Agricultores familiares no Rio de Janeiro. Foto: GERJ/Paulo Filgueiras

ARTIGO: Agricultura familiar e sustentabilidade

Em artigo publicado no jornal Valor Econômico, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, afirma que a
Década das Nações Unidas para Agricultura Familiar 2019-2028 “abre uma extraordinária janela de oportunidades”, em meio ao processo de reconhecimento global da importância dos agricultores familiares para o desenvolvimento sustentável, no contexto da Agenda 2030 e dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O principal objetivo da Década é promover a elaboração e implementação de marcos normativos e políticas públicas específicas para a agricultura familiar, disse Graziano. Leia o artigo completo.

O ator britânico e embaixador do UNICEF, Orlando Bloom, visitou Moçambique no final de maio. O país foi atingido recentemente pelos ciclones Idai e Kenneth. No total, 1,1 milhão de crianças continuam precisando de assistência humanitária urgente.

Embaixador do UNICEF, Orlando Bloom visita Moçambique; vídeo

O ator britânico e embaixador do UNICEF, Orlando Bloom, visitou Moçambique no final de maio. O país foi atingido recentemente pelos ciclones Idai e Kenneth. No total, 1,1 milhão de crianças continuam precisando de assistência humanitária urgente.

O ator viajou para a cidade da Beira, uma das áreas mais afetadas pelo ciclone Idai, ocorrido em março deste ano. O desastre natural matou mais de 600 pessoas e destruiu 240 mil casas.

O UNICEF e outras agências das Nações Unidas estão apoiando as famílias afetadas a voltar para casa ou se mudar para locais mais seguros.

“São crianças e jovens com sonhos, querem estar na escola. Mas, devido aos ciclones, quase todos que conhecemos aqui perderam as salas de aula, os livros e documentos de identificação. Sem identidades, elas não são registradas, quase invisíveis e vulneráveis à exploração. É de partir o coração”, disse o ator.

Há um crescente reconhecimento de que o setor de mineração não apenas gera impacto diferente sobre homens e mulheres, mas que as políticas públicas para a governança do setor também afetam as mulheres e os homens de maneira diferente. Foto: Brasil.gov.br

Seminário online aborda impacto do setor de mineração sobre mulheres e meninas

O próximo seminário online do programa conjunto sobre governança ambiental do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da agência de proteção ambiental sueca (Environmental Governance Programme, EGP) abordará os impactos das atividades de mineração sobre mulheres e meninas, discutindo experiências recentes da Colômbia.

O seminário, aberto ao público, acontecerá na próxima terça-feira (18) por meio da plataforma GoToWebinar. O evento, em inglês, começará às 12h (horário de Brasília). A sessão em espanhol começará às 15h. Ambos terão duração de 90 minutos.

Doadores internacionais prometeram contribuir com US$ 1,2 bilhões para a reconstrução das áreas atingidas pelos ciclones Idai e Kenneth em Moçambique. O anúncio foi feito pelo presidente do país, Filipe Jacinto Nyusi, no final de uma Conferência Internacional de Doadores que aconteceu no início de junho na cidade da Beira. O país precisa, no entanto, de US$ 3,2 bilhões para a reconstrução pós-ciclone nas províncias de Sofala, Manica, Tete, Zambézia, Inhambane Nampula e Cabo Delgado. A base deste apelo é a Avaliação das Necessidades Pós-Desastres, realizada pelo governo com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a União Europeia, o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento.

Moçambique: doadores prometem 1,2 bilhão para reconstrução após ciclones

Doadores internacionais prometeram contribuir com US$ 1,2 bilhões para a reconstrução das áreas atingidas pelos ciclones Idai e Kenneth em Moçambique. O anúncio foi feito pelo presidente do país, Filipe Jacinto Nyusi, no final de uma Conferência Internacional de Doadores que aconteceu no início de junho na cidade da Beira.

O país precisa, no entanto, de US$ 3,2 bilhões para a reconstrução pós-ciclone nas províncias de Sofala, Manica, Tete, Zambézia, Inhambane Nampula e Cabo Delgado.

A base deste apelo é a Avaliação das Necessidades Pós-Desastres, realizada pelo governo com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a União Europeia, o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento.

Mãe e recém-nascido em maternidade de Ulaanbaatar, na Mongólia. Foto: UNICEF/Jan Zammit

Altos custos de acesso à saúde colocam mães e recém-nascidos em risco, diz UNICEF

Mulheres grávidas estão colocando suas vidas e as de seus bebês em risco por conta dos custos de saúde “catastróficos” e proibitivos, afirmou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), na segunda-feira (3).

Em novo relatório destacando que poucas grávidas pobres têm acesso a médicos, enfermeiros ou parteiros quando mais precisam, o UNICEF afirmou que mais de 800 mulheres morrem diariamente no mundo por complicações na gravidez, enquanto outras mães sobrevivem com desfechos “debilitantes”.

Ao menos 7.000 casos envolvendo natimortos acontecem diariamente no mundo – metade de bebês que estavam vivos quando o trabalho de parto começou. Além disso, 7 mil bebês também morrem no primeiro mês de vida todos os dias, segundo o UNICEF.

O atacante do Corinthians Vagner Love, campeão paulista de 2019, foi um dos atletas que assinaram a bola usada na final do campeonato e que está sendo leiloada em prol das crianças afetadas pelos ciclones Idai e Kenneth no sudeste da África. Foto: UNICEF/Gazzanel

UNICEF promove leilão de bola do Paulistão para apoiar ações em Moçambique

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) iniciou esta semana (28) um leilão da bola utilizada na decisão do Paulistão 2019. A peça foi doada à organização pela Federação Paulista de Futebol e foi autografada pelos atletas Cássio, Fagner, Vagner Love, Jadson, Junior Urso e Clayson, além do técnico Fábio Carille, campeões paulistas deste ano.

O leilão online está sendo realizado em parceria com a Football For a Cause (footballforacause.com.br). Toda a verba arrecadada será doada para as ações do UNICEF em resposta à emergência de Moçambique, Malauí e Zimbábue, países atingidos pelos ciclones Idai e Kenneth.

Dois meses do ciclone Idai: a “dificuldade em não chorar” do funcionário da ONU em Moçambique

Dois meses do ciclone Idai: funcionário da ONU relembra tragédia em Moçambique

Um relato do trabalhador humanitário Pedro Matos foi o primeiro a correr o mundo após o ciclone Idai atingir a costa leste do sul da África, nos dias 14 e 15 de março.

Matos conta a experiência única em 10 anos de ação como funcionário do Programa Mundial de Alimentos (PMA). Do Iêmen, na maior crise humanitária do mundo, ele agora revive o momento, dois meses depois da tragédia.

Falando à ONU News, Matos ainda procura tirar as palavras que nunca saíram logo depois da passagem do primeiro dos dois ciclones que abalaram Moçambique.

A situação atual, como destacam as Nações Unidas, ainda é de grande necessidade. A ONU continua dando ajuda e pedindo mais apoio para os milhões de vítimas.

Mobilização do governo, com apoio do UNICEF e da OMS, levou vacinas para mais de meio milhão de meninos e meninas moçambicanos. Foto: UNICEF

ONU apoia mobilização de saúde para levar vacinas e nutrição a crianças em Moçambique

Quase dois meses após a passagem do ciclone Idai por Moçambique, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) apoiaram o governo local, na semana passada, a realizar uma “semana de saúde” em resposta aos desafios vividos pela população. Iniciativa levou vacinas, remédios e suplementação alimentar para mais de meio milhão de meninos e meninas afetados pela tempestade tropical.

A jogadora brasileira Marta. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Secretário-geral da ONU nomeia jogadora Marta como defensora dos objetivos globais

O secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou na quinta-feira (9) a nomeação da jogadora de futebol Marta Vieira da Silva como uma das novas defensoras dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2019-2020.

A jogadora brasileira está entre as 17 personalidades públicas encarregadas pelo secretário-geral das Nações Unidas de promover os ODS, aumentar a conscientização com novos públicos, manter o compromisso global e pedir maior ambição e ação em escala para alcançar os objetivos globais até 2030.

Crianças andam em lamaçal no distrito de Buzi, em Moçambique, onde os efeitos do ciclone Idai ainda são visíveis. Foto: UNICEF/De Wet

Com ciclones em ascensão, UNICEF alerta para impacto de mudanças climáticas sobre as crianças

Os ciclones que atingiram Índia e Moçambique em março e abril deixaram milhares de crianças mortas. Eles devem ser considerados pelos líderes globais um alerta urgente sobre os graves riscos representados pelos eventos climáticos extremos, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na sexta-feira (3).

“Estamos testemunhando uma tendência preocupante”, disse Henrietta Fore, diretora-executiva do UNICEF. “Ciclones, secas e outros eventos climáticos extremos aumentam em frequência e intensidade. Como vimos em Moçambique e em outros lugares, os países e comunidades mais pobres são desproporcionalmente afetados. Para as crianças que já são vulneráveis, o impacto pode ser devastador”.

Bombeiros brasileiros em operação de busca e salvamento em Pemba, Moçambique. Foto: Bombeiros do Brasil

Bombeiros brasileiros salvam vítimas de novo ciclone em Moçambique

Em meio à passagem do ciclone Kenneth por Moçambique, uma ação coordenada entre agências da ONU, o governo moçambicano e bombeiros brasileiros salvou a vida de centenas de pessoas no último domingo (28) em Pemba, capital da província de Cabo Delgado, no norte do país. A tempestade tropical, que chegou na quinta-feira passada (25) ao território moçambicano, destruiu até 90% das residências em algumas aldeias.

O distrito de Macomia, em Cabo Delgado, Moçambique, foi duramente atingido pelo ciclone Kenneth, que chegou ao porto em 25 de abril. Foto: OCHA/Saviano Abreu

Novo ciclone atinge Moçambique seis semanas após o primeiro; ONU pede mais apoio

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou neste domingo (28) os relatos de mortes e destruição em Moçambique e em Comores como resultado do ciclone tropical Kenneth, seis semanas após o ciclone Idai atingir Moçambique, Malauí e Zimbábue.

Guterres pediu à comunidade internacional mais recursos para uma resposta imediata e a médio e longo prazo. Guterres afirmou que as Nações Unidas e parceiros humanitários estão apoiando autoridades nacionais para avaliar necessidades e fornecer assistência.

Já o chefe humanitário da ONU destacou que o ciclone Kenneth marca a primeira vez que dois ciclones atingiram Moçambique durante a mesma temporada, comprometendo ainda mais os limitados recursos do governo. Malauí e Zimbábue também devem passar por fortes chuvas e enchentes.

À extrema esquerda, Michel Sidibé, chefe do UNAIDS, entrega mantimentos a sobrevivente do ciclone Idai. Foto: UNAIDS

Sobreviventes do ciclone Idai lembram desespero para salvar remédios em meio às enchentes

No Malauí, Sophia Naphazi teve sua casa destruída pelas inundações do ciclone Idai. Apesar dos danos a sua residência, a sobrevivente conseguiu salvar os seus medicamentos antirretrovirais, essenciais para o tratamento do HIV.

Ela e outros malauienses e moçambicanos se reuniram com o chefe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Michel Sidibé, no assentamento de Bangula, no distrito de Nsanje, no sul do Malauí.

O Kenneth é a primeira tempestade com intensidade de ciclone já registrada no nordeste do país. Imagem: OMM

ONU ajuda Moçambique a se preparar para chegada de novo ciclone

Agências da ONU anunciaram nesta quinta-feira (25) uma ampliação das medidas de emergência para apoiar Moçambique a enfrentar mais um ciclone, que já atingiu o nordeste do país. A tempestade tropical conhecida pelo nome Kenneth chegou pouco mais de um mês após a passagem do Idai pela nação africana.

“Estamos esperando que chuvas torrenciais provocarão enchentes súbitas e deslizamentos de terra, com impacto nas províncias do nordeste”, afirmou o porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Herve Verhoosel.

Moçambique começa a realocar vítimas do Ciclone Idai para comunidades próximas às suas residências originais. Foto: ACNUR/Alissa Everett

Moçambique: sobreviventes do Ciclone Idai começam retorno para áreas próximas de suas casas

Em Moçambique, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o governo e outras organizações parceiras iniciaram a realocação de famílias deslocadas pelo Ciclone Idai para áreas mais próximas de suas casas. No último final de semana, 200 famílias deixaram os abrigos na cidade central da Beira. Nos próximos dez dias, cerca de 70 mil pessoas devem sair de centros de residência montados em meio à catástrofe do mês passado.

Sobreviventes do ciclone Idai, que destruiu Moçambique no dia 14 de março, estão enfrentando um mundo de destruição enquanto recordam o terror que viveram. Mais de 1 mil pessoas morreram só em Moçambique, com outras mortes no Zimbábue e Malauí. “Estávamos lutando por nossas vidas na escuridão”, disse Antonio Momphasa, que mora em Buzi, a quase duas horas de barco da segunda maior cidade de Moçambique, Beira. Seu município foi duramente atingido pelo ciclone. A ONU e parceiros humanitários correm contra o tempo para apoiar a população local e evitar ainda mais perdas.

VÍDEO: ‘Estávamos lutando por nossas vidas na escuridão’, diz sobrevivente do ciclone Idai

Sobreviventes do ciclone Idai, que atingiu Moçambique no dia 14 de março, estão enfrentando um mundo de destruição enquanto recordam o terror que viveram. Mais de 1 mil pessoas morreram só em Moçambique, com outras mortes no Zimbábue e Malauí.

“Estávamos lutando por nossas vidas na escuridão”, disse Antonio Momphasa, que mora em Buzi, a quase duas horas de barco da segunda maior cidade de Moçambique, Beira. Seu município foi duramente atingido pelo ciclone.

A ONU e parceiros humanitários correm contra o tempo para apoiar a população local e evitar ainda mais perdas; confira nesse vídeo e saiba como ajudar.

Refugiado congolês Kitungano Kinga ajuda uma mulher afetada pelo Ciclone Idai a carregar seus pertences para um centro de realocação em Beira, Moçambique. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Refugiados congoleses ajudam sobreviventes do ciclone Idai em Moçambique

Em Moçambique, dois jovens congoleses estão na linha de frente da resposta humanitária aos desdobramentos do ciclone Idai. Kinga e Kevin se voluntariaram para ajudar as pessoas afetadas pela tempestade na cidade portuária de Beira.

Para a dupla, o trabalho é uma forma de retribuir a solidariedade dos moçambicanos, que acolheram os congoleses quando esses deixaram seu país de origem em busca de segurança. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Ações do Centro de Excelência contra a Fome beneficiam 4 milhões de crianças

O Centro de Excelência contra a Fome – fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) – lançou na semana passada (5) seu relatório anual de 2018, que analisa os impactos de suas atividades em países parceiros.

Ao longo do ano, o Centro de Excelência realizou ações para o fortalecimento dos programas de alimentação escolar em 17 países, o que beneficiou aproximadamente 4 milhões de crianças e milhares de agricultores familiares.

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) intensificou a ajuda humanitária dentro e em torno da cidade de Beira, em Moçambique.

Programa Mundial de Alimentos da ONU intensifica ajuda humanitária em Moçambique; vídeo

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) intensificou a ajuda humanitária dentro e em torno da cidade de Beira, em Moçambique.

A agência enviou durante toda a semana mais biscoitos de alta energia para bolsões isolados onde pessoas estavam presas pelas enchentes, além de ampliar a entrega de alimentos fortificados fáceis de preparar para famílias deslocadas abrigadas em escolas e outros edifícios públicos na cidade de Dondo, a 45 quilômetros ao nordeste da cidade portuária de Beira. O território moçambicano foi o mais atingido pelo ciclone Idai.

Saiba aqui como ajudar.

Criança lava o rosto no Sudão do Sul (2018). Foto: UNICEF/Meyer

Falta de água e saneamento deixa milhões de vidas em risco no mundo, diz OMS

Mais de 2 bilhões de pessoas enfrentam riscos graves à saúde porque serviços básicos de água não estão disponíveis em um em cada quatro hospitais no mundo, afirmaram as Nações Unidas nesta quarta-feira (3), em apelo para países fazerem mais para prevenir a transmissão de doenças infecciosas evitáveis.

Em primeira avaliação sobre o assunto, o relatório Higiene, Saneamento e Água em Instalações de Assistência de Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), também mostra que um em cada cinco centros de assistência de saúde não possui banheiro ou latrina. O problema afeta ao menos 1,5 bilhão de pessoas, o que provavelmente reflete uma falta de instalações em comunidades como um todo.

Planejamento da carreira e empreendedorismo são alguns dos temas abordados no projeto Empoderando Refugiadas. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

Pacto Global e ACNUR lançam plataforma de empregabilidade para refugiados

O Pacto Global das Nações Unidas e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com o apoio da ONU Mulheres, lançarão na quarta-feira (3), em São Paulo (SP), a plataforma Empresas com Refugiados, que terá como objetivo valorizar práticas que beneficiem a contratação de pessoas refugiadas por empresas brasileiras.

A plataforma apresentará práticas corporativas que possibilitam a integração dessas pessoas no país, assim como informações gerais, materiais de referência, pesquisas relevantes e orientação sobre o processo de contratação.

Foto: ONU

Situação do clima em 2018 mostrou aumento dos efeitos da mudança climática, diz relatório

Os sinais físicos e os impactos socioeconômicos deixados pela mudança climática são cada vez maiores devido às concentrações de gases de efeito estufa sem precedentes, que provocam um aumento das temperaturas mundiais a níveis perigosos, segundo o relatório mais recente da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

A 25ª edição da Declaração da OMM sobre o estado do clima mundial, correspondente a 2018, destacou a elevação recorde do nível do mar, assim como das temperaturas terrestres e oceânicas, que ficaram excepcionalmente altas nos últimos quatro anos. Esta tendência de aquecimento começou no início do século e deve continuar.

Ciclone Idai foi o pior desastre a atingir o sudeste da África em pelo menos duas décadas. Foto: UNICEF

UNICEF: Mais de 1,5 milhão de crianças precisam de ajuda em Moçambique, Malauí e Zimbábue

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que 3 milhões de pessoas, das quais mais da metade são crianças, precisem urgentemente de ajuda humanitária em Malauí, Moçambique e Zimbábue após a passagem do ciclone Idai – o pior desastre a atingir o sudeste da África em pelo menos duas décadas.

O UNICEF lançou na quarta-feira (27) um apelo para arrecadar 122 milhões de dólares para ajudar em sua resposta humanitária a crianças e famílias afetadas pela tempestade e seus efeitos nos três países atingidos pelos próximos nove meses. Saiba como doar.

Mulher alimenta filho de dois anos após terem sido obrigados a deixar sua casa após enchentes em Buzi, Moçambique. Foto: UNICEF/Prinsloo

Ações climáticas são necessárias para conter ciclones fatais como Idai, diz Guterres

O crescente número de mortos provocado pelo ciclone Idai é “outro sinal alarmante dos perigos da mudança climática”, disse na terça-feira (26) o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertando que países vulneráveis como Moçambique serão atingidos com mais força se ações urgentes não forem tomadas pela comunidade internacional.

“Tais eventos estão se tornando mais frequentes, mais severos e mais amplos, e isto só irá piorar se não agirmos agora”, disse o chefe da ONU. “Perante tempestades fortes, precisamos acelerar a ação climática”, acrescentou a correspondentes na sede da ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral convocou uma Cúpula sobre Ação Climática para setembro, para tentar mobilizar países em torno da necessidade urgente de reduzir aquecimento global para abaixo de 2°C acima de níveis pré-industriais, em linha com o Acordo de Paris, de 2015.

Natalia Kanem (centro, de azul), diretora-executiva do UNFPA, participou do painel sobre Cooperação Sul-Sul, realizado em Buenos Aires. Foto: UNFPA Argentina/Esteban Widnicky

Chave para aproveitar bônus demográfico é garantir direito dos jovens, diz UNFPA

A chave para aproveitar o bônus demográfico — ou o impulso ao crescimento econômico que pode ocorrer quando os países têm uma grande população em idade ativa — é permitir que os jovens exerçam seus direitos humanos e tenham a oportunidade de alcançar seu potencial.

A afirmação foi feita pela diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Natalia Kanem, durante cúpula sobre Cooperação Sul-Sul ocorrida em Buenos Aires, na Argentina, na semana passada.

“Para colher o bônus demográfico, os governos precisam capacitar, educar e empregar seus jovens para contribuir significativamente não apenas para seu bem-estar econômico, mas também para suas famílias, comunidades e países”, disse Natalia Kanem.

“Isso significa investir em saúde e educação para os jovens, para que possam ter acesso a oportunidades de emprego. Significa garantir que os adolescentes estejam protegidos contra práticas nocivas e casamentos precoces, que põe em risco sua saúde, educação e sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento nacional”, completou.

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: Reprodução

Secretário-geral da ONU manifesta solidariedade a moçambicanos em vídeo falado em português

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, gravou mensagem em língua portuguesa dirigida aos moçambicanos, expressando solidariedade após a devastação provocada pela passagem do ciclone Idai no país que deixou centenas de mortos.

Manifestando suas condolências às famílias das vítimas, Guterres também pediu envio de ajuda ao país, para que “possa se recuperar o mais depressa possível desta imensa tragédia”.

“A todos quero dizer que as Nações Unidas estão convosco, que os trabalhadores das agências das Nações Unidas, no plano humanitário, no plano do desenvolvimento, desde a primeira hora, procuram fazer o seu melhor para ajudar o povo moçambicano a sair desta crise enorme e a recomeçar o seu caminho de desenvolvimento”. Assista ao vídeo.

Menino olha para a câmera, enquanto (à esquerda) a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, fala com pessoas deslocadas internamente durante visita a uma escola secundária usada como abrigo em 22 de março de 2019, em Beira, Moçambique. Foto: UNICEF/Prinsloo

UNICEF envia ajuda para pessoas afetadas por ciclone Idai em Moçambique

“Estamos numa corrida contra o tempo para ajudar e proteger as crianças nas áreas devastadas pelo desastre em Moçambique”, afirmou a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, no final de uma visita a Beira, uma das áreas mais afetadas pelo ciclone Idai.

O UNICEF está preocupado com o fato de que inundações, combinadas com condições de superlotação nos abrigos, falta de higiene, água estagnada e fontes de água infectadas, coloquem crianças e famílias em risco de doenças como cólera, malária e diarreia.

Moradores de Beira andam por região que foi alagada durante a passagem do Idai por Moçambique. Foto: UNICEF/Prinsloo

Ciclone Idai: por que é importante investir na preparação para desastres?

A cidade de Beira, em Moçambique, é considerada o epicentro da crise provocada pela passagem do ciclone Idai. A tempestade tropical é considerada a maior desde o Jokwe, outro ciclone que devastou o país, em 2008.

A ONU Meio Ambiente afirma que a atual tragédia é um lembrete da importância de investir em programas de conscientização e preparação para emergências, em especial as relacionadas a questões climáticas.

Ciclone Idai em Moçambique, Zimbábue e Malauí: saiba como ajudar

O ciclone tropical Idai chegou à terra durante a noite de 14 para 15 de março de 2019, perto da cidade de Beira, província de Sofala, no centro de Moçambique. O ciclone provocou chuvas torrenciais e ventos nas províncias de Sofala, Zambézia, Manica e Inhambane.

A cidade da Beira, na província de Sofala, região central de Moçambique, perdeu a comunicação. O impacto total do ciclone ainda está por ser estabelecido. No entanto, os relatórios iniciais indicam pelo menos 500 mortos e danos significativos na infraestrutura em Beira e arredores.

O ciclone Idai continuou em terra como uma tempestade tropical e atingiu o leste do Zimbábue com fortes chuvas e fortes ventos. A tempestade causou ventos fortes e precipitação intensa nos distritos de Chimanimani e Chipinge, causando inundações ribeirinhas e repentinas e mortes subsequentes, bem como destruição de meios de subsistência e propriedades.

Saiba aqui como ajudar.

Cecilia Borges e seu filho Fernandinho Armindo caminham por um assentamento informal destruído em Beira, Moçambique. Foto: UNICEF/de Wet

ONU pede apoio internacional para Moçambique após ciclone deixar 400 mil desalojados

O secretário-geral da ONU, António Guterres, cobrou mais apoio da comunidade internacional a Moçambique, onde enchentes e um ciclone na semana passada desalojaram 400 mil pessoas e deixaram outras 259 mortas, segundo dados obtidos por agências das Nações Unidas.

Em pronunciamento nesta sexta-feira (22), o chefe das Nações Unidas enfatizou que, mesmo com a liberação de 20 milhões de dólares do Fundo de Resposta de Emergências da Organização, mais recursos são necessários para enfrentar as consequências do desastre.

Vista aérea de Tengani, Nsanje, no Malauí, afetada por inundações devido a chuvas incessantes no período de 5 a 9 de março de 2019. Foto: UNICEF/Juskauskas

ACNUR envia funcionários e suprimentos para ajudar pessoas afetadas pelo ciclone Idai

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está trabalhando com os governos e os parceiros que promovem ajuda humanitária em Moçambique, Zimbábue e Malauí para socorrer aos sobreviventes do ciclone tropical Idai, que atingiu a costa leste do sul da África nos dias 14 e 15 de março.

O ACNUR está mobilizando abrigos de emergência e itens básicos de ajuda humanitária de seus estoques globais para apoiar 30 mil pessoas em extrema necessidade, incluindo refugiados afetados no Zimbábue, as comunidades de acolhida e a população local deslocada pelo ciclone.