Oli Ahmed, de 53 anos, sua mãe, Gul Zahar, de 90, e seu filho, Mohammad Siddiq, de 25, no abrigo da família em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

‘Em toda a minha vida, não tive nem cinco minutos de paz’

Quatro gerações de uma família de refugiados rohingya descrevem como a apatridia tem paralisado suas vidas — e compartilham a esperança de retornar a Mianmar.

As autoridades de Bangladesh e Mianmar assinaram em novembro de 2017 um acordo sobre repatriamento voluntário dos refugiados.

No entanto, de acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), as condições ainda não são propícias para o retorno, uma vez que as causas que levaram os rohingya a fugir não foram abordadas e nenhum progresso foi feito no tratamento de sua exclusão ou negação de direitos.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

ARTIGO: os rohingya são vítima de limpeza étnica; o mundo está falhando

Em artigo publicado no jornal The Washington Post, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fala sobre os relatos assustadores que ouviu este mês em Bangladesh por parte de refugiados rohingya, que fugiram da violência generalizada no estado de Rakhine, em Mianmar.

“Os abusos sistemáticos dos direitos humanos pelas forças de segurança em Mianmar no ano passado foram projetados para incutir terror na população rohingya, deixando-a com uma escolha terrível — ficar, temendo a morte, ou deixar tudo para sobreviver”, disse Guterres. Leia o artigo completo.

Desde agosto de 2017, mais de 650 mil refugiados rohingya deixaram Mianmar rumo a Bangladesh em busca de segurança. Ali, vivem em condições precárias nos campos de refugiados superlotados e carecem de necessidades básicas. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Em São Paulo, agência da ONU inaugura exposição fotográfica sobre refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) inaugura amanhã (10), em São Paulo, a exposição fotográfica “Faces do Refúgio”. Mostra apresenta 52 fotografias que retratam as principais crises de deslocamento forçado da atualidade, causadas por conflitos em países como Síria, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e Mianmar. Imagens serão exibidas na loja-conceito da Mitsubishi Motors, no Shopping JK Iguatemi.

Crianças coletam água limpa e segura no campo de Kyein Ni Pyin, que abriga quase 6 mil rohingya deslocados pela violência no estado de Rakhine, em Mianmar. Foto: UNICEF/Thame

Chefe de direitos humanos da ONU pede investigação do TPI sobre crise rohingya em Mianmar

As autoridades de Mianmar deveriam ter vergonha depois de tentar convencer o mundo de que estão tentando receber de volta centenas de milhares de refugiados que fugiram de uma campanha de “limpeza étnica” no ano passado, dado que nenhum retornou oficialmente ao país, disse o chefe de direitos humanos da ONU nesta quarta-feira (4).

Falando ao Conselho de Direitos Humanos da ONU após uma atualização sobre a crise de refugiados que viu mais de 700 mil rohingya fugirem de Mianmar a Bangladesh para escapar de uma onda de violência por parte das forças militares, Zeid pediu que o Conselho de Segurança encaminhe o país ao Tribunal Penal Internacional (TPI) imediatamente.

Chefe da ONU ouve relatos de sofrimento de refugiados rohingya durante visita a Bangladesh

O secretário-geral da ONU, António Guterres, visitou campos de refugiados rohingya em Bangladesh nesta segunda-feira (2), declarando que não estava preparado para a escala da crise e a extensão do sofrimento que presenciou no local.

Falando à imprensa em Cox’s Bazar, região do sul de Bangladesh onde aproximadamente 1 milhão de rohingya estão vivendo sob constante risco de inundações e deslizamentos, Guterres disse que a violência que enfrentaram em Mianmar desde agosto do ano passado foi uma das histórias mais trágicas de “violação sistemática” dos direitos humanos já registradas.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

UNICEF teve em 2017 maior gasto da história com suprimentos para crises humanitárias no mundo

Fome, seca, conflitos e desnutrição ameaçaram a sobrevivência de milhões em 2017. Diante desse cenário, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) gastou mais de 500 milhões de dólares para fornecer suprimentos emergenciais vitais para crianças com necessidade urgente de assistência. Esse é o maior gasto da história da agência em suprimentos para crises humanitárias.

No total, o UNICEF adquiriu 3,46 bilhões de dólares em suprimentos e serviços para crianças em 150 países e regiões no ano passado.

A maioria dos suprimentos de emergência foi para os refugiados rohingyas em Bangladesh e para o Iêmen, o Chifre da África, a Síria, a região do Lago Chade e o Sudão do Sul.

Mulher rohingya atravessa fronteira entre Mianmar e Bangladesh, próximo ao vilarejo de Anzuman Para, em Palong Khali. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ONU mobiliza esforços para apoiar refugiadas rohingya vítimas de violência sexual

No Dia Internacional para Eliminação da Violência Sexual em Conflito, lembrado na semana passada (19), as agências das Nações Unidas em Bangladesh alertaram para a situação dos refugiados rohingya de Mianmar, incluindo milhares de vítimas de violência sexual.

Pessoas da etnia rohingya, formada principalmente por muçulmanos, começaram a fugir do estado de Rakhine, em Mianmar, em agosto do ano passado, após uma onda de repressão militar do exército birmanês, que incendiou vilarejos, matou civis e estuprou meninas e mulheres.

Mulheres e crianças aguardam ajuda em Cox's Bazar, Bangladesh, onde 1 milhão de refugiados rohingya vivem atualmente. Foto: OIM/Olivia Headon

Chefe da ONU pede ‘solidariedade, compaixão e ação’ no Dia Mundial do Refugiado

Com mais de 68 milhões de pessoas no mundo todo deslocadas devido a conflitos e perseguições — quase o equivalente à população da Tailândia — o chefe das Nações Unidas pediu unidade e solidariedade como um primeiro passo para apoiá-las.

O apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, foi feito em mensagem de vídeo para o Dia Mundial do Refugiado, lembrado anualmente em 20 de junho.

Refugiados rohingya, incluindo mulheres e crianças, atravessam fronteira de Mianmar para Bangladesh pelo distrito de Cox’s Bazar. Foto: UNICEF/LeMoyne

Agências da ONU e Mianmar assinam acordo para proteger refugiados rohingya que voltarem ao país

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) assinaram nesta quarta-feira (6) um acordo com o governo de Mianmar para garantir o retorno digno e voluntário de refugiados rohingya. Cooperação entre o país e os organismos internacionais permitirá verificações de segurança no estado de Rakhine, onde uma onda de violência étnica levou ao deslocamento forçado de mais de 671 mil rohingyas desde agosto do ano passado.

Refugiados rohingya encontram abrigo e segurança em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Agências da ONU e Mianmar firmam acordo para retorno seguro de refugiados rohingya

Acordo também autoriza a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) a visitar o estado de Rakhine, incluindo locais de origem dos refugiados e áreas de potencial retorno onde a entrada de profissionais internacionais não havia sido liberada desde agosto de 2017. Região foi foco de violência que levou ao deslocamento de milhares de rohingya para outros países.

Mulheres e crianças aguardam ajuda em Cox's Bazar, Bangladesh, onde vivem 1 milhão de refugiados rohingya. Foto: OIM/Olivia Headon

Relatora da ONU alerta para escalada de violência em Mianmar

Alertando para uma forte escalada das hostilidades na província de Kachin, em Mianmar, uma especialista em direitos humanos da ONU pediu na terça-feira (1) que todas as partes garantam maior proteção aos civis.

Segundo a imprensa internacional, o conflito em Kachin envolve insurgentes que fazem parte da minoria que batiza o estado. Há anos o país enfrenta confrontos entre o governo central, dominado pela maioria budista, e diferentes grupos étnicos e religiosos.

Nesta semana, o Conselho de Segurança da ONU concluiu missão em Bangladesh e Mianmar, verificando de perto o sofrimento de centenas de milhares de refugiados rohingya que atravessaram a fronteira entre os dois países para escapar da violência.

Sufia Khatun, de xale branco, senta-se com sua família Nur Begum, de 20, Mohammad Hossen, o filho de três anos e meio de Nur, Fatema Khatun, de 12, e Omar Faruq, de 8, em seu abrigo em Kutupalong, Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Viúvas refugiadas rohingya lutam para cuidar de suas famílias em Bangladesh

Em uma cabana coberta de plástico perto de um esgoto a céu aberto, a viúva refugiada rohingya Sufia Khatun está fazendo o possível para cuidar da família. Seu marido, Nur Mohammad, foi morto quando, em agosto do ano passado, investigava a origem de uma fumaça ao redor de sua aldeia em Mianmar. Depois de ser forçada a fugir para Bangladesh, ela agora tem que cuidar de cinco filhos e um neto sozinha.

Desde agosto de 2017, mais de 687 mil refugiados chegaram em Bangladesh após serem forçados a fugir de Mianmar. Sufia, de 48 anos, está entre as 31 mil mulheres refugiadas que agora são chefes de família, muitas delas viúvas cujos maridos foram mortos ou estão desaparecidos. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Razia Sultana, ativista de direitos humanos e advogada, fala durante debate aberto do Conselho de Segurança da ONU em nome de grupo de trabalho de ONGs sobre mulheres, paz e segurança. Foto: ONU/Mark Garten

Advogada de muçulmanos rohingya critica atuação do Conselho de Segurança da ONU

O Conselho de Segurança da ONU não conseguiu impedir a crise de refugiados rohingya em Mianmar, e o órgão de 15 membros precisa encaminhar os casos de violência sexual e outros crimes contra o grupo étnico para o principal tribunal criminal do mundo, disse na segunda-feira (16) a advogada dessa população muçulmana, durante debate na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

“De onde eu venho, mulheres e meninas têm sido estupradas por gangues, torturadas e mortas pelo exército de Mianmar, somente por serem rohingya”, disse Razia Sultana em nome de organizações não governamentais, durante debate aberto do Conselho de Segurança sobre a prevenção da violência sexual em conflito.

Enquanto a temporada de monções se aproxima, trabalhadores têm pressa para pavimentar a principal estrada que corta o maior campo de refugiados do mundo hoje: Kutupalong, em Bangladesh, que abriga mais de 570 mil refugiados. As obras, financiadas pela Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) em estreita cooperação com o governo de Bangladesh, são vitais para que as agências humanitárias possam alcançar as pessoas que precisam de ajuda imediata. Foto: ACNUR

No maior campo de refugiados do mundo, ONU se antecipa à temporada de monções

Enquanto a temporada de monções se aproxima, trabalhadores têm pressa para pavimentar a principal estrada que corta o maior campo de refugiados do mundo hoje: Kutupalong, em Bangladesh, que abriga mais de 570 mil refugiados.

As obras, financiadas pela Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) em estreita cooperação com o governo de Bangladesh, são vitais para que as agências humanitárias possam alcançar as pessoas que precisam de ajuda imediata. Confira no vídeo.

Adama Dieng realizou uma visita oficial a Cox’s Bazar, em Bangladesh, para ver de perto as condições de vida de refugiados rohingya. Foto: ONU/Claudia Diaz

‘Genocídio é um processo. Requer recursos, planejamento e tempo’

Declaração é do conselheiro especial da ONU para Prevenção do Genocídio, Adama Dieng. Após visitar refugiados rohingya em Mianmar, ele diz que já é hora de a Ásia promover sociedades inclusivas. No último 7 de abril, mundo lembrou os 24 anos do genocídio em Ruanda.

Conselheiro das Nações Unidas diz que o genocídio é um processo que requer recursos, planejamento e tempo. Na Europa dos anos 30, por exemplo, já se poderiam ver os sinais. E que naquele momento alguém poderia ter tomado uma ação para evitar o Holocausto. Dieng lembrou que o Holocausto não começou com as câmaras de gás, mas sim com o discurso de ódio com a desumanização dos judeus.

Refugiada de Mianmar trabalha com costura em campo de Cox's Bazar, Bangladesh. Foto: ACNUR

Mulheres refugiadas de Mianmar tecem novas vidas em Bangladesh

Em uma sala lotada no campo de refugiados de Nayapara, em Bangladesh, há uma concentração intensa em meio ao zumbido de máquinas de costura.

Quarenta mulheres jovens trabalham duro, produzindo itens que fazem parte dos kits de higiene feminina distribuídos pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) duas vezes por ano para refugiadas em idade reprodutiva, incluindo roupas íntimas e absorventes reutilizáveis.

Mais de 688 mil refugiados foram forçados a fugir para Bangladesh desde que a violência eclodiu na região de Maungdaw, no norte do estado de Rakhine, em Mianmar, há seis meses. Há registros de que tropas e multidões atacaram e mataram moradores e atearam fogo em suas aldeias.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: ONU / Rick Bajornas

Chefe da ONU pede que líderes de Mianmar adotem ‘postura unificada’ contra o ódio

Um porta-voz das Nações Unidas disse segunda-feira (26) que o secretário-geral, António Guterres, está “chocado” com relatos de declarações atribuídas ao general U Min Aung Hlaing, de Mianmar. Reportagens da mídia sugerem que, em uma reunião militar, Hlaing disse que os rohingya não têm nada em comum com os outros grupos étnicos do país.

“Ele pede a todos os líderes em Mianmar que tomem uma posição unificada contra o incitamento ao ódio e promovam a harmonia comunitária”, disse o porta-voz da ONU.

Laila Begum, de 25 anos, segura seu filho Josna Bibi de 10 meses. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ONU precisa de US$951 milhões para ajudar refugiados rohingya em Bangladesh

Quando foram forçados a fugir da violência em Mianmar há seis meses, Mohammad Islam e sua família não tinham nada para comer e tiveram que dormir ao ar livre durante o período de ventos fortes.

Agora, morando em uma cabana coberta por um toldo da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o refugiado rohingya de 45 anos fala sobre o auxílio que recebeu e a luta pela sobrevivência ao lado de sua mulher e de seus cinco filhos.

As agências da ONU, incluindo o ACNUR e seus parceiros, lançaram um apelo conjunto na sexta-feira (23) para arrecadar 951 milhões de dólares a fim de atender as necessidades de cerca de 900 mil refugiados rohingya e de mais de 330 mil bengalis vulneráveis ​​nas comunidades de acolhimento.

Crianças de Cidade do Cabo, na África do Sul na década de 1980, quando o casamento inter-racial era ilegal no país. Foto: ONU

Em data contra discriminação racial, ONU pede promoção da tolerância e respeito à diversidade

Pessoas em todo o mundo estão sendo encorajadas pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a pensar em como podem promover melhor a tolerância, a inclusão e o respeito pela diversidade.

Apesar dos avanços, Guterres listou questões urgentes pendentes, como a desigualdade de gênero; o “aumento alarmante” da xenofobia, do racismo e da intolerância; e um ressurgimento dos partidos políticos de extrema-direita e dos pontos de vista neonazistas.

“De insultos e humilhações a crimes de ódio e massacres, das dificuldades de se obter acesso ao mercado de trabalho às práticas racistas institucionalizadas, a discriminação racial assume muitas formas, que às vezes são extremamente brutais, enquanto em outras são ocultas e dissimuladas”, acrescentou a chefe da UNESCO, Audrey Azoulay.

Khaleda Begum (de lenço vermelho) cercada por famílias de refugiados que vivem em sua fazenda. Ela cortou árvores para acomodar abrigos, um espaço para crianças e uma clínica. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Refugiados rohingya são acolhidos por agricultores de Bangladesh

Quando milhares de refugiados rohingya, vindos de Mianmar, chegaram à região de Kutupalong, em Bangladesh, em setembro do ano passado, um agricultor bengali não hesitou em fornecer ajuda quando um grupo de famílias exauridas perguntou se poderia usar algumas de suas terras como abrigo temporário.

Mais de 688 mil mulheres, crianças e homens deixaram Mianmar desde que a violência eclodiu no país no final de agosto de 2017. Desde então, os bengalis têm estado na vanguarda de um enorme esforço de socorro, doando alimentos, roupas, materiais de abrigo e, no sudeste de Bangladesh, o uso de suas terras. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiados rohingya cruzam de Mianmar para Bangladesh em Palong Khali, no distrito de Cox's Bazar. Foto: UNICEF / LeMoyne

ONU condena ‘limpeza étnica’ contra muçulmanos em Mianmar

“A limpeza étnica do povo rohingya de Mianmar continua. Não acho que possamos tirar qualquer outra conclusão do que eu vi e ouvi em Cox’s Bazar”, disse Andrew Gilmour, o vice-secretário-geral das Nações Unidas para os direitos humanos, após uma visita de quatro dias à região vizinha.

Em Genebra, chefe dos direitos humanos da ONU pediu investigação internacional sobre potenciais crimes contra a humanidade; ele denunciou relatos de que valas comuns estavam sendo destruídas em meio a um massacre contra a população rohingya no estado de Rakhine, em Mianmar.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

OMS alerta para temporada de chuvas e pede apoio para 1,3 milhão de pessoas em Bangladesh

Bangladesh é o lar de cerca de 900 mil refugiados rohingya que deixaram o país vizinho Mianmar devido a perseguições. População vive em condições precárias e assentamentos. A temporada de monções, que começa em abril, trazendo altos volumes de chuva, poderá agravar riscos associados a cólera, diarreia, hepatites e infecções transmitidas por vetores, como malária, dengue e chikungunya.

Ponto de recepção para refugiados rohingya em Teknaf Upazila, em Bangladesh. Foto: OCHA/Anthony Burke

Operações de segurança em Mianmar são agressão contra grupos étnicos, diz especialista da ONU

O que o governo de Mianmar alega serem operações militares e de segurança são “na verdade, um padrão estabelecido” de dominação e agressão contra grupos étnicos, disse na quinta-feira (1) a especialista independente das Nações Unidas para a situação dos direitos humanos em Mianmar, Yanghee Lee, sobre sua visita a países vizinhos, entre eles Bangladesh, que abriga aproximadamente 900 mil refugiados rohingya.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

Respeito pela diversidade étnica e religiosa será pilar das minhas ações, diz chefe da ONU

Em reunião com os Estados-membros da Assembleia Geral da ONU, o chefe da Organização, António Guterres, apresentou na terça-feira (16) 12 áreas que merecerão atenção do organismo ao longo de 2018. Entre as prioridades, estão a resolução de crises no Oriente Médio e na Europa, o combate às mudanças climáticas e a promoção da migração segura. Um 13º ponto elencado pelo dirigente como transversal a todas as temáticas é o empoderamento das mulheres.

Em coletiva de imprensa após o pronunciamento, Guterres afirmou que “o respeito pelos migrantes e o respeito pela diversidade, étnica e religiosa, é um pilar fundamental das Nações Unidas e será um pilar fundamental” de suas ações.

Crianças coletam água limpa e segura no campo de Kyein Ni Pyin, que abriga quase 6 mil rohingya deslocados pela violência no estado de Rakhine, em Mianmar. Foto: UNICEF/Thame

Mianmar: crianças rohingya estão em condições ‘assustadoras’, alerta UNICEF

Porta-voz do UNICEF, Marixie Mercado, passou quase um mês no país; ela falou sobre 60 mil crianças rohingya “esquecidas”. Milhares não recebem tratamento para desnutrição; abrigos estão perto de depósito de lixo; pessoas não conseguem viajar para obter ajuda médica.

Iniciativa do Programa Mundial de Alimentos da ONU garante a 90 mil refugiados um cartão de débito pré-pago que pode ser utilizado para comprar uma variedade de alimentos, fornecidos às mulheres para que elas possam decidir por suas famílias o que comprar.

Uma menina rohingya de sete anos carrega um jarro d'água para o abrigo improvisado de sua família, no assentamento de Bormapara , em Ukhia, na cidade de Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Sujan

Ciclones na Ásia podem levar a ‘catástrofe’ entre refugiados rohingya, alerta UNICEF

Com a chegada das estações de ciclones e monções ao Sul Asiático, mais de 500 mil crianças rohingya — que já vivem precariamente como refugiadas em Bangladesh — correm novos riscos de saúde e deslocamento forçado. O alerta é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que chamou atenção para possíveis surtos de cólera, malária, hepatite E, bem como para a destruição de casas e infraestrutura.