“Me ensinaram muito sobre os direitos das pessoas LGBTI+ no Brasil. Eu não tinha ideia porque no meu país isso não existe”, Riri, 22 anos. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Espaço Amigável do UNFPA oferece apoio a migrantes LGBTI+ em Roraima

Depois de ter mantido uma luta constante contra a LGBTIfobia e a discriminação na Venezuela, Riri, de 22 anos, migrou pela segunda vez para o Brasil. Riri relata ter vivido com medo e sofrido “abuso e agressão por ser diferente” em seu país de origem.

“Muitas vezes me perguntam se sou uma mulher transexual, e não sou. Sou uma pessoa que não se identifica com nenhum gênero, e é isso que inquieta as pessoas”, explicou.

Hoje, depois de passar por aquilo que chamou “um turbulento caminho”, fruto da crise econômica da Venezuela, Riri encontrou um lar em Roraima. Logo após ter cruzado a fronteira, conheceu o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que o forneceu apoio e orientação sobre os direitos das pessoas LGBTI+ vivendo no Brasil.

Lucas Rocha, assistente de campo do UNFPA em Paracaima, Roraima. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

UNFPA completa dois anos de atuação na resposta humanitária em Roraima

Em setembro de 2019, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) completou dois anos atuando em Roraima, onde presta assistência a grupos com necessidades específicas de proteção.

Neste período, por meio de seu programa de Assistência Humanitária, a agência já atendeu mulheres, gestantes, lactantes, jovens, mães com crianças, população LGBTI, pessoas vivendo com HIV, indígenas, pessoas idosas, com deficiência, entre outros grupos que chegam diariamente ao Brasil, vindos da Venezuela.

O Fundo de População conta, hoje, com uma equipe de 26 pessoas que fazem parte do trabalho humanitário em Brasília, Roraima e, desde setembro de 2019, também em Manaus, capital do Amazonas.

Rede Brasileira de População e Desenvolvimento percorre o Brasil em consultas sobre avanços e desafios do tema desde a Conferência Internacional de 1994. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

UNFPA apoia consulta em Roraima sobre o cenário da imigração no Brasil

Como parte de um amplo processo de consulta em várias partes do país sobre os avanços desde a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), realizada no Cairo em 1994, a Rede Brasileira de População e Desenvolvimento visitou Roraima no final de setembro.

O objetivo foi colher demandas, experiências e proposições de imigrantes, profissionais que atuam na resposta ao fluxo migratório e a comunidade acadêmica sobre os desafios atuais da imigração no Brasil, no contexto dos 25 anos da Conferência Internacional no Cairo.

O encontro foi realizado em parceria com o Fundo de População da ONU (UNFPA) e contou com a participação de professores e estudantes da Universidade Federal de Roraima; profissionais do Exército da Salvação; da Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVISI Brasil); do Núcleo de Mulheres de Roraima e pessoas refugiadas e migrantes de diferentes gerações e gêneros.

Acampamento 'Juventude Já', promovido pelo UNFPA e parceiros, oferece espaço para que os jovens incidem sobre as políticas públicas que os afetam. Foto: UNFPA.

Acampamento do UNFPA reúne jovens da América Latina a fim de impulsionar lideranças

Entre 20 e 23 de setembro de 2019 ocorreu o segundo Acampamento Regional ‘Juventudes Já’, uma iniciativa do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) para impulsionar a participação e a liderança juvenil na América Latina e no Caribe.

Durante os quatro dias, 50 jovens ativistas de diferentes países da região se reuniram no México para compartilhar experiências, construir alianças e fortalecer suas capacidades de incidência política, participação e reconhecimento.

Conheça o perfil de alguns desses jovens que já estão produzindo mudanças em seus contextos.

Novo escritório do UNFPA em Manaus funciona dentro da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Fundo de População da ONU leva ações de assistência humanitária a Manaus

A partir de setembro de 2019, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) passa a operar em Manaus, no Amazonas, ampliando o apoio à Operação Acolhida na assistência à população refugiada e migrante, majoritariamente da Venezuela, que chega ao Brasil pela região norte.

O UNFPA Brasil atua desde agosto de 2017 no estado vizinho, Roraima, liderando a prevenção e a resposta à violência de gênero, além de assessor a gestão local na oferta e no acesso aos serviços de saúde materna, parto seguro e planejamento da vida reprodutiva.

A ideia é levar para o novo posto de trabalho atendimentos em assistência humanitária, apoiando conjuntamente o governo do Amazonas, o município de Manaus e atores da sociedade civil da cidade.

Estudantes acompanham aula magna ministrada pela Oficial do Fundo de População da ONU, Irina Bacci. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Oficial do Fundo de População da ONU ministra aula magna na Universidade Federal de Roraima

A Oficial de Programa para Assuntos Humanitários do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Irina Bacci, ministrou em 9 de setembro uma aula magna sobre migração e direitos LGBTI na Universidade Federal de Roraima (UFRR).

A aula magna fez parte da programação comemorativa dos 30 anos da UFRR – que celebra a data com o tema “Unidos Pela Diversidade”, além de marcar o começo do segundo semestre letivo de 2019.

No encontro, Irina Bacci dialogou com a comunidade universitária acerca dos desafios e oportunidades da agenda de População e Desenvolvimento, ressaltando os 25 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), realizada em 1994.

A ativista LGBT Bianka Rodriguez nos escritórios da COMCAVIS Trans, em San Salvador. Foto: ACNUR/Tito Herrera

Mulher trans desafia perigos e lidera luta pelos direitos LGBTI em El Salvador

A salvadorenha Bianka Rodriguez estava saindo de um shopping em San Salvador quando um homem armado se aproximou e a forçou a entrar num carro. O homem dirigia sem rumo e dizia que iria matá-la. Após algum tempo, ele decidiu libertá-la. Para Bianka, o episódio mostrou os riscos que ela, como pessoa transgênero, sofria em seu país.

Hoje, Bianka Rodriguez, de 26 anos, preside a organização COMCAVIS Trans, que protege pessoas LGBTI obrigadas a se deslocar devido a ameaça de gangues em El Salvador. Por esse trabalho, ela foi a vencedora nas Américas do Prêmio Nansen da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Fundo ELAS e parcerias promovem, de 24 a 27 de setembro de 2019, o III Diálogo Mulheres em Movimento: Fortalecendo Alianças Globais. Foto: ONU Mulheres

Encontro internacional no Rio de Janeiro reúne mulheres para alianças globais

Fundo ELAS e parcerias promovem de 24 a 27 de setembro no Rio de Janeiro (RJ) o 3º Diálogo Mulheres em Movimento: Fortalecendo Alianças Globais, que vai reunir mais de 120 mulheres de Brasil, de outros países da América Latina e do Reino Unido para criar e fortalecer parcerias e ações coletivas pelos direitos humanos das mulheres e pela defesa de seus corpos e territórios.

O encontro é resultado de uma aliança formada por Fundo ELAS, British Council, ONU Mulheres, Fundação Ford, Global Fund for Women, Open Society Foundations, Instituto Ibirapitanga, OAK Foundation e Women’s Foundation of Minnesota.

Salvador, Bahia. Foto: Albert Dezetter (Creative Commons).

UNFPA apoia oficina sobre direitos humanos em instituto cultural na Bahia

Para sensibilizar seus funcionários a respeito da diversidade e do combate a todas as formas de discriminação, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) promoveu em 05 e 06 de setembro, em Salvador, uma oficina de formação e diálogo em direitos humanos.

A atividade “Dialogando sobre Diversidade e Direitos Humanos” foi organizada em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBTI da Bahia (CPDD) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

O encontro discutiu assuntos como sexualidade, orientação sexual, LGBTIFobia, identidade de gênero e garantia de direitos.

Equipe de estagiários e estagiárias do UNFPA Brasil 2019. Foto: UNFPA/Giselle Cintra

Estágio afirmativo do UNFPA é porta de entrada de jovens para Sistema ONU

Estudante de Geografia na Universidade de Brasília (UnB), Fábio Pereira é o primeiro da sua família a ingressar no ensino superior, uma vez que seus pais, moradores da Cidade Estrutural (DF), se sustentavam por meio da reciclagem de resíduos sólidos de um dos maiores aterros sanitários da América Latina.

Ele é um dos 11 estagiários que ingressaram no Sistema das Nações Unidas por meio do Programa de Estágio Afirmativo do UNFPA no Brasil em 2019. Leia depoimentos dele e de outros estagiários.

Durante o mês de agosto são realizadas atividades que buscam reconhecimento e valorização de mulheres lésbicas em diversas esferas da sociedade. Ilustração: Ani Ganzala

Mulheres lésbicas falam sobre mobilização por direitos e desafios para cidadania

Agosto é o mês da mobilização de mulheres lésbicas por direitos. Duas datas – 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, e 19 de agosto, Dia do Orgulho Lésbico – movimentam o calendário de atividades de coletivas, grupos e organizações em defesa dos direitos das mulheres lésbicas em todo o Brasil.

De acordo com ativistas lésbicas entrevistadas pela ONU Mulheres, os últimos dois anos têm sido marcados pela intensificação da mobilização por direitos. Elas avaliam que, desde 2017, há uma organização maior e agenda ainda mais unificada para a realização de atividades políticas e culturais durante todo o mês de agosto.

Apesar dos avanços em termos de representatividade, mobilização e união, as ativistas ressaltam o atraso em políticas públicas direcionadas a este grupo, principalmente em questão de saúde e segurança. Leia a reportagem completa.

ONU marca Dia da Visibilidade Lésbica celebrando diversidade de identidades

No Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, a campanha da ONU Livres & Iguais lança vídeo e uma série de cards celebrando as diversas identidades das mulheres lésbicas. Explorando o tema “Sem medo de ser feliz”, a campanha das Nações Unidas entrevistou várias mulheres para entender o que significa ser lésbica hoje.

Em celebração realizada nesta quinta-feira (29) na Casa da ONU, em Brasília (DF), representantes de governos, sociedade civil, ativistas e comunidade diplomática participam de uma conversa sobre gênero, raça, etnia, classe, idade, religião e deficiência, entre outros elementos que moldam as experiências de vida e afetam de modo distinto a garantia dos direitos humanos e tratamento justo dessa população.

Jogadoras do time "Meninas Guerreiras Brasil-Venezuela" elaboraram esboço de uniforme. Foto: UNFPA Brasil/Débora Rodrigues

UNFPA debate violência de gênero com meninas de time de futebol em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu em agosto encontros com meninas e mulheres refugiadas e migrantes moradoras de Roraima para impulsionar a resposta e a prevenção à violência baseada em gênero. Um desses encontros envolveu um time de futebol feminino formado por adolescentes e jovens venezuelanas com idade entre 11 e 26 anos.

O encontro, apoiado pela Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil —, reuniu 14 jogadoras no Espaço Amigável em Boa Vista (RR). O objetivo também foi discutir temas como saúde sexual e reprodutiva e direitos humanos.

Atualmente, existem 1,8 bilhão de jovens entre 10 e 24 anos no mundo. A maior população de jovens de todos os tempos. Foto: UNFPA

Transformando as Nações Unidas em um espaço mais inclusivo para os jovens

Vinte jovens representando dez organismos do Sistema das Nações Unidas no Brasil participaram na sexta-feira (16) das celebrações do Dia Internacional da Juventude, no escritório da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília (DF).

Com o tema “A ONU que vemos, a ONU que queremos”, os participantes tiveram a oportunidade de apresentar suas visões e ideias inovadoras para promoção da mudança, principalmente nos assuntos que envolvem diretamente seu futuro e sobre o papel das Nações Unidas para garantir que os jovens não sejam deixados para trás.

O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Mulheres refugiadas e migrantes receberam dicas de amamentação. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

UNFPA promove sessão sobre aleitamento materno em centro para migrantes de Boa Vista

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoiou na sexta-feira (16) atividade promovida pelo Exército da Salvação em Boa Vista (RR) para discutir e sensibilizar as mães refugiadas e migrantes do Centro de Convivência e Atendimento Psicossocial sobre a importância do aleitamento materno.

Em contexto de emergências humanitárias, o UNFPA trabalha para garantir ações que promovam a saúde sexual e reprodutiva das pessoas em deslocamento forçado, principalmente mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, pessoas idosas, com deficiência, entre outras com necessidades específicas de proteção.

UNAIDS visita Roraima para conhecer desafios e avanços na resposta local ao HIV

A Equipe Conjunta do UNAIDS no Brasil, acompanhada de uma representante do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e IST (DCCI) do Ministério da Saúde, esteve na cidade de Boa Vista (RR) para um ciclo de encontros com parceiros locais, incluindo representantes dos governos municipal e estadual, da sociedade civil e de outras agências e programas das Nações Unidas que atuam no local.

O objetivo foi avaliar os principais desafios da resposta ao HIV no estado e prospectar possíveis oportunidades de apoio à coordenação de projetos em andamento e à implementação de novas iniciativas conjuntas com foco na prevenção e cuidados em relação ao HIV e à AIDS.

Doryit e seus dois filhos vivem em abrigo da Operação Acolhida, em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Venezuelana cria rede de apoio para proteção de mulheres em abrigos de Roraima

Doryit é uma mulher venezuelana de 41 anos formada em contabilidade e administração de empresas, mãe de dois meninos de 10 e 11 anos. Chegou ao Brasil em junho de 2018 com seu marido e filhos, em busca de abrigo e acesso a serviços básicos.

A venezuelana trouxe consigo grande capacidade de mobilização e ativismo que, com ajuda do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), mantém viva em solo brasileiro. Ela criou um grupo em um abrigo para refugiados e migrantes em Boa Vista (RR), com o objetivo de estabelecer uma rede de apoio entre as mulheres que compartilham o mesmos espaços.

Workshop “Formação de Liderança Profissional em Saúde Sexual e Reprodutiva” reuniu estudantes de medicina em Brasília (DF). Foto: UNFPA

Workshop sobre saúde sexual e reprodutiva reúne estudantes de medicina em Brasília

Workshop promovido no início de agosto em Brasília (DF) pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em parceria com a Federação Internacional de Estudantes de Medicina (IFMSA) debateu a saúde sexual e reprodutiva e seus desafios, a importância de entender a diversidade e de melhorar o atendimento à população LGBTI.

O representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, lembrou a relevância do evento ao ajudar na formação de médicos conscientes e multiplicadores da necessidade de garantir direitos, promover a equidade de gênero e impulsionar o acesso a insumos e serviços em saúde sexual e reprodutiva.

A plataforma digital compila uma série de dados e informações com potencial de qualificar processos de tomada de decisão em políticas públicas. Foto: ASCOM/PGT_MP

OIT e MPT lançam observatório sobre diversidade e igualdade no mercado de trabalho

No Brasil, o rendimento mensal de mulheres no setor formal da economia é, em média, de 2,7 mil reais, ao passo que o dos homens é de 3,2 mil reais, apontam dados de 2017. Além disso, mulheres brancas recebem, em média, 76% do rendimento dos homens brancos, valores que são ainda menores para homens negros (68% dos homens brancos) e mulheres negras (55% dos homens brancos).

Se considerados apenas os cargos de direção no setor privado, a disparidade de rendimentos entre homens e mulheres é ainda maior: o salário de homens é, em média, 10 mil reais superior ao das mulheres em cargos de direção. Esses são alguns dos dados revelados pelo Observatório da Diversidade e da Igualdade de Oportunidades no Trabalho, lançado na quinta-feira (15) em Brasília (DF) por Ministério Público do Trabalho (MPT) e Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Participantes da 19ª Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista. Foto: Fotos Públicas/Leo Pinheiro

Discriminação aumenta risco de jovens LGBTI irem morar na rua, dizem relatores

Relatores da ONU alertaram nesta semana que jovens LGBTI correm riscos mais altos de viver em situação de rua devido à rejeição familiar e à discriminação na escola. Uma vez desabrigadas, essas pessoas podem ter outros direitos humanos violados, além de ter chances maiores de desenvolver problemas de saúde mental.

“Como resultado da intolerância religiosa e cultural, que pode incluir violência sexual e de outras formas, as jovens lésbicas, os jovens gays, bissexuais, trans e de gênero diverso em todo o mundo enfrentam exclusão socioeconômica”, ressaltaram Victor Madrigal-Borloz e Leilani Farha.

O processo de interiorização é coordenado pela Operação Acolhida, resposta do governo federal ao fluxo migratório de venezuelanos. Foto: UNFPA

UNFPA leva informação a refugiados e migrantes em Roraima que viajarão a outras partes do país

Em uma sala lotada, 60 pessoas refugiadas e migrantes que em breve deixarão Roraima participaram na sexta-feira (2) de mais uma sessão informativa pré-interiorização promovida pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Boa Vista.

O processo de interiorização é coordenado pela Operação Acolhida, resposta do governo federal ao fluxo migratório de venezuelanos, e tem o objetivo levar refugiados e migrantes a outras cidades, onde possam encontrar mais oportunidades.

O UNFPA atua, nesta etapa, levando informação sobre direitos e serviços que podem ser encontrados na cidade de destino, tendo como foco a promoção da saúde reprodutiva e dos direitos humanos, a prevenção e resposta à violência de gênero e a resiliência comunitária.

Durante reunião sobre o comércio livre da tortura, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse que “a liberdade contra a tortura é um direito absoluto em todas as circunstâncias, em todos os países”, acrescentando que “é hora de promover o consenso global sobre a necessidade de eliminar tortura com uma ação concreta para acabar com este comércio”. Michelle Bachelet também disse, na reunião ocorrida em setembro, que “sob a convenção contra a tortura, os Estados devem proibir e banir a tortura”. Devem ainda “tomar medidas efetivas para evitar a prática [do comércio de itens utilizados para a tortura]”, pois “permitir que este produto seja feito porque as eventuais vítimas vivem em outro país não é uma opção”.

Todos os países têm responsabilidade de proteger cidadãos dos crimes de ódio, diz Bachelet

A principal autoridade da ONU para os direitos humanos adicionou sua voz à condenação global aos ataques ocorridos nas cidades de El Paso e Dayton no fim de semana, insistindo nesta terça-feira (6) que “não apenas os Estados Unidos, mas todos os países” devem fazer mais para acabar com a discriminação.

Falando a jornalistas em Genebra, o porta-voz de Michelle Bachelet, Rupert Colville, do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), elogiou a condenação norte-americana ao “racismo, ódio e à supremacia branca” após essas “duas horríveis tragédias” que deixaram 29 mortos no Texas e em Ohio no sábado (3).

“Condenamos inequivocamente o racismo, a xenofobia e a intolerância, incluindo a supremacia branca, e chamamos todos os Estados, não só os Estados Unidos, mas todos os países, a tomar passos positivos para erradicar a discriminação”, disse Colville.

A atividade faz parte do marco Plataforma Cairo + 25 Brasil. Foto: REBRAPD

Consulta visa discutir desafios de saúde sexual e reprodutiva para população LGBTI

Buscando um diálogo entre a sociedade civil acerca dos avanços da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), que aconteceu em 1994 no Cairo, a Rede Brasileira de População e Desenvolvimento (REBRAPD) e o Centro LGBT da Bahia organizaram em Salvador a primeira consulta temática com foco na população LGBTQI. A ação contou também com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Segundo o coordenador da REBRAPD, Richarlls Martins, devido a uma herança histórica, a população LGBTQI se encontra em desvantagem perante uma parcela significativa da sociedade. Dessa forma, a consulta é uma forma de reconhecer e dar visibilidade aos avanços conquistados pela CIPD, bem como levantar os desafios que demandam especial atenção para a integral implementação da agenda.

Yennyfer decidiu vir ao Brasil para dar melhores condições de vida aos filhos. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

No Brasil, mãe venezuelana encontra tratamento para filha com autismo

A distância e o sinuoso trajeto entre a Venezuela e o Brasil não assustaram Yennyfer Espinoza, de 30 anos. Mãe de três filhos, a venezuelana decidiu deixar seu país para dar melhores condições de vida para as crianças e buscar tratamento para a menina mais velha, diagnosticada com autismo.

Com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a família encontrou assistência médica na rede pública de Roraima, onde os remédios necessários ao tratamento saíram de graça.

Equipe do UNFPA tem forte atuação em saúde sexual e reprodutiva. Foto: UNFPA Brasil

Jovens que trabalham com assistência humanitária em Roraima contam suas experiências

Na resposta humanitária ao fluxo de venezuelanos em Roraima, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) tem desenvolvido ações em Boa Vista, capital do estado, e em Pacaraima, fronteira do Brasil com a Venezuela. O objetivo é garantir direitos em saúde sexual e reprodutiva, prevenção e resposta à violência baseada em gênero.

Entre o time de profissionais do UNFPA no local, estão os assistentes de campo, jovens com a missão de garantir que as pessoas refugiadas e migrantes possam ter uma resposta qualificada e sensível às suas demandas e necessidades de proteção.

Os assistentes de campo atuam ativamente contribuindo para o trabalho de assistência humanitária, tanto na mobilização comunitária quanto nos processos de escuta e referenciamento para a rede de proteção. Leia depoimentos desses profissionais.

Bandeira do orgulho trans hasteada em São Francisco, nos Estados Unidos. Foto: Flickr (CC)/torbakhopper

Uruguai: ONU manifesta preocupação com referendo para revogar lei de proteção a pessoas trans

As Nações Unidas no Uruguai manifestaram na terça-feira (30) preocupação com a realização este mês de um pré-referendo com o objetivo de decidir se haverá uma votação nacional sobre a decisão de revogar ou não a Lei Integral para Pessoas Trans (N° 19.684), que protege essa população no país.

Para as Nações Unidas, a Lei Integral reconhece à população trans seu direito de viver em igualdade, de ter uma vida digna e de acessar todos os direitos humanos.

“A ONU no Uruguai celebra o fato de o país, ao ter aprovado essa lei, ter se colocado na vanguarda regional e internacional em matéria de legislação que dê garantias de não discriminação e cumprimento dos direitos humanos das pessoas trans.”

Por muito tempo, o alto nível de contaminação pelo HIV na África Subsaariana foi atribuído à pobreza sistêmica, o que impulsionou a criação de diversos programas de transferência de renda destinados à população mais pobre. Na foto, uma menina espera para receber água na República Democrática do Congo. Foto: UNICEF / Olivier Asselin

Estudo analisa eficácia das transferências de renda para pôr fim à Aids na África Subsaariana

Em artigo recém-publicado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), pesquisador questiona a eficácia dos programas de transferência de renda voltados à população economicamente vulnerável no controle da epidemia de Aids na África Subsaariana.

Por muito tempo, o alto nível de infecção pelo HIV na região foi atribuído à pobreza sistêmica, o que impulsionou a criação de programas de transferência de renda destinados à população mais pobre. Para Arruda, estes programas são importantes para melhorar a qualidade de vida dos doentes em situação de pobreza, mas também é preciso focar na prevenção entre os mais ricos para alcançar resultados expressivos.

UNFPA participou de capacitação de servidores públicos com discussões sobre os grupos mais vulneráveis em contextos migratórios, como as mulheres, as crianças, os idosos e a população LGBTI. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Agências da ONU discutem direitos humanos com servidores públicos de Pacaraima

Servidores públicos da Prefeitura de Pacaraima (RR) e conselheiros tutelares participaram na semana passada de uma capacitação sobre direitos humanos, migração e refúgio.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou da iniciativa com discussões sobre leis específicas para grupos vulneráveis em contextos migratórios — como as crianças e adolescentes, as mulheres, os indígenas, os idosos, pessoas com deficiência e indivíduos LGBTI.

O UNAIDS Brasil destaca que a adesão e o consequente sucesso do tratamento antirretroviral depende do acesso ininterrupto e em tempo adequado aos medicamentos. Foto: UNAIDS Brasil

Diretora regional da OMS pede que países repensem resposta ao HIV

A inovação científica tem garantido um progresso sem precedentes contra o HIV/Aids, mas os países devem repensar sua resposta para pôr fim à epidemia até 2030. O alerta foi feito pela diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e diretora regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS), Carissa F. Etienne.

Novas infecções por HIV tiveram um aumento na Europa Oriental e na Ásia Central (+29%), Oriente Médio e Norte da África (+10%) e América Latina (+7%). Populações-chave (homens que fazem sexo com homens, pessoas transexuais e profissionais do sexo) e seus parceiros sexuais representam agora até 54% das novas infecções em todo o mundo, mas menos de 50% são alcançados com a gama de métodos de prevenção que, combinados, podem evitar a infecção.

“A ciência e a inovação devem encontrar soluções para novos e antigos desafios. Os novos conhecimentos e orientações só terão impacto se houver programas nacionais e sistemas comunitários sólidos nos países para implementá-los”, disse Etienne.

Em Belo Horizonte, jovens realizam uma partida de 'queimado' temática, para discutir questões de gênero e orgulho LGBTI. Imagem de 2016. Foto: Mídia Ninja (CC)

Jovens de hoje estão mais abertos à diversidade sexual, diz ativista trans

Em entrevista ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a mulher trans e ativista de direitos humanos Jacqueline Rocha Côrtes diz ver avanços nos direitos garantidos legalmente para os jovens, na comparação com a sua própria geração.

No entanto, a militante alerta que, devido à violência e à intolerância, nem sempre esses direitos podem ser exercidos plenamente. “Em termos de sexualidade, os jovens estão mais abertos para lidarem com a diversidade”, aponta Jacqueline.

A 41ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU ocorreu em Genebra até sexta-feira (12). Foto: ONU/Jean Marc Ferre

Conselho de Direitos Humanos aprova resoluções sobre Filipinas, Síria e comunidade LGBTI

A 41ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas terminou na sexta-feira (12) com medidas de resposta a acontecimentos preocupantes em Eritreia, Síria e Filipinas, além de outras questões de preocupação global, como violência e discriminação contra a comunidade LGBTI. De um total de 26 resoluções aprovadas pelo órgão de 47 membros, seis foram voltadas especificamente a países e 20 foram textos temáticos.

Ao todo, 32 grávidas venezuelanas refugiadas e migrantes participaram da roda de conversa. Foto: UNFPA Brasil

Fundo de População da ONU faz roda de conversa venezuelanas gestantes em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) realizou, na última semana, uma roda de conversa direcionada para gestantes de um dos abrigos da Operação Acolhida em Boa Vista (RR). Ao todo, 32 refugiadas e migrantes venezuelanas e alguns de seus parceiros participaram da conversa sobre saúde sexual e reprodutiva, acesso a métodos contraceptivos e direitos.

Em contexto de emergências humanitárias, mulheres gestantes, assim como mulheres em geral, pessoas LGBTI, idosas e com deficiência – entre outras com necessidades específicas de proteção – são especialmente vulneráveis.

Por isso, o UNFPA é responsável por promover ações em saúde sexual e reprodutiva e prevenir a violência baseada em gênero, principalmente no caso das grávidas: de acordo com o último Relatório Sobre a Situação da População Mundial, ao menos 800 mulheres e meninas morrem todos os dias no mundo de complicações relacionadas à gravidez ou ao parto, devido à falta de serviços obstétricos adequados.

Oficina reuniu mulheres venezuelanas que trabalham com liderança comunitária em abrigo da Operação Acolhida. Foto: UNFPA Brasil

Em Boa Vista, oficina explica para venezuelanas como denunciar violência de gênero

Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) reuniu cerca de 40 venezuelanas para uma oficina sobre violência de gênero em contextos de migração. As participantes eram mulheres responsáveis pela proteção e mobilização comunitária do Abrigo Jardim Floresta, mantido pela Operação Acolhida do governo federal brasileiro. Também estiveram presentes moradores que atuam na gestão do alojamento.

O UNFPA lidera a ação de prevenção e resposta à violência baseada em gênero e atua na promoção do acesso à saúde sexual e reprodutiva. Foto: UNFPA Brasil/Thais Rodrigues

Fundo de População da ONU dá orientações de saúde para venezuelanos transferidos de Roraima

Antes de serem transferidos para outros estados do Brasil, refugiados e migrantes venezuelanos que vivem em Roraima recebem orientações sobre saúde sexual e reprodutiva e sobre violência de gênero.

A iniciativa é do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que apoia o programa de interiorização do governo federal por meio de sessões informativas para mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, idosas ou com deficiência.

Jesus Villarroel e Ricardo Alfonzo Roca, fundadores do grupo. Foto: UNFPA/Débora Rodrigues

Venezuelanos LGBTI montam grupo de arte em abrigo da Operação Acolhida em Roraima

Jovens venezuelanos LGBTI que cantam, dançam, interpretam e desenham encontraram, dentro de um abrigo da Operação Acolhida em Roraima, uma forma de se unirem durante o difícil processo de deslocamento ao Brasil, seja como migrante ou como refugiado.

Com ajuda do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), eles batizaram o coletivo de “DiverTsarte”. “É um grupo, mas somos família, união e estabilidade. Essa sigla significa diversidade, diversão e arte”, justifica o representante, Jesus Daniel Villaroel, de 26 anos.

O refugiado sírio Mohamad Hamza Alemam (à esquerda) recebe aulas de panificação com o padeiro Bjorn Wiese, em Eberswalde, na Alemanha. Foto: ACNUR/Gordon Welters

ACNUR: mais de 1,4 milhão de refugiados vão precisar de reassentamento em 2020

O reassentamento é a transferência de indivíduos em situação de refúgio numa nação para um terceiro país, que aceita receber a garantir a permanência desses refugiados em seu território.

De acordo com um novo relatório da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), entre os que mais precisam da realocação, estão cidadãos da Síria (40%), Sudão do Sul (14%) e República Democrática do Congo (11%).