Estiagem de 2001 arrasou produção agropecuária na Nicarágua. Foto: FAO

ARTIGO: O divisor de águas

Em artigo publicado na imprensa brasileira, o chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, alerta para o agravamento das secas e estiagens, que ameaçam a segurança alimentar e a produção da população rural.

Dirigente aponta que a convivência com a falta d’água será fenômeno comum em muitas partes do mundo — o que exigirá políticas públicas para lidar com o estresse hídrico e uma visão que considere a água como um bem comum.

À esquerda, o chefe da FAO, José Graziano da Silva. À direita, o papa Francisco. Foto: FAO

Acesso à água é indispensável para erradicar fome, diz chefe da FAO em carta ao papa Francisco

Em carta enviada ao papa Francisco neste mês (1º), o chefe da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, ressaltou que o acesso à água potável e ao saneamento é indispensável para a eliminação da pobreza e da fome.

Os dados mais recentes das Nações Unidas mostram que cerca de 4 bilhões de pessoas — quase dois terços da população mundial — enfrentam escassez grave de água pelo menos um mês ao ano.

Ações como coleta seletiva, sistemas para evitar o desperdício de água e licitações que seguem critérios de sustentabilidade são exemplos de iniciativas que podem ser submetidas ao processo seletivo. Foto: Pedro França/Agência Senado

ARTIGO: Dia Mundial da Água 2019 — ‘Não deixar ninguém para trás’

Em artigo para lembrar o Dia Mundial da Água, 22 de março, a assessora de gestão corporativa do Pacto Global da ONU no Brasil, Giuliana Moreira, alerta que cerca de 35 milhões de cidadãos não têm acesso a água potável no país. Ainda segundo a especialista, 100 milhões de brasileiros não possuem saneamento adequado.

Giuliana defende o engajamento do setor privado na busca por soluções que contribuam para o uso sustentável dos recursos hídricos e para a universalização dos serviços de água e saneamento.

Agricultores coletam água potável no vilarejo de Badnoogo, em Burkina Faso. Foto: Banco Mundial/Dominic Chavez

Em dia mundial, ONU pede acesso universal a serviços de água e saneamento

Dirigentes da ONU pediram nesta sexta-feira (22), Dia Mundial da Água, que países “não deixem ninguém para trás” no acesso a serviços de água potável e saneamento básico.

Atualmente, estima-se que 2,1 bilhões de pessoas no mundo vivam sem água própria para o consumo humano.

Organização alerta que degradação ambiental, crescimento populacional e mudanças climáticas poderão agravar desafios de oferta e disponibilidade dos recursos hídricos.

Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil

Relator defende abordagem de direitos humanos para diminuir desigualdades no acesso a água e saneamento

Em pronunciamento para o Dia Mundial da Água, 22 de março, o relator da ONU Léo Heller alertou que uma em cada três pessoas no mundo ainda não tem acesso a água potável e mais da metade da população global não tem saneamento adequado.

O especialista cobrou que países atendam às necessidades dos grupos mais vulneráveis e desprovidos desses serviços, invertendo a lógica tradicional de priorizar a oferta de esgotamento sanitário e abastecimento para quem pode pagar.

Acesso a água potável e saneamento é tema de relatório da ONU. Foto: Vicki Francis/Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID)

Mais de 2 bilhões de pessoas no mundo são privadas do direito à água

O acesso à água e ao saneamento é reconhecido internacionalmente como um direito humano. Ainda assim, mais de 2 bilhões de pessoas não dispõem dos serviços mais básicos.

Lançado às vésperas do Dia Mundial da Água, o último Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos explora os sinais de exclusão e investiga formas de superar as desigualdades.

“O acesso à água é um direito vital para a dignidade de todos os seres humanos”, declarou a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay. “Ainda assim, bilhões de pessoas continuam sendo privadas desse direito”.

Acesso a água e saneamento em espaços públicos é tema de desafio online para jovens. Foto: Banco Mundial/Allison Kwesell

Relator da ONU lança desafio para jovens sobre saneamento, água e direitos humanos

O brasileiro e relator especial da ONU Léo Heller convoca jovens de 15 a 24 anos a participar de um desafio virtual sobre direitos humanos e acesso a água e saneamento. O prêmio: uma viagem para Genebra, na Suíça, onde o vencedor da competição falará sobre o seu país para oficiais da ONU.

Em 2019, o concurso aborda como os direitos humanos a água e saneamento devem ser garantidos não apenas nos domicílios, mas também em outras esferas da vida de uma pessoa, como os locais públicos e de trabalho, as instituições de ensino e as instalações de saúde.

Na abertura do Fórum Mundial da Água, na segunda-feira (19), o presidente da Hungria, János Áder, reuniu-se com o presidente brasileiro, Michel Temer. Foto: Beto Barata/PR

Países estão atrasados no investimento necessário para universalizar água e saneamento

Os países estão atrasados nos investimentos em infraestrutura necessários para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 6 até 2030, que prevê assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos.

A opinião é de Csaba Korosi, diretor de sustentabilidade ambiental do gabinete do presidente da Hungria, que faz parte de um painel de 11 chefes de Estado e um assessor especial convocado pelo secretário-geral da ONU e pelo Banco Mundial para discutir soluções para a gestão da água.

Segundo Korosi, o mundo precisa duplicar os investimentos em infraestrutura de água nos próximos cinco anos para atingir o ODS 6, em um montante anual de ao menos 600 bilhões de dólares.

Relatório foi lançado durante evento no Fórum Mundial da Água. Foto: Jorge Cardoso/8º FMA

Relatório da UNESCO indica soluções baseadas na natureza para uma melhor gestão da água

A infraestrutura cinza, ou seja, aquela construída pelo homem, foi por muito tempo considerada a principal forma de gestão da água no mundo. No entanto, soluções baseadas na natureza muitas vezes podem ser mais eficientes em termos de custo-benefício, de acordo com o coordenador e diretor do Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos (WWAP, na sigla em inglês) da UNESCO, Stefan Uhlenbrook.

Em entrevista ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) durante o Fórum Mundial da Água em Brasília (DF), o especialista afirmou que a chamada infraestrutura verde, ou soluções baseadas na natureza, como a agricultura de conservação, é subutilizada globalmente, respondendo por apenas 5% dos investimentos no setor de água.

Em Brasília, Michel Temer se encontra com a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, para a abertura do Fórum Mundial da Água. Foto: Beto Barata/PR

No Brasil, chefe da UNESCO destaca importância das mulheres para melhorar gestão da água no mundo

A voz das mulheres é indispensável para abordar a questão da melhor gestão e uso da água no mundo, na avaliação da diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, presente na abertura do Fórum Mundial da Água nesta segunda-feira (19) em Brasília (DF).

“Trata-se de questão na qual a voz das mulheres se faz indispensável, desempenham papel central no provimento, gestão e abastecimento da água”, disse Audrey, lembrando que as mulheres do mundo, somadas, gastam mais de 200 milhões de horas por dia buscando água.

Devido a papéis tradicionais de gênero, em muitas comunidades com difícil acesso à água as mulheres são responsáveis por sua coleta em diferentes lugares do mundo.

Manguezal derrubado no Timor-Leste. Foto: ONU/Martine Perret

UNESCO lança relatório mundial sobre desenvolvimento dos recursos hídricos

As soluções baseadas na natureza podem ter um papel importante na melhoria do abastecimento e da qualidade da água e na redução do impacto dos desastres naturais, de acordo com a edição de 2018 do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos.

O estudo, que será apresentado nesta segunda-feira (19) por Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO, e por Gilbert Houngbo, diretor do UN Water (ONU Água, em tradução livre) durante 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, defende que reservatórios, canais de irrigação e estações de tratamento de água não sejam os únicos instrumentos de gestão hídrica à nossa disposição.

Coleta de água potável em Badnoogo, Burkina Faso. Foto Banco Mundial / Dominic Chavez

Países precisam ampliar compromisso com oferta de água e saneamento, diz relator da ONU

Os Estados precisam ampliar seu comprometimento em garantir o acesso a serviços de água e saneamento para as populações, tal como previsto pelas resoluções internacionais, afirmou nesta quarta-feira (22), Dia Mundial da Água, o relator especial da ONU para o direito à água e ao saneamento, o brasileiro Leo Heller.

Em entrevista à ONU News, Heller disse que, no Brasil, existe a necessidade de aperfeiçoamento das políticas públicas nesse setor, que precisam ser contínuas, além de uma maior ênfase no acesso da população rural.

Comunidade em Conakry (Guiné) recebe água limpa para ajudar no combate ao ebola. Foto: UNMEER / Martine Perret

Nações Unidas pedem avanço do tratamento de águas residuais no mundo

Relatório divulgado nesta quarta-feira (22) pela ONU afirma que grande proporção de água residual ainda é liberada no meio ambiente sem ser coletada ou tratada. Isso ocorre principalmente em países de baixa renda, que, em média, tratam apenas 8% das águas residuais domésticas e industriais, em comparação com 70% nos países de alta renda.

O documento, coordenado por programa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), foi divulgado na ocasião do Dia Mundial da Água, lembrado em 22 de março.

Celebridades apoiam parceiro da ONU em mobilização para o Dia Mundial da Água. Imagem: Clean Water Here

Músicos apoiam mobilização da ONU para Dia Mundial da Água

Sting, Maroon 5, Pharrell Williams, Natasha Bedingfield, Maná, Jason Derulo, Halsey, Pitbull, Sarah Bareilles e Andra Day apoiarão a mobilização das Nações Unidas para o Dia Mundial da Água, lembrado em 22 de março.

Mais de 80% do esgoto produzido pelos seres humanos volta à natureza sem ser tratado. Para beber, cerca de 1,8 bilhão de pessoas usam fontes de água contaminadas por fezes. A cada ano, 842 mil mortes são causadas por causa da falta de saneamento e higiene, bem como pelo consumo de água imprópria.