O relatório pede ajustes significativos na produção de alimentos, bem como mudanças no consumo das pessoas. Foto: ONU Meio Ambiente

Relatório da ONU pede mudanças na forma como o mundo produz e consome alimentos

Com a previsão de que a população mundial chegará a quase 10 bilhões em 2050, um novo relatório mostra que o sistema global de alimentos deve passar por mudanças urgentes para garantir que haja comida adequada para todos, sem destruir o planeta.

Produzido pelo World Resources Institute em parceria com Banco Mundial, ONU Meio Ambiente, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e agências francesas de pesquisa agrícola CIRAD e INRA, o relatório apresenta soluções para reformular a forma como o mundo produz e consome alimentos de forma a garantir uma sustentabilidade para o sistema alimentar até 2050.

Imagem: Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas

Iniciativa empresarial da ONU cresce em 2018 e consolida-se como referência em ODS no setor

A Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas – a principal iniciativa empresarial da organização – expandiu em 6% o número de integrantes durante o ano de 2018. A iniciativa passou a exigir pagamento das contrapartidas pelos integrantes e, com expectativa de assistir à redução do quadro de membros, testemunhou o contrário.

Desse modo, a rede brasileira consolidou-se como a terceira maior do mundo, atrás apenas da espanhola e francesa. Sua intensa agenda de atividades e novos projetos pode ser vista no Relatório Anual 2018 da Rede Brasil do Pacto Global. A iniciativa brasileira se tornou, dessa forma, uma das líderes globais no apoio à promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS. Saiba como sua organização pode participar.

Urso polar. Foto: Flickr (CC)/Angell Williams

ONU apresenta calendário de eventos globais sobre mudanças climáticas

A presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Espinosa, alertou neste mês (14) que dois terços das metas de desenvolvimento sustentável da ONU dependem de esforços bem-sucedidos para combater as mudanças climáticas e proteger o meio ambiente.

Dirigente ressaltou que, para cumprir o Acordo de Paris, a comunidade internacional precisa aumentar em cinco vezes os atuais compromissos sobre reduções nas emissões de gases do efeito estufa.

Na Guatemala, Martha Alicia Benavente participou de uma capacitação para se tornar engenheira solar. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Em dia internacional, ONU alerta para exclusão de mulheres nas áreas de ciência e tecnologia

Em mensagem para o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, lembrado neste 11 de fevereiro, a UNESCO e a ONU Mulheres alertam para obstáculos à participação feminina nos setores de tecnologia, engenharia e programação — nichos da atividade produtiva que estão entre os que mais crescem no mundo.

Atualmente, as Nações Unidas estimam que menos de 30% dos pesquisadores em áreas científicas e tecnológicas sejam mulheres. Habilidades em ciência, tecnologia, engenharia e matemática serão fundamentais em economias marcadas pelo avanço da automatização e pela criação de empregos em áreas que exigem alta qualificação.

Urso polar. Foto: Flickr (CC)/Angell Williams

Iniciativa na ONU convoca líderes políticos e cidadãos a combater mudanças climáticas

A Conferência da ONU sobre Mudança do Clima desse ano, a COP24, já acabou, mas a luta contra o aquecimento global continua.

Governos, sociedade civil, setor privado, líderes religiosos e cidadãos de todo o planeta estão convocados pelo Talanoa Call for Action (Chamado de Talanoa à Ação) a fazer a sua parte para reduzir emissões de gases do efeito estufa.

O apelo pede que chefes de Estado e Governo mantenham a ação contra as mudanças do clima no topo de sua agenda política.

Estádio Rubin em Kazan, na Rússia. Foto: Wikimedia/Эдгар Брещанов

Organizações esportivas se comprometem a combater mudanças climáticas

Na Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP24), na Polônia, 17 confederações esportivas globais, regionais e nacionais — incluindo o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Federação Internacional de Futebol (FIFA) — lançaram nesta semana (12) uma aliança para combater o aquecimento global.

A coligação Esportes pela Ação Climática vai promover cortes nas emissões de gases do efeito estufa associadas a competições e atividades esportivas, além de mobilizar atletas e torneios na conscientização do público.

Plenária da COP24, em Katowice, na Polônia. Foto: UNFCCC

Relatores da ONU condenam medidas da Polônia para impedir participação de ativistas na COP24

Especialistas de direitos humanos das Nações Unidas expressaram preocupação na quinta-feira (13) com relatos de que vários defensores de direitos humanos foram assediados, arbitrariamente detidos e interrogados por horas pelas autoridades polonesas em Katowice, na Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP24).

Em comunicado conjunto, os relatores afirmaram que alguns participantes com credenciamento oficial para participar do evento, de 2 a 14 de dezembro, tiveram a entrada no país europeu negada ou foram impedidos de viajar para Katowice.

Chefe da ONU desafia países a encontrar consenso sobre ações climáticas na COP 24

Com impasses na conferência COP 24 sobre como implementar o histórico Acordo de Paris, de 2015, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, retornou à Polônia na quarta-feira (12) para desafiar os mais de 100 líderes governamentais reunidos em Katowice a encontrar consenso sobre o tema das ações climáticas.

“Em minha declaração de abertura desta conferência há uma semana, alertei que as mudanças climáticas estão correndo mais rápido, e que Katowice deve – em termos inequívocos – ser um sucesso, como uma plataforma necessária para reverter esta tendência”, disse Guterres.

Território do Sergipe é altamente suscetível à desertificação, devido a questões climáticas e ao uso indevido dos solos. Foto: PNUD Brasil / Tiago Zenero

Ministros do Mercosul se comprometem a priorizar saúde em adaptação às mudanças climáticas

Ministros da Saúde do Mercosul e de Estados associados assinaram no fim de novembro (23) uma declaração para colocar a saúde à frente e no centro dos planos nacionais de adaptação às mudanças climáticas.

Essa medida tem o objetivo de assegurar que os sistemas de saúde se tornem resilientes a essas mudanças e que a prevenção e a promoção da saúde estejam totalmente integradas aos serviços de informação sobre temas climáticos, de acordo com as recomendações da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A mudança climática foi considerada como “a maior ameaça mundial à saúde do século 21”. De fato, o clima pode afetar a saúde de várias formas, inclusive por condições meteorológicas extremas e desastres, ondas de calor, contaminação de alimentos e água e aumento de doenças transmitidas por vetores.

Carro autônomo e elétrico exibido no Pavilhão do Reino Unido na COP24. Foto: ONU/Yasmina Guerda

Transporte sustentável é destaque na conferência do clima da ONU

O setor de transporte responde por 25% das emissões globais de gases do efeito estufa, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Por ano, essa atividade humana produz 8 gigatoneladas de substâncias que contribuem para o aquecimento global. O valor é 70 vezes mais alto do que há 30 anos. Para mudar esse cenário, especialistas discutem soluções sustentáveis de mobilidade na Conferência do Clima da ONU em Katowice, na Polônia, a COP24.

A mudança climática é real e está acontecendo em todo o mundo. Mas você pode ajudar!

OMS: benefícios para saúde superam custos do combate à mudança climática

Atingir as metas do Acordo de Paris para o clima poderia salvar cerca de 1 milhão de vidas por ano no mundo até 2050 com a redução da poluição do ar. As últimas estimativas dos principais especialistas também indicam que o valor dos ganhos em saúde decorrentes da ação climática seria aproximadamente o dobro do custo das políticas de mitigação em nível global, e que a relação custo-benefício é ainda maior em países como China e Índia.

Um relatório da OMS lançado nesta quarta-feira (5) na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP24) em Katowice, na Polônia, destaca por que as considerações de saúde são essenciais para o avanço da ação climática e delineia as principais recomendações aos formuladores de políticas.

Katowice, na Polônia, sediará a 24ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Foto: ONU

Empresas e governo brasileiro mobilizam setor privado na Conferência do Clima da ONU

A Rede Brasil do Pacto Global — uma aliança do setor privado que promove padrões responsáveis de produção — desembarca na próxima segunda-feira (3) em Katowice, Polônia, para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, também conhecida como COP24. A iniciativa nacional promove debates com o empresariado no chamado Espaço Brasil, criado pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Ministério das Relações Exteriores.

Coletiva de imprensa com o secretário-geral da ONU, António Guterres, na sede da Organização em Nova York em de novembro de 2018. Foto: ONU/Rick Bajornas

Mundo precisa de liderança global intensificada, diz Guterres

Às vésperas do fórum internacional do G20 na Argentina e antes da conferência sobre o clima COP24 na semana que vem em Katowice, na Polônia, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu uma liderança global intensificada, em um momento de queda da confiança internacionalmente.

Em briefing à imprensa na quarta-feira (28), Guterres disse que os encontros acontecem em um momento crucial.

“Nosso mundo está obviamente enfrentando uma crise de confiança. Aqueles deixados para trás pela globalização estão perdendo confiança em governos e em instituições”, disse a jornalistas na sede da ONU em Nova York.

Reduzir emissões de gases do efeito estufa é uma responsabilidade assumida por todos os países signatários do Acordo de Paris. Foto: PEXELS

Emissões de dióxido de carbono sobem pela 1ª vez em quatro anos, diz agência da ONU

Um novo relatório divulgado na terça-feira (27) pela ONU Meio Ambiente mostra que as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) aumentaram novamente em 2017 após um hiato de três anos, destacando o imperativo dos países em cumprir o histórico Acordo de Paris para manter o aquecimento global abaixo de 2 °C em relação aos níveis pré-industriais.

Os autores do relatório observam que as nações precisariam triplicar seus esforços na ação climática sem mais delongas, a fim de atingir o limite de 2 °C em meados do século. Para atender o limite de 1,5 °C, teriam que quintuplicar seus esforços. Uma continuação das tendências atuais provavelmente resultará em um aquecimento global de cerca de 3 °C até o final do século, com a contínua elevação da temperatura depois disso, de acordo com os resultados do relatório.

Michelle Bachelet, alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Estados têm obrigação legal de prevenir e aliviar mudanças climáticas, diz Bachelet

Em preparação a um encontro crucial sobre mudanças climáticas marcado para o próximo mês, a alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, enviou uma carta aberta a todos os Estados alertando que “direitos humanos estão sob ameaça diante de uma força que desafia as bases de toda a vida, como conhecemos hoje, neste planeta que compartilhamos”.

Na carta aberta, que Bachelet enviou aos Estados antes do encontro da COP24 no mês que vem em Katowice, na Polônia, ela destacou que as decisões tomadas no encontro irão governar ações climáticas sob o Acordo de Paris de 2015 “por um futuro indefinido” e afirmou que “os direitos de milhões de pessoas são ameaçados pelas mudanças climáticas”.

A presidente da Assembleia Geral da ONU, a equatoriana María Fernanda Espinosa, durante coletiva de imprensa em Nova York. Foto: ONU/Manuel Elias

Presidente da Assembleia Geral da ONU reafirma importância de pacto global para migração

Em resposta a relatos recentes de que alguns países estão se afastado do pacto das Nações Unidas sobre migração global, marcado para ser adotado em dezembro, a presidente da Assembleia Geral da ONU, María Espinosa, defendeu na quarta-feira (21) o acordo como uma ferramenta que irá permitir que todos os migrantes, de todos os lugares, tenham seus direitos protegidos.

O acordo, que deve ser adotado em conferência em Marrakesh, no Marrocos, estabelece objetivos claros para migração segura, ordenada e regular; responde às preocupações de governos signatários e reforça soberania nacional; e reconhece as vulnerabilidades enfrentadas por migrantes.

Reduzir emissões de gases do efeito estufa é uma responsabilidade assumida por todos os países signatários do Acordo de Paris. Foto: PEXELS

ARTIGO: Qual é a importância do Brasil no Acordo do clima de Paris

Em artigo publicado na imprensa brasileira, o especialista sênior do Banco Mundial, Alexandre Kossoy, explica detalhadamente os compromissos que o Brasil assumiu para combater o aquecimento global.

O profissional do organismo financeiro alerta que as mudanças climáticas podem levar à pobreza 100 milhões de pessoas em todo o mundo, pelos próximos dez anos. Para o analista, preparar-se para os futuros desastres naturais extremos e ajudar a evitá-los faz sentido economicamente e é também um imperativo moral.

Jovens que participaram da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Bonn, na Alemanha. Foto: UNFCCC

Conferência da ONU é encerrada com ‘urgência renovada’ contra mudanças climáticas

Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP23) foi encerrada com as delegações expressando um “renovado senso de urgência” e uma “maior ambição” para combater as mudanças climáticas.

Os participantes debateram como manter o ritmo dois anos após a adoção do Acordo de Paris no contexto do recente anúncio pelo governo dos Estados Unidos de se retirar do tratado; Brasil se ofereceu para sediar a COP25 em 2019.