Os jovens da NBR são um exemplo da aplicação prática do tema das celebrações da ONU para este ano: engajamento juvenil para a ação global. Foto: UNAIDS

Jovens apoiados pelo UNAIDS celebram Dia Internacional da Juventude com vídeo sobre zero discriminação

Em comemoração ao Dia Internacional da Juventude, celebrado em 12 de agosto, a organização não governamental Nação Basquete de Rua (NBR) lança o vídeo “Humano igual a você” junto com uma série de cards para redes sociais inspirados no projeto Se Liga Ae, Juventude!, que levou conhecimento sobre HIV e AIDS a jovens da periferia de Campos dos Goytacazes (RJ), em 2019.

Os jovens da NBR são um exemplo da aplicação prática do tema das celebrações da ONU para este ano: engajamento juvenil para a ação global. Ao abordar o HIV, ISTs e sexualidade como temas centrais em seus projetos, a NBR mobilizar os jovens para discussões sobre racismo, direitos humanos, educação e empoderamento feminino, entre outros.

Indígenas em manifestação em Brasília. Foto: Mídia Ninja

FAO explica como os povos indígenas ajudam a acabar com a fome no mundo

Apesar de representarem apenas 5% da população mundial, os povos indígenas são agentes vitais para a preservação do meio ambiente.

Cerca de 28% da superfície terrestre do mundo, incluindo algumas das áreas florestais mais intactas e biodiversas, é  gerenciada principalmente por povos indígenas, famílias, pequenos proprietários e comunidades locais.

Essas florestas são cruciais para conter as emissões de gases e manter a biodiversidade. Os alimentos indígenas também são particularmente nutritivos e seus sistemas alimentares associados são resistentes ao clima e se adaptam bem ao meio ambiente. Leia o relato da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Médica analisa exame para eventual diagnóstico de tuberculose. Foto: AGECOM/Carol Garcia

COVID-19 ameaça controle e eliminação de doenças infecciosas nas Américas

A pandemia de COVID-19, que matou mais de 390 mil pessoas nas Américas, está ameaçando os planos regionais para eliminar e controlar doenças infecciosas, incluindo tuberculose, HIV e hepatites, disse na terça-feira (11) Carissa F. Etienne, diretora da OPAS.

Com mais de 10,5 milhões de casos de COVID-19 nas Américas e 100 mil novos casos sendo notificados todos os dias, “os países não podem atrasar a luta contra COVID-19, mas não devem permitir que a doença nos atrase para completar a agenda inacabada de eliminar e controlar as doenças infecciosas em nossa região”, afirmou Etienne em coletiva de imprensa.

Indígenas venezuelanos da etnia warao e eñepas em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: OIM

Maioria dos indígenas venezuelanos no Maranhão migrou em busca de trabalho e reunificação familiar

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) lança na quinta-feira (13) em seminário online uma pesquisa que traça o perfil e traz dados sobre a integração socioeconômica de indígenas venezuelanos Warao que chegaram ao Maranhão.

Realizada em parceria com o governo do estado e o Ministério da Cidadania, esta é a primeira Matriz de Monitoramento de Deslocamento (DTM) no Brasil dedicada exclusivamente a povos indígenas. O lançamento terá transmissão online.

ACNUR registra 134 mil refugiados e migrantes da Venezuela no Brasil

O registro e a documentação das pessoas que fogem de guerras, conflitos políticos e perseguições nos países que as recebem são de extrema importância para assegurar sua proteção e acesso a serviços. No atual contexto de pandemia da COVID-19, a atividade de registro ganha ainda mais relevância como ferramenta de proteção fundamental, já que possíveis vulnerabilidades precisam ser mais rapidamente identificadas e atendidas.

A proteção de um refugiado, portanto, começa com seu registro e esta é uma das principais atividades da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em apoio às ações realizadas pelo governo do Brasil, no contexto do fluxo de refugiados e migrantes da Venezuela para o país.

OIT reforça a importância da convenção sobre os povos indígenas e tribais em tempos da COVID-19

No Dia Internacional dos Povos Indígenas, 9 de agosto, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) relembrou a importância da Convenção Nº 169 sobre os Povos Indígenas e Tribais em tempos de COVID-19.

Aprovada em 1989, a Convenção busca superar práticas discriminatórias que afetam os povos indígenas e assegurar que participem da tomada de decisões que impactam suas vidas. A Convenção baseia-se no respeito às culturas e aos modos de vida dos povos indígenas e reconhece os direitos deles à terra e aos recursos naturais, e a definir suas próprias prioridades para o desenvolvimento.

A Convenção Nº 169 é o único tratado no sistema multilateral aberto à ratificação que trata de forma específica e abrangente dos direitos dos povos indígenas e tribais. No caso do Brasil, a Convenção passou a ter vigência em 25 de julho de 2002.

Hospital de campanha salva vidas de indígenas infectados pela COVID-19 no Brasil

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apoia um hospital de campanha em Boa Vista (RR), construído pela Operação Acolhida – resposta governamental ao fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos no Brasil.

O hospital tem capacidade para receber até 1.782 pacientes confirmados ou com suspeita de COVID-19. Até o momento, atendeu 625 venezuelanos e muitos brasileiros, incluindo indígenas.

O ACNUR disse estar ciente de pelo menos 19 mortes relacionadas à COVID-19 entre refugiados, dos quais nove eram venezuelanos indígenas, enquanto mais de 570 se recuperaram da doença. Conheça a história da indígena venezuelana, Dialisa Mata, que se recuperou da COVID-19 neste hospital em Boa Vista.

Nas Américas, mais de 70 mil indígenas foram infectados pela COVID-19, sendo 23 mil integrantes de 190 povos da Bacia do Amazonas. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

COVID-19 é grave ameaça para os povos indígenas, diz Bachelet

A COVID-19 é uma grave ameaça para os povos indígenas, num momento em que muitos também estão lutando contra os danos ambientais causados pela ação humana e várias formas de exploração econômica.

O alerta foi feito pela alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, para a ocasião do Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo (9 de agosto).

Nas Américas, mais de 70 mil indígenas foram infectados pela COVID-19, sendo 23 mil integrantes de 190 povos da Bacia do Amazonas.

O estudante Motã Waiãpi descansa na floresta durante as gravações do vídeo 360 graus. Foto: Rafael Romão

Vídeo produzido por estudantes Waiãpi é selecionado para mostra My World 360º

Isolados desde o início da pandemia do novo coronavírus na comunidade Waiãpi, em Pedra Branca do Amapari, no Amapá, os estudantes Kauri Waiãpi, Motã Waiãpi, Kuripiri Waiãpi, o professor Aikyry Waiãpi e o diretor da escola indígena, Evilázio Ribas, ainda não sabem que o vídeo Moma’e jarã kõ jikuwaê’ã kõ (Os donos que não vemos) é hoje uma das histórias imersivas que compõem a mostra MY World 360º (Meu mundo 360 graus).

Conheça como foi feito o filme com tecnologia 360 graus que conta como as entidades que cuidam da floresta são também consideradas donas do habitat da comunidade indígena.

Temas relacionados à integração das pessoas refugiadas no Brasil serão discutidos entre profissionais de campo, pesquisadores e os próprios refugiados. Foto: Daniele Batemarque e Camila Seabra

ACNUR lança podcast que discute integração de refugiados no Brasil

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em parceria com universidades da Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM), lançaram na quinta-feira (6) o podcast “Refúgio em Pauta”, que discute temas de integração das pessoas refugiadas no Brasil com profissionais de campo, pesquisadores e os próprios refugiados.

O primeiro episódio trata da segurança alimentar no contexto de pandemia da COVID-19. O coordenador de campo do ACNUR em Boa Vista (RR), Arturo de Nieves, fala sobre a resposta do ACNUR e de seus parceiros em um contexto de emergência humanitária.

Os povos indígenas são os melhores protetores das florestas tropicais. Foto: Mongabay | Daniel Aguilar.

ONU: é essencial que países mobilizem recursos para proteger povos indígenas na pandemia

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a aplicação deficiente das proteções ambientais durante a crise de COVID-19 trouxe uma crescente invasão dos territórios dos povos indígenas por mineradores e madeireiros ilegais em diversos países.

“Muitos povos indígenas foram vítimas de ameaças e violência, e muitos perderam a vida diante de tais ameaças”, afirmou, em mensagem para o Dia Internacional dos Povos Indígenas, observado no próximo domingo (9).

Segundo ele, é essencial que os países mobilizem os recursos para responder às necessidades dos indígenas, honrar suas contribuições e respeitar seus direitos inalienáveis.

UNFPA entrega 800 kits e cestas básicas para mulheres vítimas de violência em Salvador

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Prefeitura de Salvador, começou a entregar nesta terça-feira (4) 800 kits de higiene e cestas básicas a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que estão sob proteção e abrigamento na Bahia.

Os kits contêm artigos como sabonete, álcool em gel e máscaras de tecido confeccionadas por artesãs do coletivo de costureiras Rede de Economia do Sagrado Solidária. O objetivo é fortalecer a prevenção à COVID-19 entre essas pessoas e também a rede de proteção à violência baseada em gênero.

Criança no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

Senso de urgência da Agenda 2030 é ainda maior com pandemia, diz ONU no Brasil

O senso de urgência para a execução da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi renovado diante dos efeitos da pandemia de COVID-19 no Brasil e no mundo, na avaliação do coordenador-residente da ONU no país, Niky Fabiancic.

“Temas que já estavam expressos na Agenda 2030 em 2015, como o acesso à água e a saneamento básico e a universalização dos serviços de saúde, se mostram imprescindíveis para a superação desta crise sem precedentes”, disse.

UNICEF intensifica apoio a municípios da Amazônia e do Semiárido para o enfrentamento da COVID-19

Em resposta à tendência de interiorização da pandemia da COVID-19, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e seus parceiros no Brasil intensificarão a atuação na Amazônia Legal e no Semiárido.

A iniciativa visa fortalecer as gestões municipais e garantir a continuidade de serviços essenciais direcionados a crianças e adolescentes mesmo em um cenário de distanciamento social.

Os 1.924 municípios já inscritos no Selo UNICEF terão acesso a formações, apoio técnico e compartilhamento de boas práticas de saneamento para volta de serviços, entre outras ferramentas.

Foto: EBC

Economias latino-americanas só terão retomada se curva de contágio for achatada, diz relatório

Um novo relatório conjunto de Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) indica que somente se a curva de contágio da pandemia da COVID-19 for achatada, as economias da região poderão ser retomadas.

O relatório propõe uma abordagem com três fases que incluem a adoção de políticas de saúde, econômicas, sociais e produtivas destinadas a controlar e mitigar os efeitos da pandemia, reativar com proteção e reconstruir de maneira sustentável e inclusiva. 

OPAS e organizações se unem para mitigar impactos da COVID-19 nos povos amazônicos

É necessário ter um diagnóstico específico sobre as lacunas na saúde e buscar formas de facilitar o acesso a serviços de saúde e a medidas de prevenção para populações afetadas pela pandemia de COVID-19, como as comunidades indígenas.

A afirmação foi feita pelo subdiretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, em reunião com líderes de povos amazônicos de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela e especialistas de organizações internacionais na segunda-feira (27).

Segundo Barbosa, a OPAS pode promover diálogos entre os Ministérios de Saúde de cada país e as organizações indígenas, assim como com outros organismos que estão respondendo à pandemia.

Durante o evento, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse que o empoderamento das mulheres rurais significa a promoção do crescimento e a produtividade da agricultura. Foto: MAPA

FAO e Ministério da Agricultura lançam campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos 2020

Foi lançada na quarta-feira (29), durante evento no Palácio do Planalto, a quinta edição da campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos, cujo objetivo é dar visibilidade às mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes.

Entre as ações da campanha estão a identificação e difusão de experiências e conhecimentos sobre o poder transformador das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes, e a realização de concurso, seminários e oficinas que levem até elas o conhecimento de direitos e políticas públicas ao seu alcance.

A maioria pertence a comunidades indígenas, que estão enfrentando algumas das mais altas taxas de incidência da doença.

COVID-19: Nações Unidas pedem mais apoio a povos indígenas na região amazônica

As Nações Unidas em Colômbia, Brasil e Peru pedem um aumento nos esforços de apoio e resposta na região amazônica, à medida que a COVID-19 continua em alta na região, afetando centenas de milhares de pessoas indígenas.

O Sistema ONU tem colaborado estreitamente com os três países para planejar a resposta na região de fronteira.

Apesar desses esforços, a capacidade de resposta permanece limitada, pois a escassez de financiamento está dificultando significativamente a atuação dos atores humanitários para atender as necessidades identificadas.

A brasileira Paloma Costa Oliveira (3 da esquerda para a direita) é advogada e defensora de direitos humanos que coordenou as delegações de jovens em várias conferências climáticas.

Brasileira está entre jovens líderes que aconselharão ONU no combate às mudanças climáticas

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou na segunda-feira (27) os nomes de sete jovens líderes climáticos – entre eles, uma brasileira – que o aconselharão regularmente sobre a aceleração de ações e ambições globais para enfrentar a piora da crise climática.

O anúncio marca um novo esforço das Nações Unidas para trazer mais jovens líderes para os processos de tomada de decisão e planejamento, enquanto a ONU trabalha para mobilizar a ação climática como parte dos esforços de recuperação da COVID-19.

Investimento em políticas públicas para mulheres negras é fundamental para enfrentar a COVID-19

A ampliação do investimento em políticas públicas direcionadas às mulheres negras pode ajudar a enfrentar os impactos da pandemia, assim como o aumento de espaços que promovam as narrativas e vozes desta população.

Estas são algumas análises das especialistas que participaram da 13ª edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate” sobre os impactos da COVID-19 na vida das mulheres negras, ocorrido na semana passada (22).

O encontro foi organizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP), e marcou o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho.

Em Manaus (AM), embarque de Unidades de Habitação para refugiados do ACNUR em avião da Força Aérea do Peru. Foto: ACNUR

ACNUR fornece unidades de habitação emergencial para apoiar resposta à COVID-19 na América Latina

À medida em que a pandemia do novo coronavírus se espalha pela América Latina, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil segue fornecendo apoio de resposta às emergências humanitárias na região.

Nesta semana, foi concluído o embarque de 336 Unidades de Habitação para Refugiados para Peru, Venezuela, República Dominicana, Haiti, Aruba e Guiana, fruto da cooperação entre os escritórios do ACNUR nos diferentes países.

A Unidade de Habitação para Refugiados, em inglês Refugee Housing Unit (RHU), é uma estrutura utilizada pelo ACNUR em contextos de emergência humanitária. Durante a pandemia de COVID-19, as unidades serão utilizadas para diversos fins de proteção, principalmente como áreas de isolamento para casos confirmados ou suspeitos de COVID-19.

ACNUR amplia apoio a refugiados e brasileiros para frear consequências devastadoras da COVID-19

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está intensificando os esforços no Brasil para proteger dezenas de milhares de refugiados e migrantes da Venezuela e as comunidades que os acolhem, enquanto o país luta contra a pandemia da COVID-19.

O Brasil abriga mais de 345 mil refugiados e solicitantes de refúgio, para os quais as consequências da pandemia são especialmente severas.

Embora o número total de refugiados que contraíram o vírus no Brasil seja desconhecido, o ACNUR informou ao menos 19 mortes relacionadas à COVID-19, das quais nove entre indígenas venezuelanos.

O artista Ramos mostra com alegria um dos murais que pintou no abrigo Tancredo Neves, em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Em Roraima, venezuelanos voluntários ajudam a manter refugiados e migrantes seguros da COVID-19

Dar vida e cor ao abrigo em que mora é o que dá mais alegria ao venezuelano Juan Batista Ramos, de 69 anos. Assim como ele, outros 480 refugiados e migrantes abrigados em Roraima encontraram no trabalho comunitário uma forma de contribuir para os locais que eles chamam temporariamente de casa.

“Toda vez que o abrigo precisa de mim, fico feliz em poder ajudar”, diz Ramos, que chegou sozinho ao Brasil em outubro de 2019 e mora no abrigo desde janeiro deste ano. Leia reportagem da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Indígenas Warao em Manaus participam de projeto de rádio comunitária. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Mais da metade dos indígenas venezuelanos no Brasil já recebeu apoio do ACNUR

Monitoramento feito pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) revela que dos 5 mil indígenas venezuelanos registrados no Brasil, cerca de 2,3 mil foram beneficiados com com kits de higiene, limpeza, cozinha, entre outros itens, em Roraima, Amazonas e Pará.

Nas cidades de Boa Vista e Pacaraima (RR), mais de 1,4 mil indígenas estão em abrigos da Operação Acolhida com apoio do ACNUR. Em Belém e Manaus, em parceria com as prefeituras das cidades, outros 776 estão abrigados.

Enterros de indígenas mortos pela COVID-19 em São Gabriel da Cachoeira (AM), em maio. Foto: Paulo Desana/Dabakuri/Amazônia Real

OPAS: países devem intensificar esforços para impedir propagação da COVID-19 entre povos indígenas

Os povos indígenas de vários países das Américas estão enfrentando um número crescente de casos e mortes por COVID-19, e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) instou as autoridades de saúde a redobrar esforços para impedir a propagação da infecção nessas comunidades, bem como garantir o acesso aos serviços de saúde.

A OPAS analisou a situação da COVID-19 entre populações indígenas em vários países. Na Bolívia, foram registrados 31.249 casos e 1.135 mortes. O Brasil registrou 7.946 casos confirmados e 177 mortes entre povos indígenas no país.

OPAS e organizações indígenas se unem para combater pandemia na bacia amazônica

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Coordenação de Organizações Indígenas da Bacia do Rio Amazonas (COICA) vão trabalhar juntas para intensificar o combate à COVID-19 em áreas indígenas da selva peruana, leste da Bolívia, Amazônia equatoriana, colombiana e brasileira.

Em declaração conjunta, as organizações solicitam aos países que fortaleçam os serviços de saúde na Amazônia, fornecendo recursos humanos, suprimentos e dispositivos médicos, incluindo testes, tratamentos e vacinas, quando disponíveis, com especial ênfase nas populações que vivem em isolamento voluntário.

A declaração também alerta para a eventual entrada do vírus em territórios isolados, o que exporia tais populações a um sério risco de extinção.

Deterioração da saúde mental, dificuldade em acessar as políticas de assistência social e agravamento da discriminação estão entre os principais impactos da pandemia identificados por membros da comunidade LGBTI no Brasil. Foto: UNFPA

Discriminação afeta saúde e acesso de pessoas LGBTQI+ ao mercado de trabalho

O estigma social e o preconceito vivenciado por pessoas LGBTQI+ ao longo da vida as colocam em situações de vulnerabilidade que afetam desde sua saúde até a entrada e manutenção no mercado de trabalho.

Na semana passada (15), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP), realizou a 12ª edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate”. Especialistas debateram sobre as “Pessoas LGBTQI+ no Brasil, vulnerabilidade e impactos da COVID-19”.

UNAIDS lança pesquisa voltada a populações-chave para resposta ao HIV

O escritório regional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) para a América Latina e o Caribe lançou sexta-feira (17) uma nova pesquisa voltada para as populações-chave, aquelas que são centrais para a resposta ao HIV e para a dinâmica da epidemia.

Fazem parte deste grupo populacional homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, trabalhadores e trabalhadoras do sexo, pessoas trans, pessoas usuárias de drogas, privadas de liberdade e pessoas em mobilidade.

Também são consideradas chave para esta pesquisa pessoas pertencentes a povos indígenas e afrodescendentes que, muitas vezes se encontram em situação de vulnerabilidade ​​ao HIV pela falta de acesso adequado aos serviços de saúde e ao exercício de seus direitos.

Evento da UNESCO discute bioética e direitos humanos na pandemia de COVID-19 - Foto: UNESCO

UNESCO discute implicações de bioética e direitos humanos durante a pandemia

A UNESCO no Brasil, em parceria com a Sociedade Brasileira de Bioética e a Cátedra UNESCO de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara realizou na quarta-feira (15) o webinar “Perspectivas de bioética e direitos humanos no Brasil” para discutir as implicações da pandemia da COVID-19 no tema.

O Brasil atingiu a marca de 75 mil vítimas da doença e enfrenta inúmeros desafios em consequência da crise, como o aumento de casos de violência doméstica, o combate à desinformação e às fake news e as dificuldades de se garantir acesso à educação e à cultura para todos.

Foto: ACNUR Brasil/Felipe Irnaldo

Novo abrigo aprimora acolhimento de refugiados e migrantes indígenas venezuelanos em Manaus

Para aprimorar o acolhimento de indígenas venezuelanos da etnia Warao na capital do estado do Amazonas, a Prefeitura de Manaus, com apoio de agências das Nações Unidas, inaugurou na terça-feira (14) um novo abrigo na região do Tarumã-Açu, zona oeste da cidade.

Ao todo, 158 pessoas refugiadas e migrantes desta etnia foram realocadas nesta etapa, que dá seguimento à estratégia de resposta do município ao fluxo desta população venezuelana para a cidade.

A ação contou com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Jovens indígenas temem perder lideranças anciãs em meio à pandemia de COVID-19

Durante debate promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), jovens indígenas de diversas partes do país expressaram suas maiores preocupações e os principais impactos da pandemia em suas comunidades.

A maior preocupação dos jovens indígenas é com a perda de seus anciãos. Eles identificaram que a perda das suas lideranças também está atrelada a outro fator importante: a falta de informações sobre a COVID-19.

Por isso, muitos deles têm se dedicado a produzir conteúdo em idiomas nativos para suas comunidades, e também a chamar atenção para o impacto da doença na população indígena. Assista ao debate na íntegra.

ACNUR apoia refugiados e migrantes venezuelanos fora de abrigos em Roraima

Enquanto a pandemia do novo coronavírus avança no mundo, tendo o Brasil como um dos seus epicentros, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) chama atenção para os desafios enfrentados pela população venezuelana fora de abrigos em Roraima.

De acordo com o recente Relatório de Ocupações Espontâneas produzido pelo ACNUR, 3,4 mil pessoas em Boa Vista e em outras cidades de Roraima viviam nestes locais até junho de 2020.

Entre as principais dificuldades enfrentadas por essa população ao chegar no país estão o acesso a alimentação, saneamento básico, trabalho e moradia.

UNICEF: é preciso fortalecer ECA e priorizar investimentos em meio à pandemia

No aniversário de 30 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e diante da pandemia de COVID-19, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) reforça a importância de salvaguardar os avanços alcançados pelo país graças a esse marco regulatório.

Para a agência da ONU, é necessário investir fortemente para evitar retrocessos, reduzir desigualdades e garantir que cada criança e cada adolescente no Brasil – em especial meninas e meninos negros e indígenas e em situação de vulnerabilidade, como migrantes – tenham todos os seus direitos efetivados.

UNFPA entrega 500 kits para mulheres migrantes e refugiadas em Manaus

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a União Europeia, entregará nos próximos dias, em Manaus, 400 kits de higiene pessoal e íntima, chamados de Kits Dignidade, e 100 kits de limpeza para pessoas migrantes e refugiadas, com foco especial em mulheres e meninas.

A primeira entrega ocorreu nesta quarta-feira (8) com a distribuição de kits na rodoviária da capital, onde se encontra o Posto de Recepção e Apoio gerenciado pela Operação Acolhida, e na Casa Miga, abrigo de uma organização não-governamental voltado para pessoas LGBTI.

Foto: EBC

América Latina e Caribe tornam-se epicentro da pandemia; ONU sugere ações

A América Latina e o Caribe tornaram-se o epicentro da pandemia de COVID-19, com vários países da região registrando agora as maiores taxas de infecção per capita e o maior número absoluto de casos no mundo. O alerta é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que lançou nesta quinta-feira (9) um relatório sobre os impactos da COVID-19 na região.

Segundo o documento, espera-se uma contração de 9,1% no Produto Interno Bruto (PIB), que será a maior em um século. Os impactos sociais da pandemia serão sentidos de maneira aguda, com fortes aumentos do desemprego, da pobreza, da extrema pobreza e da desigualdade. Acesse aqui o relatório na íntegra e a mensagem em vídeo do secretário-geral.

ONGs recebem doação de alimentos e ajudam populações vulneráveis no Norte e Nordeste do Brasil

As ONGs Cáritas e Fundação Amazônia Sustentável (FAS) receberam doações de alimentos da iniciativa privada para ajudar populações em situação de vulnerabilidade durante a pandemia da COVID-19. As entregas aconteceram na primeira semana de julho e fazem parte de ações de arrecadação apoiadas pelo Centro de Excelência contra Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP).

O WFP tem atuado na coordenação de iniciativas de organizações do terceiro setor e entidades privadas para aumentar o alcance das campanhas de doação e beneficiar mais famílias afetadas pela pandemia.

Mulheres indígenas avaliam estratégias de empoderamento político e resposta à COVID-19

Identificar oportunidades de colaboração e atuação conjunta para o avanço da agenda de direitos, tendo as mulheres indígenas como protagonistas, foi o objetivo de consulta realizada pela ONU Mulheres, no final de maio, com integrantes da iniciativa Voz das Mulheres Indígenas e a deputada federal Joênia Wapichana.

Durante a consulta, lideranças relembraram marcos da reorganização política nos últimos anos, efeito das desigualdades de gênero e a mobilização para defender povos e territórios indígenas na pandemia do novo coronavírus.

A representante da ONU Mulheres, Anastasia Divinskaya, reiterou o compromisso da organização com o movimento de mulheres indígenas, com atenção ao enfrentamento da violência.

Ação de saúde pública para controlar vetores da malária em Machadinho D'Oeste, em Rondônia. Foto: OPAS

OPAS: países devem combater malária durante pandemia; foco em comunidades vulneráveis

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) pediu na segunda-feira (6) que os países continuem agindo contra a malária nas Américas, de acordo com a resposta à pandemia de COVID-19, especialmente entre as populações vulneráveis.

Em uma recente atualização epidemiológica, a OPAS disse que “essa situação é especialmente preocupante em áreas onde residem comunidades indígenas e em cidades da região amazônica de Brasil e Peru e em áreas da região do Pacífico na Colômbia. A situação da malária em toda a região está sendo afetada pela coexistência da pandemia de COVID-19.”

UNICEF inicia na quarta (1º) série de encontros virtuais sobre desafios dos povos indígenas

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove a partir de quarta-feira (1º) a série de webinários “Direitos de ser e direitos de ter: Os desafios dos povos indígenas no cenário de pandemia e pós-pandemia”.

Com a participação de lideranças indígenas, o evento online tem como objetivo elaborar estratégias conjuntas, intercomunitárias e interinstitucionais para promoção e garantia dos direitos educacionais indígenas.

OIT debaterá ‘Um futuro possível com trabalho decente e inclusão’ pós-pandemia

O escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil convida para o evento virtual “Um futuro possível: trabalho decente e inclusão”, que ocorre nesta terça-feira (30), às 19h, com transmissão pelo canal da ILO TV no YouTube.

Nas rodas de conversas virtuais, serão reunidos representantes de governo, organizações de trabalhadores e de empregadores, pessoas beneficiadas pelos projetos da OIT e personalidades do mundo da cultura.

O objetivo é trocar ideias propositivas e positivas sobre os caminhos possíveis para a saída da crise e uma reconstrução socioeconômica pós-pandemia, que incluam igualdade de condições e de tratamento, justiça social e trabalho decente para todas, todes e todos.

UNOPS e MPT entregam mais de 2 mil cestas básicas à população do Amapá

Mais de 2,1 mil cestas básicas começaram a ser entregues no sábado (27) para organizações não governamentais (ONGs) no Amapá. Famílias de todo o estado serão beneficiadas, e 800 cestas serão enviadas para reservas indígenas.

As cestas foram compradas pelo UNOPS, organismo das Nações Unidas especializado em infraestrutura, compras e gestão de projetos, com recursos destinados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no Amapá, decorrentes de Ações Civis Públicas e de Termos de Ajuste de Conduta.