Diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, em Paris durante o lançamento do novo relatório global do programa da ONU. Foto: UNAIDS

UNAIDS alerta que progresso está lento para alcançar metas de HIV até 2020

Um novo relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) emite um alerta duro aos países. No documento lançado hoje, em Paris, durante um evento coorganizado pela Coalition PLUS, o organismo aponta que a resposta global ao HIV está em um ponto delicado.

“Regiões inteiras estão ficando para trás, os enormes avanços que alcançamos para as crianças não estão sendo mantidos, as mulheres ainda são as mais afetadas, os recursos ainda não correspondem aos compromissos políticos e as populações-chave continuam sendo ignoradas”, afirmou o chefe do UNAIDS, Michel Sidibé.

Nelson Mandela, então vice-presidente do Congresso Nacional Africano, durante discurso no Comitê Especial contra o Apartheid na Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/P. Sudhakaran

ONU lembra 100 anos do nascimento de Mandela com defesa da luta por igualdade

Fazendo um balanço de seu vasto legado para a humanidade, as Nações Unidas lembram nesta quarta-feira (18) os 100 anos de nascimento do ativista anti-Apartheid Nelson Mandela.

“Nelson Mandela foi um grande defensor global da justiça e da igualdade”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em sua mensagem de vídeo para o Dia Internacional de Nelson Mandela, celebrado anualmente em 18 de julho.

Manifestantes em Manágua participam de protesto pedindo o fim da violência na Nicarágua. O cartaz diz "esta luta é não violenta" em espanhol. Foto: Artículo 66

ONU: Nicarágua precisa impedir assassinatos de manifestantes e buscar solução política

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu na noite de segunda-feira (16) que o governo nicaraguense ponha fim à violência contra manifestantes que custou cerca de 280 vidas e dê início a um diálogo político para acabar com a crise que atinge o país há quase três meses.

Em visita à Costa Rica, Guterres disse que era uma “responsabilidade essencial do Estado proteger seus cidadãos, e esse princípio básico não poderia ser esquecido, especialmente quando, infelizmente, temos um número de mortos absolutamente chocante”.

Ao menos 12 pessoas foram assassinadas durante o último fim de semana no país, a maioria manifestantes atacados por policiais e paramilitares pró-governo. Os protestos começaram em abril como uma rejeição à proposta de reforma previdenciária, mas ganharam corpo e agora exigem a renúncia do presidente Daniel Ortega.

2,5 bilhões de pessoas ainda sofrem com a falta de acesso a serviços de saneamento básico. Foto: UNICEF/Karin Schermbrucker

Relator da ONU lança desafio para jovens sobre saneamento e direitos humanos

O relator especial da ONU Léo Heller anunciou neste mês (12) uma competição para jovens de todo o mundo. O prêmio: uma viagem para Genebra, onde o vencedor participará de um evento das Nações Unidas.

Para participar, pessoas com idade entre 15 e 24 anos devem criar um post original no Facebook, Twitter, YouTube ou Instagram, em que demonstrem seus conhecimentos e sua paixão pelo tema dos direitos humanos a água e saneamento. Prazo para fazer publicação é 6 de agosto.

Deportação é solução ‘inviável’ para migração, critica relator da ONU

Deportar migrantes é mais trabalhoso e mais caro do que abordagens baseadas em direitos humanos, como a regularização migratória. A avaliação é do relator especial da ONU sobre os direitos dos migrantes, Felipe Morales. Especialista ressalta que famílias não devem nunca ser separadas, a não ser que a medida favoreça os interesses da criança. Menores também não podem ser presos por causa do próprio status migratório ou de seus parentes.

Crianças trabalhando em um aterro sanitário na Ásia, premiada em concurso de fotografia de trabalho infantil da OIT em 2012. Foto: OIT/Truong Huu Hung

ONU discute papel de empresas brasileiras no combate ao trabalho forçado e infantil

Em São Paulo, a Rede Brasil do Pacto Global e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) promoveram neste mês (5) uma conferência sobre combate ao trabalho forçado e infantil. Encontro discutiu papel das empresas em combater esses crimes não apenas nas suas operações, mas em toda a cadeia de valor na qual estão inseridas. Atualmente, 40 milhões de pessoas são vítimas de escravidão moderna em todo o mundo, segundo a OIT.

Debora Diniz é internacionalmente reconhecida por seu trabalho e ativismo em questões relacionadas à saúde e direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Foto: TV Brasil

ONU repudia ameaças à pesquisadora e defensora dos direitos humanos Debora Diniz

O Sistema das Nações Unidas no Brasil expressa a sua preocupação e repudia as manifestações de ódio e ameaças direcionadas à pesquisadora e professora da Universidade de Brasília (UnB), Debora Diniz. Ativista de longa data pela saúde pública e universal, é internacionalmente reconhecida por seu trabalho e ativismo em questões relacionadas à saúde e direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

Assento vago pelos Estados Unidos no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Islândia ocupa lugar deixado pelos EUA no Conselho de Direitos Humanos da ONU

A Islândia foi pela primeira vez eleita para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, preenchendo a vaga deixada pelos Estados Unidos, que se retirou no mês passado citando suposto viés político do órgão.

A Islândia não herda responsabilidades dos EUA, o que levanta questões sobre ações futuras em temas fundamentais de direitos humanos promovidos especificamente por Washington, como Sudão, Sudão do Sul e direito à liberdade de expressão.

Centenas de refugiados e migrantes a bordo de um barco de pesca momentos antes de serem resgatados pela Marinha italiana, como parte de sua operação Mare Nostrum, de junho de 2014. Foto: Marinha italiana/Massimo Sestini

Chefe da ONU diz que migração não é crime e cobra apoio a novo pacto global

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou nesta quinta-feira (12), em Nova Iorque, que migrar não é crime e sim, um “motor de crescimento” das economias de todo o mundo. Em coletiva de imprensa, o chefe da Organização pediu apoio da comunidade internacional ao novo pacto global sobre migração segura, ordenada e regular. Amanhã (13), o documento será avaliado para aprovação pela Assembleia Geral.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

ARTIGO: os rohingya são vítima de limpeza étnica; o mundo está falhando

Em artigo publicado no jornal The Washington Post, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fala sobre os relatos assustadores que ouviu este mês em Bangladesh por parte de refugiados rohingya, que fugiram da violência generalizada no estado de Rakhine, em Mianmar.

“Os abusos sistemáticos dos direitos humanos pelas forças de segurança em Mianmar no ano passado foram projetados para incutir terror na população rohingya, deixando-a com uma escolha terrível — ficar, temendo a morte, ou deixar tudo para sobreviver”, disse Guterres. Leia o artigo completo.

Programado para os próximos quatro anos, o plano tem 58 metas destinadas à prevenção e à repressão desse crime no território nacional, assim como responsabilização dos autores e atenção às vítimas. Foto: UNODC

Novo plano nacional visa reforçar ações de combate ao tráfico de pessoas no Brasil

Com o objetivo de aperfeiçoar e reforçar as ações de combate ao tráfico de pessoas, foi lançado no Ministério da Justiça, em Brasília (DF), na semana passada (5), o 3º Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

Programado para os próximos quatro anos, o plano tem 58 metas destinadas à prevenção e à repressão desse crime no território nacional, assim como responsabilização dos autores e atenção às vítimas.

O evento de lançamento teve a presença de representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes no Brasil (UNODC).

Foco de queimada no Brasil. Foto: Agência Brasil/Renato Araújo

CEPAL denuncia ‘falsa dicotomia’ entre proteção ambiental e desenvolvimento econômico

Na sede da ONU, em Nova Iorque, a chefe da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, convocou os países da região a ratificar o novo acordo ambiental sobre informação, participação e justiça. Firmado em 4 de março, em Escazú, na Costa Rica, o documento vinculante foi elogiado pela dirigente por redefinir as relações entre Estado, mercado e sociedade.

Maurizio Giuliano, diretor do UNIC Rio, participa de simulação em Pernambuco sobre o funcionamento da ONU com estudantes e graduandos. Foto: PEMUN

Simulação de reuniões da ONU é realizada pela primeira vez no estado de Pernambuco

Foi realizado no fim de junho (27), na Escola de Inovação e Políticas Públicas da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife (PE), a primeira edição no estado do Modelo da Organização das Nações Unidas, ou MONU, simulação realizada por estudantes do ensino secundário ou universitários para simular o funcionamento da ONU e, assim, desenvolverem suas habilidades de falar em público.

“É excelente ver que estudantes tão variados em termos de gênero, idade e etnias, estão entusiasmados com o trabalho da ONU”, disse o diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano.

O evento de encerramento ocorreu no Museu de Imagem e Som (MIS) em São Paulo. Foto: Léu Britto.

Como as empresas brasileiras podem apoiar a agenda LGBTI?

“Parem de nos matar e comecem a nos contratar” é o lema do filme TRAN$RICO, do diretor Ariel Nobre, exibido durante o encerramento da Mostra TransDocumenta na segunda-feira (9), em São Paulo. Ao trazer à tona o universo trans e seus desafios, o evento mostrou a importância de estimular a inclusão de pessoas LGBTI no mercado de trabalho do país que mais mata pessoas trans no mundo em números absolutos.

A Rede Brasil do Pacto Global da ONU lembra que as empresas brasileiras podem ajudar a agenda LGBTI apoiando e participando de iniciativas que traçam como meta o fim da discriminação. São a partir de ações simples e conscientes que pessoas trans podem se sentir menos marginalizadas, tanto social quanto profissionalmente.

Segundo os especialistas da ONU, cinco dos dez pesticidas mais vendidos no Brasil não são autorizados em diversos outros países devido a seus riscos à saúde humana ou ecossistemas. Foto: EBC

Mudanças na lei de agrotóxicos no Brasil violariam direitos humanos, afirmam relatores da ONU

Relatores das Nações Unidas enviaram no início de junho (13) um comunicado ao governo brasileiro manifestando preocupações com as propostas de mudança da lei de agrotóxicos no país. Os especialistas alertaram que, caso aprovadas, tais alterações violarão direitos humanos de trabalhadores rurais, comunidades locais e consumidores dos alimentos produzidos com a ajuda de pesticidas.

De acordo com os relatores, alguns pontos do projeto de lei revisam as regulações para registro de pesticidas e seu uso no Brasil com o objetivo de tornar as regras mais flexíveis, facilitando o registro e a propaganda desses produtos no país. Essas modificações podem enfraquecer a regulação e o controle de pesticidas perigosos no Brasil, maior consumidor e importador desses produtos no mundo.

Em Atenas, Grécia, uma mulher carrega uma caixa, enquanto refugiados e migrantes fazem fila perto de contentores no campo de refugiados Skaramagas. Foto: UNICEF / Gripiotis

Estados usam leis de migração para justificar políticas racistas, diz especialista da ONU

A relatora especial das Nações Unidas, Tendayi Achiume, afirmou na semana passada (2), em Genebra, que muitos políticos e partidos constantemente aproveitam o descontentamento econômico e os medos relacionados à segurança pública para promover ideologias racistas e xenofóbicas contra estrangeiros, povos indígenas e minorias sociais.

No relatório apresentado ao Conselho de Segurança, Achiume chama alguns Estados e atores dentro do Sistema das Nações Unidas de “corajosos” por terem condenado publicamente a xenofobia.

“No entanto, na maioria dos casos de racismo, nacionalismo étnico e xenofobia, muitos Estados permanecem em silêncio”, criticou a especialista, acrescentando que o silêncio de alguns países equivale à cumplicidade.

Promover sociedades pacíficas e inclusivas, garantindo o acesso à justiça para todas e todos é condição essencial para o alcance do desenvolvimento humano sustentável nos próximos anos. Foto: PNUD

PNUD: implementação dos objetivos globais ajuda a fortalecer segurança pública

A metodologia de Segurança Cidadã, desenvolvida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), enfatiza a importância de ações multissetoriais, com foco no território, para a prevenção e controle da violência. A iniciativa é um exemplo de como a cooperação técnica pode apoiar ações voltadas à promoção da paz e do desenvolvimento humano.

Gestores de segurança pública de dez estados já foram formados para desenvolvimento de políticas públicas de segurança cidadã e mais de 7 mil policiais participaram das Jornadas de Direitos Humanos, com foco na abordagem cidadã para a garantia da segurança.

Desde agosto de 2017, mais de 650 mil refugiados rohingya deixaram Mianmar rumo a Bangladesh em busca de segurança. Ali, vivem em condições precárias nos campos de refugiados superlotados e carecem de necessidades básicas. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Em São Paulo, agência da ONU inaugura exposição fotográfica sobre refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) inaugura amanhã (10), em São Paulo, a exposição fotográfica “Faces do Refúgio”. Mostra apresenta 52 fotografias que retratam as principais crises de deslocamento forçado da atualidade, causadas por conflitos em países como Síria, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e Mianmar. Imagens serão exibidas na loja-conceito da Mitsubishi Motors, no Shopping JK Iguatemi.

O casal de venezuelanos Ernesto e Nancy busca oportunidade no Rio de Janeiro para se recolocar no mercado de trabalho, preferencialmente dentro da suas áreas de formação. Foto: ACNUR/Diogo Felix

Rio aprova isenção de taxas para revalidação de diplomas de refugiados

Foi promulgada na quarta-feira (4) a lei 8.020, que isenta refugiados residentes no estado do Rio de Janeiro do pagamento de taxas para revalidação de diplomas de graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado nas universidades estaduais.

A iniciativa foi elogiada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), assim como por organizações da sociedade civil, por beneficiar pessoas em situação de refúgio que buscam vagas de trabalho condizentes com suas formações e/ou desejam prosseguir suas trajetórias acadêmicas no Brasil.

Mais de 1 milhão de venezuelanos deixaram o país para fugir da violência política, das altas taxas de criminalidade e da falta de produtos básicos. Muitos, como a família da imagem, buscaram abrigo na Praça Simon Bolívar, em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Evento em Boa Vista discute formas de garantir direitos de migrantes venezuelanos em Roraima

Cerca de 150 pessoas participaram do seminário “Migração, Refúgio e Violência de Gênero: promovendo o direito de todas e todos”, realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em parceria com a ONU Mulheres. O seminário contou com a participação de migrantes de seis abrigos de Boa Vista.

Durante o seminário, o representante no Brasil do UNFPA, Jaime Nadal, reforçou a importância de fortalecer políticas públicas para reduzir as violações aos direitos humanos de migrantes.

Dezenas de migrantes dormem em instalações apertadas no centro de detenção Tariq al-Sikka em Trípoli, Líbia. Foto: ACNUR/Iason Foounten

Agência da ONU alerta sobre situação humanitária em centro de detenção na Líbia

Mais de uma dúzia de pessoas foram mortas ou feridas por traficantes de pessoas ao tentar escapar de um centro de detenção na Líbia em maio, segundo informações da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), que descreveu o acontecimento como a “mais recente história de horror” a acontecer no país.

O porta-voz do ACNUR, William Spindler, afirmou a jornalistas em Genebra que os sobreviventes relataram a forma como “pessoas levaram tiros enquanto tentavam escapar, e durante tentativas de recaptura”. Sobreviventes foram transferidos para um centro de detenção próximo a Trípoli, onde receberam utensílios de primeiros socorros e apoio psicossocial.

Mulher durante protesto em Manágua, Nicarágua, em abril de 2018. Foto: Foto: Celia Mendoza/Voice Of America

Nicarágua: chefe de direitos humanos da ONU pede ação de autoridades para acabar com violência

Semanas de protestos e violência na Nicarágua revelaram a grave situação dos direitos humanos no país e a necessidade de o governo adotar medidas significativas para evitar novas mortes, combater a impunidade e garantir justiça às vítimas, disse o alto-comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein.

“Peço ao governo que ponha fim à violência do Estado e desmobilize os indivíduos armados pró-governo que têm sido cada vez mais responsáveis ​​pela repressão e pelos ataques. Aqueles que instigaram ou permitiram que tais elementos armados atuassem devem ser responsabilizados”, disse Zeid.

Comboio da MINUSMA passa por rua de Meneka, nordeste do Mali. A região testemunhou uma escalada da violência e da insegurança. Foto: MINUSMA/Marco Dormino

Relator da ONU alerta para aumento das violações de direitos humanos no Mali

No Mali, um especialista das Nações Unidas descreveu um cenário de deterioração “alarmante” da segurança, dos direitos humanos e da situação humanitária no norte e leste do país.

Os comentários de Alioune Tine foram feitos após dois ataques mortíferos nos últimos dias contra forças internacionais no Mali, incluindo um homem-bomba em Gao, que deixou ao menos dois civis mortos e mais de 15 feridos.

Crianças coletam água limpa e segura no campo de Kyein Ni Pyin, que abriga quase 6 mil rohingya deslocados pela violência no estado de Rakhine, em Mianmar. Foto: UNICEF/Thame

Chefe de direitos humanos da ONU pede investigação do TPI sobre crise rohingya em Mianmar

As autoridades de Mianmar deveriam ter vergonha depois de tentar convencer o mundo de que estão tentando receber de volta centenas de milhares de refugiados que fugiram de uma campanha de “limpeza étnica” no ano passado, dado que nenhum retornou oficialmente ao país, disse o chefe de direitos humanos da ONU nesta quarta-feira (4).

Falando ao Conselho de Direitos Humanos da ONU após uma atualização sobre a crise de refugiados que viu mais de 700 mil rohingya fugirem de Mianmar a Bangladesh para escapar de uma onda de violência por parte das forças militares, Zeid pediu que o Conselho de Segurança encaminhe o país ao Tribunal Penal Internacional (TPI) imediatamente.

A ONU Brasil, a partir da Campanha Livres & Iguais, concluiu no início de julho (3) a segunda edição do projeto Trans-Formação, cujo objetivo é fortalecer lideranças e formar redes entre ativistas trans no Distrito Federal e entorno. A iniciativa, cuja primeira edição ocorreu no ano passado, durou quatro meses e formou 30 pessoas trans — entre travestis, mulheres trans, homens trans e pessoas não binárias — com idade entre 17 e 55 anos. Houve oficinas sobre educação, saúde, empregabilidade, mídia, direitos humanos, autocuidado e participação social. Foto: UNFPA/Webert da Cruz

ONU Brasil conclui segunda edição de projeto de formação para pessoas trans no DF

A ONU Brasil, a partir da Campanha Livres & Iguais, concluiu nesta semana (3) a segunda edição do projeto Trans-Formação, cujo objetivo é fortalecer lideranças e formar redes entre ativistas trans no Distrito Federal e entorno.

A iniciativa, cuja primeira edição ocorreu no ano passado, durou quatro meses e formou 30 pessoas trans — entre travestis, mulheres trans, homens trans e pessoas não binárias — com idade entre 17 e 55 anos. Houve oficinas sobre educação, saúde, empregabilidade, mídia, direitos humanos, autocuidado e participação social.

O secretário-geral da ONU, António Guterres (esquerda), fala em reunião da Assembleia Geral sobre a responsabilidade dos países de prevenir genocídios, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. Foto: ONU/Loey Felipe

‘Todas as atrocidades podem ser evitadas’ e nunca justificadas, diz chefe da ONU

Atrocidades como genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e limpezas étnicas não são “inevitáveis”, disse o chefe das Nações Unidas na semana passada (25), enfatizando que a comunidade internacional precisa fazer mais para acabar com a violência contra inocentes.

A “responsabilidade de proteger”, conhecida como R2P, se refere à obrigação dos Estados de proteger suas populações e todas as populações em risco de genocídio e outros crimes de guerra.

Programa da ONU reitera compromisso com fim da epidemia de AIDS até 2030

Durante reunião em Genebra, membros da coordenação do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) manifestaram apoio à entidade e ressaltaram seu papel fundamental para alcançar o fim da epidemia de AIDS até 2030.

“Trinta e sete milhões de pessoas que vivem com HIV hoje e 1,8 milhão de pessoas que serão infectadas com HIV ao longo deste ano contam conosco. A AIDS ainda não acabou — mas pode acabar — e no UNAIDS está totalmente comprometidos em acabar com a epidemia”, disse o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé.

Manifestantes protestam contra a decisão do governo norte-americano, em janeiro do ano passado, de proibir a entrada nos Estados Unidos de refugiados e de pessoas vindo de sete países de maioria muçulmana. Foto: Flickr CC/Joe Piette

Líderes nacionalistas enfraquecem direitos humanos e instituições multilaterais, denuncia comissário da ONU

Para o chefe de direitos humanos da ONU, o alto-comissário Zeid Ra’ad Al Hussein, as atuais políticas de governantes nacionalistas “estão recriando a lei da força bruta e da exploração, dentro dos países e entre eles”.

“O verdadeiro patriotismo consiste em ver cada Estado, e a humanidade como um todo, como uma comunidade de responsabilidade mútua, com necessidades e metas compartilhadas”, defendeu o dirigente na segunda-feira (2), em pronunciamento em Genebra.