Zeid Ra’ad Al Hussein em reunião com líderes indígenas da Guatemala em novembro de 2017. Foto: ACNUDH

ENTREVISTA: ‘Defenda as pessoas, não os Estados’, diz alto-comissário da ONU em fim de mandato

Nos últimos quatro anos, Zeid Ra’ad Al Hussein, alto-comissário da ONU para os direitos humanos, têm pressionado governos no mundo todo, exposto violações dos direitos humanos e defendido firmemente os direitos das vítimas. Ele está no fim de seu mandato, e será substituído a partir de setembro pela ex-presidente chilena Michelle Bachelet.

“Governos são mais do que capazes de se defender. Não é meu trabalho defendê-los. Tenho que defender a sociedade civil, os grupos vulneráveis, os marginalizados, os oprimidos. Essas são as pessoas que nós, no nosso escritório, precisamos representar”, declarou, alertando que a “opressão está retornando” globalmente. Leia a entrevista completa.

A escalada das hostilidades no sudoeste da Síria representa um perigo para cerca de 750 mil pessoas — quase metade das quais são crianças. Foto: UNICEF/Al-Faqir

UNICEF pede fim da ‘guerra contra crianças’ na Síria e no Iêmen

Os ataques contra crianças em meio aos conflitos em andamento na Síria e no Iêmen devem ser imediatamente interrompidos, pediu na segunda-feira (13) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Em comunicado com palavras firmes, o UNICEF apontou que, desde domingo (12), 28 crianças foram assassinadas em Idlib e no oeste de Alepo, no norte da Síria. Estes últimos incidentes ocorrem após a morte de 21 crianças no Iêmen na semana passada, quando um ônibus escolar foi atingido durante um ataque aéreo.

Numeir (na extrema direita) reencontra os parentes no aeroporto. Foto: ACNUR/Chris Melzer

Com ajuda da ONU, adolescente sírio reencontra a família na Alemanha

Com medo de ser recrutado pelo exército, Numeir fugiu da Síria, seu país de origem, quando tinha apenas 15 anos. “Dizer adeus foi terrível”, conta o jovem sobre o momento de se despedir dos pais e irmãos, incluindo a caçula da família, Anmar, de apenas quatro anos à época. Vivendo na Alemanha desde 2015, o sírio conseguiu trazer os parentes para o país europeu em maio último, com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

No campo de Nduta, na Tanzânia, vivem 125 mil refugiados burundineses. Como há carência de salas de aula, as crianças estudam embaixo de árvores. Há uma professora para cada 200 alunos. Só 7% do apelo humanitário do ACNUR para 2017 foi financiado. Foto: ACNUR/Georgina Goodwin

Agência da ONU inaugura exposição no Rio sobre refúgio e migração forçada

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) inaugura na próxima quarta-feira (15) a mostra “Faces do Refúgio”, que leva para o Centro Cultural dos Correios 52 fotografias sobre migrações forçadas. Essa é a primeira vez em que a exposição desembarca na capital fluminense. Iniciativa aborda as principais crises de deslocamento da atualidade, em países como Síria, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e Mianmar.

Evento de abertura da terceira edição do Empoderando Refugiadas. Foto: Pacto Global/Fellipe Abreu

ONU e setor privado promovem integração de refugiadas no mercado de trabalho brasileiro

Teve início na quinta-feira (8), em São Paulo, a terceira edição do Empoderando Refugiadas, um projeto das Nações Unidas para promover a inserção de mulheres refugiadas no mercado de trabalho brasileiro. A iniciativa deverá atender 50 estrangeiras, que participarão de oito sessões de coaching e quatro workshops sobre carreira e empregabilidade. Programa tem apoio da ABN AMBO, Carrefour, Facebook, Pfizer, Renner e Sodexo.

Seleção de Angola posa para a foto com o troféu de campeã da etapa Rio de Janeiro da Copa dos Refugiados 2018. Foto: ACNUR/MiguelPachioni

Angola vence etapa Rio de Janeiro da Copa dos Refugiados

A equipe de Angola venceu no último final de semana (4) a etapa carioca da Copa dos Refugiados 2018. Inédito no Rio de Janeiro, o torneio foi realizado pela ONG África do Coração com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Campeonato teve a participação de 150 jogadores refugiados e migrantes, que representaram, além do Estado angolano, Guiné-Bissau, Haiti, República Democrática do Congo, Senegal, Síria, Venezuela e Colômbia.

Confrontos na Síria deixaram a maior parte do país em ruínas. Foto: ACNUR/Susan Schulman

Secretário-geral da ONU condena ataques terroristas no sudoeste da Síria

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou veementemente nesta quinta-feira (26) os atentados suicidas ocorridos na cidade de Sueida, localizada no sudoeste do país e controlada pelo governo sírio, e que deixaram centenas de mortos e feridos.

De acordo com a imprensa internacional, os ataques foram reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico, ou Da’esh, que defende território na região após uma ampla ofensiva do governo.

Desde agosto de 2017, mais de 650 mil refugiados rohingya deixaram Mianmar rumo a Bangladesh em busca de segurança. Ali, vivem em condições precárias nos campos de refugiados superlotados e carecem de necessidades básicas. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Em São Paulo, agência da ONU inaugura exposição fotográfica sobre refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) inaugura amanhã (10), em São Paulo, a exposição fotográfica “Faces do Refúgio”. Mostra apresenta 52 fotografias que retratam as principais crises de deslocamento forçado da atualidade, causadas por conflitos em países como Síria, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e Mianmar. Imagens serão exibidas na loja-conceito da Mitsubishi Motors, no Shopping JK Iguatemi.

Famílias deslocadas da área rural de Quneitra, sudoeste da Síria, para áreas próximas às colinas de Golã. Famílias estão buscando abrigo em áreas abertas e passam por necessidade de abrigo. Foto: UNICEF/Alaa Al-Faqir

Síria: ONU pede que Jordânia abra suas fronteiras para proteger civis do fogo cruzado

O chefe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apelou na quinta-feira (5) para que a Jordânia abra sua fronteira com o sudoeste da Síria para ajudar a proteger cerca de 750 mil civis que estão em meio ao fogo cruzado e a ataques aéreos.

“Mais de 320 mil pessoas estão desalojadas e a maioria vive em condições precárias e inseguras, incluindo cerca de 60 mil pessoas acampadas na fronteira entre Nasib e Jaber, na Jordânia”, disse Filippo Grandi, alto-comissário das Nações Unidas para os refugiados.

António Guterres se encontra com autoridades russas. Foto: Ministério das Relações Exteriores da Rússia

ONU destaca importância do multilateralismo para enfrentar desafios globais

O secretário-geral da ONU, António Guterres, reconheceu o multilateralismo como a chave para vencer os desafios dramáticos que o mundo enfrenta, como a mudança climática e o terrorismo: “Nós precisamos de uma abordagem global que reafirme a importância do multilateralismo e a importância de um conjunto de relações internacionais baseadas em regras, no Estado de Direito e de acordo com a Carta da ONU”.

No Chile, cerca de 30 crianças refugiadas e solicitantes de refúgio viveram a experiência de serem jogadores de futebol da equipe da Universidade Católica. Atividade fez parte das celebrações do Dia Mundial do Refugiado, lembrado em 20 de junho. Foto: ACNUR/Eugenia Paz

No Chile, crianças refugiadas viram jogadores de futebol profissionais por um dia

“Gosto de jogar futebol desde pequeno! Quando eu crescer, quero ser muito bom nesse esporte, eu gostaria de jogar no exterior!”, conta Einer Felipe, um menino colombiano de 12 anos, enquanto brinca com uma bola de futebol. No Dia Mundial do Refugiado, lembrado em 20 de junho, o garoto e outras crianças da Colômbia, Venezuela, Síria e Iraque tiveram a oportunidade de se tornarem futebolistas profissionais da Universidad Católica do Chile.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

UNICEF teve em 2017 maior gasto da história com suprimentos para crises humanitárias no mundo

Fome, seca, conflitos e desnutrição ameaçaram a sobrevivência de milhões em 2017. Diante desse cenário, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) gastou mais de 500 milhões de dólares para fornecer suprimentos emergenciais vitais para crianças com necessidade urgente de assistência. Esse é o maior gasto da história da agência em suprimentos para crises humanitárias.

No total, o UNICEF adquiriu 3,46 bilhões de dólares em suprimentos e serviços para crianças em 150 países e regiões no ano passado.

A maioria dos suprimentos de emergência foi para os refugiados rohingyas em Bangladesh e para o Iêmen, o Chifre da África, a Síria, a região do Lago Chade e o Sudão do Sul.

Esta jovem mãe andou 20 dias de Diinsoor, na Somália, com seus sete filhos para o campo de refugiados de Hagadera, em Dadaab, no Quênia. Depois que o gado de seu marido morreu por causa da seca na Somália, ela foi para Dadaab devido à fome. Foto: OCHA/Meridith Kohut

ARTIGO: A fome é um crime

Em artigo, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, e o Prêmio Nobel da Paz e membro da Aliança da FAO pela Segurança Alimentar e Paz, Adolfo Pérez Esquivel, afirmam que apesar de o mundo produzir alimentos suficientes para dar de comer a todos os seus habitantes, a continuidade da fome “nada mais é do que um crime”.

“Todos os dias, assistimos do conforto de nossas poltronas e a uma distância segura proporcionada pelas telas da televisão o desespero de pessoas pobres e vulneráveis que são forçadas a migrar nas condições mais humilhantes. A maioria delas são provenientes de áreas rurais”, disseram.

“Temos que fazer mais por essas pessoas. Não podemos permitir, nem nos permitir, que elas fiquem para trás”. Leia o artigo completo.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: ONU/Eskinder Debebe

ARTIGO: Unindo o mundo contra o terrorismo

Em artigo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma que o terrorismo é uma ameaça global persistente e progressiva, da qual nenhum país está imune. Nesse cenário, ele afirma que a resposta dos países precisa ser ágil e diversificada.

“É por isto que estou realizando a primeira e inédita Conferência de Alto Nível das Nações Unidas em Contraterrorismo nesta semana em Nova Iorque. Chefes de agências nacionais de contraterrorismo e representantes de instituições internacionais e da sociedade civil discutirão como aprimorar a cooperação internacional e construir novas parcerias”, disse. Leia o artigo completo.

O sírio Khaled, terceiro da direita para a esquerda, foi recebido por uma família brasileira para assistir ao jogo de estreia da seleção na Copa do Mundo da Rússia. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Refugiados são recebidos por brasileiros e torcem pela seleção durante jogos da Copa

O sírio Khaled, de 42 anos, torceu pelo Brasil na casa de Vanessa, uma paulistana de 31 anos que mora na zona sul de São Paulo e o acolheu em sua casa para assistir aos jogos da Copa do Mundo 2018.

Khaled se inscreveu na plataforma “Meu Amigo Refugiado”, um projeto desenvolvido pela ONG Migraflix, parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que promove o encontro entre brasileiros e pessoas refugiadas em datas especiais, como o Natal e o Ano Novo. A iniciativa tem repetido a dose durante os jogos da seleção brasileira no Mundial.

Foto: Ana Rosa Alves/UNIC Rio

Festival celebra o Dia Mundial do Refugiado no Rio de Janeiro

O Rio Refugia, festival gastronômico, cultural e social, aconteceu pela segunda vez no Rio de Janeiro no final de junho (23).

O evento – que promoveu o intercâmbio entre brasileiros e pessoas em situação de refúgio de mais de 10 países diferentes – é uma oportunidade para que pessoas em situação de refúgio compartilhem sua cultura com os brasileiros e incrementem sua renda.

Confira nesse vídeo do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Manifestantes em La Castellana, bairro do leste de Caracas, fogem das bombas de gás lacrimogêneo durante protesto em maio do ano passado. Foto: IRIN News/Helena Carplo

Chefe de direitos humanos da ONU pede investigação internacional sobre situação na Venezuela

Na Venezuela, “relatos confiáveis e chocantes de execuções extrajudiciais” e impunidade para os perpetradores indicam que o Estado de direito “está virtualmente ausente” no país, disse nesta sexta-feira (22) o alto-comissariado da ONU para os direitos humanos, pedindo uma investigação internacional sobre as alegadas violações.

O apelo de Zeid Ra’ad Al Hussein ao Conselho de Direitos Humanos da ONU para uma investigação de alto nível se segue à publicação de um novo relatório do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) sobre o país latino-americano, detalhando sérios relatos de abusos.

Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília. Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues

Memorial dos Povos Indígenas em Brasília recebe 4ª edição do festival MigrArte

O Memorial dos Povos Indígenas, no Eixo Monumental, em Brasília, será neste sábado (23) ponto de encontro de diversas culturas e nacionalidades que vivem no Distrito Federal. Reunidos para lembrar o Dia Mundial do Refugiado (20 de junho) e a Semana do Migrante, o MigrArte 2018 será uma celebração intercultural por meio da integração de brasileiros com pessoas de países como Síria, Bangladesh, República Democrática do Congo e Venezuela.

Na ocasião, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) fará o pré-lançamento do documentário “Zaatari, Memórias do Labirinto”, selecionado para o Festival Internacional de Documentários “É Tudo Verdade” de 2018. A obra mostra a pior crise de migração da história da humanidade desde a Segunda Guerra Mundial, provocada pelo conflito na Síria.

Claudine, estilista da República Democrática do Congo, participou da primeira edição da feira do Rio Refugia. Foto: ACNUR/Luciola Villela

Festival Rio Refugia celebra Dia Mundial do Refugiado no Sesc Tijuca, no Rio

O Rio Refugia, festival gastronômico, cultural e social, chega ao seu segundo ano em um novo espaço: a unidade do Sesc Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro. O evento reunirá brasileiros e pessoas em situação de refúgio de cerca de 11 nacionalidades no próximo sábado (23), das 10h às 17h. Com entrada gratuita, o festival é uma realização conjunta do Programa de Atendimento a Refugiados da Cáritas RJ, do Abraço Cultural, do Chega Junto e do Sesc RJ.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) apoia a celebração.

Detenção e separação familiar são experiências traumáticas que podem deixar as crianças mais vulneráveis à exploração e ao abuso, disse o UNICEF. Na foto, migrantes atravessam fronteira do México com os EUA. Foto: OIM

UNICEF: separação de crianças migrantes de suas famílias nos EUA é de ‘partir o coração’

Em comunicado publicado na terça-feira (19), a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, comentou a situação das crianças migrantes que estão sendo separadas de suas famílias na fronteira dos Estados Unidos com o México devido a seu status migratório.

“Histórias de crianças, algumas delas apenas bebês, sendo separadas dos pais enquanto buscam segurança nos EUA são de partir o coração”, declarou.

“Não importa de onde elas venham ou qual seja seu status migratório – são, antes de tudo, crianças. Aquelas que ficaram sem nenhuma opção a não ser fugir de suas casas têm o direito de ser protegidas, acessar serviços essenciais e estar com suas famílias – assim como todas as crianças”, completou.

Número crescente de conflitos mostra que prevenção é mais necessária do que nunca, diz Guterres

Com a alta de dez vezes do número de pessoas mortas em conflitos armados desde 2005, a ação preventiva é “mais necessária do que nunca”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta terça-feira (19).

“O número de países em conflitos violentos é o maior dos últimos 30 anos. Se comparamos com 2007 e consideramos o número de situações violentas que podem ser qualificadas como guerras de acordo com o número de mortes, eles triplicaram”, disse.

O chefe de direitos humanos da ONU, Zeid Ra'ad Al Hussein, também manifestou profunda preocupação com a política de proteção de fronteiras adotada recentemente pelos Estados Unidos, que forçou milhares de crianças migrantes a serem separadas de seus pais. Foto: UNICEF

ONU diz que as crianças migrantes não podem ser separadas de seus pais

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta segunda-feira (18) que os refugiados e migrantes devem ser tratados com respeito e dignidade, criticando políticas migratórias que separam crianças de seus pais.

“Como questão de princípio, o secretário-geral (da ONU) acredita que os refugiados e migrantes devem ser sempre tratados com respeito e dignidade, e de acordo com a lei internacional existente. As crianças não podem ser traumatizadas ao serem separadas de seus pais. A unidade familiar precisa ser preservada”, disse o porta-voz do secretário-geral da ONU.

Filme selecionado para a mostra de cinema do ACNUR aborda a vida de sírios no maior campo de refugiados do mundo, Zaatari, na Jordânia. Imagem: GRIFA FILMES/NÓS/Gebrueder Beetz Filmproduktion/Globo Filmes/Globo News/Canal Brasil/ZDF/Arte

Mostra de cinema chega a Boa Vista e Manaus para celebrar Dia Mundial do Refugiado

Em Boa Vista e Manaus, tem início na próxima quarta-feira (20), Dia Mundial do Refugiado, a  mostra de filmes “Olhares sobre o Refúgio”. Com títulos inéditos e outros já consagrados pela crítica, festival promove exibições gratuitas até sábado (23). Sessões acontecem no SESC Roraima (em Boa Vista) e no Casarão de Ideias (em Manaus). Iniciativa é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros.

Agência da ONU inaugura exposição em São Paulo para Dia Mundial do Refugiado

Em celebração ao Dia Mundial do Refugiado, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) inaugura em São Paulo na quarta-feira (20) a exposição fotográfica “Faces do Refúgio”, montada no piso térreo do Conjunto Nacional, um dos centros comerciais mais conhecidos da cidade.

Para marcar a abertura da exposição, o ACNUR promove a roda de conversa “Refúgio: Uma jornada forçada em busca de um horizonte seguro” às 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. A exposição e a roda de conversa têm entrada gratuita.

Alya baseia-se nos valores da sua criação para liderar e orientar comunidade de refugiados sírios no Líbano. Foto: ACNUR

Refugiada síria desafia tradições no papel de líder comunitária no Líbano

Com a cabeça enrolada em um lenço preto e branco — um cachecol tradicionalmente usado como adorno entre os homens árabes — Alya caminha confiante entre as tendas de um assentamento informal na região norte do Vale do Beca, no Líbano.

A refugiada síria, de 50 anos, confere se está tudo bem com os outros refugiados no assentamento. Ela é a líder por aqui, também conhecida como “shawish”, um papel tradicionalmente atribuído a homens refugiados que supervisionam e gerenciam assentamentos informais no Líbano. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).