5 razões pelas quais o mundo precisa da OMS para combater a pandemia da COVID-19

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem desempenhado um papel crucial no combate à pandemia de COVID-19, desde que os primeiros casos foram identificados na cidade chinesa de Wuhan em dezembro.

Em uma entrevista coletiva na quarta-feira (8), o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, descreveu cinco maneiras pelas quais a agência está liderando a resposta global.

Rastreio de passageiros no aeroporto internacional Maya Maya, Brazzaville, no Congo. Foto: OMS/D. Elombat

Rastreio de passageiros no aeroporto internacional Maya Maya, Brazzaville, no Congo. Foto: OMS/D. Elombat

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem desempenhado um papel crucial no combate à pandemia de COVID-19, desde que os primeiros casos foram identificados na cidade chinesa de Wuhan em dezembro.

Em uma entrevista coletiva na quarta-feira (8), o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, descreveu cinco maneiras pelas quais a agência está liderando a resposta global.

1) Ajudar os países a se preparar e responder

A OMS publicou um Plano Estratégico de Preparação e Resposta à COVID-19, que identifica as principais ações que os países precisam tomar e os recursos necessários para realizá-las.

O plano, que é atualizado à medida que novas informações e dados melhoram a compreensão da OMS sobre as características do vírus e a melhor resposta a ele, atua como um guia para o desenvolvimento de planos específicos de cada país.

Os seis escritórios regionais da agência de saúde e 150 escritórios nos países trabalham em estreita colaboração com governos de todo o mundo para preparar seus sistemas de saúde para os estragos da COVID-19 e para responder de maneira eficaz quando os casos começam a aumentar.

Com os parceiros, a OMS criou o Fundo de Resposta e Solidariedade COVID-19, para garantir que os pacientes recebam os cuidados de que precisam e que os trabalhadores da linha de frente obtenham suprimentos e informações essenciais; e para acelerar a pesquisa e o desenvolvimento de uma vacina e de tratamentos para todos que precisam.

Com doações de governos, setor privado e indivíduos, mais de 800 milhões de dólares foram comprometidos ou recebidos pela resposta até o momento.

2) Fornecer informações precisas, desconstruir mitos perigosos

A Internet está repleta de informações sobre a pandemia, algumas úteis, outras falsas ou enganosas. Em meio a essa “infodemia”, a OMS está produzindo orientações precisas e úteis que podem ajudar a salvar vidas.

Isso inclui cerca de 50 recomendações técnicas para público, trabalhadores da saúde e países, com orientações baseadas em evidências sobre todos os elementos da resposta e desconstruindo mitos perigosos.

A agência de saúde se beneficia da experiência de uma rede global de profissionais e cientistas da saúde, incluindo epidemiologistas, clínicos e virologistas, para garantir que a resposta seja o mais abrangente, fidedigna e representativa possível.

Para garantir que as informações sejam corretas e úteis, a OMS montou uma equipe para dar a todos acesso a recomendações oportunas, precisos e fáceis de entender, de fontes confiáveis. Além disso, relatórios diários de situação e briefings de imprensa, bem como briefings com governos, mantêm o mundo informado sobre dados, informações e evidências mais recentes.

Muitas empresas de mídia social e tecnologia estão trabalhando em estreita colaboração com a OMS para ajudar no fluxo de informações confiáveis, incluindo Instagram, Linkedin e TikTok; e os chatbots nas plataformas Whatsapp e Viber conquistaram milhões de seguidores, enviando atualizações e relatórios oportunos.

3) Garantir que os suprimentos vitais cheguem aos profissionais de saúde

O equipamento de proteção individual é essencial para garantir que os profissionais de saúde possam salvar vidas, inclusive a sua.

Até agora, a OMS já enviou mais de 2 milhões de itens de equipamentos de proteção individual para 133 países e se prepara para enviar outros 2 milhões nas próximas semanas. Mais de 1 milhão de testes de diagnóstico foram enviados para 126 países, em todas as regiões, e mais estão sendo adquiridos.

No entanto, é necessário muito mais, e a OMS está trabalhando com a Câmara de Comércio Internacional, o Fórum Econômico Mundial e outros do setor privado, para acelerar a produção e distribuição de suprimentos médicos essenciais.

Em 8 de abril, a OMS lançou uma “Força-Tarefa da Cadeia de Suprimentos da ONU COVID-19”, que visa aumentar drasticamente o fornecimento de equipamentos de proteção essenciais onde for necessário.

4) Treinamento e mobilização de profissionais de saúde

A OMS tem como objetivo treinar milhões de profissionais de saúde, por meio de sua plataforma OpenWHO. Graças a essa ferramenta online, o conhecimento que salva vidas está sendo transferido para o pessoal da linha de frente pela Organização e seus principais parceiros.

Os usuários participam de uma rede mundial de aprendizado social, baseada em cursos e materiais interativos online, cobrindo uma variedade de assuntos. O OpenWHO também serve como um fórum para o rápido compartilhamento de conhecimentos em saúde pública, além de discussões e comentários aprofundados sobre questões-chave. Até agora, mais de 1,2 milhão de pessoas se inscreveram em 43 idiomas.

Os países também estão sendo apoiados por especialistas, mobilizados em todo o mundo pela Rede Global de Alerta e Resposta a Surtos da OMS (GOARN). Durante os surtos, a rede garante que os conhecimentos e as habilidades técnicas corretas estejam no local onde e quando forem mais necessários.

As equipes médicas de emergência também são uma parte importante da força de trabalho global em saúde. Essas equipes são altamente treinadas e autossuficientes e são enviadas para locais identificados como zonas de desastre ou emergência.

5) A busca por uma vacina

Laboratórios em muitos países já estão realizando testes que, espera-se, acabarão por levar a uma vacina. No sentido desses esforços, a OMS reuniu 400 dos principais pesquisadores do mundo em fevereiro, para identificar prioridades de pesquisa.

A agência lançou o “Solidariedade”, um estudo clínico internacional, envolvendo 90 países, para ajudar a encontrar um tratamento eficaz. O objetivo é descobrir rapidamente se algum medicamento existente pode retardar a progressão da doença ou melhorar a sobrevivência.

Para entender melhor o vírus, a OMS desenvolveu protocolos de pesquisa que estão sendo usados ​​em mais de 40 países, de maneira coordenada, e cerca de 130 cientistas, financiadores e fabricantes de todo o mundo assinaram uma declaração comprometendo-se a trabalhar com a OMS para acelerar o processo de desenvolvimento de uma vacina contra a COVID-19.

Ajudando os mais pobres e vulneráveis

Em sua coletiva de imprensa em 8 de abril, Tedros disse que a OMS está envolvida com muitas outras iniciativas e ações, mas todas elas se enquadram nesses cinco pilares essenciais.

O foco da agência, disse, é “trabalhar com países e parceiros para reunir o mundo e enfrentar essa ameaça comum”.

Uma preocupação particular, acrescentou, é com os mais pobres e vulneráveis ​​do mundo, em todos os países, e a OMS está comprometida em “servir todas as pessoas do mundo com equidade, objetividade e neutralidade”.