Bebê albino fotografado em Moçambique. Foto: UNICEF/Julio Dengucho

Especialistas da ONU pedem resposta urgente do Malauí a crimes contra pessoas albinas

Após o recente sequestro de um bebê albino no Malauí e um homicídio descrito como “selvagem” de outro albino no país, especialistas da ONU pediram ação urgente das autoridades para pôr fim às contínuas atrocidades contra essa população. Em algumas comunidades de países da África, pessoas albinas são atacadas e mortas por causa de partes do seu corpo, que teriam, segundo crenças equivocadas, poderes mágicos.

Brown nasceu com albinismo oculocutâneo, uma condição genética rara e não contagiosa que, mais comumente, resulta na falta de pigmentação no cabelo, na pele e nos olhos. Foto: ACNUDH

Rapper norte-americano Roben X usa música para superar bullying

Robdarius Brown, nome artístico Roben X, conhece a solidão. Ele nasceu há 18 anos, filho de pais amorosos, em Memphis, Tennessee, nos Estados Unidos. Sua família nunca o tratou de forma diferente. O mundo, no entanto, não foi tão gentil.

Ele nasceu com albinismo oculocutâneo, uma condição genética rara e não contagiosa que, mais comumente, resulta na falta de pigmentação no cabelo, na pele e nos olhos. Brown acaba de se formar no Ensino Médio e encontrou seu espaço — é artista, modelo e ativista sobre albinismo e contra o bullying.

Crianças albinas sofrem perseguição em países do sul da África. Foto: UNICEF/Patricia Willocq

ONU alerta para estigma e exclusão social contra pessoas albinas

Hoje, 13 de junho, é Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo.
Em algumas comunidades do Burundi, Malauí e Tanzânia, pessoas albinas são vítimas de criminosos que as mutilam para vender partes de seus corpos, considerados sagrados ou mágicos. Órgãos e membros de indivíduos com albinismo chegam a ser comercializados num mercado ilegal extremamente lucrativo: braços e pernas podem custar 2 mil dólares, enquanto que um corpo inteiro chega a 75 mil dólares.

Jovem com deficiência brinca com sua cadeira de rodas em um centro de reabilitação no leste da Ásia. Foto: Banco Mundial / Masaru Goto

Relatora da ONU pede mais esforços de países para garantir direitos de pessoas com deficiência

Dez anos após a adoção da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em 13 de dezembro de 2006, progressos para garantir o acesso pleno desses indivíduos aos seus direitos foram lentos e não beneficiaram a todos.

O alerta é da relatora especial das Nações Unidas para o tema, Catalina Devandas Aguilar, que pediu medidas urgentes a comunidade internacional para melhorar a qualidade de vida dos quase 1 bilhão de adultos e ao menos 93 milhões de crianças que vivem com deficiência.