Após três rodadas de entrevistas com mais de 2 mil pessoas, o projeto faz um diagnóstico e monitoramento das condições sanitárias e socioeconômicas dos moradores. Foto: SECOM/AL

Projeto do ONU-Habitat com governo de Alagoas monitora situação da pandemia nas grotas de Maceió

O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e o governo de Alagoas lançaram na semana passada (24) um projeto de monitoramento e resposta rápida à COVID-19 nos assentamentos informais de Maceió, conhecidos como grotas.

Após três rodadas de entrevistas com mais de 2 mil pessoas, o projeto servirá de base para diagnóstico e monitoramento das condições sanitárias e socioeconômicas dos moradores das grotas.

Tais informações poderão auxiliar o poder público na formulação de soluções emergenciais, políticas e projetos de sustentabilidade para melhorar as condições de vida da população nessas localidades.

Brasil lidera lista de países com maior perda florestal na última década, mostra relatório

O Brasil lidera a lista de dez países com maior perda anual líquida de floresta (diferença entre floresta criada e destruída) entre 2010 e 2020, informou na terça-feira (21) a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

A agência da ONU publicou o seu relatório anual Avaliação Global de Recursos Florestais. Segundo a pesquisa, os outros nove países são República Democrática do Congo, Indonésia, Angola, Tanzânia, Paraguai, Mianmar, Camboja, Bolívia e Moçambique.

Paraguai adota modelo de combate ao trabalho infantil desenvolvido por OIT e CEPAL

O Paraguai é o mais novo país da América Latina a adotar o Modelo de Identificação de Riscos de Trabalho Infantil (MIRTI) para combater esse crime e orientar a formulação políticas públicas.

O modelo foi desenvolvido por Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) entre 2017 e 2019, com apoio do Programa de Cooperação Sul-Sul entre o Brasil e a OIT.

Posteriormente, foi implementado de maneira piloto em Brasil, Argentina, Colômbia, Guatemala, Jamaica, México e Peru.

Crianças refugiadas no campo de Zaatari, na Jordânia. Foto: ONU/Sahem Rababah

Pedido de cessar-fogo global em meio à crise de COVID-19 tem adesão de 170 países

Estados-membros da ONU, observadores e outros enviaram uma forte mensagem política nesta semana, com o anúncio de que 170 signatários já endossaram o chamado das Nações Unidas para silenciar as armas e garantir a união contra a ameaça global da pandemia de COVID-19.

A iniciativa, incentivada pela Malásia, mostra que a maioria das nações, incluindo o Brasil, apoia o pedido global de cessar-fogo que o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez em março, quando a pandemia estava ganhando velocidade.

Passageiros usam máscaras na estação Pinheiros, em São Paulo (SP). Foto: Agência Brasil/Rovena Rosa

COVID-19 deve agravar situação de saúde, pobreza e capacidade de recuperação da população negra no Brasil

A representante do UNFPA no Brasil, Astrid Bant, lembrou que a pandemia, unida ao racismo e à dificuldade de a população negra exercer seus direitos, tem resultado no agravamento de doenças, na maior letalidade frente à COVID-19 e em mais desemprego e pobreza. 

Os pesquisadores presentes citaram também os obstáculos que as iniquidades, o racismo e a discriminação impõem à população negra brasileira, a tornando mais vulnerável aos impactos de saúde, econômicos e sociais da pandemia.

Podcast do UNFPA relata trabalho de ajuda humanitária em Roraima e Amazonas

O quarto episódio do “Fala, UNFPA”, o podcast do Fundo de População da ONU, explica como funciona o trabalho de assistência humanitária desenvolvido em Roraima e Amazonas, auxiliando pessoas migrantes e refugiadas.

Maria Andreina Miguelez de La Rosa, uma índigena venezuelana da etnia Warao que está gestante e é acompanhada pelo UNFPA em Manaus, é uma das convidadas de destaque desta edição. Ela conta por que precisou deixar a Venezuela e tudo que tinha para trás.

PNUD apoia obras do Centro de Difusão de Tecnologias Algodoeiras em Minas Gerais

O Centro de Difusão de Tecnologias Algodoeiras de Catuti, em Minas Gerais, segue em obras para funcionar como espaço de compartilhamento e troca de experiências e boas práticas brasileiras em cotonicultura com 15 países da África.

O espaço terá área construída de 1.204 metros quadrados, que abrigará a usina beneficiadora de algodão, escritórios, salas de reunião e de treinamento, balança de pesagem, galpões para máquinas agrícolas e uma oficina mecânica. As obras seriam finalizadas em abril deste ano, mas a entrega atrasou em função da pandemia da COVID-19.

Comunidade internacional se une para apoiar pesquisa e ciência abertas na luta contra a COVID-19

Vinte e nove países e diversos parceiros e instituições internacionais concordaram em apoiar a iniciativa “COVID-19 Technology Access Pool (C-TAP)”, destinada a tornar vacinas, testes, tratamentos e outras tecnologias em saúde acessíveis a todos para combater a COVID-19.

A iniciativa foi proposta pela primeira vez em março deste ano pelo presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado, e o lançamento oficial ocorreu no dia 29 de maio, que contou com a participação do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus.

COVID-19: Interrupções em serviços de HIV podem causar 500 mil mortes adicionais por AIDS

Um grupo de modelagem convocado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) estimou que, se não forem feitos esforços para mitigar e superar as interrupções nos serviços e na distribuição de insumos de saúde causados pela pandemia da COVID-19, uma interrupção de seis meses da terapia antirretroviral poderia levar a um número superior a 500 mil mortes a mais por doenças relacionadas à AIDS, incluindo a tuberculose.

As estimativas se referem ao cenário na África Subsaariana, para o período entre 2020-2021. Em 2018, estima-se que 470 mil pessoas morreram de causas relacionadas à AIDS na região.

A indiana Fátima Babu lidera campanha contra a fundição de cobre Sterlite em Tuticorin há 24 anos. Foto: Thom Pierce /Guardian/Global Witness/PNUMA

ONU e parceiros coordenam esforços para apoiar defensores ambientais

Programas das Nações Unidas, defensores do meio ambiente, ONGs e instituições acadêmicas se reuniram em Genebra no fim de fevereiro para discutir como mobilizar a comunidade internacional para apoiar os defensores ambientais.

Em todo o mundo, esses defensores estão lutando por um meio ambiente mais saudável ​​– não apenas para suas comunidades, mas para todos. Apesar de seu trabalho valioso e corajoso, eles continuam altamente vulneráveis ​​e sob crescente ataque em todo o mundo. Leia o relato do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Conheça Sérgio Vieira de Mello e sua trajetória no trabalho humanitário

Sérgio Vieira de Mello iniciou sua trajetória trabalhando com ajuda humanitária em 1969, quando tinha apenas 21 anos. Passou a maior parte de sua carreira participando de missões pelo ACNUR em Bangladesh, Sudão, Chipre, Moçambique e Camboja. Entre 1999 e 2002, Sérgio liderou a missão da ONU que acompanhou a transição do Timor Leste para a independência.

O compromisso do brasileiro com as causas humanitárias o levou ao cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos em 2002. Em 2003, enquanto atuava como representante oficial do Secretário-geral das Nações Unidas para o Iraque, buscando solucionar o violento conflito que assolava o país, Sérgio foi vítima de um ataque fatal à sede da ONU em Bagdá.

ACNUR realiza ações para mitigar o impacto da COVID-19 no refugiados. Foto: ACNUR

Coronavírus e refugiados: o que o ACNUR está fazendo no Brasil e no mundo

A Agência ONU para Refugiados (ACNUR), juntamente com outras agências das Nações Unidas e organizações parceiras, acompanha de perto a situação da pandemia da COVID-19 e trabalha diariamente para mitigar os possíveis impactos do coronavírus nos refugiados, pessoas forçadas a se deslocar e comunidades que as acolhem.

Mais de 80% da população global de refugiados e de deslocados internos estão em países de renda baixa ou média, cujos sistemas de saúde e saneamento básico estão sobrecarregados. A superlotação nos campos, assentamentos e abrigos onde vivem é algo comum e representa um desafio adicional no combate à COVID-19, uma vez que o distanciamento social é uma das formas mais eficazes de combater a propagação deste vírus.

O derretimento das geleiras é uma das grandes preocupações das mudanças climáticas, aumentando o nível dos oceanos e ameaçando provocar o desaparecimento de regiões litorâneas e pequenas ilhas. Foto: Wikicommons/NASA Goddard Space Flight Center (cc)

Relatório da ONU mostra aceleração dos impactos das mudanças climáticas

Um amplo relatório climático da ONU, divulgado nesta terça-feira (10), mostra que a mudança climática está tendo um efeito importante em todos os aspectos do meio ambiente, bem como na saúde e bem-estar da população global.

O relatório documenta sinais físicos das mudanças climáticas — como aumento do calor da terra e do oceano, aceleração da elevação do nível do mar e derretimento do gelo — e os efeitos indiretos em desenvolvimento socioeconômico, saúde humana, migração e deslocamento, segurança alimentar e nos ecossistemas terrestre e marítimo.

Jogadores entrarão em campo com meninas e estamparão na camisa logomarca da campanha. Foto: Felipe Oliveira/Clube Bahia

UNFPA e Esporte Clube Bahia lançam campanha #ZeroViolência contra Mulher

Na Semana da Mulher, o Esporte Clube Bahia e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) entrarão em campo. No jogo de sábado (7), pela Copa do Nordeste, as camisas tricolores lançarão a campanha #ZeroViolência contra Mulher, com a logomarca da organização.

O Fundo de População da ONU tem em seu mandato a meta de alcançar três zeros até 2030: zero violências ou práticas nocivas contra mulheres e meninas, zero mortes maternas evitáveis e zero necessidades insatisfeitas de contracepção (planejamento familiar). A união com o Bahia aproveita o Dia Internacional da Mulher, celebrado no domingo (8), para dar início a uma série de medidas conjuntas.

Projeto Além do Algodão, do WFP Brasil, contribui para a geração de renda dos agricultores familiares. Crédito: Julie Krabbe Clausen/Pexels.

Agências da ONU participam de workshop para impulsionar produção de algodão sustentável

Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) participaram do evento organizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) para impulsionar produção de algodão sustentável em países da América Latina e África.

Workshop aconteceu em Santiago, no Chile, e teve como foco negociações estratégicas e modelos de negócios para mercados têxteis, focando em mercados para projetos de Cooperação Sul-Sul trilateral da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) que envolvem o algodão, dentre eles o Projeto Além do Algodão, do WFP Brasil.

Foto: OIT Brasil

Trabalho decente na cadeia produtiva do algodão é tema de curso da OIT e do governo brasileiro em Moçambique

Compartilhar experiências e conhecimentos passíveis de serem adaptados à realidade de um país africano e de gerarem ainda mais conhecimento local e capacidade institucional em políticas públicas.

Esse foi o propósito de duas oficinas de capacitação para a promoção do trabalho decente na cadeia produtiva do algodão de Moçambique, realizadas em Maputo e em Nampula, nos dias 19 e 21 de fevereiro.

30 inspetores e inspetoras do trabalho malineses participaram do treinamento. Foto: OIT

Oficina no Mali visa promover o trabalho decente na cadeia produtiva do algodão

A inspeção do trabalho como estratégia para promover o trabalho decente e combater o trabalho infantil na cadeia produtiva do algodão no Mali foi tema de uma oficina técnica de capacitação, organizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo governo brasileiro na capital do país, Bamako.

Entre os dias 5 e 7 de fevereiro, 30 inspetores e inspetoras do trabalho malineses participaram do treinamento, que abordou técnicas de identificação de déficits no trabalho decente, temas como saúde e segurança e o monitoramento de trabalho infantil no país.

O projeto foi lançado em uma cerimônia com a presença de autoridades dos governos de Mali e do Brasil e de representantes da OIT. Foto: OIT

OIT, Brasil e Mali firmam acordo para promover trabalho decente na cadeia do algodão

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) assinou na segunda-feira (3) em Bamako um acordo de cooperação com o governo do Mali e do Brasil sob o Projeto Algodão com Trabalho Decente.

A iniciativa tem como alvo pequenos agricultores, e busca promover o trabalho decente na cadeia produtiva da fibra no país africano, por meio de sistematização, compartilhamento e adaptação de experiências brasileiras de combate ao trabalho infantil por meio da inspeção do trabalho.

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, e a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (SEPRT), do Ministério da Economia, representaram o governo brasileiro.

Desde 2009, OIT desenvolve "Projeto Algodão com Trabalho Decente - Cooperação Sul-Sul para a Promoção do Trabalho Decente nos Países Produtores de Algodão da África e da América Latina" com ABC e Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Foto: OIT

Brasil e OIT levam projeto de trabalho decente no cultivo do algodão a Mali e Moçambique

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), o governo brasileiro e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) lançarão o Projeto Algodão com Trabalho Decente no Mali e em Moçambique.

Entre as atividades a serem realizadas durante a missão aos dois países africanos estão reuniões técnicas, oficinas de capacitação para inspetores do trabalho e troca de conhecimento e de experiências na promoção do trabalho decente e no combate ao trabalho infantil na cadeia produtiva do algodão.

Equipes do Centro de Excelência contra a Fome visitam centro de pesquisa na Tanzânia. Foto: WFP

Com apoio do Brasil, Tanzânia impulsiona pequenos agricultores algodoeiros

O projeto “Além do Algodão” apoia pequenos agricultores e suas famílias, bem como instituições públicas em Benin, Moçambique, Quênia e Tanzânia, em uma iniciativa conjunta do governo brasileiro, representado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE), e do Programa Mundial de Alimentos (WFP) das Nações Unidas.

A ação conecta subprodutos de algodão, como óleo e farelo de algodão, e culturas consorciadas, como milho, sorgo e feijão, a mercados estáveis, incluindo programas de alimentação escolar. O objetivo é contribui para a geração de renda dos agricultores familiares e aumentar a segurança alimentar e nutricional nas áreas rurais.

As borboletas são polinizadoras e, portanto, muito importantes para os ecossistemas. Foto do Programa UN-REDD

De borboleta em borboleta: conservando a floresta e gerando renda no Quênia

A criação de borboletas foi introduzida na floresta queniana de Arabuko Sokoke em 1993 como um projeto da comunidade local para gerar renda, a fim de melhorar a conservação dos recursos florestais ameaçados pela exploração excessiva. Hoje, o projeto Kipepeo tem uma receita anual de cerca de 100 mil dólares.

“Ajudar a fornecer meios de subsistência alternativos para as comunidades que vivem perto das florestas pode não apenas reduzir a pobreza, mas também ajudar a conservá-las e a combater as mudanças climáticas”, diz Judith Walcott, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Leia a reportagem.

Mãe e bebê em um centro de acomodação na Beira, em Moçambique, onde sua filha de 2 anos recebe tratamento para malária. Foto: UNICEF/James Oatway

Apenas 1 em cada 5 países tem estratégia de saúde para enfrentar mudanças climáticas

Proteger a saúde das pessoas dos perigos das mudanças climáticas, como estresse por calor, tempestades e tsunamis, nunca foi tão importante, mas a maioria dos países está fazendo muito pouco a esse respeito, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na terça-feira (3).

Dos países que realizaram uma análise das ameaças climáticas para a saúde da população, os riscos mais comuns foram: estresse por calor e ferimentos ou morte por eventos climáticos extremos.

Também foram apresentados problemas de segurança alimentar e hídrica, além de doenças transmitidas por vetores, como cólera, dengue ou malária.

Eventos climáticos extremos atingem o mar Adriático em Ražanac, na Croácia. Foto: OMM/Aleksandar Gospić

Década atual deve ser a mais quente já registrada, diz agência meteorológica da ONU

Impulsionado pelas emissões de gases de efeito estufa, o aquecimento global excepcional significa que esta década provavelmente será a mais quente já registrada, de acordo com a Organização Mundial de Meteorologia (OMM), que divulgou dados provisórios sobre o clima global na terça-feira (3).

A agência também descobriu que 2019 caminha para se tornar o segundo ou terceiro ano mais quente da história, com a temperatura média global de janeiro a outubro cerca de 1,1 grau Celsius acima da era pré-industrial.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, em discurso no Fórum da Paz de Paris - Foto: Christelle Alix/UNESCO

Guterres: multilateralismo deve resistir aos desafios de hoje e do futuro

Em discurso no Fórum da Paz de Paris, na segunda-feira (11), o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o multilateralismo deve se adaptar para responder aos desafios de hoje e de amanhã, lembrando que “os conflitos persistem, criando sofrimento e deslocamento”. Sua fala aconteceu enquanto celebrações do fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, aconteciam em diversos países.

Para ele, o multilateralismo deve estar em rede e próximo às pessoas, trabalhando de mãos dadas com organizações regionais, mas também com instituições financeiras internacionais, bancos de desenvolvimento e agências especializadas. Também deve ser inclusivo com a plena participação da sociedade civil, incluindo jovens, empresas, círculos acadêmicos e filantrópicos, e combater a desigualdade de gênero, com uma estratégia para alcançar a paridade bem antes de 2030.

XI Seminário Internacional do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras, em Manaus, contou com a participação do Fundo de População das Nações Unidas - Foto: divulgação

Fundo de População da ONU participa de seminário internacional de universidades

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou, na última semana, do XI Seminário Internacional do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras, em Manaus, para explicar o papel da agência na assistência humanitária e no apoio a migrantes e refugiados. Com foco na internacionalização universitária, o Grupo Coimbra reúne 88 instituições.

Realizado em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o evento contou com a presença de representantes universitários de 28 países, entre eles Colômbia, Costa Rica, Equador, Argentina, Cuba, Estados Unidos, Itália, Japão, Angola, Moçambique, Nicarágua e Suíça.

A crescente crise alimentar, que afeta tanto as comunidades urbanas quanto as rurais, se vê agravada pelo aumento dos preços dos alimentos; pelas perdas em larga escala na pecuária; e ao aumento do desemprego. Foto: FAO | Telcinia dos Santos.

Agências de alimentação da ONU pedem mais apoio para vítimas da fome na África Austral

Segundo agências de alimentação das Nações Unidas, até 45 milhões de pessoas em 16 países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) sofrerão grave insegurança alimentar nos próximos seis meses.

A crescente crise alimentar, que afeta tanto as comunidades urbanas quanto as rurais, se vê agravada pelo aumento dos preços dos alimentos; pelas perdas em larga escala na pecuária; e ao aumento do desemprego.

“As chuvas tardias, largos período de seca, ciclones de grande magnitude e os problemas econômicos têm demonstrado ser uma combinação desastrosa para a segurança alimentar e os meios de subsistência em toda a África Austral”, afirmou Alain Onibon, coordenador sub-regional da FAO para a África Austral.

Reunião entre UNFPA, FIOCRUZ e instituições de saúde de países africanos. Foto: FIOCRUZ/Peter Ilicciev

FIOCRUZ e UNFPA reúnem-se para definir prioridades de parceria em direitos da mulher

Representantes da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e de ministérios e institutos de saúde de países africanos reuniram-se na semana passada na sede da fundação, no Rio de Janeiro (RJ), para definir prioridades de temas e estratégias para os próximos cinco anos da parceria.

Na primeira oficina, realizada em agosto, já havia sido definida como prioridade da parceria a redução das mortes maternas evitáveis a zero até 2030 nos países participantes.

Para isso, a estratégia pretende criar um Centro de Referência em Saúde Materna. O propósito é fazer análises e aumentar a capacidade dos países, através da troca de experiências proporcionada pela cooperação triangular entre FIOCRUZ, países de América Latina e Caribe e africanos e UNFPA.

Lançamento do Dia Mundial do Algodão aconteceu na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra, na Suíça. Foto: OIT

OIT defende trabalho decente no lançamento do Dia Mundial do Algodão em Genebra

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) participou na segunda-feira (7) na sede da Organização Internacional do Comércio (OMC), em Genebra, do lançamento do Dia Mundial do Algodão.

A OIT desenvolve com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) projeto que visa promover o trabalho decente na cadeia produtiva do algodão. A iniciativa está em andamento em cinco países produtores da fibra: Paraguai, Peru, Mali, Moçambique e Tanzânia.

“A OIT acredita que o primeiro dia mundial do algodão foi uma oportunidade incrível para discutir a sustentabilidade da produção desta commodity que afeta a vida de milhares de famílias em todo o mundo”, disse Fernanda Barreto, coordenadora do Programa de Cooperação Sul-Sul do escritório da OIT no Brasil.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, visita Vanuatu em última parada de missão ao Pacífico para ver os efeitos da mudança climática. Foto: ONU/Mark Garten

ARTIGO: O combate às alterações climáticas — um movimento que não para

Em artigo de opinião publicado nesta quinta-feira (3), o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma que Nações Unidas, empresas e pessoas de todo o mundo estão fazendo mais para combater a mudança climática, mas ele avisa que o que está sendo feito não é suficiente.

“O nosso planeta precisa de ação a uma escala verdadeiramente global. No entanto, tal não pode ser alcançado da noite para o dia e não pode acontecer sem o envolvimento total daqueles que mais contribuíram para esta crise”, disse Guterres. Leia o artigo completo.

Plantação de algodão no Brasil. Foto: Assegov/Lia Mara

Cooperação entre Brasil, Peru e Paraguai visa promover trabalho decente na cadeia do algodão

Organização Internacional do Trabalho (OIT) e parceiros promoveram no fim de setembro em Belo Horizonte (MG) oficinas de capacitação de inspetoras e inspetores do trabalho de Paraguai e Peru como forma de impulsionar o trabalho decente na cadeia de valor do algodão.

Organizada em conjunto com a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho do Brasil e a Superintendência Regional do Trabalho (SRTE) de Minas Gerais, o treinamento buscou fortalecer as capacidades técnicas dos funcionários dos ministérios peruano e paraguaio, para que possam realizar inspeções mais eficientes.

Impacto das mudanças climáticas é ainda maior entre grupos mais vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Como a mudança climática afeta as pessoas vivendo com HIV

Em meio à Cúpula de Ação Climática das Nações Unidas, que ocorre em Nova Iorque, fica evidente que a mudança climática afeta todos os países e continentes. Mas, frequentemente, o impacto é maior em regiões já afetadas por outros desafios e que têm grande número de grupos vulneráveis, incluindo pessoas vivendo com HIV.

Quando o ciclone Idai atingiu em março a cidade de Beira, em Moçambique, chuvas e ventos fortes causaram inundações repentinas, centenas de mortes e danos generalizados a residências e infraestruturas.

Teria sido um golpe devastador em qualquer lugar, mas foi ainda maior na província de Sofala, onde cerca de um em cada seis adultos vive com HIV. Quando as águas subiram, muitas pessoas tiveram seus medicamentos levados pela enchente. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

O secretário-geral da ONU visita o assentamento de Mandruzi, em Moçambique. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Ação coletiva é única maneira de enfrentar desafios globais, diz Guterres

Os desafios globais de nosso tempo demandam soluções globais, e devemos demonstrar continuamente os méritos da cooperação multilateral, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta segunda-feira (23), ao lançar o relatório anual de 2019 das Nações Unidas.

O relatório de 120 páginas documenta o progresso da Organização no ano passado no que se refere a desenvolvimento sustentável, paz e segurança; desenvolvimento da África, direitos humanos, assistência humanitária, direito internacional, desarmamento e prevenção ao crime, juntamente à luta contra o terrorismo.

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: TASS/UN DPI

Secretário-geral da ONU enfatiza importância dos países lusófonos para a diplomacia global

As nações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) têm importante papel para a diplomacia global e como parceiras das Nações Unidas, disse o secretário-geral da ONU nesta quarta-feira (18), durante coletiva de imprensa para marcar abertura da 74ª sessão da Assembleia Geral, em Nova Iorque.

“A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, como a Commonwealth e a francofonia, tem um papel muito importante no quadro das Relações Internacionais, são parceiros das Nações Unidas”, disse Guterres.

Bandeiras dos países-membros da CPLP na sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU News/Alexandre Soares

Assembleia Geral aprova resolução sobre cooperação com Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira (12), por aclamação, uma resolução sobre cooperação com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Na resolução, os Estados-membros reconhecem a relevância da língua portuguesa nas relações internacionais, dizendo que esta “unifica mais de 278 milhões de pessoas em nove países e quatro continentes”.

O documento destaca o compromisso da CPLP em resolver questões universais como segurança alimentar, promoção e proteção dos direitos humanos e igualdade de gênero.