Muzoon Almellehan, embaixadora da Boa Vontade do UNICEF. Foto: ACNUR/Susan Hopper

Não posso ser feliz sem ver todas as crianças do mundo com acesso à educação de qualidade, diz ativista síria

Muzoon Almellehan deixou a Síria há cinco anos. Na Jordânia, a jovem se tornou uma defensora dos direitos dos refugiados à educação. Seu ativismo lhe rendeu o título de embaixadora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Neste mês, a refugiada esteve em Genebra para um encontro de governos e organizações internacionais, onde pediu que o ensino seja uma das prioridades do novo Pacto Global sobre Refugiados.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, fala durante reunião de emergência do Conselho de Segurança. Foto: ONU/Manuel Elias

Conselho de Segurança rejeita pedido da Rússia de condenar ataques aéreos na Síria

Em discurso durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança no sábado (14), o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou sobre a possibilidade de a crise na Síria “sair do controle”.

A reunião foi realizada após ataques aéreos na Síria lançados pelos Estados Unidos com apoio da França e do Reino Unido, que tinham como alvo unidades supostamente conectadas a instalações de armas químicas do país.

O encontro foi convocado pela Rússia, que não conseguiu fazer com que os demais 14 membros do Conselho adotassem a resolução condenando os ataques aéreos.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, durante encontro no Conselho de Segurança sobre a Síria. Foto: ONU/Manuel Elias

‘Não há solução militar para o conflito na Síria’, diz António Guterres

Secretário-geral da ONU comentou recentes relatos de ataques aéreos promovidos por Estados Unidos, França e Reino Unido: “Existe uma obrigação, particularmente quando se trata de questões de paz e segurança, de agir de forma consistente com a Carta das Nações Unidas e com o direito internacional em geral”.

“A Carta da ONU é muito clara sobre essas questões. O Conselho de Segurança é o principal responsável pela manutenção da paz e segurança internacionais”, disse Guterres, que voltou a pedir estabelecimento de mecanismo independente para investigar uso de armas químicas no conflito em curso, que entra em seu oitavo ano.

No início de abril, uma missão das Nações Unidas – liderada pelo Programa Mundial de Alimentos – visitou a cidade de Raqqa, na Síria, mesmo em meio à restrição de movimentos e à falta de sinais de internet e telefone. O PMA está se preparando para fornecer alimentação a cerca de 30 mil pessoas entre as mais vulneráveis na cidade atingida brutalmente pela guerra que já dura mais de 7 anos. Confira no vídeo

Síria: Programa Mundial de Alimentos se prepara para ajudar 30 mil pessoas em Raqqa

No início de abril, uma missão das Nações Unidas – liderada pelo Programa Mundial de Alimentos – visitou a cidade de Raqqa, na Síria, mesmo em meio à restrição de movimentos e à falta de sinais de internet e telefone. O PMA está se preparando para fornecer alimentação a cerca de 30 mil pessoas entre as mais vulneráveis na cidade atingida brutalmente pela guerra que já dura mais de 7 anos. Confira no vídeo.

Profissionais refugiados, facilitadores e a coordenadora pedagógica do projeto Caleidoscópio, Ana Paula Candeloro (ao centro), posam para foto oficial na cerimônia de entrega dos diplomas. Foto: ACNUR/Gabriela Fogaça

Curso de gestão de negócios forma refugiados e solicitantes de refúgio em SP

O Projeto Caleidoscópio promoveu na quinta-feira (6), na sede da consultoria EMDOC, em São Paulo (SP), evento de formatura do curso de gestão de negócios da primeira turma de profissionais em situação de refúgio. A iniciativa é resultado das articulações promovidas pelo Instituto Yiesia e com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e do Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR).

Atividade recreativa da IKMR reúne refugiados em parque de São Paulo. Foto: IKMR / André Teller

Brasil analisa mais de 86 mil solicitações de refúgio; 10,1 mil foram concedidas

O Brasil tem 86 mil solicitações de refúgio em trâmite atualmente, sendo que 10,1 mil já foram reconhecidas, segundo dados de 2017 divulgados na quarta-feira (11) em Brasília (DF) pelo Ministério da Justiça, na terceira edição do relatório “Refúgio em Números”.

No total, 33,8 mil pessoas solicitaram refúgio no Brasil no ano passado. Os venezuelanos responderam por mais da metade, com 17,8 mil solicitações, seguidos por cubanos (2,3 mil), haitianos (2.3 mil) e angolanos (2 mil). Os estados com mais pedidos são Roraima (15,9 mil), São Paulo (9,5 mil) e Amazonas (2,8 mil), segundo a Polícia Federal.

Mulher refugiada da Eritreia consola amiga em um ônibus em aeroporto na Itália. Foto: ACNUR/Alessandro Penso

Relatório do ACNUR revela mudanças no movimento migratório para a Europa

Apesar da queda do número de refugiados e migrantes que chegaram à Europa no ano passado, os perigos que muitos enfrentam ao longo do caminho aumentaram em alguns casos, segundo um novo relatório da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que revela novos padrões de movimento.

A jornada até a Itália, por exemplo, mostrou-se cada vez mais perigosa. A taxa de mortalidade entre os que saem da Líbia rumo ao continente europeu por via marítima aumentou para uma em cada 14 pessoas nos primeiros três meses de 2018, em comparação com uma em cada 29 no mesmo período de 2017.

Uma mãe síria deslocada internamente fugiu de combates e bombardeios pesados dentro e ao redor da Ghouta Oriental, Síria; aqui, ela usa lenha e papelão para ferver ovos para seus filhos no abrigo coletivo de Herjelleh, na zona rural de Damasco. Foto: ACNUR/Bassam Diab

Síria: Conselho de Segurança da ONU falha e não adota três resoluções sobre armas químicas

Dias depois do alegado ataque de armas químicas no subúrbio de Douma, em Damasco, o Conselho de Segurança da ONU não adotou duas resoluções concorrentes que estabeleceriam um mecanismo para investigar o uso de tais armas na Síria, bem como outra proposta sobre uma missão de investigação no país devastado pela guerra.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, repetiu o seu apelo ao órgão de 15 membros para “encontrar unidade” na questão do uso de armas químicas na Síria e garantir a responsabilização. “As normas contra armas químicas devem ser respeitadas. Eu apelo ao Conselho de Segurança para que cumpra sua responsabilidade e encontre unidade nesta questão.”

Adama Dieng realizou uma visita oficial a Cox’s Bazar, em Bangladesh, para ver de perto as condições de vida de refugiados rohingya. Foto: ONU/Claudia Diaz

‘Genocídio é um processo. Requer recursos, planejamento e tempo’

Declaração é do conselheiro especial da ONU para Prevenção do Genocídio, Adama Dieng. Após visitar refugiados rohingya em Mianmar, ele diz que já é hora de a Ásia promover sociedades inclusivas. No último 7 de abril, mundo lembrou os 24 anos do genocídio em Ruanda.

Conselheiro das Nações Unidas diz que o genocídio é um processo que requer recursos, planejamento e tempo. Na Europa dos anos 30, por exemplo, já se poderiam ver os sinais. E que naquele momento alguém poderia ter tomado uma ação para evitar o Holocausto. Dieng lembrou que o Holocausto não começou com as câmaras de gás, mas sim com o discurso de ódio com a desumanização dos judeus.

Solicitante de refúgio entra nas antigas instalações do centro de triagem de refugiados da Austrália, mantido na ilha de Manus, na Papua Nova Guiné. Foto: ACNUR/Vlad Sokhin

ONU denuncia danos psicológicos causados por política de refúgio da Austrália

Em 25 anos de carreira, nunca vi uma situação tão ruim quanto em Nauru e na Ilha Manus, da Papua Nova Guiné. É assim que o oficial sênior da ONU, Indrika Ratwatte, descreve as condições de vida de solicitantes de refúgio que buscavam asilo na Austrália, mas foram detidos em países insulares, para triagem fora do território australiano. Precariedade causou problemas psicológicos e doenças mentais.

Cooperação entre UNOPS e Mato Grosso contribuiu para economia de mais de 2,9 milhões de reais para o estado. Foto: Pixabay

Escritório da ONU ajuda Mato Grosso a normalizar fornecimento de medicamentos

O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) apoiou a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) na normalização do abastecimento de medicamentos, reduzindo os gastos do estado nessa área em mais de 2,9 milhões de reais.

A iniciativa ocorreu como parte do projeto Rede Cidade da Saúde e envolveu os medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), estratégia para a garantia do acesso a medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Amer Almohibany Ru’a, de 18 meses, é transportado na moto de seu avô em Mesraba, Ghouta Oriental, na Síria. Foto: UNICEF

ONU manifesta preocupação com informações sobre ataques químicos contra civis na Síria

Após um período de relativa calmaria em Ghouta Oriental, na Síria, o secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou no domingo (8) profunda preocupação com a retomada da violência em Douma, particularmente com as alegações de que armas químicas teriam sido usadas contra civis.

Em comunicado emitido por seu porta-voz, o secretário-geral da ONU pediu que todas as partes interrompam os confrontos e obedeçam totalmente a resolução 2401 do Conselho de Segurança, adotada em fevereiro e que pediu um cessar-fogo por toda a Síria.

Neste documentário, acompanhamos os bastidores das investigações sobre as violências sexuais cometidas durante os recentes conflitos na Síria e no Iraque. Mostramos a busca por justiça por três mulheres iazidis e uma ativista síria que foram sequestradas pelo ISIL, bem como os desafios enfrentados pelas e pelos investigadores internacionais para localizar as vítimas e coletar evidências.

Evidências de esperança: investigadores da ONU buscam justiça para vítimas de violência sexual

Neste documentário, acompanhamos os bastidores das investigações sobre as violências sexuais cometidas durante os recentes conflitos na Síria e no Iraque. Mostramos a busca por justiça por três mulheres iazidis e uma ativista síria que foram sequestradas pelo ISIL, bem como os desafios enfrentados pelas e pelos investigadores internacionais para localizar as vítimas e coletar evidências.

O jordaniano Ayman Gharaibeh, de 53 anos, é representante do ACNUR no Iêmen. Foto: ACNUR

‘Estamos lidando com pessoas resilientes, então, por que deveríamos desistir?’

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) tem quase 11 mil funcionários no mundo, a maioria trabalhando em campo. Conheça a história do jordaniano Ayman Gharaibeh, de 53 anos, que lidera a agência das Nações Unidas no Iêmen. Com 25 anos de experiência, ele já atuou em Iraque, Síria, Iêmen, Afeganistão, Sri Lanka, Bósnia e na sede das Nações Unidas, em Genebra.

“Costumamos dizer que o que o humanitarismo e os humanitários estão fazendo é salvar vidas. Mas eu não acho que isso dê crédito às pessoas que estamos servindo. Os refugiados sobreviveram porque sabem como sobreviver — as pessoas são salvas por sua própria resiliência, é assim que o Iêmen sobrevive hoje”, declarou. Leia a entrevista completa.

Soldado sírio veste uma máscara para protegê-lo de ataques com armas químicas e biológicas. Foto: Wikicommons/My76Strat (CC)

ONU: uso de armas químicas, sob qualquer circunstância, é ‘injustificável’ e ‘abominável’

Alarmado com relatos persistentes de uso de armas químicas na Síria, o secretário-geral das Nações Unidas pediu ao Conselho de Segurança em março (22) que demonstre unidade para levar à justiça aqueles que fazem uso de tais artifícios.

“Igualmente injustificável é a falta de resposta a tal uso, se e quando ocorrer. A impunidade não pode prevalecer com respeito a crimes tão graves”, acrescentou.

Vencedores recebem prêmio em cerimônia promovida pela OIM em Buenos Aires. Foto: OIM

ONU premia jornalistas brasileiras por cobertura sobre migração e direitos humanos

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) reconheceu neste mês o trabalho de duas repórteres brasileiras, que participaram do Prêmio Sul-Americano de Jornalismo sobre Migração. Ângela Bastos, do Diário Catarinense, foi uma dos vencedores da premiação pela reportagem Fronteira Aberta, sobre migrantes e refugiados do Haiti, Senegal e Síria. Carolina Holland, do G1, recebeu menção honrosa por matéria sobre o desemprego entre mulheres haitianas em Cuiabá.

Família síria acompanhou animada o jogo do Atlético na Arena da Baixada. Assim que chegaram a Curitiba, há dois anos, tornaram-se torcedores do time. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Em semifinal, Atlético Paranaense entra em campo com crianças refugiadas

Para os amantes de futebol, o último domingo (24) não foi um domingo qualquer. Era dia de decisão nos campeonatos estaduais. No entanto, para a família síria Asaad, que há dois anos vive no Brasil, a animação dos irmãos David e Danial começou na sexta-feira, quando foram convidados para acompanhar bem de perto a semifinal do Campeonato Paranaense, entre o Atlético e o Maringá. Partida na Arena da Baixada terminou em 5 a 0 para o Furacão.

Muhammad Hussain aguarda reassentamento no Centro de Trânsito de Emergência em Timisoara, Romênia. Foto: ACNUR/Ioana Epure

Forçados a deixar a Síria, refugiados afegãos se mudam para a Romênia

Mais de 30 anos atrás, Muhammad Hussain, com apenas 23 anos, assumiu a responsabilidade de tirar sua esposa, mãe, dois irmãos e quatro irmãs do Afeganistão a fim de levá-los para um lugar seguro depois que a guerra eclodiu no país.

Foi o início de uma odisseia que os levou para a Turquia, para o Irã e, em 1989, para a Síria, país onde ele acreditava ter encontrado a paz. Ele começou a reconstruir sua vida graças ao trabalho árduo, primeiro na construção civil e, em seguida, em seus próprios negócios, que desmoronaram quando a guerra começou no país que ele chamava de casa.

Confira nessa matéria da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Crianças e adolescentes participam do lançamento da campanha #DignityIsPriceless. Foto: UNRWA/Khalil Adwan

Chefe da ONU pede apoio de países a agência humanitária para refugiados palestinos

O chefe da ONU, António Guterres, pediu apoio da comunidade internacional para arcar com o rombo de 446 milhões de dólares no orçamento da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

Crise financeira começou com a decisão dos Estados Unidos em janeiro de suspender suas contribuições para o organismo, que atende a 5 milhões de palestinos na Cisjordânia, Síria, Jordânia, Líbano e Gaza.

O menino sírio Mohammad frequenta escola nos arredores de Beirute, no Líbano. Foto: ACNUR/Diego Ibarra Sánchez

Marcado pela guerra da Síria, menino com deficiência encontra vida nova no Líbano

Mohammad tinha apenas dois meses quando a guerra começou na Síria. A princípio, a vida continuava a mesma no vilarejo tranquilo nos arredores das antigas ruínas de Palmira, onde vivia sua família. Mas, em pouco tempo, o conflito afetaria profundamente suas vidas.

O menino não conhecia nada além do conflito até chegar ao Líbano, onde ele e sua família agora vivem como refugiados. A história do garoto é apenas uma entre as de milhões de pessoas afetadas pela guerra na Síria, que completa sete anos este mês.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) estima a existência de mais de 1 milhão de crianças sírias refugiadas que, como Mohammad, nunca conheceram seu país em paz, e que tiveram suas primeiras lembranças marcadas pela guerra e pelo exílio.

Em 2013, Batoul, agora aos 10 anos, perdeu o pai, a mãe e os dois irmãos mais velhos em uma explosão. Ela e o irmão caçula, de 8, ficaram sob escombros, gravemente feridos . Batoul, que era destra, perdeu a mão direita no ataque. A menina, por conta própria, aprendeu a usar a mão esquerda. Ela e o irmão vivem hoje com a avó. "Minha caligrafia era engraçada, mas eu tinha um sonho: ir à escola para estudar e brincar como todas as outras crianças". Foto: UNICEF

UNICEF alerta para situação vulnerável de crianças com deficiência na Síria

O conflito na Síria continuou sem cessar durante 2017, matando o maior número de crianças desde o seu início – 50% mais que em 2016. Apenas nos dois primeiros meses de 2018, 1 mil crianças foram mortas ou feridas na intensificação da violência. O conflito é agora a principal causa de morte entre adolescentes no país.

Crianças com deficiência estão expostas a maiores riscos de violência e enfrentam dificuldades em acessar serviços básicos, incluindo saúde e educação.

O risco de violência, exploração, abuso e negligência para crianças com deficiência aumenta com a morte ou separação de seus cuidadores. O alerta foi feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Haitianos em São Paulo. Foto: EBC

ACNUR participa de seminário para capacitar migrantes e refugiados em questões trabalhistas

Começa amanhã (14), em Brasília, o seminário de capacitação sobre trabalho para solicitantes de refúgio, refugiados, apátridas e imigrantes. Promovido pelo Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), evento terá a participação da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Encontro reunirá indivíduos de todo o Brasil. Participam dos debates migrantes e refugiados de 12 países e uma pessoa apátrida.

Veículos de um comboio da ONU e da Cruz Vermelha Árabe da Síria com 46 caminhões que transportam ajuda alimentar, bem como suprimentos de saúde e nutrição, passam por Douma, em Ghouta Oriental, na Síria. Foto: UNICEF/Khabieh

Síria: comboio de ajuda das Nações Unidas retorna a Ghouta Oriental

Apesar dos enormes riscos, entrega humanitária completou o envio de alimentos planejado para 27.500 pessoas, assim como itens de saúde e nutrição, após a interrupção da semana passada em meio aos bombardeios. A ONU está à espera de autorização de acesso para cobrir todas as 70 mil pessoas em Douma, inicialmente aprovado pelas autoridades sírias.

A OMS alertou que ataques a instalações de saúde continuam: foram 67 nos dois primeiros meses deste ano, mais de 50% dos ataques em todo o ano de 2017; 19 pessoas morreram nesses ataques, incluindo quatro médicos.

Criança no campo Tesreen, em Alepo. Foto: OCHA / Josephine Guerrero

Guerra síria completa 7 anos em março com ‘rastro de tragédia’ para civis, diz ONU

No mês em que a guerra na Síria completa sete anos, o alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, afirmou nesta sexta-feira (9) que “o contínuo sofrimento dos civis marca um grande fracasso político”. Os confrontos armados forçaram 5,6 milhões de pessoas a deixar o país em busca de segurança. Outras 500 mil tiveram de abandonar suas casas e vivem como deslocadas forçadas dentro do território sírio.