A pandemia evidenciou o racismo, a violência e as desigualdades que afetam principalmente as mulheres negras no Brasil. Foto: EBC/Marcelo Camargo

Mulheres negras agem para enfrentar racismo e garantir direitos em meio à pandemia

A pandemia de COVID-19 tornou evidente o racismo, a violência e as desigualdades que afetam principalmente as mulheres negras no Brasil. Diante desse cenário, é preciso colocar os direitos humanos no centro das soluções.

A afirmação é da assistente social Lúcia Xavier, coordenadora da organização Criola e integrante do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planta 50-50 em 2030, da ONU Mulheres Brasil.

O Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 é parceiro da ONU Mulheres no desenvolvimento de estratégia de comunicação e advocacy público para a priorização das mulheres negras na resposta do Brasil aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e à Década Internacional de Afrodescendentes.

Claudia Velasquez é a nova diretora de país e representante do escritório do UNAIDS no Brasil. Foto: UNAIDS

Redução das desigualdades é necessária para fim da epidemia de AIDS, diz nova diretora do UNAIDS Brasil

As respostas dos países à AIDS tiveram grande sucesso ao colocar as pessoas vivendo com HIV em tratamento e ao reduzir as mortes, mas o progresso na redução de novas infecções continua atrasado, principalmente entre jovens e populações-chave.

A avaliação é da bióloga norte-americana Claudia Velasquez, que assumiu esta semana (16) o posto de diretora de país e representante do escritório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.

“Se não enfrentarmos as desigualdades, o estigma e a discriminação, estes fatores continuarão formando as barreiras que nos impedem de alcançar o fim da epidemia. A pandemia de COVID-19 deixou bem claro para todos nós como as desigualdades afetam o acesso aos cuidados de saúde.” Leia a entrevista completa.

Foto: EBC

América Latina e Caribe tornam-se epicentro da pandemia; ONU sugere ações

A América Latina e o Caribe tornaram-se o epicentro da pandemia de COVID-19, com vários países da região registrando agora as maiores taxas de infecção per capita e o maior número absoluto de casos no mundo. O alerta é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que lançou nesta quinta-feira (9) um relatório sobre os impactos da COVID-19 na região.

Segundo o documento, espera-se uma contração de 9,1% no Produto Interno Bruto (PIB), que será a maior em um século. Os impactos sociais da pandemia serão sentidos de maneira aguda, com fortes aumentos do desemprego, da pobreza, da extrema pobreza e da desigualdade. Acesse aqui o relatório na íntegra e a mensagem em vídeo do secretário-geral.

Zeinabou, de 42 anos, é fotografada no quintal da casa de seus parentes, em Burkina Faso. Três dias antes, ela presenciou o assassinato de seu marido. Foto: Sylvain Cherkaoui

Seis histórias para entender a crise no Sahel

Em Burkina Faso, quase nenhum lugar é seguro. Grupos armados, extremistas e facções criminosas aterrorizam a população diariamente, matando aqueles que se recusam a lutar ao lado deles. Assassinos atiram nas famílias até que elas morram. Estupram e torturam mulheres. Destroem qualquer coisa que simbolize o Estado: escolas, delegacias e até hospitais.

O cotidiano em Burkina Faso – um país sem litoral, com 19 milhões de habitantes – é precário. Conheça seis pessoas – fotografadas e entrevistadas no início de fevereiro de 2020 – cujas vidas foram viradas de cabeça para baixo. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Crianças refugiadas no campo de Zaatari, na Jordânia. Foto: ONU/Sahem Rababah

Pedido de cessar-fogo global em meio à crise de COVID-19 tem adesão de 170 países

Estados-membros da ONU, observadores e outros enviaram uma forte mensagem política nesta semana, com o anúncio de que 170 signatários já endossaram o chamado das Nações Unidas para silenciar as armas e garantir a união contra a ameaça global da pandemia de COVID-19.

A iniciativa, incentivada pela Malásia, mostra que a maioria das nações, incluindo o Brasil, apoia o pedido global de cessar-fogo que o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez em março, quando a pandemia estava ganhando velocidade.

Mãe e filha usam máscaras para se proteger contra o coronavírus em um centro de saúde em Abidjan, Costa do Marfim. Foto: UNICEF/Frank Dejongh

Mulheres e meninas devem estar no centro dos esforços de resposta à COVID-19

Mulheres são desproporcionalmente afetadas pelas consequências da pandemia de COVID-19, tanto por conta do aumento da violência doméstica devido ao isolamento social como pelo fato de serem maioria entre trabalhadores informais e de saúde.

Nesse cenário, uma mesa-redonda virtual reuniu lideranças femininas do mundo todo, incluindo chefes de Estado e de governo, para discutir a importância de mulheres e meninas estarem no centro da resposta à pandemia. O evento foi presidido por Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva da ONU Mulheres.

Jean Pierre-Lacroix, chefe das Operações de Paz da Nações Unidas, em viagem oficial ao Mali. Foto: MINUSMA

ARTIGO: As Forças de Paz da ONU devem manter o curso

Em artigo, o subsecretário-geral do Departamento de Apoio Operacional da ONU e o subsecretário-geral do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas afirmam que quando o vírus da COVID-19 se espalhar ainda mais em países já enfraquecidos pela guerra e pela pobreza, ele não apenas ameaçará a vida de milhares de pessoas, mas também poderá pender a frágil balança da paz de volta para o conflito e o desespero.

“Para essas comunidades, os riscos não poderiam ser maiores e a importância do apoio da ONU nunca foi tão grande.” Leia o artigo completo.

‘Um novo normal’: ONU estabelece roteiro para estimular economias e salvar empregos após COVID-19

A Organização das Nações Unidas lançou um documento com novas diretrizes para apoiar os países na recuperação social e econômica, criando uma nova economia e mais empregos depois da pandemia da COVID-19.

Alertando que não haverá retorno ao “antigo normal”, a ONU pede apoio internacional e compromisso político para que todas as pessoas tenham acesso a serviços essenciais e proteção social.

Enfermeira mede a temperature de menina num Centro de Atenção à Saúde Primária em Beirute, no Líbano, durante a crise da COVID-19. Foto: Fouad Choufany/UNICEF

ONU Mulheres faz chamado ao setor privado por igualdade de gênero na resposta à COVID-19

A pandemia de COVID-19 está afetando as mulheres de várias maneiras, incluindo preocupações com saúde, segurança e renda, responsabilidades adicionais de assistência e maior exposição à violência doméstica.

O setor privado tem um papel importante a desempenhar, não apenas na mitigação do impacto da COVID-19, mas na redução da propagação do vírus, afirmou a ONU Mulheres.

A ação precoce e direcionada do setor privado reduzirá os riscos imediatos à saúde de funcionárias e funcionários, além de reduzir o impacto econômico geral.

Mulheres na linhas de frente da COVID-19

O novo coronavírus impacta todas as pessoas, mas a maioria das decisões tomadas são de homens e as vozes são geralmente masculinas. No entanto, a maioria dos e das profissionais de saúde da linha de frente são mulheres. E muitas das indústrias diretamente afetadas pelo afastamento social e bloqueios – como viagens, turismo e produção de alimentos – têm maior concentração de mulheres.

A carga de cuidados para as mulheres, que costuma ser três vezes maior do que a dos homens, aumentou exponencialmente. Conheça a história de mulheres que estão na linha de frente da pandemia.

Projeto apoiado pelo ONU-HABITAT no Rio ajuda pessoas em situação de extrema pobreza

Projeto implementado pela Prefeitura do Rio de Janeiro em parceria com o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) localiza pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social na capital fluminense e as encaminha a serviços públicos ou a programas de transferência de renda.

Em meio à pandemia de COVID-19, a busca por essas pessoas, antes feita presencialmente, ocorre agora por telefone. Mais de 1,6 mil ligações já foram realizadas.

Entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020, o Projeto Territórios Sociais visitou cerca de 102 mil domicílios, entrevistou cerca de 98 mil pessoas e identificou nos seus primeiros oito meses aproximadamente 28 mil famílias como socialmente vulneráveis.

As famílias já encontradas estão sendo monitoradas e seus protocolos de atendimento sendo implantados. Cerca de 8 mil foram submetidas a uma visita de saúde, aproximadamente 4 mil foram atendidas pela assistência social e 1,6 mil crianças foram matriculadas na escola.

Cards da campanha "Cidades Inclusivas, Seguras, Resilientes, Sustentáveis & Livres do Coronavírus". Arte: ONU-HABITAT

Campanha do ONU-HABITAT aborda efeitos da pandemia de coronavírus nas cidades

As cidades são, historicamente, os principais epicentros de epidemias. Sua alta concentração de pessoas e atividades contribuem para amplificar os riscos de transmissão de doenças infecciosas.

Para alertar sobre os reflexos que a pandemia do novo coronavírus terá sobre a vida nas cidades, o escritório do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) no Brasil lançou nas redes sociais a campanha “Cidades Inclusivas, Seguras, Resilientes, Sustentáveis & Livres do Coronavírus”.

A campanha aborda formas de mitigar os efeitos da pandemia da COVID-19 nas cidades brasileiras.

Imagem microscópica do coronavírus MERS-CoV, produzida pelo Instituto Nacional de Doenças Infecciosas e Alérgicas - CDC/Unsplash

UNFPA apresenta perguntas e respostas sobre a COVID-19

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) preparou uma série de perguntas e respostas sobre as ações que a agência está tomando em várias partes do mundo por conta da pandemia da COVID-19. O material também inclui explicações para dúvidas relacionadas ao coronavírus e temas tratados pela agência, como mulheres grávidas, enfermeiras, parteiras, violência doméstica, saúde e direitos sexuais reprodutivos, jovens e pessoas idosas.

Em meio à pandemia da COVID-19, pandemia da violência contra as mulheres e meninas age nas sombras e nos silêncios, diz ONU Mulheres. Foto: Edwin J. Torres for the New Jersey Governor’s Office

ARTIGO: Violência contra mulheres e meninas é pandemia das sombras

Em artigo, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, afirma que, à medida que mais países relatam crescimento das infecções e bloqueios por conta do novo coronavírus, mais linhas de ajuda e abrigos para violência doméstica estão informando demanda crescente.

“O confinamento está promovendo tensão e tem criado pressão pelas preocupações com segurança, saúde e dinheiro. E está aumentando o isolamento das mulheres com parceiros violentos, separando-as das pessoas e dos recursos que podem melhor ajudá-las.” Leia o artigo completo.

Equipe do Departamento de Cuidado Crítico da Universidade Médica de Guangdong – Foto: Departamento de Cuidado Crítico, Universidade Médica de Guagdong

OMS pede mais equipamentos e suprimentos médicos para enfrentar coronavírus

O chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS) está pedindo aumento de produção de equipamentos médicos e suprimentos, na medida em que centros médicos e trabalhadores em saúde de muitos países lutam com crescentes e urgentes demandas trazidas pela pandemia da COVID-19.

Tedros Adhanom Ghebreyesus informou a jornalistas em Genebra na segunda-feira (30) que conversou com ministros de comércio do fórum de economias líderes mundiais, o G-20, sobre maneiras de enfrentar a crônica falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e outros suprimentos médicos essenciais.