Conselho de Segurança marca transição dos 15 anos das forças de paz da ONU no Haiti

Após 15 anos de manutenção da paz no país caribenho, o Conselho de Segurança da ONU mantém seu compromisso de fortalecer e estabilizar o país. Com foco no desenvolvimento sustentável, as Nações Unidas continuarão apoiando o Haiti e sua população, com uma transição ininterrupta de manutenção para a construção da paz.

O novo Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH) trabalhará com o governo e parceiros em antigas questões herdadas do período de manutenção da paz, como a eliminação da cólera e a abordagem de casos de exploração e abuso sexual, incluindo casos de paternidade.

A Missão das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) trabalha com membros do Conselho Eleitoral Provisional do Haiti para transportar as urnas de votação de todo o país para a capital, Porto Princípe, para contagem – Foto: Logan Abassi/ UN Photo

Haiti: secretário-geral da ONU promete compromisso contínuo para a paz

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, prometeu compromisso contínuo para apoiar os haitianos no caminho para a paz e o desenvolvimento. Este compromisso seria uma nova parceria, afirmou, ao reconhecer a substancial contribuição dada ao país caribenho ao longo dos 15 anos da Missão de Estabilização das Nações Unidas, MINUSTAH, e a Missão das Nações Unidas para Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH).

Guterres afirmou que o novo Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH), que iniciou suas atividades na última quarta-feira (16), trabalhará ao lado da equipe de país da ONU em atividades integradas “para apoiar os esforços nacionais para assegurar estabilidade duradoura e a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.”

A militar brasileira Marcia Andrade Braga recebe das mãos do secretário-geral da ONU, António Guterres, o prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Forças Armadas comemoram prêmio da ONU sobre igualdade de gênero para militar brasileira

Em torno de 40 representantes das Forças Armadas, academia, sociedade civil e missões diplomáticas celebraram nesta sexta-feira (29), no Rio de Janeiro (RJ), a premiação da militar brasileira Marcia Andrade Braga, que recebeu em Nova Iorque uma condecoração da ONU por promover a igualdade de gênero em missões de paz. A capitão de corveta da Marinha trabalha desde abril de 2018 na operação das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA).

O UNIC Rio participou na sexta-feira (22) do encerramento Segundo Estágio de Operações de Paz para Mulheres no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), na capital fluminense. Foto: CIASC

UNIC Rio participa de encerramento do Segundo Estágio de Operações de Paz para Mulheres

O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) participou na sexta-feira (22) do encerramento Segundo Estágio de Operações de Paz para Mulheres no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), na capital fluminense.

O diretor do UNIC Rio, Maurizio Giuliano, promoveu na ocasião um debate sobre a importância da atuação de mulheres em operações de paz das Nações Unidas. Participaram do evento militares da Marinha do Brasil, além de oficiais de Corpo de Bombeiros do estado do Rio de Janeiro e acadêmicas civis.

Funcionários que trabalham na Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA) organizam evento com estudantes para discutir crimes de exploração e abuso sexual em Bangui. Foto: ONU/Hervé Serefio

ONU recebeu 259 acusações de exploração e abuso sexual em 2018

As Nações Unidas receberam 259 acusações de exploração e abuso sexual em 2018, de acordo com relatório mais recente apresentado à Assembleia Geral pelo secretário-geral da ONU, António Guterres. Embora os números tenham aumentado em relação aos dois anos anteriores, o documento mostrou a existência de uma conscientização maior entre funcionários, além das melhoras nas ferramentas de denúncia.

De 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2018, a ONU recebeu um total de 148 acusações de exploração e abuso sexual envolvendo diretamente funcionários da ONU e 111 envolvendo funcionários de organizações parceiras que implementam programas das Nações Unidas. Isso representa um aumento no número de incidentes relatados em comparação com 2017, quando 138 acusações foram feitas. Em 2016, 165 acusações foram registradas.

Vista aérea de Porto Príncipe, capital do Haiti. Foto: MINUJUSTH/Leonora Baumann

Nove anos após terremoto, Haiti melhora preparação para desastres naturais

Em 12 de janeiro de 2010, um terremoto no Haiti destruía metade da capital Porto Príncipe, deixando cerca de 220 mil mortos e 1 milhão de desabrigados. Funcionários da missão da ONU no país caribenho, a antiga MINUSTAH, também tiveram suas vidas atingidas pelo desastre — 102 profissionais da Organização morreram. Uma dos sobreviventes foi Sophie Boutaud de la Combe, que estava grávida de sete meses quando a terra tremeu.

Propriedade rural devastada pelo Furacão Matthew, na cidade haitiana de Leoganne. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi

No Haiti, ONU investe US$10,8 mi para recuperar produção agrícola devastada por furacão

Comunidades rurais do sudoeste do Haiti ainda se recuperam da devastação deixada pelo Furacão Matthew, que atingiu a nação caribenha em 4 de outubro de 2016. Para alavancar a produtividade dessas regiões, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) anunciou neste mês (2) a injeção de 10,8 milhões de dólares no país. Recursos vão ampliar a atual estratégia de tecnologia agroflorestal da agência das Nações Unidas.

O objetivo do encontro foi discutir pesquisas realizadas pelos grupos de trabalho da rede e revisar problemas e sucessos das últimas operações de paz da ONU. Foto: UNIC Rio/Gael Moraes

Encontro no Rio discute conquistas e desafios de operações de paz da ONU

O II Encontro Anual da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Operações de Paz (REBRAPAZ) reuniu na quinta-feira (5) profissionais e pesquisadores civis e militares, generais do exército, diplomatas e membros de organizações da sociedade civil na Escola de Comando e Estado Maior do Exército (ECEME), no Rio de Janeiro.

O objetivo foi discutir pesquisas realizadas pelos grupos de trabalho da rede e revisar problemas e sucessos das últimas operações de paz da ONU, especialmente a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), da qual o Brasil fez parte e comandou o componente militar por 13 anos (2004–2017).

Um número crescente de mulheres estão sendo mobilizadas para missões da ONU. No Haiti, membros do batalhão brasileiro ensinam um grupo de crianças locais a cuidar dos dentes. Foto: ONU/Marco Dormino, 2008

Serviço e Sacrifício: a contribuição do Brasil para a manutenção da paz

O Brasil tem uma longa história de contribuição com as operações de paz da ONU. Suas tropas estão presentes em dez missões das Nações Unidas globalmente, em localidades como Darfur (Sudão),  Chipre, Líbano e, até 2017, Haiti.

Este mês, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), lançou no Brasil a campanha global “Serviço e Sacrifício”, em homenagem aos pacificadores — e em especial aos brasileiros. Veja fotos da atuação do Brasil nas forças de paz da ONU.

Oficiais da Missão da ONU na República Democrática do Congo fazem patrulha na selva. Foto: ONU/Sylvain Liecht

Missões da ONU devem usar força para combater violência, aponta relatório

Um relatório das Nações Unidas, coordenado pelo general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz, recomenda mudanças de mentalidade dos oficiais de missões de paz, que devem abandonar postura excessivamente defensiva e responder com uso da força, quando necessário. Publicação foi divulgada após ano de recordes de violência contra a ONU — 2017 viu 56 capacetes-azuis morrerem em serviço, o número mais alto já registrado para um ano.

Desde 1948, mais de 3,5 mil funcionários de missões de paz perderam suas vidas no trabalho. Desses óbitos, 943 foram causados por atos violentos. Desde 2013, houve um recrudescimento de ataques fatais contra militares, com 195 mortes — outro recorde, pois nunca antes num período de cinco anos havia sido contabilizado um número tão grande de falecimentos por violência.

Região do Caribe é particularmente vulnerável a desastres naturais, ciclones, inundações e terremotos. Foto: MINUSTAH / Logan Abasse

Países de América Latina e Caribe criam estratégia para enfrentar risco de desastres

A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) aprovou na quarta-feira (13) uma estratégia regional elaborada com apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para enfrentar o risco de desastres no setor agrícola e na segurança alimentar e nutricional.

Segundo a FAO, a região latino-americana e caribenha é altamente sujeita a desastres, e alguns de seus países estão entre os mais expostos ao risco climático.

Foto de capa do vídeo: crianças durante atividades recreativas realizadas por militares brasileiros da missão da ONU no Haiti, em Porto Príncipe. Foto: ONU/Marco Dormino (2010)

ESPECIAL: Brasil no Haiti – um país mais seguro e estável

A Missão da ONU no Haiti – conhecida pela sigla MINUSTAH – foi estabelecida em abril de 2004 para garantir um ambiente seguro e estável ao país caribenho. Inicialmente, a missão foi autorizada a mobilizar até 6,7 mil militares, com seu braço militar sempre sob o comando do Brasil.

No total, 37.500 militares brasileiros — sendo 213 mulheres — atuaram no Haiti. No âmbito da Marinha, ao longo dos 13 anos da missão, foi enviado um total de 6.135 militares, divididos por 26 contingentes. Confira os detalhes nesse vídeo especial realizado pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e pela Marinha do Brasil.

Lacroix falou a mais de 100 pessoas, entre militares e civis, no auditório do Ministério da Defesa em Brasília. Foto: Ministério da Defesa/Alexandre Manfrim

Em Brasília, subsecretário-geral da ONU aponta desafios e respostas ao futuro das missões de paz

O subsecretário-geral da ONU para missões de paz, Jean-Pierre Lacroix, afirmou que essas operações das Nações Unidas têm quatro principais desafios a serem superados nos próximos anos, e apontou possíveis respostas a cada um deles.

Para Lacroix, os principais desafios que a ONU e seus Estados-membros devem enfrentar no âmbito das missões de paz envolvem a ênfase na dimensão política, novo foco para os mandatos, uma revisão estratégica e as parcerias dessas missões.

Soldados brasileiros durante patrulha em uma das zonas de risco de Porto Príncipe em suas funções na Missão da ONU no Haiti. Foto: MINUSTAH/Jesús Serrano Redondo

ONU convida Brasil a participar de missão de paz na República Centro-Africana

O secretário-geral da ONU, António Guterres, convidou oficialmente o Brasil na quarta-feira (22) a participar da missão de paz na República Centro-Africana (RCA) com 750 militares, afirmou o último comandante das forças militares das Nações Unidas no Haiti, o general brasileiro Ajax Porto Pinheiro.

Em evento realizado nesta quinta-feira (23) no Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), na capital fluminense, o general disse esperar que o Brasil aplique na República Centro-Africana as lições aprendidas em 13 anos de liderança militar da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (MINUSTAH).

General Ajax Porto Pinheiro. Foto: MINUSTAH/Igor Rugwiza

No Rio, último comandante da MINUSTAH fala sobre experiência brasileira no Haiti

O Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio) recebe nesta quinta-feira (23) o último comandante da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), o general Ajax Porto Pinheiro. No encontro, realizado em conjunto com o Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica (IRI-PUC Rio), o Instituto Igarapé e o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), o oficial falará sobre a experiência das tropas brasileiras na ilha caribenha. O evento é aberto à imprensa.

Nova missão da ONU no Haiti sucedeu MINUSTAH e tem pouco mais de 1 mil policiais em seu efetivo. Foto: ONU/Marco Dormino

Falta de profissionais e equipamentos em operações de paz da ONU será debatida em conferência no Canadá

Atualmente, as operações de paz da ONU registram uma carência de 580 veículos de combate e outros mil de apoio militar. Em entrevista para o serviço de notícias da ONU em português, o subsecretário-geral da ONU para Apoio ao Terreno, Atul Khare, alertou ainda para a falta de médicos e remédios em hospitais. Problemas das missões são tema de conferência internacional que começou nesta terça-feira (13) em Vancouver, no Canadá.

(Imagem: divulgação/Marinha do Brasil)

ONU e Marinha promovem evento no Rio sobre participação brasileira na MINUSTAH

A Marinha do Brasil, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e outras instituições promovem nos dias 28 e 29 de novembro no Rio de Janeiro evento para analisar os 13 anos de participação brasileira na Missão da ONU para Estabilização do Haiti (MINUSTAH).

Entre os palestrantes, estarão presentes o subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, e autoridades nacionais e internacionais.

Vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed (à esquerda), e a enviada especial para o Haiti, Josette Sheeran (canto superior esquerdo), em encontro com famílias haitianas afetadas pela cólera. Foto: ONU Haiti

ONU caminhará junto ao Haiti rumo ao desenvolvimento sustentável, diz vice-chefe da organização

A vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, e a enviada especial do secretário-geral para o Haiti, Josette Sheeran, realizaram uma visita de três dias no Haiti que terminou no último domingo (5).

Elas se comprometeram com mais ajuda para superar o cólera, bem como mais assistência ao governo haitiano para alcançar os objetivos mais abrangentes da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

Evento em Brasília abordou 13 anos de participação brasileira na MINUSTAH. Foto: CCOPAB

Simpósio em Brasília aborda 13 anos de participação do Brasil na MINUSTAH

A experiência brasileira na Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) demonstrou que uma nação emergente pode e deve colaborar para que o desenvolvimento, a paz e os direitos humanos estejam sempre interligados e convergentes, disse o coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic.

Ele participou na semana passada de um simpósio em Brasília promovido pelo Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) para discutir os 13 anos de participação brasileira na missão da ONU no Haiti, encerrada este ano.

Bandeira da ONU é erguida durante cerimônia de lançamento da Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH). Foto: MINUJUSTH/Logan Abassi

Secretário-geral da ONU elogia criação de nova missão no Haiti

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou na segunda-feira (16) o estabelecimento da nova Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH), após o encerramento da missão predecessora de manutenção da paz.

A MINUJUSTH apoiará o governo haitiano para fortalecer as instituições do Estado de direito, desenvolver as capacidades da polícia nacional e promover os direitos humanos.

Cidade de Jérémie, no oeste do Haiti, região atingida pelo Furacão Matthew em outubro de 2006. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi

Atividade humana causa agravamento de desastres naturais, alerta UNESCO

Em mensagem para o Dia Internacional para a Redução de Desastre, lembrado neste 13 de outubro, a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, alertou que as atividades humanas estão associadas ao agravamento de fenômenos naturais extremos. Segundo a agência da ONU, apenas em 2016, 24,2 milhões de pessoas tiveram que sair de suas casas por causa de catástrofes. Nos últimos 20 anos, mais de 1,35 milhão de pessoas morreram em desastre naturais.