Indígenas são uns dos grupos da população brasileira que mais sofrem com pobreza e discriminação. Foto: Daniel Caron/FAS

Quase 30% das crianças indígenas com menos de 5 anos sofrem de desnutrição

Nas últimas décadas, o Brasil reduziu significativamente a taxa de desnutrição crônica entre menores de 5 anos (de 19,6% em 1990 para 7% em 2006), atingindo, antes do prazo, a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Entretanto, a desnutrição crônica ainda é um problema em grupos mais vulneráveis, como indígenas, quilombolas e ribeirinhos.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2018, a prevalência de desnutrição crônica entre crianças indígenas menores de 5 anos era de 28,6%. Os números variam entre etnias, alcançando 79,3% das crianças ianomâmis. O relato é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A prefeitura de Atiquizaya, em El Salvador, desenvolveu a iniciativa “Escolas Sustentáveis”. Foto: FAO

Projeto em El Salvador alia boas práticas de alimentação escolar e participação social

A prefeitura de Atiquizaya, em El Salvador, desenvolveu a iniciativa “Escolas Sustentáveis”, uma metodologia que promove atividades de alimentação escolar, participação social e educação nutricional por meio de hortas pedagógicas, compra da agricultura familiar local e adoção de menus saudáveis.

A ação está em linha com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2, que prevê extinguir a fome no mundo, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável até 2030. O projeto tem apoio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e do governo brasileiro.

Marta, jogadora de futebol. Foto: PNUD

ONU Mulheres anuncia jogadora Marta como embaixadora global da Boa Vontade

A ONU Mulheres anunciou nesta quinta-feira (12) a nomeação da renomada jogadora de futebol brasileira Marta Vieira da Silva como Embaixadora da Boa Vontade para mulheres e meninas no esporte.

Marta dedicará seus esforços a apoiar o trabalho pela igualdade de gênero e empoderamento em todo o mundo, inspirando mulheres e meninas a desafiar estereótipos, superar barreiras e seguir seus sonhos e ambições, inclusive no esporte.

Segundo a OPAS/OMS, evidências científicas recentes apontam que medidas regulatórias têm impacto na prevenção e controle da obesidade. Foto: EBC

OMS destaca importância da educação alimentar para melhorar nutrição no Brasil

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) participou na quarta-feira (18) da abertura do 25º Congresso Brasileiro de Nutrição (CONBRAN 2018). Na ocasião, a coordenadora da Unidade de Determinantes da Saúde, Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS/OMS no Brasil, Katia Campos, ressaltou que há uma série de medidas essenciais para melhorar a nutrição no Brasil.

“Uma das principais é a educação alimentar e nutricional, que precisa estar articulada com outras ações de política pública, a exemplo da taxação de bebidas adoçadas, da regulação de ambientes escolares e da rotulagem nutricional frontal de alimentos processados e ultraprocessados”, enumerou.

José Graziano da Silva, chefe da FAO, na abertura da 35ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe. Foto: FAO

FAO alerta para obesidade na América Latina e Caribe

O chefe da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, pediu na terça-feira (6) que os países da América Latina e Caribe combatam todas as formas de má nutrição, incluindo a obesidade. Durante conferência da agência da ONU para a região, na Jamaica, dirigente afirmou que “erradicar a fome não deve ser a única preocupação em uma região na qual o sobrepeso afeta 7% das crianças com menos de cinco anos e na qual 20% dos adultos dos 24 países são obesos”.

A redução da pobreza rural é urgente e necessária para que as sociedades atinjam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), segundo publicação do IPC-IG. Foto: EBC

Relatório da ONU pede continuidade de políticas de combate à fome no Brasil

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) mostrou que o Brasil manteve o indicador da fome abaixo dos 2,5% nos últimos anos, o que faz com que a meta de erradicação possa ser cumprida em 2030 caso haja continuidade de políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis.

“Hoje, o Brasil é um país de referência em políticas públicas de combate à fome. Mas para que continue no caminho certo e atinja a meta até 2030, é necessário que os investimentos em políticas públicas focadas às populações mais vulneráveis continuem acontecendo de maneira efetiva”, destaca Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil.

O Brasil é um dos países que se destacam na luta contra a insegurança alimentar, de acordo com representante da FAO no país. Foto: EBC

ARTIGO: Brasil é protagonista-chave para erradicação da fome na América Latina até 2025

Em artigo, o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, lembra que o país, ao longo das últimas três décadas, consolidou políticas, leis e estratégias que fortaleceram as bases e fizeram com que a fome deixasse de ser um problema estrutural.

Para o futuro, Bojanic afirma que o Brasil precisa resolver outra questão que permeia também a garantia da segurança alimentar — as desigualdades sociais. Leia o artigo completo.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi estabelecida pelos países-membros da ONU no fim de 2015. Foto: ONU

Governo brasileiro enfatiza responsabilidade fiscal em relatório sobre objetivos globais da ONU

Em relatório sobre os objetivos globais a ser apresentado na sede da ONU em Nova Iorque a partir desta semana, o governo brasileiro enfatiza a importância da responsabilidade fiscal para atingir os princípios de responsabilidade socioambiental presentes na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

“No Brasil, aprendemos, na prática, que é vazio falar em responsabilidade social e ambiental na ausência de responsabilidade fiscal”, diz o texto de apresentação do relatório, assinado pelo presidente Michel Temer. “Ao repor ordem nas finanças públicas, recuperamos a confiança que se traduz em mais investimentos de qualidade, em mais atividade econômica, em mais trabalho decente”, completa.

Seminário discutiu políticas públicas e projetos para habitação de interesse social e urbanização dos espaços urbanos das cidades do estado de Alagoas. Foto: EBC

ONGs veem cenário brasileiro preocupante para os objetivos globais da ONU

Mais de 20 organizações da sociedade civil apresentam a partir desta semana em reunião da ONU em Nova Iorque relatório sobre a implementação no Brasil da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Segundo as organizações, o Brasil corre risco de retrocessos na busca pelos sete Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) que serão analisados no fórum — entre eles, a erradicação da pobreza, a fome zero e a agricultura sustentável, a garantia da saúde e do bem-estar e a igualdade de gênero.

As ONGs elogiaram, por outro lado, a criação da Comissão Nacional dos ODS, a única da América Latina com representação paritária entre governo e sociedade civil. Leia a reportagem completa.

A relatora especial afirmou que assentamentos informais são o resultado de “uma negligência flagrante” do direito à moradia em uma série de políticas públicas. Foto: EBC

Desigualdades ameaçam sustentabilidade das economias, alerta UNESCO

As desigualdades sociais podem comprometer a sustentabilidade das economias, das sociedades e das comunidades, de modo a enfraquecer os esforços para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, alertou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em relatório divulgado na sexta-feira (10) com textos de especialistas.

Um dos artigos presentes na publicação foi escrito por Marcelo Medeiros, professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília e pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). No artigo, o pesquisador aborda as desigualdades sociais brasileiras e faz uma crítica ao sistema tributário do país, considerado pouco progressivo — pesando mais sobre os mais pobres — e economicamente ineficiente.

Casas à beira da Via Estrutural, no Distrito Federal. Foto: Agência Brasil/Elza Fiúza

Privatização do saneamento já se mostrou inadequada em muitos países, diz relator da ONU

Segundo estudo citado pelo relator das Nações Unidas para água e saneamento, o brasileiro Leo Heller, nos últimos 15 anos houve ao menos 180 casos de reestatização do fornecimento de água e esgoto em 35 países, em cidades como Paris (França), Berlim (Alemanha), Buenos Aires (Argentina), Budapeste (Hungria), La Paz (Bolívia) e Maputo (Moçambique).

As quebras ou não renovações dos contratos ocorreram por falhas das empresas em atingir metas de universalização, além de problemas com transparência e dificuldade de monitoramento do serviço pelo setor público.