7,2 bilhões de dólares são necessários para ajudar Libéria, Guiné e Serra Leoa a se recuperar do ebola

“É necessário reconstruir a capacidade de resistência nesses países, de reerguê-los, para que possam voltar ao estado de desenvolvimento em que estavam antes da crise”, afirmou o coordenador da Resposta do PNUD para o Ebola, Sunil Saigal.

Comunidade em Conakry (Guiné) recebe água limpa para ajudar no combate ao ebola. Foto: UNMEER / Martine Perret

Comunidade em Conakry (Guiné) recebe água limpa para ajudar no combate ao ebola. Foto: UNMEER / Martine Perret

Nesta sexta-feira (10), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, solicitou a comunidade internacional, durante a Conferência Internacional de Recuperação do Ebola, que acontece na sede da ONU em Nova York (EUA), 7,2 bilhões de dólares para ajudar na recuperação dos três países da África Ocidental atingidos pelo surto de Ebola.

“O impacto negativo – sobre as economias, meios de subsistência e, mais importante vidas – exige que a comunidade global continue a priorizar a recuperação do ebola, mesmo muito tempo após a crise desaparecer “, afirmou Ban.

O coordenador principal da Resposta do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para o Surto do Ebola, Sunil Saigal, afirmou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (09), que é necessário reconstruir a capacidade de resistência nesses países, de reerguê-los, para que possam voltar ao estado de desenvolvimento em que estavam antes da crise. Para isso serão necessários 3,2 bilhões de dólares.

Na mesma conferência de imprensa, o enviado especial da ONU sobre o Ebola, David Nabarro, disse que “a maior parte da região afetada está livre do ebola”, lembrando que a epidemia, que começou no ano passado afetou cerca de 27,6 mil pessoas, deixando mais de 11 mil mortes. “O número contágios tem se reduzido nas últimas semanas. Existem alguns novos casos, mas quando eles aparecem podem ser facilmente rastreados até as cadeias de transmissão existentes”.

Nabarro disse também que a recente descoberta de novos casos na Libéria é “um lembrete da importância absoluta de se permanecer vigilante até o fim do surto”.