Barcos de pesca no México. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Especialistas da ONU pedem que México dialogue com afetados por projetos de desenvolvimento

“As consultas devem ocorrer na fase mais precoce de qualquer projeto de desenvolvimento e devem ser livres, informativas e em plena conformidade com as normas internacionais”, disse o presidente do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre empresas e direitos humanos, Pavel Sulyandziga, em comunicado à imprensa divulgado pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU; especialistas independentes visitaram o México por dez dias.

Foto: Jogos Mundiais dos Povos Indígenas

Situação dos povos indígenas no Brasil é a mais grave desde 1988, diz relatora da ONU

Os povos indígenas brasileiros enfrentam atualmente riscos mais graves do que em qualquer outro momento desde a adoção da Constituição de 1988. Essa é a conclusão de relatório que será apresentado na terça-feira (20) ao Conselho de Direitos Humanos pela relatora especial da ONU sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz. Segundo ela, no atual contexto político, as ameaças que esses povos enfrentam podem ser exacerbadas, e a proteção de longa data de seus direitos pode estar em risco.

Floresta Amazônica. Foto: Ana Cotta/CC

FAO vê aumento de florestas públicas administradas por entidades privadas

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), houve um aumento da proporção de florestas públicas administradas por entidades privadas, que passaram de 3% em 1990 para 15% em 2010. Segundo oficial florestal da FAO, as concessões têm enorme potencial para trazer benefícios econômicos, sociais e ambientais às populações locais e à sociedade como um todo, mas precisam ser bem administradas e fazer parte de acordos de governança transparentes para ter êxito.

Entre 1990 e 2013, o número de pessoas sofrendo de depressão e ansiedade aumentou quase 50%, de 416 milhões para 615 milhões. Foto: EBC

OMS: suicídio é responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo

No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (10 de setembro), a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OMS) alertaram para este grave problema de saúde pública responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo. Segundo a organização, poucos países incluíram a prevenção ao suicídio entre suas prioridades de saúde e só 28 relatam possuir uma estratégia nacional para isso.

Relatora especial das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, durante reunião em Genebra em março deste ano. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Relatora da ONU manifesta preocupação com situação de povos indígenas no Brasil

A relatora especial da ONU para os Direitos dos Povos Indígenas lamentou o que chamou de “ausência de progresso” na proteção dos direitos dos povos indígenas no país. As declarações constam em relatório do secretário-geral das Nações Unidas enviado à Assembleia Geral. Entre os principais desafios citados pela relatora está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que transfere do Executivo para o Legislativo a palavra final sobre a demarcação de terras.

Produtora rural da região de Santander, na Colômbina. Foto: Charlotte Kesl/World Bank

Agricultura familiar é fundamental para garantir a paz na Colômbia, afirma fundo da ONU

É necessário investir na agricultura familiar e nas comunidades rurais da Colômbia para assegurar ao país uma paz duradoura. A afirmação foi feita pelo vice-presidente associado do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Perin Saint Ange, em nota divulgada nesta segunda-feira, quando entrou em vigor o acordo de paz selado entre governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC).

Carrera está no Brasil há quase três anos e se diz satisfeito com trabalho que vem desenvolvendo no país. Foto: OPAS/OMS

Profissional cubano do Mais Médicos atende 20 aldeias indígenas no Pará

Ao iniciar seu trabalho, o médico Osvaldo García Carrera, 44 anos, deparou-se com alguns desafios, entre eles altos índices de doenças crônicas como hipertensão e diabetes entre os indígenas.

A representação da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil colabora com o programa Mais Médicos intermediando a vinda de profissionais cubanos para atuar em unidades de saúde do país.

Danielle Morais (direita) é militante, defensora dos direitos de jovens e mulheres. Maria Luiza da Silva de Souza (esquerda) é integrante da Juventude de Terreiro, da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro). Foto: UNIC Rio/Matheus Otanari

Jovens descrevem difícil realidade no Brasil e demandam mais direitos em evento da ONU

Cerca de 200 jovens representantes de movimentos sociais de todo o Brasil reuniram-se na segunda-feira (15) na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em evento organizado pela ONU Brasil para contar de que forma enfrentam dificuldades cotidianas envolvendo racismo, machismo, gravidez precoce, LGBTI-fobia, pobreza; e demandaram de governos, das Nações Unidas e da sociedade brasileira mais respeito em relação a seus direitos.

Jovens participam de evento da ONU e FIOCRUZ para o Dia Internacional da Juventude. Foto: UNIC Rio/Matheus Otanari

Desenvolvimento do Brasil depende de investimentos na juventude, dizem representantes da ONU

O crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável do Brasil nas próximas décadas dependerão dos investimentos feitos hoje na juventude, especialmente na garantia de direitos como saúde e educação universais e de qualidade, assim como oportunidades de emprego e de participação política, disseram representantes da ONU no Rio de Janeiro, na ocasião do Dia Internacional da Juventude.

No Dia Internacional dos Povos Indígenas, a ONU Mulheres destaca seu trabalho com as mulheres indígenas. Foto: Fundo Fiduciário da ONU para Eliminar a Violência contra as Mulheres/Phil Borges

Acesso à educação é ainda mais difícil entre mulheres indígenas, diz agência da ONU

O direito à educação está longe de ser uma realidade plena para os povos indígenas do mundo. Em todas as regiões, persistem as disparidades entre populações indígenas e não indígenas quanto ao acesso aos sistemas educacionais. A lacuna é ainda mais profunda no caso das mulheres e meninas, condenadas a um ciclo de pobreza, menos oportunidades, pior saúde e falta de condições para a tomada de decisões, disse a ONU Mulheres na ocasião do Dia Internacional dos Povos Indígenas. Leia histórias de mulheres que enfrentaram essa realidade.

Indígena da etnia Bororo Boé durante os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

No Dia Internacional, ONU defende direito dos povos indígenas à educação

“Em alguns países, menos de 40% das crianças indígenas vão à escola em tempo integral. Em muitos outros, poucas concluem a educação secundária”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em mensagem para o Dia Internacional dos Povos Indígenas, cujo tema deste ano é o direito à educação. Os povos indígenas frequentemente enfrentam estigmas, desrespeito e falta de reconhecimento de sua herança e valores, inclusive nos livros e outros materiais escolares.

Gestão territorial e ambiental em comunidades indígenas é tema de seminário promovido pelo PNUD e parceiros. Foto: PNUD / Tiago Zenero

Especialistas da ONU defendem direito de indígenas à diversidade na educação

Os Estados precisam trabalhar de forma construtiva com os povos indígenas para enfrentar barreiras à educação, incluindo a estigmatização da identidade indígena, discriminação nas escolas e barreiras linguísticas entre estudantes e professores, disseram especialistas da ONU às vésperas do Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado na terça-feira (9).

“É imperativo que as instituições educacionais sejam construídas com um padrão de direitos humanos que seja inclusivo e respeite as culturas, visões de mundo e línguas dos povos indígenas”, disseram.

Vista aérea da Amazônia. Foto: Flickr/CIAT/ Neil Palmer (cc)

Países de rede latino-americana analisam avanços na proteção de áreas amazônicas

Oficiais dos países amazônicos membros da Rede Latino-Americana de Parques Nacionais e Áreas Protegidas (REDPARQUES) revisaram os avanços regionais das áreas protegidas amazônicas em um exercício de preparação para a 13ª Conferência das Partes (COP 13, na sigla em inglês) de Biodiversidade.

A REDPARQUES é uma organização criada nos anos 1980 pelos governos da região com apoio da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Negros representam 70% dos cidadãos em extrema pobreza e 68% dos analfabetos no país, segundo dados do IBGE de 2010. Foto: EBC

OEA e agência da ONU lançam plano para saúde afrodescendente nas Américas

Iniciativa da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) tem como objetivo melhorar a saúde e o bem-estar dos mais de 150 milhões de afrodescendentes que vivem nas Américas e que têm piores condições de saúde na comparação com outros grupos raciais como consequência de desigualdades, pobreza e exclusão social, estreitamente vinculadas ao racismo, à xenofobia e à intolerância.

Irrigação em plantação na Bahia. Foto: EBC

Países da América Central visitam Pernambuco para aprender sobre Água para Todos

Representantes de El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua responsáveis pelo tema da água no meio rural visitarão durante cinco dias (de 25 a 29 de julho) a cidade de Petrolina, no estado de Pernambuco, para um intercâmbio de experiências com o programa brasileiro Água para Todos.

A visita técnica é uma das atividades do projeto regional de apoio às estratégias de segurança alimentar e nutricional e de superação da pobreza na América Latina e no Caribe, do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

Menino em linha de trem próximo a favela no Camboja. Foto: Zoriah/CC

ONU divulga 1º relatório de acompanhamento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

Enquanto o mundo inicia a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e seus 17 objetivos, 13% da população mundial ainda vive em extrema pobreza, 800 milhões de pessoas passam fome e 2,4 bilhões não têm acesso a saneamento básico.

Os dados constam no relatório dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, documento que acompanha o progresso regional e global rumo às metas estabelecidas pelos países-membros das Nações Unidas em setembro de 2015.

Foto: MDA/FIDA/Ubirajara Machado

Chefe de agência da ONU destaca papel do Brasil na promoção da agricultura familiar e transformação das comunidades rurais

O Brasil tem muito a ensinar ao mundo sobre a importância dos agricultores familiares, afirmou o presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola da ONU (FIDA), Kanayo F. Nwanze, que fará uma visita oficial ao Brasil a partir desta terça-feira (19).

“O papel dos agricultores familiares na alimentação do mundo é inegável. No Brasil, eles produzem até 70% dos gêneros alimentícios. O mundo tem muito a aprender sobre a forma como o Brasil apoia os agricultores familiares, fornecendo-lhes as ferramentas de que precisam para serem bem-sucedidos”, afirmou Nwanze.

Reunião na sede da CEPAL tratou de igualdade de gênero na América Latina e Caribe. Foto: CEPAL

Ministras reúnem-se na CEPAL para discutir igualdade de gênero na América Latina

Ministras e representantes dos mecanismos para o avanço das mulheres na América do Sul reúnem-se esta semana na sede da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL), em Santiago (Chile), para examinar os desafios da agenda de gênero na região. A reunião de dois dias é uma preparação para a 13ª Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe, que ocorrerá em outubro.

“O desenvolvimento sustentável sem igualdade de gênero não é desenvolvimento sustentável”, disse no encontro a secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena.

O desastre socioambiental promovido pela Samarco tem sido descrito como o maior na história do país. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Brasil: Especialistas da ONU elogiam suspensão de acordo sobre desastre no Rio Doce

“O acordo ignorava os direitos humanos das vítimas, e sua suspensão (no dia 1° de julho) é uma oportunidade perfeita para realizar uma completa revisão baseada em direitos humanos das devidas reparações e compensações para as vítimas, com transparência e participação pública”, afirmaram os especialistas.

Os peritos da ONU observaram que o Ministério Público do Brasil estimou que os custos dos danos são 25 vezes maiores que a quantia considerada no acordo inicial, e alertaram que o acordo foi negociado a velocidade recorde em comparação com outros desastres desta magnitude, durante um tumultuado período para o governo do Brasil.