Projeto visa contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor algodoeiro na Bolívia. Foto: EBC

Bolívia recebe missão técnica da FAO e do governo brasileiro para impulsionar setor algodoeiro

A Bolívia recebe esta semana (de 23 a 27) a missão técnica de implementação do projeto +Algodão, que tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor algodoeiro no país em benefício de agricultores familiares comunitários, indígenas, camponeses e produtores.

O projeto +Algodão Bolívia é uma iniciativa da Cooperação Sul-Sul Trilateral em que participam a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o governo brasileiro — representado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE) — e os ministérios de Desenvolvimento Rural e Terras e de Desenvolvimento Produtivo e Economia Plural da Bolívia.

A FAO desenvolveu um plano estratégico de três anos para a bacia do Lago Chade, a fim de melhorar a segurança alimentar da população da região. A medida foca nas mulheres e nos jovens. Foto: FAO/Pius Utomi Ekpei

Mulheres são quase metade da mão de obra do campo, mas seus esforços são ‘ignorados’, critica ONU

Embora representem quase metade (43%) da mão de obra do campo, as agricultoras têm seus esforços, muitas vezes, ignorados, alertou neste mês a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka. Em mensagem para o Dia Internacional das Mulheres Rurais, observado em 15 de outubro, a dirigente pediu mais investimentos para as trabalhadoras das regiões agrícolas, que devem ter acesso igualitário a terras, insumos, crédito e formação técnica.

Um observador da Missão de Verificação da ONU na Colômbia conversa com moradores. Foto: Missão da ONU na Colômbia

ONU manifesta preocupação por ataques contra defensores dos direitos humanos na Colômbia

Em visita à Colômbia no início de outubro (9), o assistente do secretário-geral da ONU para direitos humanos, Andrew Gilmour, cumprimentou os avanços na desmobilização e desarmamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), mas expressou preocupação com os contínuos ataques contra defensores dos direitos humanos e líderes comunitários.

“O conflito armado com as FARC pode ter acabado, mas os incrivelmente corajosos defensores dos direitos humanos do país continuam sendo ameaçados e assassinados num ritmo alarmante”, disse Gilmour. “Estes ataques ameaçam a estabilidade de longo prazo da qual a Colômbia tanto precisa”, complementou.

Bebê de nove dias na cidade de Bambaya, no distrito de Kono, em Serra Leoa. Foto: UNICEF/Phelps

ONU: 7 mil recém-nascidos morrem por dia no mundo

A cada dia de 2016, 15 mil crianças morreram antes do seu quinto aniversário. Quase metade delas – ou 7 mil bebês – faleceu nos primeiros 28 dias de vida, segundo relatório divulgado nesta semana (19) pela ONU. Documento aponta queda na mortalidade geral de crianças com menos de cinco anos, mas identifica alta na proporção de bebês que morrem durante o período neonatal.

Levantamento de agências das Nações Unidas aponta que, na África Subsaariana, uma a cada 36 crianças morre no primeiro mês de vida. Em países desenvolvidos, a taxa é de uma a cada 333.

Menina em sala de aula na Guatemala. Na América Latina e no Caribe, mais de 78% das mulheres com emprego ocupam postos de setores da economia considerados de baixa produtividade. Foto: Banco Mundial/Maria FleischmannMenina em sala de aula na Guatemala. Na América Latina e no Caribe, mais de 78% das mulheres com emprego ocupam postos de setores da economia considerados de baixa produtividade. Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

Banco Mundial: América Latina ampliou educação, mas população pobre ainda tem menos oportunidades

Na América Latina e Caribe, apenas 50% das crianças de três anos de idade oriundas dos 20% mais pobres está na escola. No caso dos meninos e meninas que fazem parte dos 20% mais ricos, a taxa sobe para 90%. Em faixas etárias mais avançadas, disparidades também podem ser observadas. Em média, apenas 20% dos adultos de 21 anos de idade estão na escola. Todavia, entre os 20% mais ricos, o índice chega a 60%. Dados são de uma nova análise do Banco Mundial sobre acesso a educação.

Representantes dos parceiros da iniciativa Building Movements - Feminismos Contemporâneos, que conta com o apoio da ONU Mulheres. Foto: ONU Mulheres

ONU e parceiros anunciam liberação de fundos para 14 organizações de mulheres do Brasil

Após receber 645 inscrições, o projeto Building Movements – Feminismos Contemporâneos anunciou em outubro (10) as 14 organizações da sociedade civil selecionadas para receber investimentos e, com isso, ampliar atividades de promoção da igualdade de gênero no Brasil.

Um dos marcos do grupo é a diversidade. Há entidades que trabalham com transporte público, outras que lidam com religiões de matriz africana, instituições voltadas para as mulheres lésbicas e organizações dedicadas aos direitos das agricultoras.

Kuñangue Aty Guasu, grande assembleia das mulheres Kaiowá e Guarani, teve a presença de delegação da ONU Brasil. Foto: UNIC Rio/Natália da Luz

ONU participa do Aty Kuña, grande assembleia das mulheres indígenas, em Mato Grosso do Sul

Encontro é um dos principais atos políticos do calendário de mobilização das mulheres Kaiowá e Guarani. Neste ano, reuniu cerca de 300 participantes. Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil e coordenadora do Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia da ONU Brasil, liderou a delegação da ONU no Aty Kuña.

“A presença da ONU Brasil no Aty Kuña expressa o compromisso das Nações Unidas em aprofundar o trabalho com as mulheres indígenas e de elaborar um plano de emergência frente ao agravamento da situação relatada pelas lideranças indígenas”, disse Nadine.

Saiba mais nesta matéria e confira vídeo especial da ONU Brasil.

Venezuelanos vêm ao Rio em busca de proteção e oportunidades de emprego. Foto: UNIC Rio/Victoria Macdonogh

Venezuelanos chegam ao Rio em busca de proteção e melhores condições de vida

Formado em Direito, Filosofia e Computação, Rafael*, de 39 anos, tornou-se crítico ao governo venezuelano e, nos últimos anos, passou a ser perseguido por defender opositores nos tribunais. Carmen, de 37, é professora, casada com o administrador de alfândega Francisco, de 27. Recentemente, passaram a ter dificuldades para comprar alimentos em Caracas, onde viviam.

Rafael, Carmen e Francisco estão entre os cerca de 30 mil venezuelanos que vieram ao Brasil em busca de proteção e melhores condições de vida diante da crise política e econômica na Venezuela. Mais de 16 mil pediram refúgio, concedido àqueles que sofrem perseguições ou ameaças. Leia o relato completo.

Diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, durante congresso. Foto: UNAIDS Brasil/Daniel de Castro

Agência da ONU ressalta papel dos gestores municipais no combate ao HIV

Em debate sobre o papel das cidades no combate ao HIV, a diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, defendeu na quarta-feira (27) a necessidade de incluir as populações mais vulneráveis na resposta à epidemia. Durante o 11º Congresso de HIV/AIDS, em Curitiba, dirigente abordou compromissos firmados por municípios brasileiros para conter avanço da AIDS até 2020.

Luis, de apenas um ano de idade, e sua mãe, Maria Broncano Mejia, indígenas quechua que vivem na comunidade andina de Llacuash, no Peru. Foto: UNICEF/Roger LeMoyne

Países das Américas comprometem-se a melhorar saúde de indígenas, afrodescendentes e ciganos

Ministros dos países das Américas adotaram nesta terça-feira (26) em Washington D.C. (EUA) uma nova política sobre etnicidade e saúde, na qual se comprometem a eliminar os obstáculos que as populações indígenas, afrodescendentes e povos ciganos enfrentam nessa área.

A mortalidade materna e infantil nas populações indígena e afrodescendente das Américas é habitualmente mais elevada. Em alguns países, as taxas de infecção por HIV são nove vezes maiores entre a população afrodescendente em comparação à população branca e os índices de desnutrição infantil entre indígenas são superiores aos da população em geral.

Parada LGBT de Taguatinga, no Distrito Federal, em setembro de 2017. Foto: Mídia Ninja

Retorno da ‘cura gay’ ameaça cumprimento de metas da ONU sobre HIV, diz especialista

O retorno da discussão sobre a ‘cura gay’ no Brasil é um obstáculo ao cumprimento das metas das Nações Unidas sobre HIV e AIDS. A avaliação é do diretor regional do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/AIDS (UNAIDS) para a América Latina e o Caribe, César Núñez. Em pronunciamento na noite da terça-feira (26), em Curitiba, o especialista afirmou que o fim de toda forma de discriminação é essencial para combater a epidemia.

Primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau. Foto: ONU/Cia Pak

Na ONU, Canadá reconhece que país falhou historicamente em proteger direitos dos indígenas

Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, reconheceu na quinta-feira (21) que governos sucessivos de seu país foram incapazes de respeitar os direitos dos indígenas. Para muitos integrantes dos povos originários, abusos persistem até hoje, afirmou o dirigente. Segundo Trudeau, erros históricos e um legado negativo do colonialismo privaram o Canadá das contribuições que essas populações poderiam ter dado para o desenvolvimento da nação.

Brasil recebeu uma série de recomendações de Estados-membros da ONU para reformar seu sistema prisional. Foto: José Cruz/ABr

Brasil aceita mais de 200 recomendações de direitos humanos da ONU; rejeita quatro

O governo brasileiro informou no início deste mês (6) ter aceitado a maior parte das mais de 200 recomendações de direitos humanos feitas pelos Estados-membros da ONU ao país na Revisão Periódica Universal (RPU), espécie de sabatina na qual os países são avaliados pelos membros das Nações Unidas. Quatro recomendações, no entanto, foram rejeitadas.

Em documento, o governo brasileiro reconheceu a necessidade de melhorar seu sistema penitenciário e disse estar tomando uma série de ações para reduzir a população prisional. Também reconheceu a necessidade de evitar mortes em operações policiais, mas preferiu não estabelecer metas de redução.

tribos isoladas na Amazônia brasileira, imagem aérea em 2010. © G.Miranda/FUNAI/Survival

ONU cobra proteção de comunidades indígenas no Brasil

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) divulgaram nesta quinta-feira (21) uma nota conjunta expressando preocupação sobre denúncias de violência contra indígenas no Amazonas e lembrando que o Estado tem obrigação de proteção destas comunidades.

A Comissão e o ACNUDH informaram ainda que a suspensão de atividades da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) deixa comunidades em situação de desamparo.

A maioria dos venezuelanos vivendo em Roraima é jovem e possui boa formação escolar. A maioria já trabalha, e muitos enviam recursos para seus familiares na Venezuela. Foto: ACNUR/ Luiz Fernando Godinho

Maioria de venezuelanos em Roraima é jovem, possui boa escolaridade e está trabalhando

A maioria dos venezuelanos não indígenas vivendo em Roraima é jovem, possui boa escolaridade, tem atividade remunerada e paga aluguel. Entre os que trabalham, 51% recebem menos de um salário mínimo e 28% estão formalmente empregados. Muitos enviam ajuda financeira aos familiares que estão na Venezuela, e apontam a crise econômica e política como principal motivo para se deslocar. Já os venezuelanos indígenas que vivem em Roraima indicam a fome como motivo de seu deslocamento, sendo que as mulheres são a principal fonte de renda neste grupo.

O estudo — realizado pelo Conselho Nacional de Imigração, vinculado ao Ministério do trabalho, e com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) — aponta o perfil sociodemográfico e laboral dos venezuelanos que vivem em Roraima, de forma a apoiar a formulação de políticas migratórias no Brasil.

Alimentação escolar melhora nutrição e educação de jovens. Foto: PMA

No Canadá, ONU promove fórum sobre alimentação escolar e nutrição infantil

Teve início no domingo (17), no Canadá, o XIX Fórum Global de Nutrição Infantil, evento organizado pelo Centro de Excelência contra a Fome das Nações Unidas. Até a próxima quinta-feira (21), especialistas e gestores estarão reunidos em Montreal para discutir o papel da alimentação escolar no crescimento econômico sustentável. Cerca de 300 participantes de 50 países participam do encontro.

Evento no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, marcou o décimo aniversário da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Encontro foi promovido pelo Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio). Foto: UNIC Rio/Gustavo Barreto

Evento no Rio debate direitos dos povos indígenas dez anos após declaração da ONU

Promovido pelo Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio) no Museu de Arte Moderna (MAM), o encontro reuniu especialistas e representantes da comunidade indígena de várias partes do Brasil.

Convidados debaterem o documentário “Guarani e Kaiowá: pelo direito de viver no Tekoha”, gravado em aldeias indígenas do centro-oeste do país. No dia 13 de setembro foram marcados os dez anos da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Assista aos vídeos aqui.

Em 2017, a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas completa 10 anos. Este marco relembra a importância dos povos indígenas na formação e riqueza da sociedade e como eles são ameaçados. No Brasil, no ano de 1500, a população de indígenas era de 8 milhões; hoje, em 2017, eles são cerca de 900 mil. No Mato Grosso do Sul, centro-oeste do país, a situação territorial é dramática e provoca uma série de abusos de direitos humanos, que afetam principalmente os guarani e kaiowá. Para contar um pouco sobre a situação dessas populações, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) visitou a Reserva Indígena de Dourados e diversas aldeias do estado de Mato Grosso do Sul. Foram mais de mil quilômetros percorridos durante cinco dias para a produção do documentário “Guarani e Kaiowá: Pelo direito de viver no Tekoha”.

ONU lança documentário ‘Guarani e Kaiowá: pelo direito de viver no Tekoha’

Em 2017, a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas completa 10 anos. Este marco relembra a importância dos povos indígenas na formação e riqueza da sociedade e como eles são ameaçados. No Brasil, no ano de 1500, a população de indígenas era de 8 milhões; hoje, em 2017, eles são cerca de 900 mil.

No Mato Grosso do Sul, centro-oeste do país, a situação territorial é dramática e provoca uma série de abusos de direitos humanos, que afetam principalmente os guarani e kaiowá.

Para contar um pouco sobre a situação dessas populações, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) visitou a Reserva Indígena de Dourados e diversas aldeias do estado de Mato Grosso do Sul. Foram mais de mil quilômetros percorridos durante cinco dias para a produção do documentário “Guarani e Kaiowá: Pelo direito de viver no Tekoha”.

Entre 1990 e 2013, o número de pessoas sofrendo de depressão e ansiedade aumentou quase 50%, de 416 milhões para 615 milhões. Foto: EBC

Campanha da ONU busca conscientizar população sobre prevenção ao suicídio

O suicídio é um importante problema de saúde pública em todo o mundo. Afeta famílias, comunidades e países inteiros. Por isso, desde 2003, a Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) promovem a cada 10 de setembro o Dia Mundial para a Prevenção ao Suicídio.

Neste ano, o lema da campanha é “Doe um minuto de seu tempo. Mude uma vida”. O objetivo é conscientizar a população de que o suicídio pode ser prevenido.

Foto: Taylor Bennett/Flickr/CC

Na América Latina e Caribe, é mais barato comer mal; ONU alerta para riscos à saúde pública

Transformar os sistemas alimentares será uma peça muito importante na estratégia para acabar com a fome e todas as formas de má nutrição na América Latina e no Caribe, destacaram nesta semana duas agências especializadas da ONU – a OPAS/OMS e a FAO.

Em muitos países da região é mais barato comer mal que ter uma alimentação saudável – um aspecto que afeta sobretudo os mais pobres, que gastam grande parte de sua renda em comida. Os produtos ultraprocessados são geralmente mais baratos que os alimentos frescos e nutritivos.

A cidade de Sobral, localizada em uma das regiões beneficiadas pelo projeto financiado pela agência agrícola da ONU. Foto: Acervo IPHAN

Governador do Ceará envia projeto para autorizar uso de recursos da ONU para agricultura familiar

O governador do Ceará, Camilo Santana, assinou o Projeto de Lei que autoriza a transferência de 31 milhões de reais para associações e cooperativas de agricultura familiar. As organizações são selecionadas pelo Projeto de Desenvolvimento Produtivo e de Capacidade – ou “Projeto Paulo Freire”, com financiamento do Fundo Internacional da ONU de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

Documentário marca 10 anos da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas

Para marcar os 10 anos da Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) lança, no dia 12 de setembro, o documentário Guarani e Kaiowá: Pelo Direito de Viver no Tekoha, gravado em aldeias indígenas do Centro-Oeste do país.

O evento na Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro contará ainda com apresentação cultural de índios, exposição fotográfica e discussão sobre o tema. O evento é aberto ao público; saiba aqui como se inscrever.

Para erradicar a pobreza e a fome até 2030, há uma necessidade urgente de canalizar esforços globais para onde os problemas “acontecem mais profundamente no mundo”, disse o presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Kanayo F. Nwanze. Em outubro, a ONU marcou o Dia Internacional das Mulheres Rurais (15) e o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza (17). De acordo com Nwanze, o mundo precisa investir na população rural pobre, bem como estimular a agricultura familiar para que ela se torne parte importante do sistema produtivo. Confira neste vídeo

Uma nova aliança para a eliminação da pobreza rural na América Latina

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) constituíram uma aliança para eliminar a pobreza rural na América Latina, onde quase a metade dos habitantes rurais é pobre e cerca de um terço é indigente.

A iniciativa é formada por especialistas de desenvolvimento rural e tem por objetivo mudar o cenário da região. O principal objetivo da aliança é propor soluções inovadoras que tenham um impacto concreto na vida de milhões de pessoas.

Representante-residente do PNUD Brasil participa da abertura do vigésimo encontro da REMS. Foto: PNUD Brasil/Gabriela Borelli

Rede de ONGs reúne-se em Brasília para debater esporte e desenvolvimento humano

Representantes de Organizações não governamentais (ONGs) reuniram-se esta semana (30 e 31) em Brasília (DF) para celebrar os dez anos da Rede Esporte pela Mudança Social (REMS) e debater iniciativas que promovam o esporte como ferramenta de desenvolvimento humano.

Criada simultaneamente no Brasil e na África do Sul em 2007, a rede foi fundada por um grupo de organizações da sociedade civil com apoio da fabricante de artigos esportivos Nike e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Brasil ocupa a 32ª posição em ranking latino-americano e caribenho de participação de mulheres no parlamento. Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

Brasil é ‘lanterna’ em ranking latino-americano sobre paridade de gênero na política

O Brasil ocupa a 32ª posição em um ranking de 33 países latino-americanos e caribenhos sobre participação das mulheres nos parlamentos nacionais. Com 9,9% de parlamentares eleitas, o país só fica à frente de Belize, cujo índice é de 3,1%. O primeiro colocado é a Bolívia, com 53,1% de participação de mulheres no parlamento.

“No Brasil, é urgente reconhecer que as mulheres são fundamentais para a democracia e que elas estão cada vez mais distantes de fazer parte do grupo decisório sobre a política nacional, das possibilidades de exercer a cidadania e da igualdade de maneira plena e concreta”, disse Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

Flávia Nunes e Clara Almeida são articuladoras dos direitos dos povos Guaranis-Kaiowás Foto: ONU Mulheres/Isabel Clavelin

Mulheres indígenas buscam apoio da ONU Brasil para garantir compromissos do Estado brasileiro

Mulheres indígenas reuniram-se com representantes das Nações Unidas em Brasília (DF) na semana passada (14) para pedir apoio da Organização para a garantia do cumprimento dos compromissos do Estado brasileiro assumidos na Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas, que completará dez anos em setembro.

Fome, miséria, violência, feminicídio, homicídios, desaparecimento e perseguição foram destacados como problemas crônicos que violam os direitos dos povos indígenas, comprometendo o ordenamento jurídico brasileiro e as normativas internacionais.

O programa Amazonaids mudou a comunicação com os indígenas para se adaptar às diferenças culturais. Foto: Cacalos Garrastazu/UNAIDS-Eder Content

ONU pede que resposta ao HIV leve em conta particularidades das culturas indígenas

Em pronunciamento feito no início de agosto, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) alertou que os serviços de atendimento e cuidado relacionados à epidemia ainda não estão adaptados para integrar a visão de mundo, a linguagem, a cultura e as vulnerabilidades específicas dos povos indígenas. Organismo internacional fez um apelo por políticas de saúde pública com foco em direitos humanos e interculturalidade.

Foto do 14º Acampamento Terra Livre, em abril de 2017, em Brasília. Crédito da foto: Apib Comunicação/Flickr/CC

ONU traduz para o português recomendações de direitos humanos feitas ao Brasil

O Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio) traduziu para o português documento com mais de 240 recomendações de Estados-membros da ONU para melhorar a situação dos direitos humanos no país.

As recomendações foram feitas em maio deste ano, no âmbito da Revisão Periódica Universal (RPU), uma espécie de sabatina na qual os países são avaliados pelos membros das Nações Unidas.

Declaração, adotada pela Assembleia Geral da ONU em 13 de setembro de 2007, estabelece diretrizes universais de padrões mínimos de sobrevivência para a dignidade e o bem-estar dos povos indígenas do mundo. Foto: PNUD / Tiago Zenero

ONU: proteger os direitos dos povos indígenas é proteger os direitos de todos

Dez anos depois da adoção da Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas, diversos países avançaram em reconhecê-los formalmente, mas, frequentemente, eles continuam a enfrentar discriminação, marginalização e grandes desafios na garantia de seus direitos básicos.

“Enquanto os povos indígenas realizaram significativos avanços em defender seus direitos nos fóruns internacionais e regionais, a implementação da Declaração é obstruída pela persistente vulnerabilidade e exclusão, particularmente de mulheres, crianças, jovens e pessoas indígenas com deficiência”, disseram 40 entidades do Sistema ONU e outras organizações internacionais em comunicado conjunto emitido para o Dia Internacional dos Povos Indígenas, lembrado nesta quarta-feira (9).

Jogos Mundiais dos Povos Indígenas reuniram mais de 2 mil atletas em Palmas, no Tocantins. Foto: Jogos Mundiais dos Povos Indígenas

ONU e governo lançam publicação sobre os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas

O Ministério do Esporte do Brasil, o Comitê Intertribal (ITC), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a UNESCO lançaram nesta semana uma publicação sobre os primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, realizados em Palmas, no Tocantins, em 2015. Competição reuniu mais de 2 mil atletas, representantes de 30 nacionalidades e 24 etnias. Documento aborda organização e conceitos por trás do campeonato.

A marginalização e a exclusão social enfrentadas pelos povos indígenas precisam ser endereçadas como parte de um esforço coletivo para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, disse a OIT. Na foto, mulher indígena equatoriana. Foto: Flickr/Shobeir Ansari (CC)

OIT reafirma importância do empoderamento das mulheres indígenas

No Dia Internacional dos Povos Indígenas, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lembrou a exclusão e a discriminação enfrentadas por esses povos em todo o mundo, e defendeu a importância do empoderamento, principalmente das mulheres indígenas, para que os países possam atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.

“A situação ainda está longe de ser aceitável. Os povos indígenas constituem um percentual desproporcional (15%) dos pobres do mundo, enquanto respondem por apenas 5% da população mundial. As mulheres indígenas são frequentemente as mais pobres entre os pobres, discriminadas por serem indígenas e por serem mulheres”, disse a nota da OIT.

Em Maricá (RJ), tribo usa idioma guarani para fortalecer cultura indígena

A Aldeia Mata Verde Bonita (Tekoa Ka’ Aguy Ovy Porã), visitada pela equipe do Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), é uma das oito comunidades guaranis no estado do Rio, onde moram 73 pessoas em uma área de proteção ambiental com mais de 90 hectares. Sua língua materna é a variedade mbya do guarani, um idioma indígena do tronco tupi-guarani, falado por milhares de indígenas do Centro-Oeste ao Sul do Brasil e em países vizinhos, como Bolívia e Paraguai.

Especialistas de direitos humanos das Nações Unidas pediram ao governo peruano suspender as negociações sobre um novo contrato de exploração de petróleo, numa das áreas mais ricas do país, até que os direitos dos povos indígenas locais estejam protegidos. Foto: CIDH/Daniel Cima

Peru deve suspender novo contrato de petróleo até que indígenas sejam protegidos, dizem relatores da ONU

O governo peruano deve suspender as negociações sobre um novo contrato de exploração de uma das áreas petrolíferas mais ricas do país até que os direitos dos povos indígenas locais sejam protegidos, pediram em meados de julho (13) especialistas em direitos humanos das Nações Unidas.

Tuncak e Tauli-Corpuz ressaltaram a obrigação do governo do Peru de respeitar, proteger e cumprir com os direitos das populações da região, como também de responsabilizar as empresas por quaisquer violações aos direitos humanos que tenham cometido, antes de conceder um novo licenciamento para a exploração de terras.

Indígenas em manifestação em Brasília. Foto: Mídia Ninja

UNESCO lembra contribuição dos povos indígenas para o desenvolvimento sustentável

Às vésperas do Dia Internacional dos Povos Indígenas (9 de agosto), a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, lembrou a contribuição singular desses povos para o entendimento mútuo, a paz e o desenvolvimento sustentável.

Irina lembrou que apesar de sua diversidade cultural e de seus territórios que se estendem por mais de 90 países, os povos indígenas têm dificuldades comuns, relacionadas à proteção dos seus direitos como povos únicos. Os 370 milhões de indígenas compõem menos de 5% da população mundial, mas, entre os mais pobres, correspondem a 15%.

Rayanne Cristine Maximo Franca. Foto: ONU Mulheres

‘É hora de o mundo ouvir nossa voz’, diz ativista indígena brasileira

Rayanne França, de 25 anos, é uma ativista brasileira da juventude indígena. Desde que deixou sua casa aos 17 anos, embarcou na luta por direitos e reconhecimento. Ela faz parte da Rede de Juventude Indígena (REJUIND) e participou recentemente da 61ª sessão da Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher e da 16ª sessão do Fórum Permanente da ONU para Questões Indígenas, realizados em Nova Iorque.

Às vésperas do Dia Internacional dos Povos Indígenas (9 de agosto), Rayanne conversou com a ONU Mulheres sobre as principais preocupações das jovens mulheres indígenas no Brasil. Leia o depoimento.