Projeto Além do Algodão, do WFP Brasil, contribui para a geração de renda dos agricultores familiares. Crédito: Julie Krabbe Clausen/Pexels.

Agências da ONU participam de workshop para impulsionar produção de algodão sustentável

Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) participaram do evento organizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) para impulsionar produção de algodão sustentável em países da América Latina e África.

Workshop aconteceu em Santiago, no Chile, e teve como foco negociações estratégicas e modelos de negócios para mercados têxteis, focando em mercados para projetos de Cooperação Sul-Sul trilateral da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) que envolvem o algodão, dentre eles o Projeto Além do Algodão, do WFP Brasil.

Foto: OIT Brasil

Trabalho decente na cadeia produtiva do algodão é tema de curso da OIT e do governo brasileiro em Moçambique

Compartilhar experiências e conhecimentos passíveis de serem adaptados à realidade de um país africano e de gerarem ainda mais conhecimento local e capacidade institucional em políticas públicas.

Esse foi o propósito de duas oficinas de capacitação para a promoção do trabalho decente na cadeia produtiva do algodão de Moçambique, realizadas em Maputo e em Nampula, nos dias 19 e 21 de fevereiro.

30 inspetores e inspetoras do trabalho malineses participaram do treinamento. Foto: OIT

Oficina no Mali visa promover o trabalho decente na cadeia produtiva do algodão

A inspeção do trabalho como estratégia para promover o trabalho decente e combater o trabalho infantil na cadeia produtiva do algodão no Mali foi tema de uma oficina técnica de capacitação, organizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo governo brasileiro na capital do país, Bamako.

Entre os dias 5 e 7 de fevereiro, 30 inspetores e inspetoras do trabalho malineses participaram do treinamento, que abordou técnicas de identificação de déficits no trabalho decente, temas como saúde e segurança e o monitoramento de trabalho infantil no país.

O projeto foi lançado em uma cerimônia com a presença de autoridades dos governos de Mali e do Brasil e de representantes da OIT. Foto: OIT

OIT, Brasil e Mali firmam acordo para promover trabalho decente na cadeia do algodão

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) assinou na segunda-feira (3) em Bamako um acordo de cooperação com o governo do Mali e do Brasil sob o Projeto Algodão com Trabalho Decente.

A iniciativa tem como alvo pequenos agricultores, e busca promover o trabalho decente na cadeia produtiva da fibra no país africano, por meio de sistematização, compartilhamento e adaptação de experiências brasileiras de combate ao trabalho infantil por meio da inspeção do trabalho.

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, e a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (SEPRT), do Ministério da Economia, representaram o governo brasileiro.

Desde 2009, OIT desenvolve "Projeto Algodão com Trabalho Decente - Cooperação Sul-Sul para a Promoção do Trabalho Decente nos Países Produtores de Algodão da África e da América Latina" com ABC e Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Foto: OIT

Brasil e OIT levam projeto de trabalho decente no cultivo do algodão a Mali e Moçambique

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), o governo brasileiro e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) lançarão o Projeto Algodão com Trabalho Decente no Mali e em Moçambique.

Entre as atividades a serem realizadas durante a missão aos dois países africanos estão reuniões técnicas, oficinas de capacitação para inspetores do trabalho e troca de conhecimento e de experiências na promoção do trabalho decente e no combate ao trabalho infantil na cadeia produtiva do algodão.

Equipes do Centro de Excelência contra a Fome visitam centro de pesquisa na Tanzânia. Foto: WFP

Com apoio do Brasil, Tanzânia impulsiona pequenos agricultores algodoeiros

O projeto “Além do Algodão” apoia pequenos agricultores e suas famílias, bem como instituições públicas em Benin, Moçambique, Quênia e Tanzânia, em uma iniciativa conjunta do governo brasileiro, representado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE), e do Programa Mundial de Alimentos (WFP) das Nações Unidas.

A ação conecta subprodutos de algodão, como óleo e farelo de algodão, e culturas consorciadas, como milho, sorgo e feijão, a mercados estáveis, incluindo programas de alimentação escolar. O objetivo é contribui para a geração de renda dos agricultores familiares e aumentar a segurança alimentar e nutricional nas áreas rurais.

As borboletas são polinizadoras e, portanto, muito importantes para os ecossistemas. Foto do Programa UN-REDD

De borboleta em borboleta: conservando a floresta e gerando renda no Quênia

A criação de borboletas foi introduzida na floresta queniana de Arabuko Sokoke em 1993 como um projeto da comunidade local para gerar renda, a fim de melhorar a conservação dos recursos florestais ameaçados pela exploração excessiva. Hoje, o projeto Kipepeo tem uma receita anual de cerca de 100 mil dólares.

“Ajudar a fornecer meios de subsistência alternativos para as comunidades que vivem perto das florestas pode não apenas reduzir a pobreza, mas também ajudar a conservá-las e a combater as mudanças climáticas”, diz Judith Walcott, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Leia a reportagem.

Mãe e bebê em um centro de acomodação na Beira, em Moçambique, onde sua filha de 2 anos recebe tratamento para malária. Foto: UNICEF/James Oatway

Apenas 1 em cada 5 países tem estratégia de saúde para enfrentar mudanças climáticas

Proteger a saúde das pessoas dos perigos das mudanças climáticas, como estresse por calor, tempestades e tsunamis, nunca foi tão importante, mas a maioria dos países está fazendo muito pouco a esse respeito, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na terça-feira (3).

Dos países que realizaram uma análise das ameaças climáticas para a saúde da população, os riscos mais comuns foram: estresse por calor e ferimentos ou morte por eventos climáticos extremos.

Também foram apresentados problemas de segurança alimentar e hídrica, além de doenças transmitidas por vetores, como cólera, dengue ou malária.

Eventos climáticos extremos atingem o mar Adriático em Ražanac, na Croácia. Foto: OMM/Aleksandar Gospić

Década atual deve ser a mais quente já registrada, diz agência meteorológica da ONU

Impulsionado pelas emissões de gases de efeito estufa, o aquecimento global excepcional significa que esta década provavelmente será a mais quente já registrada, de acordo com a Organização Mundial de Meteorologia (OMM), que divulgou dados provisórios sobre o clima global na terça-feira (3).

A agência também descobriu que 2019 caminha para se tornar o segundo ou terceiro ano mais quente da história, com a temperatura média global de janeiro a outubro cerca de 1,1 grau Celsius acima da era pré-industrial.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, em discurso no Fórum da Paz de Paris - Foto: Christelle Alix/UNESCO

Guterres: multilateralismo deve resistir aos desafios de hoje e do futuro

Em discurso no Fórum da Paz de Paris, na segunda-feira (11), o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o multilateralismo deve se adaptar para responder aos desafios de hoje e de amanhã, lembrando que “os conflitos persistem, criando sofrimento e deslocamento”. Sua fala aconteceu enquanto celebrações do fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, aconteciam em diversos países.

Para ele, o multilateralismo deve estar em rede e próximo às pessoas, trabalhando de mãos dadas com organizações regionais, mas também com instituições financeiras internacionais, bancos de desenvolvimento e agências especializadas. Também deve ser inclusivo com a plena participação da sociedade civil, incluindo jovens, empresas, círculos acadêmicos e filantrópicos, e combater a desigualdade de gênero, com uma estratégia para alcançar a paridade bem antes de 2030.

XI Seminário Internacional do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras, em Manaus, contou com a participação do Fundo de População das Nações Unidas - Foto: divulgação

Fundo de População da ONU participa de seminário internacional de universidades

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou, na última semana, do XI Seminário Internacional do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras, em Manaus, para explicar o papel da agência na assistência humanitária e no apoio a migrantes e refugiados. Com foco na internacionalização universitária, o Grupo Coimbra reúne 88 instituições.

Realizado em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o evento contou com a presença de representantes universitários de 28 países, entre eles Colômbia, Costa Rica, Equador, Argentina, Cuba, Estados Unidos, Itália, Japão, Angola, Moçambique, Nicarágua e Suíça.

A crescente crise alimentar, que afeta tanto as comunidades urbanas quanto as rurais, se vê agravada pelo aumento dos preços dos alimentos; pelas perdas em larga escala na pecuária; e ao aumento do desemprego. Foto: FAO | Telcinia dos Santos.

Agências de alimentação da ONU pedem mais apoio para vítimas da fome na África Austral

Segundo agências de alimentação das Nações Unidas, até 45 milhões de pessoas em 16 países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) sofrerão grave insegurança alimentar nos próximos seis meses.

A crescente crise alimentar, que afeta tanto as comunidades urbanas quanto as rurais, se vê agravada pelo aumento dos preços dos alimentos; pelas perdas em larga escala na pecuária; e ao aumento do desemprego.

“As chuvas tardias, largos período de seca, ciclones de grande magnitude e os problemas econômicos têm demonstrado ser uma combinação desastrosa para a segurança alimentar e os meios de subsistência em toda a África Austral”, afirmou Alain Onibon, coordenador sub-regional da FAO para a África Austral.

Reunião entre UNFPA, FIOCRUZ e instituições de saúde de países africanos. Foto: FIOCRUZ/Peter Ilicciev

FIOCRUZ e UNFPA reúnem-se para definir prioridades de parceria em direitos da mulher

Representantes da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e de ministérios e institutos de saúde de países africanos reuniram-se na semana passada na sede da fundação, no Rio de Janeiro (RJ), para definir prioridades de temas e estratégias para os próximos cinco anos da parceria.

Na primeira oficina, realizada em agosto, já havia sido definida como prioridade da parceria a redução das mortes maternas evitáveis a zero até 2030 nos países participantes.

Para isso, a estratégia pretende criar um Centro de Referência em Saúde Materna. O propósito é fazer análises e aumentar a capacidade dos países, através da troca de experiências proporcionada pela cooperação triangular entre FIOCRUZ, países de América Latina e Caribe e africanos e UNFPA.

Lançamento do Dia Mundial do Algodão aconteceu na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra, na Suíça. Foto: OIT

OIT defende trabalho decente no lançamento do Dia Mundial do Algodão em Genebra

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) participou na segunda-feira (7) na sede da Organização Internacional do Comércio (OMC), em Genebra, do lançamento do Dia Mundial do Algodão.

A OIT desenvolve com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) projeto que visa promover o trabalho decente na cadeia produtiva do algodão. A iniciativa está em andamento em cinco países produtores da fibra: Paraguai, Peru, Mali, Moçambique e Tanzânia.

“A OIT acredita que o primeiro dia mundial do algodão foi uma oportunidade incrível para discutir a sustentabilidade da produção desta commodity que afeta a vida de milhares de famílias em todo o mundo”, disse Fernanda Barreto, coordenadora do Programa de Cooperação Sul-Sul do escritório da OIT no Brasil.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, visita Vanuatu em última parada de missão ao Pacífico para ver os efeitos da mudança climática. Foto: ONU/Mark Garten

ARTIGO: O combate às alterações climáticas — um movimento que não para

Em artigo de opinião publicado nesta quinta-feira (3), o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma que Nações Unidas, empresas e pessoas de todo o mundo estão fazendo mais para combater a mudança climática, mas ele avisa que o que está sendo feito não é suficiente.

“O nosso planeta precisa de ação a uma escala verdadeiramente global. No entanto, tal não pode ser alcançado da noite para o dia e não pode acontecer sem o envolvimento total daqueles que mais contribuíram para esta crise”, disse Guterres. Leia o artigo completo.

Plantação de algodão no Brasil. Foto: Assegov/Lia Mara

Cooperação entre Brasil, Peru e Paraguai visa promover trabalho decente na cadeia do algodão

Organização Internacional do Trabalho (OIT) e parceiros promoveram no fim de setembro em Belo Horizonte (MG) oficinas de capacitação de inspetoras e inspetores do trabalho de Paraguai e Peru como forma de impulsionar o trabalho decente na cadeia de valor do algodão.

Organizada em conjunto com a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho do Brasil e a Superintendência Regional do Trabalho (SRTE) de Minas Gerais, o treinamento buscou fortalecer as capacidades técnicas dos funcionários dos ministérios peruano e paraguaio, para que possam realizar inspeções mais eficientes.

Impacto das mudanças climáticas é ainda maior entre grupos mais vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Como a mudança climática afeta as pessoas vivendo com HIV

Em meio à Cúpula de Ação Climática das Nações Unidas, que ocorre em Nova Iorque, fica evidente que a mudança climática afeta todos os países e continentes. Mas, frequentemente, o impacto é maior em regiões já afetadas por outros desafios e que têm grande número de grupos vulneráveis, incluindo pessoas vivendo com HIV.

Quando o ciclone Idai atingiu em março a cidade de Beira, em Moçambique, chuvas e ventos fortes causaram inundações repentinas, centenas de mortes e danos generalizados a residências e infraestruturas.

Teria sido um golpe devastador em qualquer lugar, mas foi ainda maior na província de Sofala, onde cerca de um em cada seis adultos vive com HIV. Quando as águas subiram, muitas pessoas tiveram seus medicamentos levados pela enchente. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

O secretário-geral da ONU visita o assentamento de Mandruzi, em Moçambique. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Ação coletiva é única maneira de enfrentar desafios globais, diz Guterres

Os desafios globais de nosso tempo demandam soluções globais, e devemos demonstrar continuamente os méritos da cooperação multilateral, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta segunda-feira (23), ao lançar o relatório anual de 2019 das Nações Unidas.

O relatório de 120 páginas documenta o progresso da Organização no ano passado no que se refere a desenvolvimento sustentável, paz e segurança; desenvolvimento da África, direitos humanos, assistência humanitária, direito internacional, desarmamento e prevenção ao crime, juntamente à luta contra o terrorismo.

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: TASS/UN DPI

Secretário-geral da ONU enfatiza importância dos países lusófonos para a diplomacia global

As nações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) têm importante papel para a diplomacia global e como parceiras das Nações Unidas, disse o secretário-geral da ONU nesta quarta-feira (18), durante coletiva de imprensa para marcar abertura da 74ª sessão da Assembleia Geral, em Nova Iorque.

“A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, como a Commonwealth e a francofonia, tem um papel muito importante no quadro das Relações Internacionais, são parceiros das Nações Unidas”, disse Guterres.

Bandeiras dos países-membros da CPLP na sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU News/Alexandre Soares

Assembleia Geral aprova resolução sobre cooperação com Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira (12), por aclamação, uma resolução sobre cooperação com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Na resolução, os Estados-membros reconhecem a relevância da língua portuguesa nas relações internacionais, dizendo que esta “unifica mais de 278 milhões de pessoas em nove países e quatro continentes”.

O documento destaca o compromisso da CPLP em resolver questões universais como segurança alimentar, promoção e proteção dos direitos humanos e igualdade de gênero.

Em uma área de pouco mais de dois hectares, o casal de pequenos agricultores Marco Vitorino e Rosilda Vitorino produzem no roçado culturas como gergelim, milho, feijão, fava, frutas diversas e algodão. Foto: OIT

Pequenos agricultores da Paraíba apresentam cultivo sustentável do algodão

Em uma área de pouco mais de dois hectares, o casal de pequenos agricultores Marco Vitorino e Rosilda Vitorino produzem no roçado culturas como gergelim, milho, feijão, fava, frutas diversas e algodão.

Os agricultores foram anfitriões da visita técnica ao município paraibano de Alagoa Grande, a última etapa da viagem ao estado realizada por cerca de 30 representantes de países da América Latina e da África.

Tais nações são parceiras dos projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com governo brasileiro — por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores —, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O objetivo do projeto é promover o trabalho decente na cadeia produtiva do algodão. Foto: Secom MT/Mayke Toscano

Paraíba compartilha boas práticas de cultivo do algodão com Colômbia, Mali e Moçambique

Localizada no município paraibano de Esperança, a comunidade de Capeba reúne cerca de 300 famílias que, por meio do associativismo, se organizam para criar meios de subsistência frente ao desafiador sertão da Paraíba. São produtoras de várias culturas, entre elas o algodão, principal gerador de renda da região.

No início de setembro (4), Capeba foi cenário de troca de conhecimentos e experiências sobre associativismo e produção de algodão entre pequenos produtores familiares e um grupo de representantes de Colômbia, Mali e Moçambique.

Esses países são parceiros dos projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com governo brasileiro — por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores —, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Anísio, de 10 anos, nasceu com HIV e está tendo problemas com o tratamento devido à desnutrição. Foto: ONU News/Reprodução

Moçambique: metade das pessoas vivendo com HIV interrompeu tratamento após ciclones

Na noite de 28 de abril, o ciclone Kenneth entrou pela costa da província de Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique, e destruiu a casa de Luísa Maio. Luísa, de 36 anos, vive em uma casa de palha e barro com o marido e o filho mais novo. A família, que já tinha dificuldades para se alimentar, teve a situação agravada depois que a tempestade arrasou os campos onde cultivava legumes.

A moçambicana e três de seus quatro filhos vivem com HIV. Preocupada em reconstruir a casa e encontrar o que comer, a família interrompeu o tratamento com medicamentos antirretrovirais.

O mesmo ocorreu com outros moçambicanos vivendo com HIV em locais atingidos pelos ciclones Kenneth e Idai. Segundo uma análise do Ministério da Saúde do país, apoiada pelas Nações Unidas, houve uma queda de 50% no número de consultas de acompanhamento para o vírus. O número de pessoas em tratamento também caiu para cerca de metade. O relato é da ONU News.

Delegações conheceram o Projeto Algodão da Paraíba e outras iniciativas de desenvolvimento do setor algodoeiro de pequena escala. Na foto, produtor de algodão da Paraíba. Foto: Governo da Paraíba

Delegações de Colômbia, Mali e Moçambique conhecem algodão sustentável da Paraíba

Delegações de países de América Latina e África, parceiros dos projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com Brasil, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), realizaram esta semana visitas técnicas à Paraíba com o objetivo de conhecer a cadeia de produção do algodão envolvendo pequenos produtores, associativismo e inovações tecnológicas.

Um dos objetivos da visita foi proporcionar aos produtores de Colômbia, Mali e Moçambique um maior conhecimento prático sobre organização, associativismo e inovação nas áreas de pesquisa, produção, extensão rural e agricultura familiar brasileira.

Projeto de Cooperação Sul-Sul promove o trabalho decente em países produtores de algodão na África e na América Latina, como parte do Programa de Parceria Brasil/OIT para a Promoção da Cooperação Sul-Sul. Foto: Flickr/Kimberly Vardeman

Brasil troca experiências sobre cadeia do algodão com países latino-americanos e africanos

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC) — do Ministério das Relações Exteriores —, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) organizaram na sexta-feira (30) uma visita técnica à sede EMBRAPA Arroz e Feijão, em Goiás, para delegações de países da América Latina e da África, que participam de projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com governo brasileiro, OIT e FAO.

O encontro teve a finalidade de aproximar produtores, cientistas, pesquisadores e agrônomos da cadeia produtiva do algodão de Brasil, Colômbia, Mali e Moçambique. Técnicos da EMBRAPA apresentaram os principais desafios do Brasil em produção de algodão, sistemas de produção, tecnologias e controle de doenças e pragas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala com jornalistas durante conferência realizada em Yokohama, Japão. Foto: ONU Japão/Ichiro Mae

No Japão, Guterres cita incêndios na Amazônia e desastres agravados por mudanças climáticas

O secretário-geral da ONU, António Guterres, citou nesta quinta-feira (29) os incêndios florestais na Amazônia e os desastres agravados pelas mudanças do clima durante sua participação na 7ª Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento da África (TICAD).

Em declarações a jornalistas, Guterres destacou que a situação da Amazônia é séria, por estar ocorrendo em uma área “que é um recurso essencial para todos”. “Todos esses incêndios são extremamente perigosos e é necessário fazer de tudo para detê-los e ter uma política muito sólida de reflorestamento”.

“Acredito que a comunidade internacional precisa se mobilizar fortemente para apoiar os países amazônicos, a fim de fazer essas duas coisas: parar o incêndio o mais rápido possível com todos os meios possíveis e, em seguida, ter uma política de reflorestamento consistente.”

ONU marca Dia da Visibilidade Lésbica celebrando diversidade de identidades

No Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, a campanha da ONU Livres & Iguais lança vídeo e uma série de cards celebrando as diversas identidades das mulheres lésbicas. Explorando o tema “Sem medo de ser feliz”, a campanha das Nações Unidas entrevistou várias mulheres para entender o que significa ser lésbica hoje.

Em celebração realizada nesta quinta-feira (29) na Casa da ONU, em Brasília (DF), representantes de governos, sociedade civil, ativistas e comunidade diplomática participam de uma conversa sobre gênero, raça, etnia, classe, idade, religião e deficiência, entre outros elementos que moldam as experiências de vida e afetam de modo distinto a garantia dos direitos humanos e tratamento justo dessa população.

O algodão é produzido por cerca de 150 países e é um dos 20 produtos mais exportados do mundo. Foto: Secom-MT/Mayke Toscano

OIT e parceiros apresentam resultados de cooperação técnica no setor algodoeiro

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) participam até quinta-feira (29) do 12º Congresso Brasileiro do Algodão em Goiânia (GO), onde apresentam resultados da cooperação técnica do Brasil com outros países de África e América Latina nesse setor.

“O algodão é um dos principais produtos agrícolas do mundo, responsável pela geração de emprego e de renda, especialmente em países em desenvolvimento. O setor ocupa posição estratégica na política de desenvolvimento econômico e social nos programas nacionais de redução da pobreza de diversos países parceiros do Brasil na África e na América Latina”, disse o embaixador Ruy Carlos Pereira, diretor da ABC.

Os projetos de cooperação são desenvolvidos em parceria com 13 instituições públicas brasileiras, contam com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e são executados com agências especializadas das Nações Unidas, como OIT, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Centro de Excelência Contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

UNAIDS convoca países a acabar com epidemia de AIDS entre crianças e adolescentes

Um novo relatório lançado no fim de julho (22), na 10ª Conferência Internacional de AIDS sobre Ciência do HIV, na Cidade do México, mostrou que o mundo está ficando para trás em seu compromisso de acabar com a epidemia de AIDS entre crianças e adolescentes.

Globalmente, cerca de 160 mil crianças com idade entre zero e 14 anos foram infectadas com o HIV em 2018. Essa é uma redução importante frente a 240 mil novas infecções em 2010. No entanto, a meta definida para 2018 era de 40 mil novas infecções.

“O fracasso em alcançar as metas de 2018 para reduzir novas infecções pelo HIV entre crianças e adolescentes e ampliar o acesso a tratamentos capazes de salvar vidas é decepcionante e frustrante”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Precisamos agir rapidamente para reverter essa situação e honrar o compromisso de acabar com a epidemia de AIDS para a próxima geração”.

O Além do Algodão é uma iniciativa conjunta entre a Agência Brasileira de Cooperação, o Instituto Brasileiro do Algodão e o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos. Representantes do projeto visitaram comunidades em Moçambique. Foto: PMA

Representantes do projeto Além do Algodão visitam agricultores de Moçambique

Representantes do Além do Algodão, projeto do Centro de Excelência contra a Fome da ONU e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) para fortalecer a cadeia do algodão em quatro países africanos, iniciaram na semana passada (15) visitas a escolas e agricultores familiares das províncias de Tete e Manica, em Moçambique.

O projeto visa apresentar novos canais de comercialização institucionais e privados aos agricultores familiares, incentivando a diversificação de cultivos e garantindo, além do consumo de subsistência, a venda dos excedentes nos próprios territórios.

Países africanos têm buscado cooperação técnica com IBGE. Foto: EBC

Representante do UNFPA apresenta em Nova Iorque experiência do Brasil em Cooperação Sul-Sul

O representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Jaime Nadal, apresentou durante evento na sede da ONU, em Nova Iorque, os avanços alcançados pelo país por meio da Cooperação Sul-Sul e os benefícios deste tipo de modelo durante apresentação voltada para especialistas da agência das Nações Unidas em todo o mundo.

A Cooperação Sul-Sul é um modelo de cooperação em que dois ou mais países em desenvolvimento atuam em conjunto, por meio do intercâmbio de conhecimentos e habilidades, para atingir determinados objetivos. No Brasil, os projetos são viabilizados por meio do diálogo constante e da parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

Como exemplos, o representante do UNFPA citou o projeto que visa buscar a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres em países africanos, uma cooperação entre Brasil e Moçambique, com a participação do UNFPA; e o projeto do Censo Eletrônico, que leva o pioneirismo da tecnologia do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) no levantamento e registro de dados populacionais a países da África.

Em Moçambique, o secretário-geral da ONU, António Guterres, ouve relatos de famílias no campo de Mandruzi, a 40 km de Beira, um reassentamento que abriga 375 pessoas. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Moçambique: Guterres promete apoio contínuo da ONU em visita a áreas atingidas por ciclones

Crianças aprendendo em salas de aula sem teto; mulheres cultivando a terra sem ferramentas — esses são alguns exemplos dos desafios enfrentados por moçambicanos que sobreviveram aos ciclones que destruíram seus meios de subsistência. Em seu último dia de visita, na sexta-feira (12), o chefe da ONU, António Guterres, testemunhou em primeira mão a força interior e a resiliência da população vivendo em um país devastado.

Guterres esteve em Moçambique para fazer um balanço dos esforços de recuperação em áreas afetadas pelos devastadores ciclones Idai e Kenneth, ocorridos em março e abril deste ano.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, recebe flores na chegada a Maputo, Moçambique, em 11 de julho de 2019. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Em visita a Moçambique, Guterres pede apoio rápido à reconstrução após ciclones

Ao chegar a Moçambique para expressar solidariedade e presenciar os danos causados por dois ciclones no início deste ano, o chefe da ONU, António Guterres, disse nesta quinta-feira (11) que o povo moçambicano é vítima de um desastre conectado às mudanças climáticas e a um mundo em aquecimento.

Falando em português, o chefe da ONU observou que “Moçambique quase não contribui para o aquecimento global, mas está na vanguarda das vítimas deste aquecimento global”.

“Isso dá o direito de exigir forte solidariedade e forte apoio da comunidade internacional, tanto na resposta aos traumas criados pelas tempestades que assolaram o país quanto na preparação para a reconstrução e para situações futuras”, acrescentou.

O Conselho de Direitos Humanos avaliou pela primeira vez a questão do HIV e dos direitos humanos há 29 anos, em 1990. Desde então, tem sido firme em afirmar que o progresso na resposta à epidemia de AIDS é indissociável do progresso em questões de direitos humanos. Foto: UNAIDS

Não há como alcançar o fim da AIDS sem respeitar os direitos humanos

Um total de 48 países e territórios ainda mantém restrições de viagens para pessoas vivendo com HIV. Uma em cada cinco pessoas vivendo com HIV relata ter tido os cuidados de saúde negados por conta do estado sorológico positivo para o vírus e, em outras partes do mundo, pessoas que usam álcool e outras drogas e profissionais do sexo vivem com medo de serem presos por portar seringas ou preservativos.

As adolescentes e mulheres jovens pertencem ao grupo mais afetado em razão da falta de garantia de direitos. Em 2017, 79% das novas infecções entre jovens de 10-19 anos na África Oriental e Meridional ocorreram entre mulheres. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Tenente Coronel Vandernilson Peres da Silva fala sobre a atuação dos bombeiros em Moçambique após os ciclones. Foto: UNIC Rio/Naiara Azevedo

ONU homenageia bombeiros brasileiros que apoiaram Moçambique após ciclones

O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) homenageou os bombeiros brasileiros que atuaram em Moçambique após a passagem de dois ciclones pelo país africano no primeiro semestre de 2019 — o Idai e o Kenneth.

Evento promovido pela instituição da ONU no Rio de Janeiro (RJ) reuniu as duas equipes de bombeiros militares que atuaram na primeira missão humanitária da Força Nacional.