Sumaiya Akter, de 12 anos, refugiada rohingya em Kutupalong, campo de refugiados em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Agência da ONU enfatiza importância de garantir educação de meninas refugiadas

Garantir que meninas refugiadas tenham acesso à educação é crucial para seu empoderamento e para prosperidade de suas famílias e comunidades, na avaliação da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Se todas as meninas refugiadas estudarem, suas famílias e comunidades terão mais chances de melhorar sua posição social e econômica. Quanto maior o nível de educação, maiores são os benefícios.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, ocorrida em 2015, em Brasília. Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

Direitos das mulheres estão sob risco no mundo todo, dizem especialistas da ONU

Especialistas do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Discriminação contra as Mulheres na Lei e na Prática afirmaram na sexta-feira (22) em Genebra que os direitos das mulheres estão sob ameaça de um “retrocesso” devido ao avanço do conservadorismo e do fundamentalismo no mundo.

“Isso não deve ser tolerado ou normalizado. Há uma necessidade urgente de proteger as conquistas passadas e avançar para garantir a igualdade para as mulheres em todos os lugares”, enfatizaram.

Foto: PNUD/Tiago Zenero

Banco Mundial: Brasil precisa avançar na inclusão social e econômica das mulheres

O Brasil ainda precisa avançar na elaboração de leis que garantam a plena participação econômica das mulheres, segundo relatório do Banco Mundial cuja versão em português foi divulgada nesta segunda-feira (14) no Rio de Janeiro.

O documento alertou para o fato de a legislação brasileira ainda não estabelecer licença parental, medida que poderia incentivar a divisão de tarefas de cuidados com a família. O sistema de licença parental, hoje adotado em 58 economias mas não no Brasil, permite que o tempo de licença conjunta seja repartido entre o pai e a mãe.

Além disso, as leis brasileiras ainda não estabelecem a igualdade de remuneração para o trabalho dos homens e mulheres que exercem a mesma função, salientou o organismo internacional.

Meninas em escola em Wixarica, Nuevo Colonia, México. Foto: UNICEF/Richter

América Latina e Caribe: uma década perdida para acabar com o casamento infantil

A América Latina e o Caribe é a única região do mundo onde a prevalência do casamento infantil e da união precoce não diminuiu na última década, disse nessa semana o UNICEF. Sem progresso acelerado, quase 20 milhões de meninas na América Latina e Caribe se casarão na infância até 2030.

Brasil lidera o número de casamentos infantis da América Latina e tem o 4º maior índice global em números absolutos. Cerca de 3 milhões de jovens de 20 a 24 anos tiveram o matrimônio formalizado antes da maioridade no país. O número representa 36% do total de mulheres casadas dessa faixa etária.

Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, reúne-se com príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Al Saud. Foto: ONU/Eskinder Debebe

ONU recebe US$1 bi de Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos para resposta à crise no Iêmen

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou profunda gratidão pelos 930 milhões de dólares fornecidos na terça-feira (27) por Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos para o Fundo Humanitário do Iêmen.

Na segunda-feira (26), três anos depois de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita intervir na guerra no país, Guterres disse que a escalada militar não é solução para o conflito, e pediu contenção para as partes envolvidas.

Em 2013, Batoul, agora aos 10 anos, perdeu o pai, a mãe e os dois irmãos mais velhos em uma explosão. Ela e o irmão caçula, de 8, ficaram sob escombros, gravemente feridos . Batoul, que era destra, perdeu a mão direita no ataque. A menina, por conta própria, aprendeu a usar a mão esquerda. Ela e o irmão vivem hoje com a avó. "Minha caligrafia era engraçada, mas eu tinha um sonho: ir à escola para estudar e brincar como todas as outras crianças". Foto: UNICEF

UNICEF alerta para situação vulnerável de crianças com deficiência na Síria

O conflito na Síria continuou sem cessar durante 2017, matando o maior número de crianças desde o seu início – 50% mais que em 2016. Apenas nos dois primeiros meses de 2018, 1 mil crianças foram mortas ou feridas na intensificação da violência. O conflito é agora a principal causa de morte entre adolescentes no país.

Crianças com deficiência estão expostas a maiores riscos de violência e enfrentam dificuldades em acessar serviços básicos, incluindo saúde e educação.

O risco de violência, exploração, abuso e negligência para crianças com deficiência aumenta com a morte ou separação de seus cuidadores. O alerta foi feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Crianças durante apresentação cultural popular em peça de rua sobre a questão do casamento infantil e seus males, no distrito de Giridih, estado de Jharkhand, na Índia. Foto: UNICEF/Vishwanathan

ONU: 357 milhões de crianças vivem em zonas de conflito – aumento de 75% em duas décadas

Crianças em situações de crise enfrentam uma série de desafios – desde a separação familiar e o recrutamento forçado até a exploração sexual e a pobreza extrema –, alertou a vice-chefe de direitos humanos das Nações Unidas nesta semana (5). Kate Gilmore pediu ações imediatas para proteger as crianças das consequências das “falhas demasiadamente adultas”.

Lembrando que as crianças constituem a metade das pessoas deslocadas do mundo e mais da metade de seus refugiados, ela enfatizou: “Não importa onde elas estejam, nem o status de seus movimentos dentro ou fora das fronteiras – que seja o mais irregular possível –, os direitos de uma criança nunca a abandona”.

Diretora combate evasão escolar de meninas em escola no Tocantins. Foto: Juliana Braga/Banco Mundial

Com apoio do Banco Mundial, diretora combate evasão escolar de meninas no Tocantins

No Brasil, cerca de 22% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola. Entre as meninas, as causas incluem gravidez precoce, casamento infantil e prostituição.

No município de Pugmil, interior de Tocantins, a diretora da Escola Estadual Darcy Ribeiro, Elizete Viana, de 51 anos, tem feito da educação uma ferramenta para reverter esse quadro.

Por meio do projeto Desenvolvimento Regional Sustentável Integrado do Tocantins, realizado em parceria com o Banco Mundial, sua escola e outras cinco adotarão um programa de conscientização sobre a violência de gênero, seja física, psicológica ou sexual.

Refugiada somali após uma prova em escola no campo de refugiados de Dadaab, no Quênia. Foto: ACNUR/Tobin JonesRefugiada somali após uma prova em escola no campo de refugiados de Dadaab, no Quênia. Foto: ACNUR/Tobin Jones

Meninas refugiadas têm menos acesso à educação por serem mulher, diz ONU

Neste 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) cobra mais esforços e vontade política para levar educação às meninas e adolescentes em situação de deslocamento forçado. Em Uganda, Etiópia e Quênia, os três países que mais recebem refugiados na África, estudantes mulheres têm 50% menos chances do que os homens de frequentar o ensino fundamental II e o ensino médio.

Marcha pela igualdade de gênero em Nova Iorque. Foto: ONU Mulheres/J Carrier (2015)

‘A questão central para a igualdade de gênero é uma questão de poder’, diz António Guterres

“Vivemos num mundo dominado por homens, numa cultura dominada pelos homens. E isto é verdade em governos, administrações públicas, no setor privado, mas também em organizações internacionais como a ONU. Portanto, a questão central para a igualdade de gênero é uma questão de poder. E é por isso que o empoderamento das mulheres é o nosso objetivo mais importante.”

Confira a mensagem em vídeo e texto do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para o Dia Internacional das Mulheres, 8 de março.

Ele explica as ações que a ONU tem tornado centrais para sua ampla e urgente reforma – incluindo a igualdade de gênero já alcançada no nível mais alto de gestão das Nações Unidas, com mais mulheres chefes do que homens (23 e 21, respectivamente).

Novo relatório publicado por agências da ONU mostrou que taxa brasileira de gravidez na adolescência está acima da média latino-americana e caribenha. Foto: EBC

Taxa de gravidez adolescente no Brasil está acima da média latino-americana e caribenha

A América Latina e o Caribe continua sendo a sub-região com a segunda maior taxa de gravidez adolescente do mundo, afirmou relatório publicado nesta quarta-feira (28) por Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A taxa mundial de gravidez adolescente é estimada em 46 nascimentos para cada 1 mil meninas entre 15 e 19 anos, enquanto a taxa na América Latina e no Caribe é de 65,5 nascimentos, superada apenas pela África Subsaariana. No Brasil, a taxa é de 68,4 nascimentos para cada 1 mil adolescentes.

Reunião comunitária em Aurangabad, na Índia. Foto: Banco Mundial/Simone D. McCourtie

ONU: sem ações pela igualdade de gênero, mundo não alcançará objetivos globais

Sem o rápido progresso para a igualdade de gênero e ações reais para acabar com a discriminação contra mulheres e meninas, a comunidade global não será capaz de manter a promessa de “não deixar ninguém para trás” no caminho para pôr fim à pobreza, proteger o planeta e avançar na prosperidade até 2030, de acordo com novo relatório das Nações Unidas lançado na quarta-feira (14).

“Este é um sinal urgente para a ação, e o relatório recomenda os caminhos a seguir”, disse a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, no lançamento do documento “Transformando promessas em ação: Igualdade de Gênero na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”.

Em Serra Leoa, o 15º país do mundo com o maior número de casamentos infantis, quase 40% das meninas se casam antes de completar 18 anos. O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estão implementando no país um programa de aceleração das ações com o objetivo de erradicar o casamento infantil.

Agências da ONU apoiam fim do casamento infantil em Serra Leoa; vídeo

Em Serra Leoa, o 15º país do mundo com o maior número de casamentos infantis, quase 40% das meninas se casam antes de completar 18 anos. O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estão implementando no país um programa de aceleração das ações com o objetivo de erradicar o casamento infantil.

Na iniciativa, as agências da ONU utilizam uma abordagem que reconhece e busca enfrentar os fatores socioculturais e estruturais como contribuintes para o casamento infantil. Saiba mais nesse vídeo.

Um em cada cinco bebês que nascem no Brasil é filho de mãe adolescente. Foto: Governo do Rio de Janeiro

Fundo de População da ONU pede políticas de saúde sexual e reprodutiva para adolescentes nas Américas

Em São Paulo para um seminário internacional sobre a saúde de adolescentes nas Américas, a equipe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) defendeu na terça-feira (5) que os jovens tenham mais acesso a políticas de saúde sexual e reprodutiva. Agência da ONU lembrou que a América Latina tem a segunda taxa mais alta do mundo de gravidez na adolescência — 18% de todos os partos na região são de mulheres com menos de 20 anos de idade.

Vista aérea de Boa Vista, Roraima. Foto: EBC

Venezuelanas e brasileiras farão grafite em Boa Vista (RR) pelo fim da violência contra mulheres

No marco dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Secretaria de Estado do Trabalho e Bem-Estar Social de Roraima (SETRABES) promovem na terça e quarta-feira (5 e 6), a partir das 9h, a grafitagem de um muro em Boa Vista (RR), com a participação mulheres venezuelanas e brasileiras.

Marcha das Vadias de 2015 no Rio de Janeiro, contra o machismo e a violência de gênero. Foto: Mídia Ninja

Agência da ONU para Refugiados apoia campanha pelo fim da violência sexual e de gênero

Em meio à campanha 16 Dias de Ativismo Contra Violência Sexual e de Gênero, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está liderando e participando de atividades como oficinas, debates e treinamentos em três capitais brasileiras.

Os eventos buscam estimular a conscientização sobre a necessidade de erradicar a violência sexual e de gênero, assim como alertar sobre suas graves consequências. A campanha acontece no mundo inteiro até 10 de dezembro.

A família de Tatiana, na Ucrânia, foi destruída pelos abusos do marido. Ele já se foi, mas ela e as seis crianças ainda tentam reconstruir a vida. Foto: UNFPA/Maks Levin

Fundo de População da ONU reúne relatos de mulheres que viveram situações de violência

Neste sábado (25), começa em todo o mundo a campanha anual de 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Baseada em Gênero. No Brasil, o lançamento aconteceu um pouco mais cedo, na segunda-feira (20), Dia da Consciência Negra, para lembrar que as mulheres negras brasileiras são as principais vítimas deste tipo de agressão. Como parte da iniciativa global, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) reuniu relatos de mulheres de diferentes lugares do mundo sobre o tema.

Dada, de 15 anos, segura sua filha de 18 meses em Maiduguri, estado de Borno, nordeste da Nigéria. Foto: UNICEF

Fim do casamento infantil na África Ocidental e Central pode levar 100 anos, alerta UNICEF

A menos que os progressos sejam acelerados, o fim do casamento infantil na África Ocidental e Central levará mais de 100 anos, com consequências profundas para milhões de meninas e forte impacto na prosperidade da região, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no fim de outubro (24).

A África Ocidental e Central inclui seis dos dez países com maior prevalência de casamento infantil no mundo: Níger, República Centro-Africana, Chade, Mali, Burkina Faso e Guiné.

Marcha das Margaridas de Brasília em 2015. Foto: ONU Mulheres/Isabel Clavelin

ONU alerta para violência contra mulheres nas comunidades rurais

A violência afeta todos os grupos de mulheres e meninas, independentemente da renda, idade ou educação. No entanto, aquelas que vivem em áreas rurais enfrentam diferentes riscos e desafios na resposta à violência. O contexto rural inclui elevados níveis de pobreza, menor acesso à educação superior e ao trabalho decente, menor capacitação econômica e proteção social, o que aumenta ainda mais a vulnerabilidade de mulheres que estão em relacionamentos abusivos.

O tema é destaque do Dia Laranja Pelo Fim da Violência contra as Mulheres, lembrado a cada dia 25 pelas agências das Nações Unidas no Brasil, em especial pela ONU Mulheres.

Natalia Kanem é a nova diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas. Foto: UNFPA

Natalia Kanem, do Panamá, é nomeada chefe do Fundo de População da ONU

A panamenha Natalia Kanem foi nomeada nesta terça-feira (3) diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Decisão é do secretário-geral da ONU, António Guterres. Formada em medicina pela Universidade de Colúmbia, a latino-americana possui mestrado em saúde pública pela Universidade de Washington e também é graduada em História e Ciência por Harvard. Ela ocupará o cargo pelos próximos quatro anos.

Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva da ONU Mulheres, em meio aos Campeões da Igualdade do movimento ElesPorElas. Foto: ONU Mulheres/Celeste Salome

Na ONU, reitor da USP defende educação como instrumento para combater discriminação

Em evento paralelo ao debate anual da Assembleia Geral da ONU, o reitor da Universidade de São Paulo (USP), Marco Zago, defendeu na quarta-feira (20) que a educação é um instrumento capaz de combater a violência contra as mulheres e toda as formas de discriminação. Dirigente é o único latino-americano no grupo Campeões da Igualdade, iniciativa da ONU Mulheres que reúne dez chefes de Estado, dez CEOs e dez reitores de universidades comprometidos com a igualdade de gênero.

Menino é vítima de trabalho forçado no Paquistão. Foto: OIT/M.Crozet

Escravidão moderna afeta 40 milhões de pessoas no mundo; trabalho infantil atinge 152 milhões

Uma nova pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Fundação Walk Free, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), revela a verdadeira escala da escravidão moderna em todo o mundo.

Os dados, lançados nesta terça-feira (19) durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, mostram que mais de 40 milhões de pessoas foram vítimas da escravidão moderna em 2016 globalmente. Além disso, a OIT também lançou uma nova estimativa de que cerca de 152 milhões de crianças entre 5 e 17 anos foram submetidas ao trabalho infantil no mesmo ano.

A violência contra as mulheres – particularmente a violência por parte de parceiros e a violência sexual – é um grande problema de saúde pública e de violação dos direitos humanos das mulheres. Foto: George Campos/USP Imagens

Agência da ONU participa de audiência pública sobre leis de proteção à mulher

Uma audiência pública realizada na quarta-feira (16) em Brasília debateu a necessidade de mudanças na legislação brasileira para que efetivamente protejam meninas e mulheres contra a violência. A audiência foi requerida pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, por meio das deputadas Erika Kokay (PT-DF) e Dâmina Pereira (PSL-MG). A representante auxiliar do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fernanda Lopes, foi convidada para a sessão.

Jovens da Gâmbia em Pozzallo, na Sicília. Foto: UNICEF/Gilbertson

UNICEF: perigos na terra natal são principal causa de movimentos migratórios de crianças

Em relatório que avalia as variáveis por trás da migração infantil, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revela que 75% dos jovens migrantes e refugiados vivendo na Europa decidiram deixar seus países de origem desacompanhados. Para a maioria, porém, a viagem não tinha como destino inicial o continente. Documento aponta que deslocamento é motivado mais por perigos nas comunidades de origem do que por desejo de ir para o território europeu.

No Brasil, diretor de agência da ONU impulsiona cooperação em temas de juventude

Em sua primeira visita ao Brasil, o diretor regional do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) para a América Latina e o Caribe, Esteban Caballero, foi recebido na semana passada por representantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, bem como por organizações da sociedade civil em Brasília e no Rio de Janeiro.

Ele avaliou que existe potencial para mais intercâmbio entre o Brasil e os países da região em temas como juventude e formação de capital humano, população e desenvolvimento, produção e uso de dados estatísticos — temas que são prioridade regional ao lado da saúde sexual e reprodutiva, foco central do mandato da agência.

Marcha das Mulheres em Nova York, em janeiro de 2017. Foto: Flickr (CC)/Karla Ann Cote

Violência contra a mulher custa US$ 1,5 trilhão ao mundo, alerta ONU no Dia Laranja

Neste 25 de maio, Dia Laranja pelo Fim da Violência contra as Mulheres, as Nações Unidas reforçam seu apelo para que Estados-membros combatam violações dos direitos humanos de meninas e mulheres. Violência tem custo alto para países desenvolvimentos e em desenvolvimento. A ONU Mulheres ressalta que investimentos em prevenção — como conscientização sobre desigualdade de gênero nas escolas — são menos custosos que as políticas atualmente necessárias para lidar com as consequências dos abusos.

O evento terá como foco o combate à exploração sexual e ao abuso de crianças. Foto: EBC

Exploração sexual infantil é tema de fórum com participação da ONU

A representante auxiliar do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fernanda Lopes, participa na quinta-feira (18) em São Paulo do Fórum Exploração Sexual Infantil, que visa a discutir maneiras de combater essa prática perversa que afeta crianças e adolescentes pelo Brasil. O fórum é uma realização da Folha de S. Paulo em parceria com o Instituto Liberta e é aberto ao público mediante inscrição.

Foto do 14º Acampamento Terra Livre, em abril de 2017, em Brasília. Crédito da foto: Apib Comunicação/Flickr/CC

Brasil recebe centenas de recomendações para combater violações aos direitos humanos

Estados-membros das Nações Unidas fizeram nesta terça-feira (9) mais de 240 recomendações de direitos humanos ao Brasil, em meio à Revisão Periódica Universal (RPU).

Grande parte das recomendações refere-se à segurança pública. Os países pediram uma reformulação do sistema penitenciário brasileiro e o combate à violência e ao abuso policial, especialmente contra a população negra e pobre.

Os países também pediram o combate à violência contra os povos indígenas, o impulso à demarcação de terras e a participação dessa população nas decisões.

Leia aqui reportagem completa com todas as principais recomendações feitas ao Brasil por mais de cem países.