Ferramenta permite aos governos e à sociedade comparar preços de medicamentos recomendados pela OMS para tratar efeitos da COVID-19. Foto: UNOPS

Ferramenta permite comparar preços de medicamentos para os efeitos da COVID-19

O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) apresentou nesta segunda-feira (15) o Observatório Regional de Preços de Medicamentos durante evento online transmitido para a América Latina e o Caribe.

A plataforma virtual pode ser acessada em observatorio.unops.org. Ela permite aos governos e à sociedade comparar preços de medicamentos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para tratar os efeitos da COVID-19. Também estão incluídos medicamentos que se encontram em fase de testes.

A Convenção contra a Corrupção, com 186 Estados Partes, é o único instrumento anticorrupção universal juridicamente vinculativo. Foto: PNUD

UNODC: flexibilização de processos administrativos na pandemia pode ampliar risco de corrupção

Documento publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) reconhece a necessidade de os países tomarem medidas urgentes para prestar apoio financeiro, médico e social a indivíduos e empresas em meio à pandemia.

Entretanto, alerta que a flexibilização de mecanismos de responsabilização administrativa e de supervisão na alocação de recursos e aquisição de materiais pode aumentar o risco de corrupção e fraude, o que poderia enfraquecer o impacto das medidas em curso e resultar na falta de ajuda aos mais vulneráveis.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, durante reunião no Conselho de Segurança. Foto: ONU

UNODC abre chamada para Modelo Nações Unidas online em português

Diante da pandemia global da COVID-19 e do consequente distanciamento social recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e autoridades locais, a iniciativa Educação para a Justiça (E4J), do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), abre processo de candidatura para o I UNODC e-MUN– primeiro Modelo das Nações Unidas virtual e de alcance internacional. As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de maio.

Um trabalhador da indústria do vestuário costura uma saia em Phnom Penh, Camboja. Foto: Banco Mundial/ Chhor Sokunthea

COVID-19: ONU defende renda básica universal para combater desigualdade crescente

A pandemia da COVID-19 não é apenas uma crise de saúde, mas também está se mostrando um desastre econômico para um grande número de pessoas em todo o mundo.

Uma alta funcionária do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está pedindo aos países que ofereçam aos cidadãos uma renda básica universal, para ajudar milhões de pessoas que perderam o emprego devido a medidas para conter o vírus, combinadas com níveis crescentes de desigualdade.

Em entrevista ao UN News, Kanni Wignaraja, que dirige o escritório do PNUD na Ásia-Pacífico, explicou por que a ideia da renda básica universal (na qual os governos dão uma quantia mínima em dinheiro a todos os cidadãos, com base em seu status de trabalho ou renda) está começando a ganhar força. Leia a entrevista completa.

COVID-19: UNODC e DEPEN discutem cooperação no sistema prisional

Representantes do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) realizaram uma vídeoconferência para discutir sobre o trabalho em parceria que precisará ser realizado no sistema prisional durante e após a pandemia da COVID-19.

Foram identificadas áreas de interesse comum como capacitação, ensino à distância em diferentes áreas da gestão penitenciária, enfrentamento ao crime organizado, trabalho no sistema prisional e fortalecimento das ações de inteligência.

Profissional em trabalho remoto é uma das medidas relatadas pelas empresas do Pacto Global para conter o coronavírus. Foto: Pixabay

Pacto Global identifica iniciativas de empresas brasileiras para demandas da COVID-19

Pelo menos 70 empresas brasileiras do Pacto Global já deram informações sobre as iniciativas adotadas em relação ao novo coronavírus, a maior parte delas em atendimento à saúde de seus trabalhadores. O Pacto Global – iniciativa da ONU que reúne mais de 13 mil organizações em todo o mundo  – está coletando dados num questionário online e identificou desde trabalho remoto e atendimento psicológico a funcionários até produção e doação de álcool em gel para hospitais públicos de cidades mais atingidas.

#ParaCadaCriança, todos os direitos | UNICEF

VÍDEO: Vozes de crianças e adolescentes devem ser ouvidas e seus direitos protegidos

Crianças, adolescentes e jovens de todo o mundo têm exigido seus direitos.

Embora cada contexto seja único, os jovens estão pedindo ação em relação à crise climática, pelo fim da corrupção e da desigualdade, por uma melhor educação e oportunidades de emprego – e por um mundo mais justo para todas e todos, em qualquer lugar.

Em apelo aos governos de todo o mundo, a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, lembrou que vozes de crianças e adolescentes devem ser ouvidas e seus direitos protegidos, inclusive onde houver agitação civil ou conflito armado.

Foto: upslon/Flickr

Embaixadores da Juventude debatem em Lisboa combate à violência contra mulher

Em Lisboa, a rede de Embaixadores da Juventude foi convidada para compartilhar a perspectiva brasileira de prevenção à violência orientada por questões de gênero a partir de uma perspectiva da juventude masculina.

O jovem embaixador Ronan Firmino, selecionado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pelo Instituto Caixa Seguradora, destacou a importância de incluir diferentes setores da sociedade no debate sobre formas de prevenir e combater a violência contra mulheres.

Manifestação no Líbano Foto: Jamil Karam

ACNUDH pede redução das tensões e violência em protestos no Líbano

Iniciadas em grande parte de forma pacífica, as manifestações contra o governo no Líbano, na capital Beirute, tornaram-se cada vez mais violentas no fim de semana, provocando a preocupação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

“Alguns manifestantes recorreram ao uso da violência para expressar suas queixas e as forças de segurança responderam, por vezes, com uso desnecessário ou desproporcional da força”, disse Marta Hurtado, porta-voz do ACNUDH em Genebra.

Uma rosa é colocada nos trilhos de trem no Memorial e Museu Auschwitz-Birkenau, na Polônia. Foto: Unsplash/Albert Laurence

Sociedades devem se unir contra crise global do ódio antissemita, diz Guterres

Lembrando o 75º aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau e os 6 milhões de judeus e outros assassinados sob ordens nazistas durante o Holocausto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse em uma cerimônia em Nova Iorque nesta segunda-feira (27) que o mundo deve se comprometer a impedir a repetição desses crimes.

“Nossa solidariedade diante do ódio é necessária hoje mais do que nunca, pois vemos um ressurgimento profundamente preocupante de ataques antissemitas em todo o mundo e, o que é inacreditável, também à nossa volta aqui em Nova Iorque”, disse ele no evento para o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

O secretário-geral da ONU, António Guterres (à esquerda), informa a reunião da Assembleia Geral sobre suas prioridades para 2020 e para o trabalho da Organização. Foto: ONU/Mark Garten

Chefe da ONU lista quatro principais ameaças para futuro global

O novo ano começa com quatro ameaças iminentes ao progresso humano no mundo: tensões geopolíticas crescentes, crise climática, desconfiança global e impactos negativos da tecnologia, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta quarta-feira (22).

Em 2015, os líderes mundiais adotaram uma agenda para criar um planeta mais justo para todos. Este ano, a ONU lançou a Década de Ação para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até o prazo de 2030.

Jornalistas na sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU

Região da América Latina e Caribe foi a mais mortal para jornalistas em 2019

Vinte e dois jornalistas foram assassinados na América Latina e Caribe em 2019, o que torna a região a mais perigoso do mundo para a imprensa, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (20) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). No Brasil, dois jornalistas foram assassinados em 2019.

O levantamento mostrou que cobrir assuntos locais, como política, corrupção e crime, é mais perigoso para jornalistas do que cobrir zonas de guerra. No ano passado, quase dois terços dos casos de assassinato ocorreram em países que não vivenciavam conflitos armados, e a maioria envolveu repórteres realizando cobertura local.

Favelas em Porto Príncipe, Haiti. Foto: ONU-Habitat/Julius Mwelu

Conselho de Segurança das Nações Unidas pede diálogo político no Haiti

O Conselho de Segurança da ONU enfatizou nesta quinta-feira (9) a necessidade de resolver o impasse político em curso no Haiti entre o presidente Jovenel Moïse e um crescente movimento de oposição.

Os membros do Conselho de Segurança emitiram um comunicado descrevendo a necessidade imediata de as partes se envolverem em um diálogo inclusivo e aberto para formar um governo que responda às necessidades da população.

Reduzir as desigualdades está entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. Foto: Ninja Mídia

ARTIGO: Reduzir a desigualdade para gerar oportunidades

Em artigo, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirma que nos últimos dez anos a desigualdade transformou-se em um dos desafios mais complexos e desconcertantes da economia mundial.

Para ela, combater a desigualdade exige uma abordagem nova, incluindo repensar os sistemas de tributação. “A tributação progressiva é um componente essencial de uma política fiscal eficaz. Nossos estudos mostram que é possível elevar as alíquotas tributárias marginais no topo da distribuição de renda sem sacrificar o crescimento econômico.” Leia o artigo completo.

Elena Abbati é nova diretora do UNODC no Brasil. Foto: UNODC

Italiana Elena Abbati é a nova diretora do UNODC no Brasil

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no Brasil anunciou nesta terça-feira (7) que sua nova diretora, a italiana Elena Abbati, assumirá suas funções em 8 de janeiro.

Abbati enfatizou que, a partir de 2020, o UNODC pretende avançar nas suas principais áreas de atuação no país.

“O mandato do UNODC tem grande sinergia com o Brasil. O UNODC tem ajudado a tornar o mundo mais seguro contra drogas, crime organizado, corrupção e terrorismo”, declarou.

A Convenção contra a Corrupção, com 186 Estados Partes, é o único instrumento anticorrupção universal juridicamente vinculativo. Foto: PNUD

Conferência em Abu Dhabi amplia esforços de combate à corrupção no mundo

A principal conferência anticorrupção do mundo foi realizada em dezembro em Abu Dhabi com um apelo para se avançar nos esforços para prevenir e combater esse crime de forma a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“Ao entrarmos na Década de Ação para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, devemos nos unir contra a corrupção para impedir o esgotamento de recursos causado por fluxos financeiros ilícitos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Em Berlim, na Alemanha, a manifestação de jovens 'Fridays for Future' pede ações urgentes contra as mudanças climáticas. Foto: Fridays For Future/Jörg Farys

ARTIGO: vozes de crianças e adolescentes devem ser ouvidas e seus direitos protegidos

Em artigo, a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, lembra que o direito das crianças e dos adolescentes à reunião pacífica e à liberdade de expressão, inclusive em protesto pacífico, estão consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança. “Cabe aos Estados-membros garantir que as crianças e os adolescentes possam exercer esse direito de maneira segura e pacífica”, escreveu. Leia a declaração completa.

Dentre as 26 empresas brasileiras que receberam o Prêmio Empresa Pró-Ética, 18 são signatárias da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. Foto: Adalberto Carvalho/AscomCGU.

Controladoria-Geral da União premia empresas signatárias do Pacto Global por luta anticorrupção

A edição 2018-2019 do Prêmio Empresa Pró-Ética, oferecido pela Controladoria-Geral da União (CGU), condecorou 26 empresas brasileiras comprometidas com a luta anticorrupção em seus negócios. Dentre as iniciativas premiadas, 18 são signatárias da Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas.

Premiação aconteceu em Brasília, durante a 1ª Conferência Internacional de Promoção da Integridade promovida pela CGU entre os dias 12 e 13 de dezembro. O Empresa Pró-Ética é uma iniciativa que há nove anos busca promover um ambiente corporativo mais íntegro, ético e transparente no país.

A Rede Brasil trabalha o tema com as empresas signatárias a partir do seu Grupo de Trabalho Anticorrupção, que analisa que a prática impede o crescimento econômico, aumenta os custos de transação e cria um mercado desequilibrado, levando à instabilidade social, alimentando a desconfiança pública e minando o Estado de Direito.

Houve 14 candidaturas, entre as quais se elegeu o jogo "Cidade do Amanhã", idealizado por uma equipe de cinco jovens do Rio de Janeiro. Foto: PEXELS

Jogo virtual estimula jovens brasileiros a pensar o desenvolvimento sustentável

Na semana em que se comemora o Dia de Combate à Corrupção, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) anunciou o projeto vencedor de seu 1° Concurso de Jogos Digitais.

A premiação é realizada em parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e o programa Nordic Dialogues. O concurso selecionou um game de interesse público que receberá apoio financeiro para seu desenvolvimento.

“Cidade do Amanhã” é um jogo virtual de cartas e estratégias para estimular jovens a pensarem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e incentivar a participação social.

A Convenção contra a Corrupção, com 186 Estados Partes, é o único instrumento anticorrupção universal juridicamente vinculativo. Foto: PNUD

ONU reforça importância da luta contra corrupção em dia internacional

Em sua declaração para o Dia Internacional de Combate à Corrupção, celebrado anualmente em 9 de dezembro, o diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Yury Fedotov, lembrou que “a corrupção afeta as pessoas no seu dia a dia”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também se pronunciou: “as pessoas têm razão em ficar com raiva. A corrupção ameaça o bem-estar de nossas sociedades, o futuro de nossos filhos e a saúde de nosso planeta. Deve ser combatida por todos, para todos”.

Pacto Setorial de Integridade visa prevenir corrupção no setor empresarial de limpeza urbana. Foto: Paweł Czerwiński/CC.

Com apoio da ONU, empresas de limpeza urbana se unem para criação de pacto que previne corrupção no setor

O primeiro Pacto Setorial de Integridade para empresas do setor de limpeza urbana e gestão de resíduos sólidos do país foi lançado na última quarta-feira (4), em evento na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Elaboração do documento é uma iniciativa conjunta da Rede Brasil do Pacto Global e Instituto Ethos, que visa fortalecer governança das empresas de limpeza urbana e proteger o setor de casos de corrupção. Nove empresas, que representam mais de 50% do mercado nacional, assinam até o momento.

“Mais setores produtivos deveriam se engajar na luta pela integridade, e a Rede Brasil está aberta para acolher e incentivar pactos por uma atuação mais justa e transparente por parte das empresas”, afirmou Carlo Pereira, secretário-executivo da Rede Brasil do Pacto Global.

Protestos têm sido liderados por jovens que expressam frustração com más perspectivas econômicas, sociais e políticas. Foto: ACNUDH.

Mais de 400 pessoas são mortas e 19 mil ficam feridas durante protestos no Iraque

Manifestantes protestam nas ruas do Iraque desde a primeira semana de outubro exigindo eleições livres, fim da corrupção generalizada, emprego e crescimento econômico. Mais de 400 pessoas foram mortas e 19 mil ficaram feridas durante as manifestações.

A representante especial do secretário-geral da ONU para o Iraque, Jeanine Hennis-Plasschaert, falou ao Conselho de Segurança da ONU a partir de Bagdá na terça-feira (3). Segundo ela, as regras de atuação das forças de segurança no país foram alteradas para garantir a segurança dos manifestantes, mas “a realidade é que o uso de munição real continua, dispositivos não letais continuam sendo usados ​de forma ​indevida, e prisões e detenções ilegais ocorrendo”.

No domingo (1), o Parlamento iraquiano aceitou o pedido de renúncia do primeiro-ministro, Adel Abdel Mahdi. As Nações Unidas pedem que os responsáveis pelas mortes durante os protestos sejam identificados e julgados.

Mais de 60% da população do Zimbábue enfrenta situação de insegurança alimentar

Por conta da hiperinflação, mais de 60% da população do Zimbábue está enfrentando insegurança alimentar, em um país que antes era considerado o celeiro da África.

“Em áreas rurais, o espantoso número é de 5,5 milhões de pessoas passando atualmente por insegurança alimentar, à medida que chuvas fracas e padrões climáticos irregulares estão afetando as colheitas e os meios de subsistência”, afirmou Hilal Elver, relatora especial sobre o direito à alimentação.

Contraste entre as desigualdades no município do Rio de Janeiro. Foto: Luiz Gonçalves Martins - ODS 10

ARTIGO: Chegou a hora da igualdade na América Latina e no Caribe

Em artigo, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, afirma que a igualdade deve ser o motor do desenvolvimento regional. “A região continua sendo a mais desigual do mundo, e embora a primeira década deste século tenha sido marcada por avanços na redução da pobreza e da desigualdade de renda, há ainda muitas lacunas a serem preenchidas.” Leia o artigo completo.

Representante Especial da ONU no Iraque, Jeanine Hennis-Plasschaert, visita a Praça Tahrir em Bagdá para conversar com manifestantes. Foto: UNAMI.

Iraquianos pagam ‘preço impensável’ para serem ouvidos, diz representante da ONU no Iraque

“O que testemunhei nas ruas nos últimos dias é um acúmulo de frustração com a falta de progresso nos últimos 16 anos”, relatou a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas no Iraque, Jeanine Hennis-Plasschaert.

A representante visitou, na última terça-feira (12), o Conselho de Representantes em Bagdá, capital do país. No encontro com as lideranças iraquianas, Hennis-Plasschaert, que também é a chefe da Missão de Assistência da ONU no Iraque (UNAMI), fez um minuto de silêncio pelas vidas que foram ceifadas durante os protestos.

O Iraque é palco, desde 1º de outubro, de intensas manifestações. A população reivindica desde o fim da corrupção nos serviços públicos até uma reforma mais ampla do sistema político, incluindo a alteração da Constituição. A representante da ONU lembrou aos parlamentares que, com total respeito à soberania do Iraque, a UNAMI propôs uma série de medidas concretas para a construção de confiança e uma reforma no país.

Conselho de Segurança marca transição dos 15 anos das forças de paz da ONU no Haiti

Após 15 anos de manutenção da paz no país caribenho, o Conselho de Segurança da ONU mantém seu compromisso de fortalecer e estabilizar o país. Com foco no desenvolvimento sustentável, as Nações Unidas continuarão apoiando o Haiti e sua população, com uma transição ininterrupta de manutenção para a construção da paz.

O novo Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH) trabalhará com o governo e parceiros em antigas questões herdadas do período de manutenção da paz, como a eliminação da cólera e a abordagem de casos de exploração e abuso sexual, incluindo casos de paternidade.

O guia procura preencher a lacuna da falta de compreensão entre os profissionais da educação sobre como desempenhar melhor o papel da educação na construção de sociedades justas e pacíficas. Foto: Edward Lich/CC.

UNESCO e UNODC lançam guia sobre o papel da educação na construção de sociedades justas e pacíficas

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançaram, nesta quinta-feira (7), o guia “Fortalecimento do Estado de Direito por meio da educação” para formuladores de políticas.

A publicação apresenta orientações para gestores e educadores que queiram trabalhar temas de justiça, direitos humanos e combate à corrupção com estudantes dos ensinos fundamental e médio.

Mahamadou Sankareh, da Gâmbia, mora em Roma, na Itália, e trabalha no Centro de Refugiados Joel Nafuma. Foto: PNUD | Lena Mucha.

Novo relatório do PNUD revela dados do perfil dos jovens que migram irregularmente da África para Europa

Novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) entrevistou 1.970 migrantes de 39 países africanos vivendo em 13 países europeus. O objetivo era esclarecer por que as pessoas migram por canais irregulares e o que vivenciam quando o fazem.

Intitulado ‘Escalando Muros: Vozes de migrantes africanos irregulares para a Europa’, o documento foi produzido para preencher lacunas na base de dados global e mostrar uma imagem mais clara do motivo pelo qual os migrantes irregulares se mudam da África para a Europa.

Esse é o segundo de uma série de relatórios do PNUD que documentam as jornadas das jovens e dos jovens africanas e africanos. O primeiro explorou o que leva alguns migrantes aos braços do extremismo violento.

Jornalistas cobrem debate da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU | Laura Jarriel.

UNESCO: 90% dos autores de assassinatos contra jornalistas continuam impunes

Na véspera do Dia Internacional para Acabar com a Impunidade de Crimes contra Jornalistas (2 de novembro) deste ano, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) lançou um novo relatório com dados da violência praticada contra esses profissionais em todo o mundo.

Segundo o documento “Ataques intensificados, novas defesas”, número de jornalistas assassinados aumentou 18% em cinco anos, entre 2014 e 2018, e quase 90% dos responsáveis por essas mortes ainda não foram condenados.

A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, afirma que a agência “condena todos os que colocam jornalistas em risco, todos os que matam jornalistas e todos os que não fazem nada para impedir essa violência”.

Foto: Gerd Altman/Pixabay

ONU: 30 líderes empresariais se comprometem a mobilizar recursos para objetivos globais

As Nações Unidas anunciaram nesta quarta-feira (16) que 30 líderes do mundo corporativo trabalharão juntos pelos próximos dois anos numa tentativa de obter trilhões de dólares em recursos do setor privado para financiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Convocada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, a Aliança dos Investidores para o desenvolvimento Sustentável é co-presidida pelo CEO da Allianz, Oliver Bäte, e a CEO da Bolsa de Valores de Joanesburgo, Leila Fourie, e inclui dirigentes do Bank of America, Citigroup, Investec, Santander, UBS e importantes corporações internacionais, como a brasileira Sul América.

Foto: Fotos Públicas/Rafael Neddermeyer

Escritório da ONU discute em Brasília combate aos mercados de apostas ilegais

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) participou na quarta-feira (2) em Brasília (DF) da Cúpula sobre Integridade nos Esportes, evento organizado pelo Instituto Internacional de Governança e Risco (GovRisk) e pela empresa de dados e tecnologia de esportes Genius Sports.

Cinco painéis com especialistas discutiram a importância da integridade no esporte profissional; a relevância crescente da tecnologia na identificação de atividades suspeitas de apostas, assim como os perigos dos mercados de apostas ilegais.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi estabelecida pelos países-membros da ONU no fim de 2015. Foto: ONU

Apenas 32% das empresas do mundo têm planos ambiciosos para atingir objetivos globais

De uma forma geral, um alto índice de empresas no mundo mantém políticas corporativas que atravessam as áreas-chave dos Dez Princípios do Pacto Global das Nações Unidas. Pelo menos 67% dessas companhias responderam que tais estratégias são desenvolvidas ou avaliadas no mais alto nível de governança, designada a CEOs, diretoras e diretores de empresas.

Apesar do progresso, os dados ainda são motivo de preocupação do Pacto Global. De acordo com a iniciativa das Nações Unidas, eles ainda não são o suficiente, em escala ou tempo, para alcançar os 17 ODS ou mesmo o Acordo de Paris para o clima.

Apenas 32% dos CEOs indicam que suas empresas têm planos para estabelecer objetivos suficientemente ambiciosos, baseados na ciência e alinhados à necessidade da sociedade. Enquanto isso, ações de apoio aos ODS ainda parecem estar separadas das estratégias mais centrais das empresas, e não influenciam de forma profunda produtos, serviços ou modelos de negócios.

Arte: Rede Brasil do Pacto Global

Empresas anunciam ambiciosos planos para reduzir o aumento da temperatura global

Oitenta e sete empresas estão tomando ações para alinhar seus negócios com o que os cientistas avaliam ser necessário para limitar os piores impactos das mudanças climáticas.
Respondendo a um chamado feito em junho por um grupo de líderes empresariais, da sociedade civil e da Organização das Nações Unidas (ONU), estas empresas se comprometeram a estabelecer objetivos de clima em suas operações e cadeias de valores alinhadas para limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus Celsius e alcançar emissões zero de carbono até no máximo 2050.

A informação é divulgada na véspera da Cúpula da Acão do Clima, organizada pelo secretário-geral da ONU, António Gutteres, em Nova Iorque. A cúpula é uma oportunidade para que governos, empresas e outras partes interessadas apresentem planos claros de ação alinhados ao recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que alertou para as catastróficas consequências para o aquecimento global.