Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, em Brasília. Foto: EBC/Marcello Casal Jr.

ONU Mulheres divulga lista de novas integrantes de grupo assessor da sociedade civil

Após receber 150 candidaturas, a ONU Mulheres no Brasil anunciou na quinta-feira (25) as novas integrantes do Grupo Assessor da Sociedade Civil, instância que viabiliza a participação da população brasileira nas discussões da agência das Nações Unidas. As novas participantes darão apoio à representação nacional do organismo de forma voluntária, no período de julho de 2017 a junho de 2019.

O grupo selecionado representa os movimentos de negras, indígenas, trabalhadoras sexuais, atletas, bem como as articulações de mulheres envolvidas na geração de renda, em redes de economia solidária e em iniciativas de prevenção e eliminação da violência de gênero.

Sala de Situação, Ação e Articulação sobre Direitos das Mulheres foi estabelecida em março de 2016, em resposta da ONU e da sociedade civil à crise sanitária. Foto: ONU Mulheres/Isabel Clavelin

Agências da ONU lembram 1 ano de sala de situação para combate ao zika no Brasil

Após um ano de existência, a Sala de Situação, Ação e Articulação sobre Direitos das Mulheres — criada por ONU Mulheres, Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) — como resposta à crise sanitária do vírus zika, consolidou-se como um canal aberto para as organizações feministas e de mulheres, para a análise de pesquisas e informações sobre saúde e para ações de parceria entre a sociedade civil e as Nações Unidas.

De nacionalidade mexicana, Julio Berdegué tem doutorado em Ciências Sociais pela Universidade de Wageningen, Países Baixos, e é mestre em agronomia pela Universidade da Califórnia-Davis, Estados Unidos. Foto: ONU

FAO nomeia Julio Berdegué como representante regional para América Latina e Caribe

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) nomeou o engenheiro agrônomo e doutor em Ciências Sociais Julio Antonio Berdegué Sacristán como novo subdiretor-geral e representante regional para América Latina e Caribe.

“A única maneira de alcançar a fome zero na América Latina e Caribe é por meio de uma transformação real. Isso não se alcança por meio de projetos e intervenções pontuais, mas requer uma mudança de grande escala. Essa é a missão da FAO na região”, ressaltou o novo representante regional.

Débora Maria da Silva, fundadora e coordenadora do movimento Mães de Maio, mobilizou Assembleia Legislativa de São Paulo para criação da Semana Estadual das Pessoas Vítimas da Violência no Estado de SP. Foto: Percurso da Cultura (CC)

Mulheres relatam impacto do racismo e da violência contra a juventude negra

As mulheres negras são um dos grupos em situação de maior vulnerabilidade, devido ao acúmulo de discriminações decorrentes do racismo, do sexismo e de outras formas de opressão, cujos impactos incidem sobre a trajetória de suas vidas e de suas famílias.

Essa foi a conclusão de relatos feitos à ONU Mulheres para a ocasião de três datas: Dia Internacional das Famílias, celebrado na segunda-feira (15); Dia das Mães, ocorrido no domingo (14); e Dia Nacional de Luta contra o Racismo (13) — contraponto do movimento negro ao Dia da Abolição, considerando a ausência de políticas e medidas de inclusão após o fim da escravização.

Foto: Agência Brasil / Marcello Casal

Agência da ONU apoia trabalho de parteiras profissionais na América Latina e no Caribe

No Dia Internacional das Parteiras e Parteiros Profissionais, 5 de maio, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) destacou a importância do trabalho desses profissionais que salvam vidas, garantem nascimentos sem risco e gestações seguras e desejadas.

Na América Latina e Caribe, no entanto, muitas mulheres ainda não têm acesso a tais serviços. Como resultado, a cada ano, mais de 7,3 mil morrem durante a gravidez e o parto na região. Cerca de 1 milhão dão a luz fora de instituições de saúde, e 2 milhões de recém-nascidos não recebem o tratamento necessário para evitar complicações.

Segundo relator da ONU, evasão fiscal contribui para desigualdades sociais e pobreza no mundo. Foto: USP Imagens/ Marcos Santos

Relator da ONU diz que Panamá precisa combater evasão fiscal; bancos devem fazer sua parte

A agenda de reformas no Panamá deve focar agora na luta contra a evasão fiscal e em uma melhor regulação da indústria bancária nesse campo, disse o especialista independente das Nações Unidas sobre dívida externa e direitos humanos, Juan Pablo Bohoslavsky.

“O principal componente dos fluxos de fundos ilícios globalmente é a fraude fiscal. Esses fundos, que circulam e são depositados nas sombras do sistema financeiro e corporativo, consolidam a pobreza e a desigualdade no mundo”, afirmou o especialista após sua primeira visita oficial ao país.

Foto do 14º Acampamento Terra Livre, em abril de 2017, em Brasília. Crédito da foto: Apib Comunicação/Flickr/CC

Brasil recebe centenas de recomendações para combater violações aos direitos humanos

Estados-membros das Nações Unidas fizeram nesta terça-feira (9) mais de 240 recomendações de direitos humanos ao Brasil, em meio à Revisão Periódica Universal (RPU).

Grande parte das recomendações refere-se à segurança pública. Os países pediram uma reformulação do sistema penitenciário brasileiro e o combate à violência e ao abuso policial, especialmente contra a população negra e pobre.

Os países também pediram o combate à violência contra os povos indígenas, o impulso à demarcação de terras e a participação dessa população nas decisões.

Leia aqui reportagem completa com todas as principais recomendações feitas ao Brasil por mais de cem países.

UNICEF e Amil firmam parceria para combater má nutrição entre crianças e adolescentes

A Amil e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) firmaram em abril uma parceria para desenvolver ações nas áreas de saúde e má nutrição infantis. Cooperação visa promover o aleitamento materno, garantir uma alimentação complementar saudável e prevenir o excesso de peso entre crianças e adolescentes da Amazônia, do Semiárido e de grandes centros urbanos.

Agência da ONU também planeja intervenções para reduzir índices de fome em comunidades indígenas.

O programa Amazonaids mudou a comunicação com os indígenas para se adaptar às diferenças culturais. Foto: Cacalos Garrastazu/UNAIDS-Eder Content

Agência da ONU estreia série sobre programa de resposta à AIDS no Amazonas

O UNAIDS Brasil estreia na plataforma online Medium uma série de reportagens sobre o programa Amazonaids, o Plano Integrado da ONU de apoio à resposta à epidemia de AIDS no Amazonas.

A série resgata histórias e experiências acumuladas desde o início do programa, em 2008. As reportagens destacam o legado das ações conjuntas da ONU na região e as lições aprendidas ao curso de quase uma década de trabalho na resposta ao HIV na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

Solenidade de Abertura do Mês de Vacinação dos Povos Indígenas. Foto: Sesai/Alejandro Zambrana

OPAS e Ministério da Saúde lançam mês de vacinação dos povos indígenas

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde do Brasil lançaram no sábado (6) o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas. O objetivo é aumentar os índices de imunização nessa população, melhorando a proteção contra diversas doenças que podem ser prevenidas por vacinas, como a gripe, o sarampo e a rubéola, entre outras. A meta é beneficiar mais de 100 mil índios aldeados em todo país.

O ataque aos indígenas ocorreu no Povoado de Bahias, área de etnia Gamela Foto: Cimi/Divulgação (via Agência Brasil)

ONU Brasil pede rigor nas investigações de ataque a indígenas no Maranhão

O Sistema das Nações Unidas no Brasil divulgou nota pública pedindo rigor, imparcialidade e rapidez nas investigações do ataque que feriu indígenas da etnia Gamela no último domingo (30/04) no município de Viana, no Maranhão.

Ao lembrar os dez anos da Declaração sobre os Direitos do Povos Indígenas, a ONU Brasil manifestou apoio para a condução de medidas que eliminem racismo, discriminação, violência e violação de direitos dos povos indígenas.

É essencial que os Estados implementem a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, segundo presidente de fórum da ONU. Foto: Agência Brasil

Relatora da ONU diz que direito dos povos indígenas não estão sendo garantidos no mundo

Os direitos dos povos indígenas estão sendo violados por autoridades e corporações que desejam acessar suas terras e recursos naturais, como o petróleo. A declaração foi feita na segunda-feira (1) em Nova Iorque pela relatora especial da ONU para o tema, paralelamente ao Fórum Permanente das Nações Unidas para Questões Indígenas.

“A situação dos direitos dos povos indígenas não está em um bom estado nos dias atuais porque há políticas e leis usadas para criminalizá-los”, disse Victoria Tauli-Corpuz, relatora especial para os direitos dos povos indígenas.

Este ano, o tema da Plenária das Mulheres Indígenas no ATL foi a etapa ampliada da 1ª Conferência Livre de Saúde das Mulheres Indígenas. Foto: ONU Mulheres

Indígenas promovem em Brasília plenária dedicada aos direitos das mulheres

Indígenas organizaram uma plenária dedicada às pautas específicas de mulheres pela segunda vez na história do Acampamento Terra Livre (ATL), evento que reúne 3 mil indígenas de todo o país em Brasília até sexta-feira (28).

O evento teve a participação de integrantes do projeto Voz das Mulheres Indígenas, realizado por lideranças indígenas e pela ONU Mulheres, com apoio da embaixada da Noruega.

Das mais de 7,4 milhões de vítimas do deslocamento forçado na Colômbia, cerca de 3% são indígenas. Foto: ACNUR/A. Méndez

Indígenas colombianos lutam por sobrevivência e direito ancestral à terra

Um dos 87 povos indígenas da Colômbia, os sikuani há muitos anos são afetados pelo deslocamento forçado devido ao conflito armado. Eles têm visto ameaçado seu direito ancestral a terra, tradições e costumes, e até mesmo ao desejo de regressar a seus territórios.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) tem feito um trabalho de advocacia junto às autoridades competentes para que reconheçam esta comunidade como vítima do conflito armado no país.

Próxima Cúpula Ibero-americana, que terá apoio do PNUD e da SEGIB, acontece na Colômbia. Foto: ACNUR / B. Heger

Na sede da ONU, brasileira coordenará debate sobre violência contra mulheres indígenas

Na próxima sexta-feira (28), na sede da ONU, em Nova Iorque, uma brasileira coordenará um painel de discussões sobre violência contra as mulheres indígenas. Cristiane Julião, da etnia Pankararu, vai moderar o debate que terá a participação de indígenas da África, Ásia e América Latina, e também da relatora especial das Nações Unidas sobre os direitos dos povos originários, Victoria Tauli-Corpuz. Iniciativa é da ONU Mulheres nas Américas e no Caribe, em parceria com outras redes globais e regionais.

O evento é uma atividade paralela ao Fórum Permanente das Nações Unidas para as Questões Indígenas, que começou na segunda-feira (24) e vai até 5 de maio.

Braulina Aurora Baniwa, presidenta da Associação de Estudantes Indígenas da Universidade de Brasília. Foto: ONU Mulheres

‘Escolas têm que pautar questão da violência contra mulheres indígenas’, diz liderança

Na ocasião do Dia Laranja Pelo Fim da Violência contra Mulheres, lembrado a cada dia 25, a ONU Mulheres entrevistou Braulina Aurora Baniwa, presidenta da Associação de Estudantes Indígenas da Universidade de Brasília (AAIUnB).

Braulina falou sobre a importância da demarcação de terras para a luta das mulheres indígenas, sobre o contexto de violência dentro e fora de suas comunidades e sobre a importância da educação para a prevenção da violência, valorização da diferença e da diversidade.

O cacique Ricardo Benete mostra o apiário da terra guarani. Foto: Banco Mundial/Mariana K. Ceratti

Com apoio do Banco Mundial, guaranis de SC voltam a cultivar os próprios alimentos

Houve um tempo em que os guaranis da terra Tekoa Marangatu, no sul do Brasil, caçavam e coletavam para se alimentar. Hoje, a dieta é completamente diferente. Saíram as frutas, verduras, legumes e carnes; entraram os enlatados, biscoitos e outros produtos industrializados. Para reverter esse cenário, o Banco Mundial apoia os indígenas a retomar o cultivo de produtos naturais, antes plantados e consumidos na própria aldeia.

Comunidades que que vivem na região de Riosúcio, Chocó, estão correndo risco de deslocamento forçado. Foto: ACNUR/J. Symmes Cobb

ONU realiza missão humanitária em comunidades afetadas por conflito na Colômbia

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) realizou entre 28 e 30 de março uma missão humanitária nas comunidades da bacia do Rio Truandó, na Colômbia, diante da situação crítica de confinamento, deslocamento e recrutamento forçado enfrentada por comunidades indígenas e afrodescendentes.

Na Colômbia, o conflito armado custou a vida de mais de 220 mil pessoas e obrigou mais de 7,3 milhões a abandonar seus lares. A violência atinge de forma desproporcional as comunidades indígenas, afrocolombianas, assim como mulheres, crianças e adolescentes.

Na América Latina e Caribe, existem 16,5 milhões de fazendas de agricultura familiar. Foto: FAO

Brasil ajudará América Latina a aplicar diretrizes da ONU sobre distribuição igualitária de terras

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a distribuição de terras na América Latina e no Caribe é a mais desigual do mundo. Nesta semana (5), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do Brasil (INCRA) firmou uma parceria com a agência da ONU para dar assistência a países da região e garantir que eles implementem diretrizes das Nações Unidas sobre distribuição igualitária de propriedades agrícolas.

Foto: EBC

Preconceito contra minorias aumenta chances de ter depressão, dizem especialistas

Em seminário sobre depressão realizado no início da semana (3), em Brasília, pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), especialistas alertaram que o preconceito e a exclusão tornam negros, pessoas trans e indígenas mais propensos a desenvolver o transtorno mental.

Encontro fez parte das atividades do organismo regional para o Dia Mundial da Saúde, lembrado nesta sexta-feira (7). Em 2017, o tema da data é ‘Depressão: vamos conversar’.

Waldomiro Costa Pereira (à esquerda) e Antonio Mig Claudino foram executados no dia 20 de março. Fotos: reprodução

ONU e CIDH manifestam preocupação com proteção de defensores de direitos humanos no Brasil

Escritório de direitos humanos da ONU na América do Sul e Relatoria sobre os direitos de defensoras e defensores de direitos humanos da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) receberam com preocupação as notícias dos assassinatos de Waldomiro Costa Pereira, militante do MST, em Parauapebas, Pará, e do cacique Antonio Mig Claudino, da Terra Indígena Serrinha, no norte do Rio Grande do Sul, que ocorreram no dia 20 de março.

“O Brasil é um dos países mais perigosos para defensoras e defensores de direitos humanos, sobretudo em consequência de atividades ligadas à disputa por terras, ao trabalho decente e à proteção do meio ambiente”, afirmou o representante da ONU, Amerigo Incalcaterra. “Isso torna ativistas de direitos humanos que lutam pela reforma agrária, líderes sindicais, campesinos e comunitários, e lideranças indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais desproporcionalmente mais vulneráveis a ataques e ameaças.”

Leia aqui o comunicado conjunto na íntegra.

Artistas, criadores, ONGs podem candidatar-se para receber recursos do Fundo Internacional de Diversidade Cultural. Foto: Agência Brasil.

Fundo Internacional para a Diversidade Cultural está com inscrições abertas

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) está com as inscrições abertas para a oitava edição do Fundo Internacional para a Diversidade Cultural (IFCD, na sigla em inglês) até o dia 14 de abril.

Podem se inscrever produções de obras artísticas e culturais e organização de eventos culturais e artísticos de nível nacional, regional e/ou internacional.

Crianças dos povos indígenas Senú celebram a inauguração do espaço comunitário Casa do Saber. Foto: ACNUR/ A.Méndez

Agência da ONU apoia Casa do Saber em povoado indígena da Colômbia

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apoiou a criação de uma Casa do Saber no povoado indígena de Senú, localizada na reserva de San Andrés de Sotavento, no departamento de Córdoba, ao norte da Colômbia. O local terá espaço de escolarização e intercâmbio de conhecimentos.

Os grupos étnicos na Colômbia sofreram intensamente os efeitos do conflito armado interno. Dos 7,3 milhões de deslocados do país, estima-se que cerca de 3% pertençam à população indígena e 10% sejam afrodescendentes.