2010: “Um grande ano para a ONU”, afirma Secretário-Geral

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, considerou 2010 “um grande ano para as Nações Unidas”. A declaração foi feita em uma avaliação de final de ano das ações da ONU para a imprensa nesta sexta-feira (17/12).

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, considerou 2010 “um grande ano para as Nações Unidas”. A declaração foi feita em uma avaliação de final de ano das ações da ONU para a imprensa nesta sexta-feira (17/12). Ban falou dos progressos feitos em áreas como biodiversidade e nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), mas alertou para os desafios a serem enfrentados no Sudão, no Oriente Médio e em outros pontos críticos do mundo.

Fazendo uma retrospectiva do ano, o Secretário-Geral citou diversas ações bem sucedidas da ONU, como o avanço das negociações sobre a proteção do clima, em Nagoya (Japão) e em Cancun (México) e também a criação da Comissão de Informação e Responsabilidade para a Saúde de Mulheres e Crianças. Ele falou também sobre a ação humanitária que ajudou países atingidos por desastres naturais como Haiti, Chile e Paquistão. Ainda sobre os progressos alcançados, Ban lembrou a diplomacia preventiva da ONU, que ajudou a mediar e facilitar diálogos em países em crise políticas, como o Quirguistão e a Guinea.

Sobre as crises iminentes, o Secretário-Geral citou o resultado das eleições na Costa do Marfim, onde o atual presidente Laurent Ggabo se recusa a aceitar a vitória de Alassane Outtara – fato que vem dividindo o país – bem como o Sudão, onde será realizado em janeiro um referendo para definir a situação do sul. Mais uma vez, Ban pediu a palestinos e israelenses que se comprometam seriamente a chegar a um acordo, e reiterou a obrigação de Israel de parar os assentamentos no território palestino. Em relação ao Haiti, ele demonstrou preocupação com as alegações de fraude após o resultado do primeiro turno das eleições, e fez um apelo para que a ONU assegure que a vontade dos haitianos seja representada. O Secretário-Geral fez também ressalvas a outros países que passam por instabilidade política.

Ban disse que uma verdadeira ação global requer mobilização de esforços, a criação de alianças e a construção de coalizões, acrescentando que o progresso não vem com grandes saltos, mas com passos firmes e determinados. Ele afirmou que as demandas da ONU estão aumentando, e isso requer maior preparação e ação, através de uma estrutura transparente e responsável. “Nosso desafio é levar nosso progresso adiante”, disse ao se referir sobre os planos para 2011, que serão expostos detalhadamente no próximo mês.