O iraquiano Ali, que ficou cinco horas soterrado sob os escombros de sua casa após ataque do Estado Islâmico, retornou recentemente com sua família ao oeste de Mossul. Foto: OIM Iraque/Sarah Ali Abed

Iraque: impasse político e crise humanitária prejudicam estabilização, diz representante da ONU

Apesar de alguns acontecimentos positivos após anos de conflito brutal, o Iraque está sendo afetado por um impasse político e uma contínua crise humanitária que estão prejudicando a estabilização, disse a chefe da missão de assistência da ONU no país (UNAMI), Jeanine Hennis-Plasschaert, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas na quarta-feira (13).

A representante especial iniciou seu primeiro briefing ao Conselho explicando que apesar de um novo primeiro-ministro ter sido nomeado, o governo iraquiano permanece incompleto devido a “fortes desentendimentos entre partidos políticos”, com quatro posições de alto escalão ainda vagas, incluindo as pastas de Interior, Defesa e Justiça.

Pirataria no Golfo da Guiné preocupa autoridades regionais e internacionais. Foto: Eunavfor

Pirataria e crimes em alto-mar estão mais sofisticados, alerta agência da ONU

Crimes marítimos internacionais estão se tornando cada vez mais sofisticados, com grupos criminosos explorando impasses de jurisdição e desafios na aplicação da lei em alto-mar. A avaliação é do chefe do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Yury Fedotov, que alertou o Conselho de Segurança neste mês (5) sobre os perigos da pirataria e outras atividades ilícitas para a vida de pessoas inocentes.

Vista aérea de Porto Príncipe, capital do Haiti. Foto: MINUJUSTH/Leonora Baumann

Protestos e violência no Haiti geram pedido internacional de soluções duradoras à crise

Protestos liderados pela oposição no Haiti exigindo a renúncia do presidente, e que provocaram violência na semana passada, fizeram com que um grupo de diplomatas, incluindo o representante das Nações Unidas no país, emitisse um comunicado lamentando mortes e pedindo diálogo para encerrar a crise.

De acordo com a imprensa local, ao menos quatro pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas durante quatro dias de protestos na capital, Porto Príncipe, e em outras cidades no país.

Os manifestantes protestam diante da crise crise econômica que levou a forte queda do padrão de vida, inflação em torno de 15%, crescimento da dívida interna, além de acusações de corrupção contra o presidente Jovenel Moise, antes de ele assumir.

Policial patrulha distrito da zona 1, na Cidade da Guatemala. Foto: Banco Mundial/Jesus Alfonso

Guatemala deve garantir Judiciário independente no combate à corrupção, dizem relatores

A proteção dos direitos humanos na Guatemala e um Poder Judiciário independente devem ser o centro dos esforços do Estado para combater a impunidade e a corrupção, disse um grupo de especialistas das Nações Unidas nesta segunda-feira (11).

A preocupação dos relatores se deve à decisão do governo da Guatemala de colocar fim unilateralmente a um acordo com a ONU que criou a Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala.

Em 9 de janeiro, a Corte Constitucional suspendeu a decisão do governo de se retirar do acordo, mas as ações para colocar fim ao trabalho da comissão continuaram. Além disso, as declarações do governo de que não acataria às resoluções da Corte Constitucional contribuem para o enfraquecimento do Estado de Direito no país, afirmaram os especialistas.

Michelle Bachelet, alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

ONU pede financiamento recorde para direitos humanos em ‘era de grande turbulência’

A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu na quarta-feira (16) que os países aumentem suas contribuições em 2019 para financiar o que descreveu como “o programa de trabalho mais ambicioso já feito por meu escritório”.

O programa de trabalho para 2019 do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) irá focar em áreas essenciais e em todas as regiões, disse Bachelet. O objetivo é fortalecer o Estado de Direito e a responsabilização; proteger e expandir o espaço cívico; conter discriminações de todos os tipos; integrar os direitos humanos com mais força às políticas e programas de desenvolvimento; e apoiar a proteção de direitos em situações de conflito e insegurança.

Policial patrulha distrito da zona 1, na Cidade da Guatemala. Foto: Banco Mundial/Jesus Alfonso

Bachelet pede que governo da Guatemala respeite liberdades democráticas

Com manifestações esperadas em diversas cidades da Guatemala nesta semana, a alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu na segunda-feira (14) que o governo guatemalteco garanta a liberdade de expressão e de opinião e o direito à associação e reunião pacíficas.

“Liberdade de expressão, sem medo de represálias e intimidação, é a espinha dorsal da democracia”, afirmou Bachelet. “Uma cultura de direitos humanos e paz é fortalecida quando grupos sociais diversos podem se expressar em espaços públicos e podem exercer livremente seus direitos”.

Chefe da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala, Iván Velásquez. Foto: CICIG

Órgão anticorrupção da ONU rebate acusações do governo da Guatemala

Em carta ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a autoridade sênior da ONU encarregada da Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), Iván Velásquez, respondeu às acusações feitas pelo governo para justificar a decisão de expulsar a entidade do país.

“Desde sua criação, em 2007, a CICIG tem trabalhado resolutamente de acordo com seu mandato, acompanhando instituições nacionais para identificação e desmantelamento de organizações ilegais e aparatos clandestinos de segurança, assim como promovido reformas legais e institucionais para impedir seu reaparecimento”, escreveu Velásquez.

Velásquez destacou que, apesar deste trabalho, “campanhas de difamação e ameaças aumentaram” desde a apresentação de casos envolvendo poderosos atores políticos e econômicos do país.

O secretário-geral da ONU, António Guterres (direita), com Iván Velásquez Gómez, comissário da Comissão contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), em 22 de maio de 2018. Foto: ONU/Evan Schneider

Órgão anticorrupção da ONU continuará trabalhando na Guatemala, decide Corte Constitucional

Após decisão unilateral do governo da Guatemala de acabar com uma comissão anticorrupção das Nações Unidas, o porta-voz da entidade afirmou ao UN News na quarta-feira (9) que a equipe está analisando meios de continuar seu mandato, horas depois de o tribunal mais alto do país decidir contra a ordem de expulsão feita pelo governo.

A Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG) foi criada pelas Nações Unidas junto ao governo da Guatemala há 11 anos e destacou com sucesso casos de corrupção envolvendo centenas de políticos, burocratas e empresários. O mandato da comissão vai até 3 de setembro deste ano.

Foto: Jhon Henriano/Shutterstock.com

Banco Mundial alerta para piora da economia global em 2019

As perspectivas para a economia global em 2019 pioraram, disse o Banco Mundial nesta quarta-feira (9) em novo relatório. Enquanto as tensões comerciais permanecem elevadas, o comércio internacional e o investimento desaceleram.

A previsão do Banco Mundial é de crescimento de 2,9% da economia global em 2019, frente a 3% no ano passado.

Para o Brasil, o organismo internacional projeta crescimento econômico de 2,2% em 2019 e de 1,2% em 2018. Já para a China, o PIB deve subir 6,2%, frente a estimados 6,5% no ano passado.

Policial patrulha distrito da zona 1, na Cidade da Guatemala. Foto: Banco Mundial/Jesus Alfonso

Guterres critica decisão da Guatemala de acabar com órgão anticorrupção

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, “rejeitou fortemente” a decisão do governo guatemalteco de acabar unilateralmente com a Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), órgão independente criado pela ONU e pelo país para investigar corrupção e grupos ilegais.

O mandato da Comissão estava agendado para acabar em 3 de setembro de 2019, e a ONU espera que o governo da Guatemala “cumpra inteiramente suas obrigações legais” sob o acordo e “obedeça seus compromissos internacionais para garantir proteção de funcionários da CICIG, tanto internacionais quanto nacionais”.

Mulheres iemenitas caminham diariamente por horas para conseguir água. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Desvio de assistência alimentar no Iêmen precisa acabar imediatamente, diz PMA

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas exigiu na sexta-feira (4) que o desvio de alimentos por parte de facções conflitantes no Iêmen chegue imediatamente a um fim e elogiou um comunicado de líderes rebeldes houthis, no qual afirmaram que a situação está sob investigação.

De acordo com relatos da imprensa internacional, facções e milícias de ambos os lados do conflito bloquearam assistência alimentar para grupos suspeitos de deslealdade, desviando-a para unidades de combate ou vendendo-a no mercado ilegal.

Mulheres e crianças internamente deslocadas em um centro do Programa Mundial de Alimentos (PMA) em Mogadíscio, na Somália. Foto: Giles Clarke for Getty/OCHA

Esforços para paz na Somália tiveram ‘progresso significativo’, diz representante especial

Esforços do governo da Somália para alcançar uma paz duradoura por meio de reformas e transformações políticas progrediram ao longo de uma “trajetória positiva”, mas todos os envolvidos no processo precisam “seguir na mesma direção”, disse na quinta-feira (3) o representante especial das Nações Unidas no país ao Conselho de Segurança.

Nicholas Haysom elogiou o escritório do primeiro-ministro do país por “liderar esforços do governo para combater a corrupção” e elogiou melhoras no gerenciamento das finanças públicas, que levaram a um superávit de 8 milhões de dólares em setembro do ano passado.

Mas sobre o complexo processo de reformas do “Mapa sobre Políticas Inclusivas” na Somália, Haysom afirmou que um “marco importante” foi perdido após não cumprimento de um prazo em dezembro para esboço da nova lei eleitoral. Apesar disso, a Comissão Eleitoral Nacional Independente realizou progressos em planejamento de registros de eleitores e 35 partidos políticos foram registrados oficialmente.

Em 2017, o Brasil caiu 17 posições no Índice de Percepção da Corrução da Transparência Internacional. Foto: Pacto Global

Pacto Global: combate à corrupção é oportunidade para setor privado

Em 2018, a corrupção voltou a ser a considerada o maior problema do Brasil, segundo pesquisa do Datafolha. Estimativas do Tribunal de Contas da União (TCU) apontam que desde a década de 1970 o país perdeu 300 bilhões de reais apenas em obras de infraestrutura.

Nesse cenário, a Rede Brasil do Pacto Global dissemina entre empresas do país ferramentas internacionais para avaliar o risco de corrupção dentro das companhias e caminhos para combater esse crime. Treinamentos também procuraram indicar práticas que inspirem a ética no ambiente de negócios.

Outdoor detalha campanha de combate à corrupção na Namíbia. Foto: Banco Mundial/Philip Schuler

Corrupção movimenta trilhões de dólares e prejudica desenvolvimento global, diz Guterres

A cada ano, trilhões de dólares – o equivalente a mais de 5% da economia global – são pagos em propinas ou desviados por corrupção, relataram as Nações Unidas no domingo (9).

As Nações Unidas estão combatendo este crime, que afeta tanto países ricos quanto pobres, por meio de campanha global realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Participantes da conferência sobre o estado da democracia na América Latina, realizada na sede da CEPAL em Santiago, no Chile. Foto: CEPAL/Carlos Vera

Ex-presidentes de Chile, Costa Rica e Uruguai abordam desafios da democracia na América Latina

O crescente desencanto e a insatisfação dos cidadãos com a política, as novas tecnologias que mudam a forma de exercer o poder e a renovação e capacidade de adaptação de instituições como os partidos políticos são alguns dos principais temas que definirão o futuro da democracia na América Latina, destacaram na segunda-feira (26) os ex-presidentes Ricardo Lagos, do Chile, Laura Chinchilla, da Costa Rica, e Luis Alberto Lacalle, do Uruguai, durante conferência internacional na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), em Santiago.

Edifício da Controladoria Geral da União em Brasília (DF). Foto: pixabay/janio_df (CC)

Agência da ONU e CGU discutem alternativas para combate à corrupção

A educação como ferramenta para o enfrentamento da corrupção no Brasil foi um dos assuntos discutidos durante reunião na quarta-feira (14) entre o representante regional do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Rafael Franzini, e o ministro da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, em Brasília (DF).

Rosário e Franzini debateram a importância do fomento de uma mudança de cultura ética e do papel transformador da educação como fator estratégico nesse processo. O ministro mencionou os esforços que estão sendo empreendidos pela CGU no sentido de produzir material didático-pedagógico para ser compartilhado com alunos da rede pública do ensino fundamental e médio do Brasil.

Comitê encarregado de elaborar o rascunho da Declaração Universal dos Direitos Humanos. De pé, a presidente da delegação norte-americana, Eleanor D. Roosevelt, faz discurso de abertura da sessão, em junho de 1947, na sede provisória da ONU em Lake Success, Nova York. Foto: ONU

Artigo 10: Direito a um julgamento justo

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos.

A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 10: Todo ser humano tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir sobre seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos em 2018. Frame do filme "A Declaração Universal dos Direitos Humanos". Imagem: ONU

ONU publica textos explicativos sobre cada artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus 30 artigos. A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e como honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Embora o mundo tenha mudado drasticamente em 70 anos — os redatores não previram os desafios da privacidade digital, da inteligência artificial ou da mudança climática —, o foco da Declaração na dignidade humana continua a fornecer uma base sólida para a evolução dos conceitos de liberdade.

A pesquisa foi lançada na última quinta-feira e os resultados serão disponibilizados o final deste ano. Foto: EBC

Escritório da ONU e CGU iniciam pesquisa na área de PPPs e concessões

Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) iniciaram na semana passada (4) pesquisa sobre regulação em Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões no Brasil. O objetivo da iniciativa é apoiar governos e órgãos reguladores a identificar gargalos na estrutura regulatória, além de auxiliar a identificar possíveis oportunidades na área.

Uma família da minoria indígena Cakchiquel em Patzutzun, Guatemala. Foto: ONU/F. Charton

Guatemala precisa garantir independência do Judiciário contra ataques a juízes, diz relator da ONU

A Guatemala deve adotar todas as medidas necessárias para garantir que juízes e magistrados exerçam suas responsabilidades com total independência, declarou o relator especial da ONU sobre a independência de juízes e advogados, Diego García-Sayán.

“Estou seriamente preocupado com os ataques e intimidações que têm sido direcionados aos juízes da Corte Constitucional por conta dos casos com os quais lidam”, declarou García-Sayán.

Foto: Pxhere

Corrupção custa US$ 2,6 trilhões e afeta desproporcionalmente ‘pobres e vulneráveis’

A corrupção está presente em todos os países, “ricos e pobres, ao norte e ao sul, desenvolvidos e em desenvolvimento”, declarou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ao Conselho de Segurança, durante uma sessão sobre combate à corrupção pela paz e segurança internacionais.

Estimativas do Fórum Econômico Mundial apontam que a corrupção custa pelo menos 2,6 trilhões de dólares – cerca de 5% do produto interno bruto global.

O secretário-geral reconheceu que a população em todo o mundo continua a expressar indignação com seus líderes corruptos, observando o quão profundamente a corrupção está embutida nas sociedades: “Eles estão pedindo que os estabelecimentos políticos operem com transparência e responsabilidade – ou abram caminho para aqueles que queiram”.

Desde agosto de 2017, mais de 650 mil refugiados rohingya deixaram Mianmar rumo a Bangladesh em busca de segurança. Ali, vivem em condições precárias nos campos de refugiados superlotados e carecem de necessidades básicas. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ARTIGO: Líderes comunitários fornecem a melhor esperança para um mundo conturbado

Em artigo publicado na revista The Economist, o alto-comissário da ONU para os direitos humanos em fim de mandato, Zeid Ra’ad Al Hussein, faz duras críticas à comunidade internacional e a políticos que, “desejosos de serem vistos como líderes viris”, prejudicam migrantes, refugiados e grupos mais vulneráveis da sociedade. Para Zeid, falta vontade sincera por parte dos Estados de trabalhar em conjunto, enquanto os sistemas internacionais para ação coletiva estão se decompondo.

Zeid, no entanto, elogia o trabalho de líderes comunitários e de movimentos sociais do mundo todo que, apesar das dificuldades e das constantes ameaças, estão dispostos a perder tudo — incluindo suas vidas — em defesa dos direitos humanos. Leia o artigo completo.

Brasília lembra 30 anos de inscrição em Patrimônio Mundial da UNESCO. Foto: EBC

ARTIGO: Reforma política, a mãe das reformas

Em artigo publicado no jornal Valor Econômico, o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), Luis Paiva, alerta que as condições políticas no Brasil pioraram de forma sistemática desde 1988 e o país está no limite da ingovernabilidade. Para ele, a reforma política não é mais uma, entre tantas necessárias. “Sem ela, dificilmente as outras serão realizadas”, afirmou. Leia artigo completo.

Com o objetivo de inserir a luta contra o tráfico de migrantes na agenda pública, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), apresenta campanhas #AQUIESTOY e #NegocioMortal. Foto: ONU

Chile é primeiro país da América do Sul a adotar campanha contra contrabando de migrantes

Com o objetivo de inserir a luta contra o tráfico de migrantes na agenda pública, o Ministério Público do Chile, em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), formalizou sua adesão à campanha #NegocioMortal.

A campanha pretende ser um veículo para a retomada de um diálogo nacional sobre esse tema, o que representa um importante desafio para o país sul-americano nos campos da prevenção do crime e da proteção aos direitos humanos.

Placa do lado de fora de um hospital em Monróvia, capital da Libéria, alerta aos pacientes para que não subornem médicos por seus serviços. O hospital financiado pelo UNICEF oferece cuidados gratuitamente. Foto: UNICEF/Pirozzi

Combate à corrupção ‘do topo para baixo’ é essencial, diz chefe da ONU

Corrupção e cumplicidade não conhecem fronteiras geográficas. De acordo com representantes das Nações Unidas, os frágeis são aqueles que mais sofrem com as consequências da prática.

“A sociedade não pode funcionar de maneira igualitária e eficiente quando oficiais públicos – desde médicos até policiais, passando por juízes e políticos – enriquecem em vez de realizarem seus deveres com integridade”, disse António Guterres, secretário-geral da ONU.

Resgate de migrantes náufragos provenientes da Nigéria, Paquistão, Síria, Sudão, Etiópia e Malásia na costa da Itália. Foto: ACNUR/D’Amato

UNODC: contrabando de migrantes afetou 2,5 milhões de pessoas no mundo em 2016

Ao menos 2,5 milhões de migrantes foram alvo de contrabando em 2016, de acordo com o primeiro estudo global sobre o tema, lançado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) nesta quarta-feira (13).

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), há milhares de mortes provocadas por atividades de contrabando de migrantes a cada ano. Muitos morrem afogados, enquanto outros morrem devido a acidentes ou condições extremas. Segundo os registros, o Mediterrâneo parece ser a rota mais mortal, com cerca de 50% do total de mortes.

Representantes do PNUD e parceiros apresentam publicação em português sobre papel de parlamentares no cumprimento das metas da ONU. Foto: PNUD/Guilherme Larsen

PNUD lança publicação sobre papel do Legislativo em promover objetivos da ONU

Em evento no Congresso Nacional, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançou nesta semana (6) a versão em português da publicação “Papel dos Parlamentos na Implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, os ODS. Pesquisa apresenta casos em que o Legislativo contribuiu para promover a Agenda 2030 da ONU. Florianópolis, Barcarena, no Pará, e São Paulo são elogiadas por políticas municipais voltadas para as metas.

Para o UNODC, proteger os esportes da corrupção representa um investimento que traz claros benefícios econômicos e sociais. Foto: UNIC Tóquio/Takashi Okano

ONU e BRICS promovem conferência em Viena sobre combate à corrupção nos esportes

O Brasil e os demais países que fazem parte do grupo dos BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul) realizam até esta quarta-feira (6) conferência em Viena, na Áustria, sobre corrupção nos esportes. O evento de dois dias, fruto de uma parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), reúne 250 participantes de 60 países.

Para o diretor-executivo do UNODC, Yury Fedotov, proteger os esportes da corrupção representa um investimento que traz claros benefícios econômicos e sociais.

Ambientes livres de cigarro protegem saúde da população. Foto: PEXELS

OMS ajuda Brasil a implementar protocolo de eliminação do comércio ilícito de tabaco

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) reuniu na segunda-feira (21) parceiros e especialistas internacionais para auxiliar o Brasil a se preparar para a implementação do Protocolo de Eliminação do Comércio Ilícito de Produtos do Tabaco. Esse documento deve ser ratificado até julho pelo país.

“O Brasil tem avançado muito no controle do tabaco, principalmente nas medidas para reduzir a demanda de seu consumo. Porém, a indústria continua prejudicando as políticas públicas de demanda ao controle e à oferta desse produto, que todos os anos tira milhares de vidas”, argumentou Katia Campos, coordenadora da Unidade de Determinantes da Saúde, Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS/OMS no Brasil.

Da esquerda para a direita: Javier Cortés, Tim Mohin e Carlo Pereira, secretário-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, durante o lançamento do documento “Estratégia ODS nas Empresas: Soluções e Oportunidades”. Foto: Fellipe Abreu

Pacto Global lança publicações para empresas brasileiras cumprir metas da ONU e combater corrupção

Em São Paulo, a Rede Brasil do Pacto Global lançou nesta semana (16) um guia para orientar empresas a cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Em fórum que reuniu cerca de 400 representantes do setor privado, iniciativa também divulgou publicações sobre combate à corrupção e sobre o engajamento do setor elétrico na promoção da sustentabilidade.

Representantes de empresas contribuíram para o debate sobre anticorrupção. Foto: Pacto Global/Ricardo Jayme

Pacto Global debate papel de empresas, governos, ONGs e universidades no combate à corrupção

O combate à corrupção é uma responsabilidade da sociedade como um todo e, por isso, governos, empresas, universidades e ONGs devem se unir para buscar soluções ao problema. Essa foi a tônica do painel “Combate à Corrupção nas Empresas”, que reuniu representantes desses setores durante o Fórum Pacto Global – 15 anos da Rede Brasil, realizado na quarta-feira (16) no Museu de Arte de São Paulo (MASP).