Crianças numa escola do Bronx, em Nova Iorque. Foto: ONU/Marcia Weistein

Em dia mundial, UNESCO defende diversidade e faz apelo contra racismo e discriminação

Em mensagem para o Dia Internacional da Tolerância, celebrado nesta sexta-feira (16), a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, enfatizou que a tolerância não é apenas uma virtude moral, mas também um princípio político, capaz de orientar as sociedades na luta contra o racismo e outras formas de discriminação. Dirigente enfatizou que a diversidade faz parte da humanidade e é uma força do desenvolvimento.

No aniversário de 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, o então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (esquerda), reúne-se em Genebra com o embaixador Martin Ihoeghian Uhomoibhi, representante da Nigéria no escritório da ONU no país e então presidente do Conselho de Direitos Humanos, e Navi Pillay, então chefe de direitos humanos das Nações Unidas. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Artigo 2: Liberdade de viver sem discriminação

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos. A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 2: Todo ser humano tem capacidade para gozar dos direitos e das liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, posição econômica, nascimento ou qualquer outra condição.

Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.

Chefe da Comissão para os Direitos Humanos, Eleanor Roosevelt (direita), com Hansa Mehta, representante da Índia, em 1º de junho de 1949. Foto: ONU/Marvin Bolotsky

Artigo 1: Todos os seres humanos nascem livres e iguais

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos. A série tentará mostrar até onde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 1: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Norte-americanos comem cerca de três hambúrgueres por semana. Foto: Impossible Foods

O que está no seu hambúrguer? Mais do que você pensa

Você entra em um restaurante para comer um hambúrguer. O que passa pela sua cabeça? Duas carnes, bacon extra e queijo? Pão com gergelim ou molho especial? Degradação ambiental ou preservação ecológica? Você provavelmente não pensa na última opção. Mas talvez devesse pensar.

Hectares de floresta na América do Sul são devastados para criação de gado, com o objetivo de produzir nossos hambúrgueres e bifes preferidos. Além disso, em média, uma carne de hambúrguer de 110 gramas drena 1.695 litros de água, dependendo de onde for feita, utilizando preciosos recursos naturais. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Democrata do Novo México Deb Haaland, recém-eleita à Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. Foto: Michael Anaya Gorman

ONU: número recorde de mulheres no novo Congresso dos EUA é ‘vitória histórica’

O número recorde de mulheres que se candidataram nas eleições ao Congresso dos Estados Unidos nesta semana marca um avanço “sem precedentes”, “fundamental para a conquista da igualdade de gênero e do desenvolvimento sustentável”, informou a ONU Mulheres em comunicado na quinta-feira (8).

Um total de 277 mulheres concorreu nas eleições à Câmara dos Deputados e Senado dos EUA em ambos partidos – Democrata e Republicano – representando uma gama de idades, raças, religiões, orientações sexuais e culturas, o que a ONU Mulheres descreveu como uma “vitória histórica” e motivo de celebração.

Indígenas venezuelanos em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU: número de refugiados e migrantes venezuelanos chega a 3 milhões

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciaram nesta quinta-feira (8) que o número de refugiados e migrantes oriundos da Venezuela já atingiu 3 milhões de pessoas no mundo todo.

A Colômbia abriga o maior número de refugiados e migrantes da Venezuela — mais de 1 milhão. Em seguida vem Peru, com mais de 500 mil venezuelanos, Equador, com mais de 220 mil, Argentina, com 130 mil, Chile, com mais de 100 mil, e Brasil, com 85 mil.

Ciudad Juarez, no estado de Chihuahua, no México. Foto: Wikimedia Commons/On^ste82 (CC)

Relatores da ONU condenam assassinato de defensor de direitos indígenas no México

Especialistas das Nações Unidas condenaram veementemente o assassinato de Julián Carrillo, um defensor dos direitos indígenas do estado de Chihuahua, no México, que havia trabalhado incansavelmente por mais de duas décadas para defender sua comunidade contra a exploração de terras ancestrais Rarámuri.

O assassinato de Carrillo é parte de uma série de ataques contra defensores de direitos humanos no país. De acordo com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), 21 ativistas foram mortos até o momento este ano no México, sendo que nove deles eram membros de comunidades indígenas.

Mãe, avó e netos indígenas na Guatemala. Foto: OPAS

Comissão da ONU recebe artigos para revista sobre população e demografia

Até 15 de janeiro, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) recebe artigos originais e inéditos sobre temas de população. Trabalhos serão avaliados para publicação na edição 108 da revista acadêmica Notas de Población.

Entre os tópicos de interesse para esse número da revista, estão os componentes da dinâmica demográfica (fecundidade, mortalidade e migração) e suas relações com os processos de desenvolvimento, direitos humanos e transformações econômicas e sociais.

Ação de saúde pública para controlar vetores da malária em Machadinho D'Oeste, em Rondônia. Foto: OPAS

Iniciativas do Brasil, Paraguai e Suriname recebem prêmio da ONU sobre combate à malária

Programas de controle da malária do Brasil, Paraguai e Suriname receberam na terça-feira (6) o prêmio “Campeões contra a malária nas Américas”. O título é concedido anualmente pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma agência das Nações Unidas. Duas iniciativas brasileiras foram reconhecidas em 2018. Uma delas combate a doença em áreas indígenas do município do Alto Rio Solimões (AM).

Criança sob mosquiteiro para prevenir malária. Foto: OMS

Agência da ONU insta países das Américas a livrar continente da malária

O Paraguai foi certificado por ter eliminado a malária de seu território em junho deste ano. A Argentina está trilhando o caminho para obter sua certificação em 2019. Belize, Costa Rica, Equador, El Salvador, México e Suriname têm o potencial de alcançar a eliminação até 2020. Outros países, no entanto, registraram um aumento no número de casos, o que põe em risco a consecução das metas de redução e eliminação da doença na região até 2030.

No Dia de Luta contra a Malária nas Américas (6 de novembro), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) insta os países da região a tomar medidas urgentes para conter o aumento de casos, manter as conquistas e libertar o continente da doença que, durante o último século, foi a principal causa de morte em quase todas as nações do mundo.

Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, sediado em Genebra. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

ONU denuncia criminalização de defensores indígenas no México

O escritório mexicano do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) afirmou em comunicado no fim de outubro (31) ter recebido informações sobre a criminalização de defensores dos direitos humanos da comunidade indígena de San Pedro Tlaxnico, no município de Tenango del Valle, no estado de México.

Lorenzo Sánchez Berriozábal, Marco Antonio Pérez González e Dominga González Martínez, que defendiam os direitos da comunidade à água, foram condenados a 50 anos de prisão em 27 de novembro de 2017 por fatos ocorridos em abril de 2003 que culminaram na morte de um empresário floricultor de Villa Guerrero.

Após a análise das informações coletadas, incluindo as contidas no próprio processo, o escritório da ONU considerou que o governo mexicano não havia observado o direito dos acusados ao devido processo legal.

Mulheres indígenas da Guatemala foram sistematicamente estupradas e escravizadas por militares na comunidade de Sepur Zarco durante o conflito de 36 anos no país. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Mulheres guatemaltecas escravizadas durante guerra civil aguardam reparação

Quinze mulheres guatemaltecas do grupo indígena Q’echi, que foram escravizadas e estupradas por militares durante o conflito civil de 36 anos no país da América Central, ainda esperam a materialização de reparações duramente conquistadas.

Com a ajuda de organizações locais de direitos das mulheres, incluindo a ONU Mulheres e outros parceiros das Nações Unidas, as mulheres de Sepur Zarco, no leste da Guatemala, conseguiram assegurar em 2016, após 22 audiências, a condenação de dois ex-militares por acusações de crimes contra a humanidade.

Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos reconhece contribuições das agricultoras para a produção sustentável de alimentos. Foto: FAO

Evento no PR discute cooperativismo para impulsionar autonomia de mulheres rurais

As famílias encabeçadas por mulheres estão entre as mais pobres no campo. Elas são mais vulneráveis à violência de gênero, têm dificuldades de ter acesso à terra para gerar sua própria renda e pouca voz na tomada de decisões que afetam suas vidas.

Ainda assim, as mulheres são responsáveis por parte importante da produção de alimentos no Brasil, disse o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva.

As declarações foram feitas em vídeo para o 1º Encontro das Mulheres Rurais do Mercosul – Cooperativismo, Instrumento para Autonomia Econômica das Mulheres, que aconteceu no último dia 18 em Medianeira, Paraná.

ONU apoia venezuelanos que estão em Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU convida organizações a apresentar propostas para ações com refugiados em 2019

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil convida organizações governamentais e não governamentais (ONGs) a apresentar notas conceituais e/ou propostas para a implementação de atividades em 2019.

O propósito do edital de “Chamada para Manifestação de Interesse” é dar às entidades a oportunidade de estabelecer parcerias com o ACNUR na entrega de proteção e soluções mistas para refugiados e requerentes de refúgio no Brasil.

ONU Brasil reuniu cerca de 120 pessoas em Brasília (DF) na sexta-feira (19) para o 3º Simulado do Conselho de Direitos Humanos. Foto: UNFPA

ONU reúne 120 pessoas em Brasília para simulado sobre Conselho de Direitos Humanos

No ano de comemoração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos 20 anos da Declaração sobre Defensores de Direitos Humanos, a ONU Brasil reuniu cerca de 120 pessoas em Brasília (DF) na sexta-feira (19) para o 3º Simulado do Conselho de Direitos Humanos. O evento aconteceu na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e teve participação de estudantes de graduação, docentes e representantes de organizações da sociedade civil.

Joenia Wapichana e alguns integrantes de sua comunidade. Foto: Mayra Wapichana

Indígena brasileira vence prêmio de direitos humanos das Nações Unidas

A presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Fernanda Espinosa, anunciou na quinta-feira (25) os vencedores de 2018 dos Prêmio das Nações Unidas de Direitos Humanos. Entre eles, está a brasileira Joênia Batista de Carvalho, conhecida por Joênia Wapichana. Defensora dos direitos humanos das comunidades indígenas, ela foi a primeira mulher indígena a se tornar advogada no país e, este ano, foi eleita deputada federal.

Em entrevista ao ONU News de Boa Vista, em Roraima, Joênia disse acreditar que o prêmio dará mais visibilidade aos povos indígenas. “Quando eu levo a palavra como primeira mulher indígena formada no Brasil, é justamente para dar um incentivo, para que essa minha imagem possa ser reproduzida, multiplicada dentro dos povos indígenas”, declarou.

Extremismos e xenofobia crescentes ampliam relevância da Declaração dos Direitos Humanos

Setenta anos depois de sua aprovação, a Declaração Universal dos Direitos Humanos permanece essencial para os países e a comunidade internacional, diante das crescentes ondas de xenofobia, discursos de ódio e perseguições de minorias no mundo todo.

A avaliação é de especialistas em direito internacional e direitos humanos entrevistados pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), que lembraram a necessidade de defender a Declaração inclusive perante os ataques de líderes políticos globalmente.

Voluntários participam de cerimônia, onde receberam certificados de participação, ao final da 1ª edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), em Palmas, no Tocantins. Foto: PNUD

PNUD e governo apresentam programa nacional de voluntariado em São Paulo, Brasília e Porto Alegre

O Programa Nacional de Voluntariado do Brasil, também conhecido como Viva Voluntário, realizou neste mês eventos de lançamento em três cidades brasileiras. São Paulo, Brasília e Porto Alegre receberam representantes da Casa Civil da Presidência da República e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que explicaram como é possível se engajar em atividades de cidadania por meio do projeto.

FAO: mulheres indígenas precisam ser ouvidas nas decisões que afetam suas vidas

São mais de 400 milhões de indígenas no mundo. Destes, metade é mulher. São elas que criam gado, plantam, pescam e caçam para coletar alimentos para suas comunidades. Elas também são consideradas as guardiãs de sementes, plantas medicinais e da biodiversidade da floresta, além de guardiãs da cultura de suas etnias.

Apesar de suas contribuições, as mulheres indígenas não fazem parte da política e dos processos decisórios que afetam suas vidas. Geralmente, as políticas de proteção social não incluem suas opiniões e necessidades. E, apesar de sua riqueza de saberes, seu trabalho, conhecimento e necessidades não estão representados nas estatísticas. O alerta foi feito pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Foto: Flickr/Barbara Eckstein (CC)

FAO alerta para falta de dados sobre violência sexual contra mulheres rurais no Brasil

Maria, de 51 anos, viveu tantos episódios de violência contra seu corpo e sua dignidade que naturalizou tais crimes como parte inerente da vida da mulher rural. Dos 7 aos 15 anos, foi violentada pelo tio, que dividia o terreno onde morava com seus pais. Casou-se aos 16, imaginando que se livraria dos assédios sexuais, mas encontrou, dentro do lar e de seu casamento, seu maior algoz.

Em reportagem, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alerta para a falta de dados sobre a violência sexual contra mulheres no campo no Brasil. Enquanto a sociedade tem discutido e estudado cada vez mais a violência sexual contra as mulheres, os debates e as pesquisas, muitas vezes, se restringem às cidades grandes, não incluindo um olhar direcionado às trabalhadoras rurais, segundo a agência da ONU.

Mulher indígena no 14º Acampamento Terra Livre, realizado em Brasília, em 2017. Foto: Mídia NINJA/Mobilização Nacional Indígena

Seminário no DF debate conexão entre direitos humanos e desenvolvimento sustentável

A relação entre a Declaração Universal dos Direitos Humanos e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foi o tema de evento que reuniu representantes governamentais e de organizações da sociedade civil na semana passada (10 e 11) em Brasília (DF).

O seminário teve a presença de Gilberto Vieira dos Santos, membro do Conselho Nacional de Direitos Humanos, que lembrou que os conflitos por terra e recursos naturais continuam sendo um problema para povos e comunidades tradicionais, ressaltando que somente no ano passado 110 indígenas foram assassinados no Brasil.

O relato é da ONU Meio Ambiente.

Agricultora do interior da Bahia critica falta de oportunidades para mulheres rurais

A garantia dos direitos das mulheres rurais é um pilar fundamental do desenvolvimento sustentável. As desigualdades de condições no acesso, posse e uso da terra com as quais lidam diariamente são consequência da violência estrutural que se revela nas discrepantes oportunidades que homens e mulheres encontram em seus caminhos.

Para a agricultora baiana Francisca Alves Ribeiro, de 58 anos, mesmo com avanços sociais que facilitaram a rotina, a forma como a mulher é encarada no campo não avançou, e a violência silenciosa que assolou gerações e gerações segue como uma triste realidade.

Grupo de mulheres amplia liderança em cooperativa de produtores rurais de Japeri (RJ)

O espaço da mulher no mercado de trabalho vem se transformando à medida que a sociedade evolui. No mundo moderno, as mulheres realizam muitas tarefas e são desafiadas a equilibrar diferentes papéis no dia a dia — de mãe, esposa e profissional. Romperam barreiras no mercado de trabalho e chegaram a carreiras profissionais até então dominadas por homens. Hoje, são, executivas, empreendedoras, agricultoras.

Nesse contexto, agricultoras lideradas por Maria do Socorro da Silva, de 56 anos, aceitaram o desafio de empoderar mulheres na agricultura. Como resultado, estão transformando a rotina e melhorando a qualidade de produção da Cooperativa de Produtores Rurais de Japeri (Agro Verde), no Rio de Janeiro.

O relato é de Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres.

Teresa Corção, uma chef de cozinha em defesa da agricultura familiar brasileira. Imagem: FAO

Sem a mulher, não haveria agricultura familiar no Brasil, diz chef

A carioca Teresa Corção descobriu há 16 anos que seu trabalho poderia mudar a vida de agricultores familiares. Em viagens de Norte a Sul do Brasil, a mestre-cuca encontrou produtores que mantinham tradições artesanais, além de conhecer mulheres que lideravam cooperativas e negócios agrícolas.

A chefe de cozinha decidiu mobilizar seus colegas de profissão para promover a valorização dessa produção familiar e defender o protagonismo feminino no campo. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Criptomoeda brasileira facilita empréstimos a pequenos produtores rurais

Estimativas recentes do Banco Mundial dão conta de que existem cerca de 2 bilhões de pessoas não bancarizadas no mundo todo. Elas sofrem com a falta de acesso a crédito ou a empréstimos comerciais, o que limita severamente as possibilidades de crescimento econômico.

Nesse cenário, a mineira Taynaah Reis, de 30 anos, descobriu na tecnologia um meio de conectar pessoas que querem investir com aquelas que precisam de recursos. Em 2017, criou a primeira criptomoeda brasileira com propósito de abordar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

No final dos anos 1990, Sandra Pereira de Faria vivia num assentamento em Goiânia com medo de ser expulsa da terra e ficar sem um lugar para morar com seus dois filhos. Imagem: FAO

Agricultora lembra luta por terra e moradia em assentamento em Goiânia

A busca por terra e moradia faz parte da vida das mulheres do assentamento São Sebastião, localizado no município de Silvânia (GO). Uma das habitantes do antigo acampamento, Sandra Pereira de Faria lembra que as famílias viveram por anos sob ameaças, sendo expulsas da propriedade que ocupavam, com crianças a tiracolo. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Conferência do Cairo sobre População e Desenvolvimento, em 1994. Foto: ONU

Fundo de População da ONU lembra 25 anos de conferência sobre saúde sexual e reprodutiva

Em debate durante o XXI Encontro de Estudos Populacionais, em Poços de Caldas (MG), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lembrou os quase 25 anos da Conferência do Cairo, encontro que estabeleceu em 1994 um marco internacional para questões de demografia, saúde sexual e reprodutiva. O organismo da ONU chamou atenção para o protagonismo do Brasil na época, que defendeu pautas progressistas na capital egípcia.

Crianças lendo a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), pouco após sua adoção. Foto: Arquivo da ONU

Direitos humanos não têm cor política, diz diretor do UNIC Rio em palestra

O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, participou no fim de setembro (27) de evento organizado pela Academia Brasileira de Filosofia (ABF), no Rio de Janeiro, para lembrar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH).

Na ocasião, o diretor do UNIC Rio falou sobre defensores dos direitos humanos brasileiros que perderam a vida ao realizar seu trabalho, como a vereadora Marielle Franco, e lembrou também os inúmeros casos de policiais mortos por defender o direito de todos a viver num país sem crime.

Imagem: FAO

Mulheres encontram terra e empoderamento no interior do Espírito Santo

Há 18 anos, no estado do Espírito Santo, a camponesa Nelci Sanches da Rocha vivia em busca de um lugar para morar. Sem-terra e sem amparo, a agricultora se uniu a outras seis mulheres na mesma situação e fundou uma cooperativa no município de Guaçuí.

Hoje, a associação faz pães, biscoitos, geleias e licores e vende os produtos para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Produção é exemplo de modelo agroecológico e tema de matéria especial da FAO.

Membros da Rede de Juventude Indígena participaram no fim de setembro (de 26 a 29) da reunião no Mato Grosso do Sul. Foto: REJUIND/Jorge Perez

Rede de jovens indígenas reúne-se no MS para discutir plano de comunicação

Membros da Rede de Juventude Indígena participaram no fim de setembro (de 26 a 29) da reunião “REJUIND 10 anos: protagonismo e fortalecimento institucional para prosseguir – Aprimorar a comunicação institucional para os 10 anos da Rede”. A iniciativa, apoiada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), aconteceu na Aldeia Buriti, onde reside o povo Terena, no Mato Grosso do Sul.

Segundo o jornalista Erisvan Bone Guajajara, um dos participantes do evento, a REJUIND é uma ferramenta de aproximação da juventude indígena e potencializa suas capacidades. “Agradeço às lideranças por poder dialogar com a juventude Terena da Aldeia Tereré, e poder compartilhar da conjuntura atual. É importante a participação da juventude no processo de transformação da sociedade brasileira”, disse.

Mulheres rurais de MG organizam-se para ter mais voz nas decisões de cooperativa

Um grupo de 30 mulheres de Poço Fundo (MG) reuniu-se em torno de uma causa e de um produto, o café. O grupo Mulheres Organizadas Buscando Independência (MOBI) surgiu a partir da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (COOPFAM), frente à necessidade de maior participação das mulheres nas decisões da cooperativa.

O objetivo foi ampliar a inserção e a visibilidade das mulheres rurais na produção. Além disso, o grupo foi criado para ajudar na renda das famílias, já que nele as mulheres desenvolvem outras atividades como confecção de artesanatos com subprodutos do café. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).