua loja no mercado da Praça Al-Asif, em Karachi. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Com apoio local, refugiado afegão reconstrói vida no Paquistão

Em uma esquina de um mercado movimentado no sul do Paquistão, Mohammad Azeem passa os dedos por um barril de páprica vermelha brilhante. Ele sorri. Suas especiarias estão vendendo bem hoje.

Por anos, Mohammad foi um refugiado afegão sem acesso ao sistema bancário. Como consequência, foi forçado a contar com amigos para fazer cheques e manter seu dinheiro seguro. Agora, os negócios estão crescendo depois que novas leis lhe permitiram abrir uma conta bancária. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Crianças indígenas waraos brincam no Súper Panas apoiado pelo UNICEF no abrigo Janakoida, em Pacaraima, Roraima, perto da fronteira com a Venezuela. Crédito: UNICEF/Hiller.

Abrigos de Belém contarão com espaço UNICEF de integração de crianças refugiadas e migrantes

O Fundo das Nações para a Infância (UNICEF), com apoio da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), realizou em Belém uma oficina de formação para funcionários públicos com o intuito de preparar os abrigos da cidade para a inauguração de espaços Súper Panas.

O espaço Super Panas, do UNICEF – que significa “super amigos” em espanhol – oferece atividades recreativas, educativas e de apoio psicossocial, fundamentais para o desenvolvimento e a recuperação emocional dos crianças refugiadas e migrantes.

Foto: ACNUR

Síria: chefe da ONU para refugiados pede segurança para civis sitiados

Com o agravamento da situação na província de Idlib, na Síria, onde cerca de 1 milhão de pessoas estão em grave perigo, o alto-comissário da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, disse nesta semana apoiar os pedidos pelo fim das hostilidades e apela para ações urgentes que permitam as pessoas presas no conflito se deslocarem para locais seguros.

Estima-se que mais de 900 mil pessoas tenham fugido de suas casas ou abrigos em Idlib nos últimos meses. A maioria está agora nas províncias ao norte de Idlib e Aleppo, agravando a situação humanitária já desastrosa em meio a condições adversas no inverno rigoroso.

O objetivo da oficina realizada pela OIM foi sensibilizar o setor privado para a inserção laboral de pessoas migrantes e refugiadas. Foto: OIM

Rio Branco recebe oficina para inclusão de migrantes no mercado de trabalho

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizou na terça-feira (18) a segunda capacitação do ano voltada à implementação de políticas para migrantes em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho. Desta vez, a atividade aberta ao público aconteceu em Rio Branco (AC).

O objetivo do evento foi sensibilizar o setor privado para a inserção laboral de pessoas migrantes e refugiadas. Na capital do Acre, também foram dados esclarecimentos sobre a estratégia de interiorização dos venezuelanos e venezuelanas, que os leva voluntariamente de Roraima a outros estados do Brasil visando uma melhor integração socioeconômica na sociedade brasileira.

Foi exibido filme para que as crianças e adultos pudessem se distrair durante a espera no cadastramento. Foto: ACNUR

Mutirão de documentação no Pará beneficia mais de 100 indígenas venezuelanos

Em um esforço coordenado entre Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Polícia Federal e Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Pará, 106 indígenas venezuelanos da etnia Warao foram cadastrados nos últimos dois meses junto ao sistema SISCONARE como solicitantes de refúgio, sendo que 70 já tiveram seus protocolos emitidos.

O constante deslocamento dessa população pela região Norte e a complexidade logística de Belém, associados aos desafios linguísticos dos Warao, tornaram desafiador para a rede local de proteção atender suas necessidades de documentação.

O desafio de ajudar crianças refugiadas na Líbia a superar traumas

Tentativas de suicídio, comportamento agressivo, distúrbios do sono e fazer xixi na cama. Esses são apenas alguns dos sintomas apresentados por muitos jovens solicitantes de refúgio e refugiados na Líbia que passaram por momentos de grande violência e sofrimento em sua terra natal, bem como durante suas jornadas difíceis e perigosas em busca de segurança.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apoia atividades para ajudar refugiados e solicitantes de refúgio a lidar com sua angústia mental. Na capital líbia, Trípoli, um programa foi projetado especificamente para crianças no Centro de Reuniões e Partidas (CRP).

Sempre que consegue uma pausa durante o dia, a jovem de 16 anos lê e escreve contos. Foto: ACNUR/Hannah Maule-ffinch

Refugiada somali retoma estudos em escola criada pela ONU no Quênia

A jovem somali Mumina passa todo seu tempo livre viajando o mundo por meio da literatura. Sempre que consegue uma pausa durante o dia, a menina de 16 anos lê e escreve contos, os quais são compartilhados com amigos no campo de refugiados de Kakuma, no Quênia.

Ela acabou de concluir seu último ano em uma das instituições de ensino mais prestigiadas do Quênia e única destinada a crianças em idade escolar localizada em um campo de refugiados. A escola foi criada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A palha de cabuya ou ojidu, conhecido como buriti no Brasil, é a principal matéria-prima das peças. Foto: ACNUR/ Felipe Irnaldo

Em Manaus, artesãs venezuelanas Warao participam de oficina de inovação para gerar renda

A criatividade e o saber ancestral da etnia Warao podem se tornar uma fonte de renda e esperança para refugiadas e migrantes desta população indígena acolhida em Manaus (AM).

Uma parceria da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) com o Museu Casa do Objeto Brasileiro promoveu  em novembro uma oficina de inovação para artesãs indígenas moradoras do Abrigo Alfredo Nascimento, localizado na zona norte da cidade.

As receitas são preparadas com itens das marmitas entregues diariamente pela Operação Acolhida. Os abrigados também se unem para complementar o estoque da cozinha. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Cozinha em abrigo de Roraima adapta cardápio para venezuelanos com restrições alimentares

São sete da manhã, e o cheirinho de mingau fresquinho começa a tomar conta do abrigo para refugiados e migrantes Nova Canaã, em Boa Vista (RR). As cozinheiras, que são voluntárias e moram do local, preparam as primeiras refeições para bebês entre 0 e 2 anos, jovens e adultos que seguem uma dieta restrita devido a questões médicas. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Professora ajuda aluna de uma turma de crianças colombianas e venezuelanas refugiadas no Paraguai. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

O que aprendemos com o primeiro Fórum Global sobre Refugiados?

O primeiro Fórum Global sobre Refugiados reuniu 3 mil participantes do mundo todo em Genebra. O objetivo foi renovar as respostas aos milhões que estão longe de casa devido a guerras e perseguições, e apoiar as comunidades que os acolhem.

Durante o Fórum, grandes compromissos foram firmados com o objetivo de melhorar a vida de 25,9 milhões de refugiados e de seus anfitriões, que estão principalmente nos países em desenvolvimento. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A cidade de Belo Horizonte, no Brasil. Foto: ONU-Habitat

OIM realiza oficina em BH para inclusão de migrantes no mercado de trabalho

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realiza na terça-feira (11) mais uma capacitação voltada à implementação de políticas para a inserção de migrantes em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho. Nesta primeira edição de 2020, a atividade acontece em Belo Horizonte, e é aberta ao público.

O evento terá sessões de tira-dúvidas sobre direitos laborais por fiscais do trabalho, e depoimentos de empresas e empregados sobre experiências de sucesso.

Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente lança prêmio Jovens Campeões da Terra 2020. Foto: Pixabay

ONU abre inscrições de maior prêmio global para jovens empreendedores e ambientalistas

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) abriu nesta segunda-feira (10) as inscrições para o prêmio Jovens Campeões da Terra 2020. A competição global é um dos prêmios de maior prestígio da ONU para jovens empreendedores que têm grandes ideias para solucionar os principais desafios ambientais do planeta.

O concurso é voltado para empreendedores ambientais com idade entre 18 e 30 anos. As inscrições estão abertas até 10 de abril.

Alunas da Escola Primária de Vahdat tentam conter suas risadas para uma foto em grupo antes que seus professores cheguem à sala. Foto: ACNUR/Mohammad Hossein Dehghanian

Política inclusiva ajuda crianças refugiadas afegãs a continuar estudos no Irã

Graças ao governo do Irã e à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a afegã Parisa, de 16 anos, passou a ter uma educação adequada com a abertura da Escola Primária Vahdat. Seus colegas de escola incluem outras 140 crianças afegãs e 160 iranianos da comunidade local, todos estudando lado a lado.

Cerca de 480 mil crianças afegãs que vivem no Irã estão se beneficiando dessas políticas de educação inclusiva, das quais 130 mil são afegãs sem documentos, como Parisa. Somente em 2019, 60 mil novos estudantes afegãos encontraram um lugar em salas de aula no Irã.

Profissionais de diferentes órgãos inauguram instalações do Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante, no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Robert Gomes

Novas instalações de atendimento ao migrante são inauguradas no Aeroporto do Galeão (RJ)

A Guarda Municipal do Rio de Janeiro inaugurou na sexta-feira (31) novas instalações do Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM), no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro (RJ).

Funcionando 24 horas por dia, o posto conta com o trabalho de oito guardas municipais capacitados por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros para identificar e atender solicitantes de refúgio e migrantes em situação de vulnerabilidade.

Centro Estadual de Informações para Migrantes, Refugiados e Apátridas em Curitiba, no Paraná. Foto: ANPr/Ricardo Almeida

Projeto de inserção econômica e laboral beneficia 109 migrantes em Curitiba

O projeto de inserção econômica e laboral para a comunidade migrante de Curitiba (PR) e região, realizado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), beneficiou diretamente 109 pessoas de diferentes nacionalidades, incluindo venezuelanos, haitianos e brasileiros, entre setembro e novembro do ano passado.

A iniciativa da OIM é realizada em parceria com a Cáritas Brasileira Regional Paraná, e com apoio da Secretaria de Estado de Justiça, Família e Trabalho do Paraná (SEJUF-PR).

Roda de conversa sobre saúde sexual e reprodutiva com pessoas LGBTI no Espaço Amigável em Roraima. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

UNFPA orienta refugiados e migrantes sobre como acessar serviços públicos em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) atende e auxilia a população refugiada e migrante de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, em salas de escuta e atendimento conhecidas como Espaço Amigável, localizadas nos Postos de Interiorização e Triagem (PITRIG) da Operação Acolhida, em Boa Vista e Pacaraima (RR).

O trabalho é direcionado especialmente para mulheres, gestantes, lactantes, pessoas sobreviventes a violência baseada em gênero e pessoas vivendo com HIV. O espaço oferece atividades e atendimentos para jovens, pessoas LGBTI, pessoas idosas, indígenas e pessoas com deficiência.

O atendimento consiste na aplicação de protocolos capazes de identificar vulnerabilidades e necessidades de proteção social. Em 2019, 29,3 mil pessoas foram atendidas individualmente pela equipe do UNFPA em Roraima.

Freddy Glatt abençoa o pão no início do Shabat, dia sagrado da religião judaica. Foto: UNIC Rio/Reprodução

Sobrevivente do Holocausto reconstrói vida e retoma tradições judaicas no Rio

Em uma noite de sexta-feira, início do Shabat*, ou o dia sagrado da religião judaica, Freddy Siegfried Glatt reúne-se com sua família em seu apartamento no Rio de Janeiro, onde faz suas rezas ao lado de filhos, netos e bisnetos.

Prestes a completar 92 anos, ele se curva diante da mesa de jantar repleta de taças de vinho e pedaços de pão, e realiza o Hadlakat Nerot — o ritual judaico de acendimento das velas ao anoitecer.

“Eu sou muito grato ao Brasil. Tenho netos e bisnetos brasileiros. (…) No Shabat, essa mesa fica cheia de gente. E as crianças pequenas ficam correndo pela casa fazendo bagunça”, disse. Leia reportagem do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Evento contou com a participação de Ricardo Levisky, presidente da Levisky Legado; Filippo Grandi, Alto Comissário da ONU para Refugiados; Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Conselho de Administração do Bradesco; Glaucimar Peticov, diretora executiva do Bradesco; e Adriano Abdo, membro do Comitê Mobilizador do ACNUR Brasil – Foto: divulgação

Doadores do ACNUR participam de debate em Davos

O Fórum Econômico Mundial reuniu em Davos doadores da Agência da ONU para Refugiados para discutir os principais desafios e oportunidades em torno da inclusão econômica de pessoas deslocadas à força e das comunidades que as acolhem.

O painel foi moderado por Ian Bremmer, presidente do Grupo Eurasia, e contou com a participação de Jesper Brodin, CEO da IKEA; Sigrid Kaag, ministro do Comércio Exterior e Cooperação para o Desenvolvimento da Holanda; Mohamad Al Jounde, refugiado sírio vencedor do Prêmio Internacional Direito da Criança 2017; e Filippo Grandi, Alto Comissário da ONU para Refugiados.

Cerca de 100 venezuelanos solicitantes de refúgio que vivem em Manaus (AM) receberam na segunda-feira (5) os certificados de conclusão dos cursos de qualificação profissional oferecidos pelo projeto Oportunizar. Foto: ACNUR

Celulares e internet estão mudando a vida de venezuelanos no Brasil, aponta estudo da ONU

Jessica e Jennifer são venezuelanas que moram num abrigo em Brasília e aprenderam a usar celulares e internet para se informar sobre oportunidades de emprego, se comunicar com a família, utilizar transporte público e até a conseguir desconto nas compras do supermercado. Na Venezuela, elas não tinham acesso a este tipo de serviço.

A trajetória das venezuelanas é um retrato da análise regional das necessidades de informação e comunicação de refugiados e migrantes, realizado pela Plataforma R4V. Segundo a pesquisa, 65% dos entrevistados têm um aparelho móvel e 80% acessam a internet. Conheça como estes serviços estão mudando a vida dos migrantes venezuelanos no Brasil.

Do WhatsApp até descontos no supermercado, as venezuelanas Jessica e Jennifer usam seus smartphones para acessar direitos, serviços e se comunicar com as famílias, que vivem em outros países. Foto: ACNUR/Victoria Hugueney

Maioria dos venezuelanos no Brasil usa celular e acessa Internet

Cerca de 65% dos venezuelanos que estão no Brasil têm acesso a um telefone celular e 80% acessam a Internet por diferentes dispositivos. Esse é um dos dados revelados pela pesquisa Análise Regional de Necessidades de Informação e Comunicação, feita pela Plataforma R4V em 15 países da América Latina e Caribe, incluindo o Brasil.

Realizada entre 5 de agosto e 15 de setembro de 2019, a pesquisa foi co-liderada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pela Federação Internacional da Cruz Vermelha (IFRC) e contou com o apoio de 30 organizações da sociedade civil. O Brasil foi segundo país com o maior número de pesquisas respondidas, somando 243.

Brasil é país da América Latina com maior número de refugiados venezuelanos reconhecidos

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) cumprimentou nesta sexta-feira (31) o governo brasileiro pelo reconhecimento de cerca de 17 mil venezuelanos como refugiados. A decisão faz parte do procedimento facilitado de prima facie aprovado em dezembro de 2019 pelo Comitê Nacional para Refugiados (CONARE).

Desde que a primeira decisão do Comitê foi tomada, no início de dezembro, venezuelanas e venezuelanos solicitantes da condição de refugiado que atenderem aos critérios necessários terão seu procedimento acelerado, sem a necessidade de entrevista.

A chanceler alemã, Angela Merkel, discursa na Conferência de Berlim sobre a Líbia, ao lado do secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: Guido Bergmann/Governo Federal

Guterres: desastrosa situação humanitária na Líbia não pode continuar

O secretário-geral da ONU, António Guterres, chamou atenção para a desastrosa situação humanitária enfrentada por milhares de civis líbios, enquanto o conflito no país do norte da África se torna cada vez mais profundo e destrutivo. Ele participou de uma cúpula de alto nível sobre a Líbia, realizada no dia 19 de janeiro em Berlim, na Alemanha.

O país enfrenta lutas entre forças leais ao general Khalifa Haftar – que controla grandes extensões de território – e o governo em Trípoli.

Guterres informou que o número de pessoas afetadas pelo conflito tem crescido e leis internacionais humanitárias estão sendo desafiadas em inúmeras ocasiões. “Mais de 220 escolas em Trípoli estão fechadas, privando 116 mil crianças do básico direito humano à educação. Os migrantes e refugiados, presos em centros de detenção próximos às zonas de combate, também estão sendo afetados e continuam a sofrer em condições horríveis. Esta situação terrível não pode continuar”, declarou.

Menina no centro de recepção de registro de venezuelanos, em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Victor Moriyama

Estudo indica que economia de Roraima evoluiu após chegada de venezuelanos

Pesquisa sobre a atual situação socioeconômica de Roraima revela que o estado registrou indicadores positivos de atividade econômica e diversificação no período de intensificação dos fluxos de pessoas venezuelanas. Os números estão reunidos no estudo “A economia de Roraima e o fluxo venezuelano: evidências e subsídios para políticas públicas”.

“O estudo mostra o impacto que um refugiado tem na economia local. Essa pessoa tem a capacidade de ser um ator ativo no país. Esse ator vai contribuir como qualquer outra pessoa, procurando trabalho, consumindo, buscando serviços e pagando por eles”, declarou o representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas.

A venezuelana Zaida Martins participou do projeto do ACNUR em parceria com a ONG Compassiva para a revalidação de diplomas como importante mecanismo de integração local. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Primeiro diploma revalidado para refugiada venezuelana é entregue no AM

Zaida Maria Fermin, de 49 anos, chegou ao Brasil em setembro de 2018 com poucos pertences, mas muito conhecimento. Bióloga de formação e doutora em Ciências da Educação, Zaida tornou-se a primeira refugiada venezuelana a ter o seu diploma revalidado no Brasil.

“Agora vou poder retribuir tudo o que o Brasil fez por mim, ensinando tudo o que aprendi”, disse. A revalidação aconteceu por meio de parceria da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) com a Associação Compassiva, implementada pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Na Somália, plantações e gado morreram em áreas onde não há água corrente há três anos por conta de falta de chuva. Foto: PNUD/Said Isse

ACNUR elogia decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU sobre mudança climática

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) elogiou nesta sexta-feira (24) decisão tomada nesta semana pelo Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas, segundo a qual as pessoas que fogem dos efeitos das mudanças climáticas não devem ser devolvidas ao seu país de origem caso, ao retornarem, seus direitos humanos básicos estiverem em risco.

“Esta é uma decisão histórica, com implicações potencialmente abrangentes para a proteção internacional das pessoas deslocadas no contexto de mudanças climáticas e desastres naturais”, afirmou a agência. Leia o comunicado completo.

A cantora síria Souzda ensaia no estúdio em Beirute, Líbano. Foto: Jake Green

Cantora síria dá voz aos sonhos com ajuda de produtor musical norte-americano

Quando Souzda escapou da morte em Afrin, norte da Síria, pensou que estava deixando para trás mais do que sua casa. A jovem de 22 anos estudava música e tinha esperanças de um dia se tornar cantora, mas as bombas que a obrigaram a partir também ameaçaram destruir seus sonhos.

Chegando à capital do Líbano, Beirute, Souzda não apenas encontrou segurança, mas também a chance de reavivar suas ambições musicais. Desde o início deste ano, ela escreve, compõe e grava músicas com o produtor e cantor norte-americano Jay Denton. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiados rohingya em campo de Cox's Bazaar, Bangladesh, durante visita do secretário-geral da ONU em julho de 2018. Foto: ONU

Mianmar: especialista da ONU diz ainda esperar prometida transição democrática

Enquanto graves denúncias de crimes internacionais ainda precisam ser efetivamente abordadas pelas autoridades de Mianmar, uma especialista em direitos humanos da ONU disse nesta quinta-feira (23) esperar uma transição democrática no país, ao concluir sua última visita oficial à região.

Ela também acolheu com satisfação a decisão desta quinta-feira da Corte Internacional de Justiça (CIJ), segundo a qual o governo de Mianmar precisa tomar medidas emergenciais para proteger o povo rohingya no país.