2,2 milhões de pessoas precisarão de assistência alimentar no Zimbábue até março de 2014, alerta PMA

Seca, indisponibilidade e alto custo de fertilizantes e sementes, além da fraca colheita de milho são alguns dos fatores que influenciam a crise alimentar no país.

Programa Mundial de Alimentos combate insegurança alimentar no Zimbábue distribuindo comida em áreas de risco. Foto: PMA/R. Lee

Cerca de 2,2 milhões de pessoas no Zimbábue vão precisar de assistência alimentar até março de 2014, estimou o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) nesta terça-feira (3). A agência informou que a situação é particularmente crítica no sul do país, onde a colheita foi escassa neste ano e as pessoas já estão tendo de economizar alimentos.

O PMA e seus parceiros devem começar a distribuição de comida em outubro com o fornecimento de cereais, leguminosas e óleos vegetais. Também vão transferir dinheiro para algumas áreas, dando maior flexibilidade às necessidades das pessoas e ajudando os mercados locais. A distribuição será gradual entre outubro e março – mês da próxima colheita.

A insegurança alimentar tem sido influenciada, entre outros fatores, pelas condições meteorológicas adversas, a indisponibilidade e o alto custo dos insumos agrícolas e a projeção de preços elevados para os cereais por causa de fraca colheita de milho.

Para ajudar as pessoas a lidarem com futuras secas e outras situações extremas, o PMA implementou em junho um programa na zona rural do Zimbábue que distribui dinheiro ou alimentos para as comunidades mais vulneráveis que ajudarem na construção de sistemas comunitários de irrigação e poços profundos.

Segundo o Comitê de Estimativas de Vulnerabilidade do Zimbábue, os níveis previstos para a fome no país seriam os mais altos desde o início de 2009, quando mais da metade da população precisou de apoio alimentar.